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quarta-feira, 8 de junho de 2011

A QUEDA DE PALOCCI

                                                                                                          *Osny Araújo

Tenho alguns assuntos políticos interessantes do Amazonas para falar, mas resolvi deixar para outra oportunidade e rabiscar um pouco sobre a primeira grande baixa do Governo Dilma antes completar seis meses e isso, sem nenhuma dúvida, deverá ter um grande desdobramento político nos Arrais de Brasília.

Fragilizado moral e politicamente, após a denúncia da multiplicação da sua fortuna por vinte em quatro anos, feita pelo jornal Folha de São Paulo há pouco mais de vinte dias, mesmo blindado pelo Planalto, pelo Congresso Nacional e até mesmo pela Procuradoria Geral da República que determinou o arquivamento do processo de investigação, o então todo poderoso ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci não resistiu a pressão de Brasília e caiu. Por carta ele pediu demissão do poderoso cargo que exercia no Governo Dilma.

Na verdade, Palocci apesar de todo o poder que lhe foi outorgado, não passava de um ministro moribundo politicamente, face ao seu passado, onde a história não lhe é muito favorável, desde os tempos em que foi prefeito no interior de São Paulo, acho que Ribeirão Preto, onde se viu envolvido por alguns escândalos. Depois veio a história da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, já na qualidade de ministro do Governo Lula e agora a denuncia seu rápido enriquecimento. Como seve, são muitas coisas e como dizia a minha avó, onde existe fumaça tem fogo.

Na verdade o banzeiro que pegou a nau onde viajava Palocci no “mar” de Brasília foi muito forte e contou até com o fogo amigo, uma vez que muitos aliados e até mesmo do próprio partido, não engoliram muito as explicações dadas por Palocci durante a entrevista na TV Globo, onde tentou explicar a multiplicação por 20 da sua fortuna em apenas quatro anos.

Na verdade, a queda de Palocci apesar de aparentemente fortalecer o PMDB dentro do Governo, que não era muito simpático às suas articulações políticos, deverá ser benéfica para o Governo, que poderá viver tempos mais calmos e para o próprio PT que poderá iniciar dessa maneira uma repurificarão, tirando membros do seu seio como o próprio Palocci, os Denúnibus Soares, os Josés Jenuínos e tantos outros que já causaram grandes estragos ao PT, um partido de duas histórias distantes. Uma antes de assumir o Poder e outra no Poder. É como dizia a minha saudosa avó, que em política só existem dois desejos lógicos. Quem está foram do Poder quer entrar e quem está dentro não quer sair, no mais, tudo é mais ou menos igual.

Penso que a mudança na Casa Civil será mesmo salutar ao Governo, por entender que a corrosão da “crise Palocci” ganhou ainda mais corpo quando o ex-ministro tentou explicar na entrevista da Globo a forma do seu enriquecimento, que, diga-se de passagem, não convenceu os seus adversários e até mesmo alguns aliados. O tiro saiu pela culatra.

Devido a isso, a crise ganhou grandes proporções e atingiu ao Governo como um todo, provocando uma grande hemorragia no seu seio e causando desconforto à presidente Dilma, que não teve meios para manter o seu amigo no Poder, mesmo sendo esse o seu desejo e a baixa, servirá pelo menos para apaziguar os ânimos em Brasília, livrar os transtornos que uma CPI para investigar o ex-ministro criaria para o Planalto e outros danos menores morais e políticos para o Governo nestes primeiros seis meses.

Apesar de ver melhores dias políticos para o Governo com a saída do ex-ministro, a fumaça ainda continua a se espalhar, agora com menos intensidade e o Governo já começa a tomar alguns cuidados para evitar maiores conseqüências, até pela orientação de como deverá se comportar a senadora Gleisi Hoffman, do PT paranaense, mulher do ministro das Comunicações Paulo Bernardes que atuará na Casa Civil, mais como gestora, no acompanhamento dos projetos e deixando a parte política para ser feita por outros companheiros.

É possível, que com essa nova visão de Governo e política, a Casa Civil tenha realmente mais tempo para trabalhar no acompanhamento dos importantes projetos do Governo e quem sabe, dar trabalho ao ministro da Articulação José Sérgio, que todos sabem era uma figura nula dentro do próprio Governo, porque os espaços onde poderia realizar ações nas articulações políticas eram inteiramente invadidos e dominados por Antônio Palocci que é graduado em medicina, mas com mestrados em política e articulação.

Ainda com relação à “crise Palocci”, cujas explicações não convenceram a todos, volto a lembrar o que minha avó dizia com base em frases feiras que ela aprendeu em algum lugar. “Meu neto, a mentira além de ter perna curta e manca, anda devagar e alguém pega”. Como certamente a coisa não vai parar com a saída de Palocci do Governo, mas aguardar que um dia a sociedade possa saber realmente como ocorreu esse enriquecimento rápido demais do ex-ministro-chefe da Casa Civil.

Alias, a Casa Civil para um carma para o Governo PT. Primeiro, houve o que houve com o ex-ministro José Dirceu, depois veio a Erenice Guerra e sabemos também o que ocorreu, forçando inclusive o segundo turno para a eleição da presidente Dilma e agora as arrumações do Palocci. É ou não é um carma?(Com postagem simultânea nos Sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).

Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br





segunda-feira, 6 de junho de 2011

MADRINHA DO PAC, DA COPA E DA ZFM


                                                                                                                                 *Osny Araújo

Elevada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a condição de madrinha do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a agora presidente da República Dilma Rousseff se transforma também, na madrinha da Copa 2014 e da Zona Franca de Manaus, talvez por gratidão a grande votação que o Amazonas sempre deu a Lula e agora a ela. Nada mal.

Na peregrinação que andou fazendo por Brasília na semana passada em busca da liberação de recursos para obras do PAC no Estado, do avanço das obras para a Copa do Mundo e da defesa da competitividade do Pólo Industrial de Manaus (PIM), em relação a possíveis danos com a MP dos tablets, o governador amazonense foi bem recebido e caminhou com desenvoltura pelos sinuosos e escorregadios pelos corredores administrativos e políticos da capital federal. No final, a promessa da presidente de que a competitividade da ZFM não seria prejudicada. Ainda bem.

