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terça-feira, 18 de agosto de 2009

"CURSO PARA PROFESSORES INDIGENAS É MARCO HISTÓRICO"


Manaus - Ao dar as boas vindas aos 2,6 mil alunos da Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), durante a aula inaugural do curso, na tarde da segunda-feira, dia 17, o governador Eduardo Braga classificou a iniciativa da universidade como uma nova janela de oportunidades, "um marco na história da educação e da cultura do Amazonas".
Durante a aula, transmitida para 52 municípios, Braga lembrou as conquistas do Estado na área educacional, ressaltando a graduação da totalidade dos professores da rede pública de ensino por meio do Proformar. O curso, executado pela UEA em duas etapas, capacitou mais de 16 mil professores em todos os municípios do Amazonas.
"Isso não seria possível sem essa plataforma tecnológica. Nesse primeiro ano, estamos contemplando a formação de professores para o ciclo fundamental. É o início de uma política pública que vai fechar o ciclo da educação indígena capacitando professores desde a educação infantil até o Ensino Médio", completou o governador. "Estamos cumprindo um compromisso de priorizar a educação indígena", disse Braga, dirigindo-se a duas importantes lideranças indígenas presentes à solenidade: o novo secretário de Estado para os Povos Indígenas (Seind), Jecinaldo Sateré, e Maria Miquelina, representante da Coiab.
Para o governador, a política de educação indígena da UEA se insere num processo de preparação do Amazonas para o futuro, dando oportunidade a todos, brancos, negros e índios. "A Universidade tem esse compromisso", completou.
Braga fez um agradecimento aos professores, ao pessoal técnico, que compõem "uma engrenagem fundamental", para o sucesso do que classificou de "mais um passo gigantesco para mudar para melhor as condições de vida de nossas populações indígenas'',
Participaram da aula inaugural a coordenadora do curso, professora Graça Barreto, o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UEA, Rogelio Casado, a professora Sirley Henrique, secretária-executiva da Seduc; o vice-reitor da UEA, Carlos Eduardo de Souza Gonçalves; e a reitora Marilene Corrêa.
Para Marilene, a UEA indígena se configura como um projeto científico dos mais importantes, gerando uma enorme responsabilidade para UEA, na medida como parte de um programa estruturante que prevê ações nas áreas de Ensino, Pesquisa e Extensão. Dos 2,6 mil alunos do curso, mais de 1,2 mil são indígenas ou pessoas que já trabalham na educação indígena.
É o caso do aluno André Cruz, indígena da etnia cambeba, 26 anos, bacharel em ciências sociais pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um 50 aprovados para as vagas da capital. "Como indígena, considero um privilégio participar dessa experiência de formação intercultural aqui na Universidade do Estado do Amazonas", disse.(Fonte:Agecom)

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