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domingo, 16 de agosto de 2009

PIM: FORTE ALIADO CONTRA O DESMATAMENTO



Manaus - Se o Pólo Industrial de Manaus (PIM) não existisse, o desmatamento no Amazonas seria 70% maior, diz estudo realizado por pesquisadores das Universidades Federais do Amazonas (Ufam) e Pará (UFP), Instituto Piatam e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), apresentado hoje, durante audiência pública na Câmara Municipal de Manaus (CMM).
A audiência foi solicitada pela Federação das Indústrias do Estado Amazonas (Fieam) e do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam). O estudo é denominado “Impacto virtuoso do Pólo Industrial de Manaus sobre a proteção da Floresta Amazônia: Discurso ou Fato?”. A estimativa dos pesquisadores é embasada em fórmulas econômicas e dados sobre desmatamento ocorridos entre os anos de 2000 e 2006. A publicação, patrocinada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Fundação Nókia e Instituto Piatam, estima que o valor das emissões de carbono evitadas no período analisado chega a US$ 10 bilhões. Considerando os serviços ambientais proporcionados pela preservação, estima-se um montante de US$ 158 bilhões no período vigente.
Em 2008, quando parte do estudo foi apresentado durante a Feira Internacional da Amazônia (Fiam), realizada pela Superintendia da Zona Franca Manaus (Suframa), o então coordenador da jornada de seminários da Fiam, José Alberto da Costa Machado, cogitou o desenvolvimento de um selo verde que funcionaria como um sistema de certificação voluntário para agregar valor aos produtos do PIM. Na época, ele disse que o selo mostraria um comprometimento da empresa com a região e daria destaque internacional.
De acordo com o relator-geral da Comissão Revisora do Plano Diretor de Manaus, vereador Homero de Miranda Leão (PHS), que presidiu audiência pública, o trabalho dos pesquisadores evidencia que a solução para a Amazônia são as indústrias não poluentes como as do PIM e esse conceito pode ser estendido ao processo de expansão e crescimento da cidade de Manaus. "Hoje, não podemos mais analisar o crescimento da cidade somente pela ótica do aumento populacional, mas também pela expansão da sua industrialização", disse.fotos: (E) sede da Suframa (D) floresta. (Suframa)

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