Foram dias em Brasília de muitas e cansativas reuniões e articulações políticas, com o governador recebendo o apoio integral da bancada amazonense no Congresso Nacional. Muitos ministros foram envolvidos nessas conversas, sempre com boas promessas para o Amazonas e que terminou com uma reunião com a presidente da República, recebendo como resposta às suas indagações de que as obras da Copa serão aceleradas, no que tange ao Governo Federal que a chamada “MP do Bem”, assim batizada pelo ministro da Tecnologia Aluísio Mercadante, não causará danos ao Amazonas.

O governador retornou dessa peregrinação satisfeito e nós esperamos que as promessas de Brasília feita ao governador e ao Amazonas, sejam realmente materializadas.

Com relação ao PAC, a coisa parece mais simples e tranqüila. A grande agonia em termos de obras está relacionada com a preparação da infra-instrutora de Manaus para receber a Copa, o maior evento esportivo internacional, esperado ansiosamente pelo mundo todo.

Sabemos que por aqui, com exceção da Arena da Amazônia, estádio que será palco dos jogos da Copa que aqui serão realizados, mesmo sem a liberação de recursos federais, as obras caminham relativamente bem, mas é só, pois todo o resto está mesmo na estaca zero.

O projeto para o transporte de massa, uma das exigências da FIFA para as cidades da Copa, está no zero e isso é muito preocupante. Se o projeto existe é como orelha de freira, que ninguém vê. O nosso aeroporto Eduardo Gomes, não comporta nem as demandas atuais imaginem um movimento com uma Copa do Mundo. O porto precisa ser modernizado e a nossa internet perde para a velocidade de um cágado, de tão lenta e irritante que é. Ia me esquecendo, ainda tem a imoralidade vergonhosa em que se transformou o centro histórico de Manaus, como “camelôs” por todos os lados. Sem nenhuma dúvida, uma fotografia muito negativa para Manaus que se propõe a ser uma grande porta de entrada para o turismo amazônico e que a proclamamos como a capital da Amazônia.

Agora, que a presidente Dilma resolveu também ser a madrinha da Copa e da ZFM, chamando para si a própria responsabilidade da coordenação das questões relacionadas ao grande evento esportivo internacional e com o apoio prometido a Zona Franca de Manaus, tudo possa caminhar com certa desenvoltura e em tempo hábil. A Copa de 2014 está chegando.

De todo esse imbróglio com o qual estamos envolvidos, vejo dois pontos como mais preocupantes. A reformulação, modernização e ampliação do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e um sistema digno e ágil de transporte de massa, seja lá o nome que se queira dar a isso – metro, monotrilho e sei lá. Estes parecem ser os dois maiores problemas para a viabilização de uma boa Copa por estas bandas.

O tempo urge, mas se agirmos com vontade política, união, transparência, inteligência e responsabilidade, as barreiras certamente serão transpostas e agindo dessa forma ainda teremos condições de preparar convenientemente Manaus para receber o maior e mais importante evento esportivo do planeta. (Com postagens simultâneas nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético)

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br





sexta-feira, 3 de junho de 2011

INCRA cria Assentamento Florestal no Sul do Amazonas



Fonte: Ascom, Incra, AM

Manaus - A Superintendência Regional do Incra no Amazonas finalizou os procedimentos administrativos necessários à criação do Projeto de Assentamento Florestal (PAF) Curuquetê, no Sul do município de Lábrea – AM. A Portaria de número 31/2011 deve ser publicada nos próximos dias. O PAF Curuquetê é demanda do Movimento Camponês Curumbiara (MCC), com apoio da Ouvidoria Agrária Nacional e prontamente recepcionada pelo Incra.

O projeto foi concebido para 100 famílias, sendo que 25 já foram inscritas e ao menos 15 delas já habitavam o local, desenvolvendo pequenas atividades agrícolas.

A área do PAF está localizada na gleba Curuquetê, na divisa de Rondônia com o Amazonas, na altura da Vila de Vista Alegre do Abunã, na BR- 364. A região é alvo de ilícitos por parte de alguns grupos de madeireiros (torreiros) que estão na atividade de maneira irregular (sem plano de manejo). Também há problemas e indícios com vendas de áreas publicas ilegalmente.

Alternativa socioeconômica

A decisão do Incra Amazonas em criar o PAF vai em direção ao entendimento desta Regional de que uma região tão rica em recursos florestais pode se desenvolver a partir de um projeto legalizado e incluindo famílias de pequenos agricultores. Ou seja, não somente a repressão, o comando-controle, mas oferecer as alternativas. Além disso, o projeto trará benefícios indiretos às madeireiras locais que estão paradas por ações do Ibama e da Policia Federal por usarem madeira ilegal.

Pensando nisso, o Incra Amazonas atua na região já há alguns anos. A gleba foi arrecadada em nome da União em 2006 com 810 mil hectares, já georreferenciada, dos quais aproximados 690 mil foram repassadas para criação do Parna Mapinguari e da Resex Ituxi. Do restante, 41 mil hectares foi destinado ao PAF e o outra parte em processo de regularização junto ao Terra Legal.

Por que o PAF não foi criado antes

A Regional do Amazonas lamenta que o projeto tenha demorado a ser criado, mas por questões fora da jurisdição do Incra. “Fizemos todos os procedimentos de maneira segura, transparente e rápida dentro do Incra. Portanto, questões alheias à Superintendência Regional impediram sua criação, em especial, a declaração da Prefeitura que impediu de ingressarmos com o pedido da licença ambiental, já que cumprimos rigorosamente a legislação e não criamos assentamento sem a devida autorização do ente estatal competente”, sintetiza Jorge Claudio Serra Gonçalves, Superintendente Substituto.

O Chefe da Divisão de Obtenção de Terras, Engenheiro Agrônomo Ronaldo Santos, lembra ainda que o PAF Curuquetê é um dos poucos assentamentos criados com intensa participação e e transparência até então visto no Brasil. “O Incra Amazonas realizou duas audiências públicas e consulta na internet, ainda em Novembro de 2009; tais procedimentos estão na norma (Portaria 215/2006). Sem falar que ouvimos todos os interessados: vizinhos na área, fizemos reuniões com grupos inicialmente contrários à proposta – exatamente para evitar ou minimizar os possíveis conflitos - , envolvemos órgãos do governo estadual e outros técnicos ligados à proposta”, conclui.

