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terça-feira, 20 de outubro de 2009

OPOSIÇÃO TENTA HOJE CRIAR A CPI DO MST


Brasilia - Os partidos de oposição fazem nesta terça-feira (20) mais uma tentativa de criar uma CPI para investigar o repasse de dinheiro público ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e o deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS) dizem já ter o número necessário de assinaturas para a instalação da CPI. Eles pretendem protocolar o requerimento de criação da comissão às 16h.
Para o pedido de CPI mista, são necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. Uma vez protocolado, o pedido deve ser lido e votado no Congresso. A leitura do requerimento deve ocorrer nesta quarta-feira (21). O prazo para retirada de assinaturas acaba também na quarta-feira, à meia-noite.
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Essa é a segunda tentativa de criação de uma CPI para investigar o MST. No último dia 30, um pedido da bancada ruralista de instalação de uma comissão chegou a ser lido em plenário, mas 15 parlamentares retiraram suas assinaturas do documento antes do fim do prazo, o que inviabilizou a criação da CPI.
A nova tentativa de investigar o movimento ganhou força depois que integrantes do movimento destruíram parte de um laranjal com um trator na Fazenda Santo Henrique, em Borebi, no interior de São Paulo, há quase duas semanas.
A ação do MST foi criticada por senadores de oposição e governistas, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. “Isso [a destruição do laranjal] é mais uma ação do MST irracional e ilegal e com financiamento público, que é o que mais traz indignação à população”, disse a senadora Kátia Abreu.
Convidado a falar sobre o repasse de verbas públicas ao MST, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, negou em depoimento no Senado no último dia 13 que recursos de sua pasta sejam repassados ao movimento. Ele contestou levantamento divulgado na semana passada pelo líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), de que o ministério teria repassado entre 2004 e 2008 mais de R$ 115 milhões a entidades que seriam ligadas ao movimento.

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