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terça-feira, 22 de junho de 2010

PONTO DE CONVERGÊNCIA

                                                             *Osny Araújo

O presidente Lula bem que tentou, mas apesar do seu grande carisma e liderança, não conseguiu colocar os seus aliados no Amazonas num só palanque, em defesa das candidaturas do ex-ministro e atual senador Alfredo Nascimento (PR) como candidato ao Governo do Estado e da ex-ministra Dilma Roussef (PT), para a presidência da República.
Menos mal para o presidente, que conseguiu integral apoio para Dilma Roussef, mesmo com os aliados rachados, inclusive o seu partido, o PT, dividido entre as duas candidaturas ao Governo.
Tudo isso, porque o governador Omar Aziz, após analisar a sua performance eleitoral, resolveu enfrentar a reeleição, com o apoio do ex-governador Eduardo Braga (PMDB), candidato ao Senado, contrariando um acordo que teria sido firmado com o presidente Lula em favor da candidatura de Nascimento.
Isso significa dizer, que no Amazonas, onde os aliados estarão em palanques diferentes, à campanha será em tom de “fogo amigo” para a sucessão estadual, uma vez que para a presidência da República a candidata governista ficará como ponto convergente, onde em todos os palanques serão pedidos votos em seu nome.
Na recente visita a Manaus, onde se encontrou com o presidente peruano Alan Garcia, Lula, sabendo da delicada posição política dos aliados no Amazonas e sem querer perder nenhum, foi diplomata a comparou a situação a um fenômeno natural. Valeu-se da natureza para tentar uma explicação, garantindo que “política é como uma nuvem, a gente olha para um lado está com um formato, daqui a pouco agente dá uma outra olhada e encontra um outro formato. Assim é a política”.
O presidente lembrou o acordo político que tem co o seu ex-ministro, mas, no momento resolveu ficar em cima do muro, por isso, ainda não anunciou quem será o seu candidato, ou melhor, em quem votaria caso fosse eleitor do Amazonas e prometeu num futuro próximo, anunciar com todas as letras o nome do candidato que ele Lula, apoiará nas eleições para o Governo do Amazonas. Vamos aguardar.
Enquanto esse dia não chega, vamos ver como se comportam os aliados por aqui. O certo é que as trocas de farpas já começaram e isso, pode ser visto diariamente na mídia, mas, felizmente essa troca de “gentilezas” ainda pode ser considerada de bom nível, até porque, ontem estavam no mesmo barco.
Com a definição dos dois palanques em favor de Dilma Roussef no Estado, os dois principais candidatos ao Governo, Aziz e Nascimento, começam a colocar em campo as suas estratégias de campanha, com o interior do Estado sendo o grande foco.
Ainda não tive acesso a nenhuma pesquisa, mas, com base nas informações da mídia, vejo o governador Aziz, com apoio maciço dos prefeitos do interior e de quebra o da capital, agora com o renascimento da ação conjunto para a realização de obras em Manaus e de outros políticos como mandatos na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal, com mais munição eleitoral e ainda não dá para mensurar a força de Nascimento, a não ser o propalado apoio do presidente Lula, agora ainda não oficial e do ex-prefeito de Manaus, Serafim Correia, candidato à vice.
Não sei qual o coelho que o senador Alfredo Nascimento tem guardado na cartola, mas, como o próprio presidente Lula afirma que política é como uma nuvem, que uma hora está de um jeito e na outra, muda de posição, vamos aguardar mais um pouco, para ver os guerreiros de Nascimento, já que a tropa de Aziz já é sobejamente conhecida de todos.
O ex-governador Eduardo Braga que fez grandes obras na capital e no interior tem forte peso político no Estado e trabalha pela eleição de Aziz, já Nascimento, tem como ponto forte às obras que conseguiu realizar no Estado como ministro dos Transportes e a simpatia do presidente Lula, que ainda não oficializou nenhum apoio, considerando que a sua candidata à presidência da República conta com o trabalho político dos dois aliados.

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br

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