Próximos passos

Dentro da estratégia de trazer viabilidade socioeconômica ao projeto a Superintendência do Amazonas sinaliza que irá recepcionar as famílias interessadas em morarem na área. “Conduziremos técnicos para inscreverem as famílias que tenha aptidão em atividades florestais e que estejam empenhadas na filosofia do PAF”, sinaliza Santos.

Em seguida, o Incra fará gestão para georreferenciar e demarcar o assentamento, melhorar a estrada de acesso e procurar parceiros para iniciarem um plano de manejo, licenciar a atividade e repassar a co-gestão aos assentados.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vascão a um empate de conquistar a Copa
do Brasil e vaga na Libertadores

Rio - Depois de passar três jogos sem conseguir vencer em seus domínios pela Copa do Brasil - contra Náutico, Atlético-PR e Avaí -, o Vasco finalmente fez o dever de casa nesta quarta-feira, no melhor momento possível, ao bater o Coritiba por 1 a 0 no primeiro jogo da final. Com muitas dificuldades para controlar a afobação e o nervosismo no primeiro tempo, o time comandado por Ricardo Gomes contou com um gol de Alecsandro para sair na frente na finalíssima. Agora, o Vasco precisa de um empate no jogo de volta, quarta-feira que vem, em Curitiba, para conquistar o título inédito e voltar à Libertadores. Depois de atingir nesta temporada a maior sequência de vitórias na história do futebol brasileiro (24), o Coxa caiu de produção depois da goleada de 6 a 0 sobre o Palmeiras e agora terá de reencontrar o seu melhor jogo para vencer por dois gols de diferença e dar a volta olímpica que também seria inédita. O Couto Pereira lotado é uma das apostas para a virada e a pressão nos minutos finais do jogo no Rio pode ter sido um sinal.

Antes, os dois times, provavelmente com reservas, se enfrentam no fim de semana pelo Campeonato Brasileiro, domingo, também no Couto Pereira.

A euforia vista em São Januário lembrou os jogos da Libertadores de 1998, quando o Vasco fez do estádio seu caldeirão para conquistar o título. O folclório torcedor Mister M, presente em todos os jogos daquela conquista, voltou com força total e ganhou a companhia de um torcedor fantasiado de Elvis Presley, com direito a guitarra e afins. A presença das belas gêmeas do nado sincronizado, do ídolo Geovani, do ex-zagueiro Odvan e do ex-BBB Kadu eram alguns dos ingredientes que formavam uma imensa panela de pressão num dia diferente. Afinal, depois de alguns anos, o Vasco estava de novo numa final importante.

Mas, antes do jogo, os velhos problemas do futebol brasileiro. O ônibus do Coritiba foi alvejado por uma pedra na chegada da delegação a São Januário. Ninguém ficou ferido e a polícia não conseguiu prender o responsável pela agressão. A entrada dos torcedores também foi bastante confusa. No portão 18, dezenas de vascaínos pularam as roletas e entraram no estádio sem apresentar ingressos. Mais tumulto no portão 5, onde uma enorme fila se formou desde às 19h. Apenas três roletas funcionavam no local e a entrada dos cruz-maltinos era muito lenta. Os torcedores começaram a forçar a entrada e a polícia militar precisou usar gás de pimenta para evitar a confusão. Além disso, a quantidade de ingressos falsos foi grande. Vários torcedores foram impedidos de entrar em São Januário. Um funcionário do Vasco usava alto-falante para alertar ao público do problema.

O JOGO

Com os nervos à flor da pele, os dois times começaram o jogo abusando das faltas e dos passes errados. Qualquer marcação da arbitragem gerava protestos e palavrões dos mais pesados. Ansiosa, a torcida do Vasco colocava uma forte energia em campo. E um dos únicos que conseguia absorver essa força no início era Felipe, que usou toda a sua experiência para colocar a bola no chão e fazer o time respirar. O meia vascaíno tabelava com facilidade e fazia o time rodar. Já pelo lado do Coritiba, a afobação se traduzia em muitos chutões que a zaga do Vasco conseguia anular. Às vezes com dificuldade.

Fernando Prass teve que trabalhar em chute de Bill e o Vasco deu o troco em bela jogada de Diego Souza, que costurou adversários dentro da área antes de bater para o salto de Edson Bastos. Aos poucos, Diego Souza passou a chamar a responsabilidade e dar as conhecidas arrancadas. O Coritiba melhorou a partir do momento que Anderson Aquino passou a tocar mais na bola e tranquilizar o time, enquanto Bill incomodava os zagueiros vascaínos com muita luta e Rafinha corria sem parar. O time paranaense aproveitava os espaços dados pelos donos da casa e, a partir dos 35 minutos, passou a ter mais a bola no pé. Organizado, o Coxa trocou vários passes e quase marcou no fim do primeiro tempo, mas Bill não alcançou o cruzamento de Jonas.

Na saída para o intervalo, um jogador de cada lado apontou a afobação como responsável pelo empate parcial sem gols.

- O que a gente não pode é se afobar. Temos que colocar a bola no chão - destacou Diego Souza, que teve a opinião compartilhada por Davi, do Coxa.

- Estamos muito afobados. Roubamos a bola na defesa e queremos sair de qualquer jeito. Assim não dá.

As palavras de Diego Souza foram ouvidas e compreendidas pelo time. Tanto que, logo aos cinco minutos, Diego, com tranquilidade, recebeu na intermediária e acionou Allan. O volante, que joga improvisado, mostrou talento dos grandes laterais ao cruzar na cabeça de Alecsandro, que mostrou como se faz ao testar para o chão e abrir o placar para o Vasco: 1 a 0 e explosão na Colina. Na comemoração, Alecsandro homenageou o pai, Lela, e fez a careta marca registrada do ex-atacante que, curiosamente, integrou o time do Coritiba campeão brasileiro em 1985.

O Coritiba não pareceu sentir o gol e criou duas boas chances em sequência. Na segunda, a mais perigosa delas, Fernando Prass teve que fazer defesa difícil após chute de Bill. Mas, aos poucos, as duas equipes passaram a sentir o desgaste, fruto do ritmo alucinante do primeiro tempo.

Bernando ainda ameaçou em cobrança de falta por cima do gol e os visitantes arriscaram vários ataques rápidos que deixaram os vascaínos de cabelo em pé. A pressão foi muito grande e, aos 47, a bola quase entrou em conclusão de Emerson, mas o time da Colina controlou os nervos para abrir vantagem na decisão. Agora é tudo ou nada no Couto Pereira.

terça-feira, 31 de maio de 2011

SARNEY RASGA A HISTÓRIA DO CONGRESSO


                                                                                                                                     *Osny Araújo

Mais uma pérola arquitetada pelo todo poderoso presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP), autorizando que o Congresso Nacional rasgasse a sua própria história ao retirar do “túnel do tempo”, o corredor que liga o plenário aos gabinetes dos parlamentares, e as Comissões Técnicas, o impeachment do ex-presidente da República Fernando Collor de Melo, hoje senador da República pelo PMDB alagoano.

Justificando esse ato danoso para a história republicana da política brasileira, Sarney que é imortal da Academia Brasileira de Letras, ao reinaugurar com pompas a nova galeria disse que o fato foi apenas um acidente e por isso não pode ser visto como relevante, daí perder a vaga na galeria histórica do Congresso Nacional. Uma pena. A sorte é que a história não é mutante e certamente, ela ficará guardada na memória dos brasileiros, especialmente dos chamados “caras pintadas” que comandaram as manifestações anti-Collor naquela época.

Como o Congresso Nacional recebe a visita de milhares estudantes anualmente para pesquisar essa mesma história, ao chegarem lá vão encontrar uma histórica ( ou estória) política mutilada, mas o político ardiloso e o intelectual Sarney, justificando esse ato criminoso contra os feitos importantes do Congresso Nacional saiu-se como mais uma pérola, classificando o fato como apenas “um acidente da história que não deveria ter acontecido” daí a sua retirada da galeria, deixando no seu entendimento apenas os fatos considerados por ele como importantes.

O fato senador, é que o impeachment aconteceu se não inteiramente pela renúncia de Collor, mas os seus direitos políticos foram cassados por essa Casa e mesmo renunciando, ficou fora da vida política brasileira por oito anos. Essa é a história e o Senado teria a obrigação de preservá-la e não riscar dos grandes acontecimentos vividos pelo Congresso Nacional.

Insatisfeito com a posição assumida por Sarney, o senador Cristovam Buarque, (PDT) ex-reitor da Universidade Nacional de Brasília e professor, justificando a sua revolta com esse fato, disse que “um país que rasga a sua história é um país envergonhado” está cheio de razão o senador-professor. Só que o País não está envergonhado com esse fato histórico, os políticos, estes sim, devem estar. A sociedade não.

O painel retirada do “túnel do tempo”, conhecido deste articulista, continha fotos panorâmicas das manifestações dos “caras pintadas” nas ruas e dizia claramente que em 29 de dezembro de 1992, o Senado aprovou por 76 votos contra cinco a perda do cargo de presidente da República e de seus direitos políticos até o ano 2000” e só não sofreu impeachment porque Collor resolveu renunciar o mandato antes do início do julgamento, o que não invalidou o seguimento da histórica reunião.

É lamentável, que uma Casa como o Senado da República, através de um ato de seu presidente, o maranhense José Sarney, senador pelo Amapá, tenho tido uma postura dessa, não permitindo que as futuras gerações que visitarão aquela Casa tenha conhecimento desse importante fato histórico para a política brasileira ocorrida em dezembro de 1992. Ainda bem que esse fato está contado em vários livros, em jornais da época, em arquivos televisivos e hoje disponibilizado também na internet, de onde o presidente Sarney não poderá rasgá-la ou deletá-la.

Só espero que agora o todo poderoso presidente do Senado não esteja arquitetando rasgar também um pedaço da história da República, exatamente a parte em que fala da sua posse na presidência da República , um tanto esquisita, mas que serviu para manter o País em calmaria após a morte do saudoso Tancredo Neves, que não conseguiu ser empossado presidente da República.

E é exatamente em função da não posse de Tancredo Neves que entra a história. O então presidente da República João Batista Figueiredo se recusou a entregar à vice-presidente eleito José Sarney à faixa de presidente a República, por entender, que de forma constitucional o cargo seria assumida pelo então presidente da Câmara dos Deputados, o saudoso Ulysses Guimarães (PMDB) e outra eleição deveria ter sido marcada.

O fato é claro, o vice assume no impedimento do titular e como Tancredo não foi empossado, não foi presidente da República, apenas eleito e se o titular não é empossado, o vice, no caso Sarney não poderia ter assumido a presidência da República. Pelo menos é assim que pensam renomados juristas. Isso também presidente Sarney, será que não é relevante para a nossa história? (Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, amazonianarede, Tadeudedouza e blog Jornalismo Eclético).

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br

Manaus - Os chamados partidos políticos de esquerda no Amazonas, estão mesmo de olho na Prefeitura de Manaus nas próximas eleições.

Após o anúncio do PT que pretende disputar a prefeitura com candidatura própria, aparecendo já o nome do deputado federal Francisco Praciano trabalhando uma possível candidatura, agora chegou a vez dos comunistas do PC do B anunciaram também que pretendem ter candidatura própria para a sucessão do prefeito Amazonino Mendes (PTB).

Diante disso, a direção do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em Manaus decidiu no último sábado (29), que o partido terá candidato a prefeito nas eleições de 2012, a afirmação foi feita pelo presidente municipal do partido, Anderson Souza.

O nome ainda não foi definido, mas será decidido durante debate entre as bases da legenda e anunciado no dia 30 de julho, data da conferência municipal que além de definir nome do candidato majoritário, também elegerá a nova diretoria do PCdoB na capital.

Segundo Anderson Souza, os principais nomes que despontam a indicação para concorrer ao cargo de prefeito de Manaus, são a senadora Vanessa Grazziotin, o atual secretário de Estado da Produção Rural (Sepror) Eron Bezerra e a vereadora Lúcia Antony.

Questionado pela reportagem do acritica.com, a respeito da vontade de concorrer ao cargo majoritário da prefeitura Anderson Souza, afirmou que isso não depende de vontades pessoais e sim da decisão do partido.

“Neste caso prevalece a vontade do coletivo partidário, a conferência municipal tem o poder de nomear o candidato. E todas as pessoas que citei respeitam a decisão partidária, os filiados do PCdoB que estão na política, estão a disposição para uma investida ousada do partido” declarou.Nas fotos, o casal Eron e Vanessa, deputado Francisco Praciano e a vereadora Lúcia Antony, surgem como os primeiros nomes especulados pelos dois partidos para essa dispuita eleitoral pela Prefeitura de Manaus.





segunda-feira, 30 de maio de 2011

O CARISMÁTICO ‘BOMBEIRO’ LULA


                                                                                                                             *Osny Araújo

A falta de jogo de cintura, ingrediente necessário em uma carreira política longa e vitoriosa, o que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem de sobre e falta na presidente Dilma Rousseff, está deixando o clima em Brasília meio nebuloso e cheio de instabilidade, produzindo um certo desconforto na chamada base aliada do Governo.

O fato, é que dia a dia fica mais aparente a fragilidade do modo de tratar política da presidente e isso já começa a ser vista com certa desconfiança por interessantes aliados e até por alguns companheiros do próprio PT, que começam a se achar sem espaço dentro do próprio Governo.

Para não deixar o barco naufragar envolvido com um princípio de incêndio, desembarcou na semana passada em Brasília um senhor carismático, um bom papo, informal e experiente, na verdade um baita de um político, para dar uma de “bombeiro” conter o incêndio e salva a nau governista de um naufrágio político.

Esse senhor político, com todos esses predicados, é nada mais, nada menos do que o ex-presidente Lula. Tão logo desembarcou na capital federal Lula foi para o front e trabalhou para evitar grandes e graves problemas para o Governo envolvendo a própria força aliada.

Lula, no desempenho desse seu novo e importante papel, uma espécie de conciliador, conversou também com a turma do PT, deu pitos em alguns companheiros e conselhos a outros e foi ao encontro de aliados, filiados aos demais partidos que dão sustentação política ao Governo no Congresso Nacional.

Nessa lavagem de roupa suja, Lula ouviu petistas e aliados e foram muitas as críticas e descontentamentos apresentados em relação à maneira que a presidente Dilma tem de fazer política e de tratar com políticos, até pela falta de um dialogo mais freqüente e aberto com a base governista. Ao que parece, os aliados querem um pouco mais de consideração.

Não é segredo que politicamente o Governo enfrenta alguns problemas, a começar pelo volumoso corte no Orçamento que desagradou a Deus e ao mundo nas mais diferentes regiões do País. Em seguida, houve um certo desgaste do Governo em relação ao novo e polêmico Código Floresta aprovado pela Câmara, mas que ainda deverá produzir muita polêmica quando for apreciado pelo Senado.

Esse rosário de problemas chega ao Palácio do Planalto, mais precisamente na Casa Civil, com o todo poderoso ministro-chefe Antonio Palocci metido numa grande confusão e o Governo tenta por todos os meios para brindar Palocci que foi o coordenador da campanha eleitoral da presidente Dilma e é quem dá as cartas políticas no Governo uma vez que o ministro da Articulação Institucional Luiz Sérgio é figura praticamente nula dentro do Governo e sem crédito junto aos aliados. Palocci é o cara.

Outro ponto polêmico em que se envolveu o Governo, diz respeito a questões culturais e após muitas críticas, a presidente recuou e sepultou uma péssima idéia arquitetada pelo Ministério da Educação em distribuir um kit anti-homofobia nas escolas. Felizmente a coisa não vingou, mas isso também contrariou a muitos aliados, especialmente os integrantes da chamada bancada evangélica.

Aqui pelo Amazonas, registramos a quebra de uma promessa de campanha da então candidata Dilma de que a Zona Franca de Manaus seria mantida e preservada, considerando a suam importância para o desenvolvimento socioeconômico. Não é exatamente isso que está no bojo da famigerada “MP do Bem”, assim batizada pelo ministro Aloizio Mercadante, que tira a competitividade do Pólo Industrial de Manaus no que diz respeito a bens de informática, o que se materializada, afastará novos investimentos e diminuirá a oferta de empregos. A responsabilidade de descascar o abacaxi ficou para o aliado, senador Eduardo Braga (PMDB) na qualidade de relator da matéria no Senado. O fato também desagrada os aliados por aqui.

Como se observa, são vários os fatores que expõe a fragilidade no trato da política da presidente Dilma, por isso a providencial entrada em cena do experiente Lula, para jogar água no fogo e acalmar os ânimos de companheiros e aliados que circulam insatisfeitos pelos corredores políticos de Brasília. A hora ainda é de expectativa.(Com publicação simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianaredee Tadeudesouza)

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br



terça-feira, 24 de maio de 2011

APENAS FALÁCIAS E NADA MAIS

                                                                                                         *Osny Araújo

O ex- presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, quando candidato, não prometeu nada e muito menos apoio integral a Zona Franca de Manaus. Eleito e empossado esse apoio nunca faltou ao Estado e a Zona Franca de Manaus, naturalmente, por entender a importância desse modelo de desenvolvimento socioeconômico para a região.

A bem da verdade, devo reconhecer que o ex-presidente Lula, não só preservou a Zona Franca de Manaus, como foi um dos presidentes da República que mais visitou o Amazonas e sempre teve um olhar diferenciado e responsável para o nosso Estado e em especial para a Zona Franca de Manaus.

Lula chegava ao fim do seu segundo mandato e veio a campanha política e duas candidaturas para brigar pela sucessão surgiram no cenário político nacional. Dilma Rousseff, do PT lançada por Lula e o “tucano” José Serra, este tido por muitos, onde me incluo, como inimigo mortal da ZFM, até porque, sempre foi um político apadrinhado pela toda poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP.

Durante a campanha política, o PT e seus aliados, faziam coro com a então candidata Dilma sobre a importância da Zona Franca de Manaus e o seu Pólo Industrial, continuar sendo uma área exclusiva para a concessão de isenção fiscal, garantindo dessa forma a competitividade no mercado.

Não foi exatamente o que ocorreu e ainda no transcurso do seu quinto mês de Governo, a presidente editou uma Medida Provisória, que o ministro Mercadante a batizou de “MP do Bem”, dando uma tremenda porrada no Amazonas e em especial na ZFM, no que diz respeito à Pólo de Informática e particularmente no que diz respeito aos Tablets, os computadores em forma de prancheta, escancarando de forma genérica a concessão de incentivos.

Isso fere frontalmente a Zona Franca de Manaus, um modelo de desenvolvimento regional que já provou que deu certo em todos os sentidos, inclusive na preservação do meio-ambiente, ajudando em muito a combater o desmatamento na região e através de indústrias não poluentes.

Na verdade, fomos literalmente iludidos e enganados pelas falácias dos políticos e do Governo em tempo de campanha eleitoral, onde tudo pode para conquistar votos e nós acreditamos e o Amazonas votou sim no Governo.

A edição dessa MP contrária a ZFM, invalidou por completo a promessa feita em Manaus pelo Sr. Alessandro Teixeira, secretário Geral do Ministério da Industria e Comércio que afirmou que antes desta famigerada edição, o Governo Federal conversaria com as lideranças amazonenses e levaria em consideração os interesses do nosso Pólo Industrial – mais uma falácia.

Antes, o governador Omar Aziz, aliado do Governo Federal já havia dito que a MP era inconstitucional e prometeu tentar mostrar isso ao Governo Federal. Parece que não deu tempo e agora as cosias ficaram muito mais difíceis e vamos depender do comportamento do Congresso Nacional, onde o Governo tem absoluta maioria.

É nessas horas que lamenta a não reeleição de Artur Neto para o Senado. Ele até poderia não conseguir nada, mais certamente ele iria causar muitas dores de cabeça no Congresso Nacional, coisa que certamente agora não acontecerá, até porque, somos uma bancada pequena e de pouca expressão política para lutar contra os poderosos dos meios políticos e econômicos do País.

Para fechar este comentário, a respeito da posição assumida pelo Governo contra os interesses da Zona Franca de Manaus e da própria Amazônia, o raciocínio é bem simples. Fomos enganados pelo Governo, considerando que essa “MP do Bem”, retira do PIM qualquer tipo de competitividade nos mercados interno e externo dos computadores em prancheta e com isso, novos investimentos no setor estarão muito longe do nosso Pólo Industrial.

É preciso entender de uma vez por todas, que não basta apenas prorrogar alguns tipos de incentivos, é necessário que se garanta as vantagens fiscais, o que torna a Zona Franca de Manaus diferenciada e atraente para novos e grandes investimentos. Sem isso, é chover no molhado. (Com publicação simultânea nos Sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog: Jornalismo Eclético)

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br






segunda-feira, 23 de maio de 2011

MUDOU ...MAS NEM TANTO


                                                                                                                            *Osny Araújo

O PT após ter assumido o Poder mudou em alguma coisa, mas na essência, continua sendo aquele mesmo partido de esquerda, só não mais tão radical, mas com muitas tendências e pontos de vista diferentes e por isso, com muitas discussões e brigas internas envolvendo os próprios companheiros, fato considerado normal pelos próprios petistas que já se acostumaram a conviver com essas situações.

A semana que passou não foi das melhores para os petistas, com a troca de algumas farpas entre companheiros importantes no cenário político amazonense, envolvendo, principalmente os deputados Sinésio Campos, líder do Governo na Assembléia Legislativa do Estado e o PT oposicionista José Ricardo. Coisa de bons companheiros. Alias, não se meta nessa história que isso é como briga de família. Depois tudo ficará bem.

Toda essa confusão nasceu dentro de uma discussão democrática, pratica sempre utilizada pelo Partido para tomar decisões. Desta feita, foi para definir a posição do Partido em relação ao Governo Omar Aziz, prosseguindo o que fez no Governo Eduardo Braga. Omar foi eleito governador com o apoio extra-oficial de parte do PT que oficialmente apoiou a candidatura do senador hoje ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR) ao Governo do Estado.

A aprovação desse acordo político, arquitetado pelo deputado Sinésio Campos não ganhou unanimidade do partido, o que é algo muito difícil, considerando que a tendência a qual pertence o deputado José Ricardo se absteve de votar, por isso, o parlamentar se considera livre para continuar atuando no Legislativo como oposição ao Governo Omar Aziz, fato que contraria a decisão do Partido e a do seu articulador, deputado Sinésio Campos, considerando que a decisão assumida pelo Partido deve ser cumprida a risca, ou seja, o PT tem que formar sempre, enquanto o acordo existir ao lado do Governo.

Sem querer entrar na seara petista, nesse particular acho que o deputado Sinésio Campos tem razão em lutar para que o PT também continue sendo governo no Amazonas. Com isso, o Partido se mantém no Poder com várias secretarias e outros cargos importantes dentro da administração do Estado, além da liderança da bancada governista na Assembléia Legislativa, que é uma grande força política adquirida pelo Partido que, diga-se de passagem, não tem grande poder voto em Manaus e por isso, têm bancadas minguadas na Assembléia e na Câmara Municipal de Manaus, fato que torna ainda mais interessante essa aproximação e participação no Governo.

Como vejo política de forma diferente de filiados partidários, entendo que não precisa ser governo para votar com o Governo e nem oposição para votar contra o Governo. O que é preciso e ver com inteligência e liberdade de ação o que está sendo colocado em votação. Se a cosia for favorável à sociedade, ao Estado etc. e tal, não têm porque o deputado de oposição votar conta, só pelo fato de ser oposição. O inverso é verdadeiro. O importante é pensar no que é melhor para todos e não saber quem fez o que. Isso não me parece que é política feita com seriedade.

Penando assim, o deputado José Ricardo poderá continuar a fiscalizar o Governo, como vem fazendo e apoiá-lo quando as propostas do Executivo forem boas para a sociedade e para o Estado. Isso é fazer política com compromisso com a sociedade, com princípio e com a determinação de quem realmente quer fazer política com P maiúsculo.

No momento o melhor que se tem a fazer é esperar e observar o comportamento desses deputados companheiros na Assembléia Legislativa do Estado e que a sociedade não venha a ser prejudicada. É o que se espera. (Com publicação simultânea nos Sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br

terça-feira, 17 de maio de 2011

E ESSA TAL LEI DA FICHA LIMPA?


                                                                                                                         *Osny Araújo

Sei que ela existe, mas sei também que não funciona, simplesmente porque não está sendo aplicada devidamente e tudo por culpa dos tribunais, que ficam jogando de um lado para outro e a política brasileira continua repleta de fichas sujas. Uma vergonha.

No Congresso Nacional, instituição responsável pela elaboração, aprovação de leis e ainda pela fiscalização dos atos praticados pelo Executivo, está cheio de deputados e senadores envolvidos em vários escândalos políticos e outras maracutáias.

Para que possa entender melhor a questão, ou melhor, a não aplicação da Lei da Ficha Limpa, é bom saber que sessenta e três parlamentares (senadores e deputados), isto para falarmos apenas a nível de Congresso Nacional, são réus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e continuam desempenhando as suas funções, mesmo com as fichas maculadas.

Essa turma “ficha suja”, pelos menos está com essa acusação nas costas, é formada por cinqüenta e quatro deputados e nove senadores contra os quais o Ministério Público detectou fortes indícios de crimes políticos, mas até agora nada aconteceu. Talvez, quando faltarem alguns poucos meses para o fim dos mandatos, eles possam sofrer algum tipo de punição. Não duvido. Entendo que os julgamentos deveriam já ter sido feitos e os por ventura, inocentados, poderiam sim, assumir os seus cargos. Caso contrário ...

Apesar das acusações e das muitas evidências, essa turma continua posando de bons moços, tentando passar para a sociedade brasileira que são políticos pobros, dignos, honrados e éticos. Como diria Boris Gazoy “isso é uma vergonha”.

Na realidade, esses sessenta e três congressistas, fazem parte de um time ainda maior, composto por cento e trinta e seis congressistas que respondem por algum tipo de investigação na Corte máxima brasileira.

Essa “turma legal” da política brasileira representa vinte e dois Estados e treze partidos políticos. A liderança é do todo poderoso estado de São Paulo e o partido que mais se destaque é o PMDB do vice-presidente da República Michel Temer. Do Amazonas, aparecem na lista três deputados.

Nesse interessante levantamento feito pelo site Congresso em Foco, mostra aos brasileiros a qualidade da representação que a sociedade tem no Congresso Nacional, hoje uma instituição muito desacreditada e isso ocorre, pela qualidade dos políticos que lá estão e nós, também temos a nossa parcela de culpa, a final de contas, eles estão lá, porque nós os colocamos La com os nossos votos.

É bom que isso aconteça, para que possamos refletir melhor na hora de votar, ou melhor, de passar uma procuração para que nos representem no Parlamento e também nos cargos executivo, que não estão alheios a Lei, desde que ela realmente algum dia venha a funcionar.

Ora meus amigos, o nome popular da Lei é muito claro “Ficha Limpa” e ficha suja, não é ficha limpa, por isso, a sociedade brasileira, até pela valorização da desgastada e desacreditada classe política e pelo retorno da credibilidade dói Congresso Nacional, clama pela sua aplicação já. É isso, apenas isso que a sociedade quer e deseja, para que possamos começar a reescrever a nossa história política.

Uma história com política e políticos com P maiúsculo e não com essa turma ficha suja que continua impregnando o Congresso Nacional, tomando lugar de pessoas honradas e dispostas a fazer política com determinação, ética, e inteligência, pensando no bem comum e no País como um todo, dando exemplo de dignidade, Vontade de servir, de respeito ao povo e de amor pelo seu município, estado e pelo Brasil.(Com publicação simultânea nos sites: noticianahora, amazonianarede, tadeudesouza e blog jornalismo eclético)


*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br

segunda-feira, 16 de maio de 2011

INCRA entrega 203 casas no PAE Cabaliana
II em área de várzea de Manacapuru

Fonte: Ascom INCRA, AM

Manacapuru, AM - “Eu agradeço a Deus, ao ex-presidente Lula, a presidente Dilma e ao INCRA por este momento de felicidade que estou vivendo e pela casa que recebo”. Foi com esse agradecimento emocionado que a assentada Maria dos Santos Silva, 58, demonstrou toda a sua alegria em receber uma das 203 casas construídas com o Crédito Habitação da Reforma Agrária que o INCRA entregou no último fim de semana (sábado), na comunidade do Divino Espírito Santo, no Projeto Agro-extrativista (PAE) Cabaliana II, no município de Manacapuru.
A entrega das casas, com a presença da superintendente Maria do Socorro Marques Feitosa e o testemunho de lideranças políticas, como o senador João Pedro, deputado estadual Orlando Cidade, vice-perefeito de Manacapuru, Messias Furtado, do presidente da Câmara Municipal, Paraná Risori e lideranças dos movimentos sociais, ocorreu no dia da abertura da III Festa da Goiaba realizada anualmente naquela comunidade.
A superintendente Socorro Feitosa, garantiu que o INCRA esta cumprindo o seu papel e vencendo um grande desafio que é levar a reforma agrária para as populações tradicionais e particularmente para as áreas de várzea.
As casas, todas construídas com madeira de lei e certificadas pelos órgãos ambientais, medem 56 meros quadradas, é composta por varanda, sala, dois quartos, cozinha e banheiro interno fibrado, com fossa biodigestora, janelas teladas para prevenir contra o mosquito da malária (por se tratar de várzea), cobertas com tenha e pintadas.

"SÓ SAIO MORTA"

Feliz com as boas coisas que começam a acontecer no assentamento, D. Marina Silva, que mora há mais de 20 anos no local, garantiu que a vida por lá já foi mais sacrificada num passado recente.
“Aqui as coisas já foram bem mais difíceis, mas com a chegada do INCRA e o projeto, a vida mudou muito e para melhor por aqui. Agora temos casa boa, luz a vontade, (Luz Para Todos)e a gente trabalha com mais alegria. Temos água gelada, ouvimos uma música, pudemos assistir as novela pela TV e tantas outras coisas boas e tudo isso, graças à chegada do INCRA por aqui. Sou feliz aqui e deste lugar eu só saio morta” – assegurou.
“Seo” Delson Pereira dos Santos, presidente da Comunidade do Divino Espírito Santo, uma das muitas que fica dentro do PAE, era só alegria. “Estamos realizando um sonho. Estas casas representam muito para nós e só temos que agradecer as autoridades, ao Governo Federal e especialmente ao INCRA que tem trazido muito benefícios para o Cabaliana.
Nós estamos felizes porque o Governo começou a nos enxergar como gente o que nos dá a certeza de que o tempo do abandono ficou para traz. Nós estamos nos sentido ainda mais brasileiros do que antes “– afirmou Delson, emocionado e muito esperançoso no futuro.

CONQUISTA

Para o senador João Pedro (PT), ex-superintendente do INCRA no Amazonas, o sábado foi um dia muito especial para a comunidade do Divino Espírito Santo e para o PAE Cabaliana II e para a cidadania, por isso, parabenizou o INCRA pelas ações de reforma agrária que ali estão sendo desenvolvidas.
Ressaltou o novo olhar do Governo Federal para a reforma agrária no Amazonas, focado agora na sustentabilidade, levando benefícios para as populações tradicionais, onde estão inseridos os varzeiros.
“Esta é sem dúvida um grande conquista um desafio que o INCRA está vencendo e que está dando certo e com isso, as populações tradicionais, começam a ter melhores condições de vida e conseqüentemente mais dignidade, além de demonstrar o olhar do Governo para os mais necessitados”.

TRABALHO OUSADO

A superintendente do INCRA no Amazonas Maria do Socorro Marques Feitosa, falou das dificuldades para a realização desse trabalho, face às peculiaridades regionais e classificou a ação como “um trabalho ousado” para a consolidação dessa política, com o olhar voltado para a sustentabilidade, provando que é possível, sim, trabalhar a reforma agrária junto às populações tradicionais, sem agredir o meio-ambiente.
Feitosa, falou da importância das parcerias nos três níveis de Governo e com os movimentos sociais. Com relação à construção das casas na várzea, um processo até certo ponto demorado, frisou que existem algumas condições especiais para que isso ocorra, como por exemplo, os períodos de enchente e vazante e o defeso da madeira, o que impede que o trabalho possa ser feito com maior celeridade e a qualquer momento. “Nossas ações na várzea, dependem muito do comportamento da natureza”- afirmou.

MAIS HABITAÇÕES

Além das 203 casas que foram entregues, com investimentos da ordem de R$ 3.045.000,00, o INCRA tem contratado ao todo 774 casas, n
o valor de R$ 14.386.800,00, atendendo a várias comunidades dentro do PAE, além do crédito Apoio Inicial (alimento e fomento), liberado para 1.157 famílias, no valor de R$ 2.776.800,00.
A produção do PAE Cabaliana II, situado na várzea, com uma área de 11.656,3715 há, nos municípios de Manacapuru (85%) e Manaquiri, é de larga escala muito variado, com destaque para: Goiaba, mamão, cupuaçu, cacau, macaxeira, cheiro-verde, cebolinha, maracujá. Melancia, jerimum, repolho, pimentão, pimenta-de-cheiro, piscicultura e fibras de julga e malva.
Toda essa produção tem como destino os centros consumidores de Manacapuru e Manaus.




terça-feira, 10 de maio de 2011

POLÍTICOS VERSUS TÉCNICOS


                                                                                             *Osny Araújo

O Brasil caminha a passos de cágado para se prepara convenientemente para o grande evento esportivo internacional, um dos maiores e mais importantes do planeta, que é a Copa do Mundo e Manaus, está incluída nesse roteiro, como um das doze cidades-sede dos jogos.

Por aqui, as obras não aparecem ainda. A única em evidência é a da Arena da Amazônia, após a derrubada do estádio Vivaldo Lima e nada mais se vê e essa ausência começa a preocupar os amazonenses. Será que tudo vai ficar pronto para recebermos a Copa de 2014? Essa é a pergunta mais freqüente que se ouve no momento em Manaus, quando se comenta a questão.

No meu entendimento, está faltando mais gestão e vontade política para fazer deslanchar tão audacioso e importante projeto, que sem nenhuma dúvida, deixará um grande legado para Manaus e o Amazonas, com isso, a capital amazonense ficará em excelentes condições para desenvolver um grande programa de turismo interno e externo, mas para isso, as cosias precisam acontecer e não estão acontecendo.

Por aqui, não temos um aeroporto em condições de absorver uma movimentação como certamente ocorrerá no evento.

Não temos também, uma Internet que deixam todos os que a utilizam nervosos e quase desesperados com a sua lentidão e nada de aparecer uma banda larga digna para que se possa dizer que realmente possuímos um sistema avançado de internet.

Como se pretende cobrir um evento de tamanha magnitude, que trará um grande número de jornalistas, fotógrafos, radialistas etc., enfim a grande mídia nacional e internacional, se pelo menos até o momento, não temos agilidade necessária via Internet para cobrir jornalisticamente um acontecimento de tamanho porte de grande interesse da mídia.

Do jeito que a coisa funciona, não dá e precisamos trabalhar enquanto ainda há tempo para solucionar esse grave problema, que servirá ainda para divulgar e muito Manaus e o Amazonas a nível internacional, abrindo as portas para o turismo. Abrindo ou fechando essas portas, e isso vai depender de como vamos mostrar a nossa cidade para o mundo.

O transporte de massa, juntamente com o aeroporto, devam ser os maiores desafios em termos de grandes obras para a Copa. Nada ainda foi feito, a não ser projetos sempre desaprovados, isso em termos do transporte de massa e de muitas falácias sobre a ampliação e modernização do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, isso para não citar a Rodoviária de Manaus, que praticamente não existe e por aqui chegam coletivos de várias cidades do interior, de Boa Vista, capital de Roraima e até de linhas internacionais , essas que trafegam até Manaus pela BR-174.

Um dos pontos mais preocupantes nessa história está relacionado ao Aeroporto Eduardo Gomes, que com Copa ou sem Copa precisa ser ampliado. No confronto de idéias e palavras, a coisa está parecendo uma Torre de Babel, onde ninguém se entende.

Os políticos, e a própria presidente Dilma garante que os aeroportos, isso mesmo, os aeroportos para a Copa serão preparados em tempo hábil. Para isso, o Governo criou até uma Secretaria especializada para cuidar dessas questões e a própria presidente já bradou aos quatros cantos do País que quer pressa nas obras da Copa.

Enquanto isso, técnicos da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil, embasados em dados técnicos e não em falácias ou discursos políticos, garantem que o tempo é inviável para que os nossos aeroportos fiquem nos trinques para receber a grande demanda de passageiros para o evento. Segundo eles, as obras caso comecem agora, só ficarão inteiramente concluídas em 2017, ou seja, bem depois do grande torneio.

Pelo sim e pelo não, vou ficar com a opinião dos técnicos, desprezando os discursos políticos. Mas quero acreditar, que se o problema for enfrentado agora e com determinação, quem sabe, possamos ter os aeroportos brasileiros até 2014, o ano da Copa no Brasil. Estou nessa torcida. (Postagem simultânea nos sites: noticianahora, amazonianarede, tadeudesouza e blog jornalismo eclético).

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br