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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O PDS NOVA ESPERANÇA  VIROU RALIDADE
COM PRODUÇÃO E QUALIDADE DE VIDA


Fonte: Asscom, INCRA-AM
Iranduba, AM - Município com vastas áreas de várzeas e terras férteis, Iranduba, integrante da Região Metropolitana de Manaus, é um dos grandes produtores de horti-fruti-granjeiros e 90 por cento da sua produção é comercializado nos mercados e feiras da capital devido a sua proximidade e agora ainda mais fácil com a abertura da Ponte Rio Negro,
No município o INCRA mantém vários projetos de reforma agrária, mas hoje vamos falar de um pequeno, mas com grande produção e de muita qualidade. Trata-se do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Nova Esperança com apenas 37 famílias assentadas, mas com uma produção diversificada e considerada.
A reportagem resolveu dar uma volta pelo assentamento, conversar com os assentados, observar como vivem, como estão organizados e o que produzem e o m, mesmo ainda tendo final dessa visita, após conversar com vários assentados, foi satisfatório, pela maneira como vivem, mesmo ainda enfrentando algumas dificuldades, mas especialmente pela produção, com a qual ajudam a abastecer Manaus.
Galina caipira, pato, suínos, pimentão, pepino, cheiro-verde, maracujá, tomate, banana, alface, biriba, goiaba, manga, enfim, tudo o que se procurada no PDS Nova Esperança se encontra e tudo isso é creditado ao INCRA que criou o projeto e levou as políticas públicas do Governo Federal até La.
Devido a isso, a assentada Edna Pereira Ramos, “uma mulher tinhosa de trabalhadora” como afirmam os seus amigos, não faz um discurso longo para agradecer a instituição que no Amazonas é dirigida pela superintendente Maria do Socorro Marques Feitosa. Ela diz simplesmente o seguinte. ”O INCRA é o cara e se Deus fez alguma coisa melhor do que este lugar para se trabalhar e viver, ficou pra Ele”.
De acordo com aquela máxima que diz que “quem trabalha Deus ajuda”, visitamos alguns lotes para conversar com os assentados e ver a produção e fomos descobrindo várias coisas interessantes e tudo conquistado com trabalho e determinação de quem recebeu uma auxilio do Governo procura dar a contrapartida trabalhando na terra e dela tirando o sustento da família.
CONFORTO
Muitos já morando nas casas construídas com o financiamento do crédito Habitação, disponibilizado pelo INCRA, os assentados, dizem que são felizes no assentamento.
Tem o Luz Para Todos, televisores para assistir as novelas e o futebol, aparelhos de som para curtir os domingos com boa música, água gelada e mais que isso, cerca de 5 a 6% dos assentados já possui carro próprio (pequenas camionetes ou kombis) para transportar a produção, que conta ainda com os carros coletores da Prefeitura e os do INCRA que ajudam semanalmente a levar produtos para as feiras em Manaus.
O sinal da telefonia móvel chega bem ao assentamento e a maior reclamação que ainda existe por lá é sobre a água, que ainda não atende a todas as necessidades, mas eles sabem que isso é coisa para ser resolvida num futuro próximo e vão dando o jeito deles, considerando que as conquistas vão chegando aos poucos.
“NÃO TENHO QUEIXA”
Marcos Ribeiro dos Santos, 37, casado com d. Patrícia e pai de três filhos, residindo numa casa com financiamento do Crédito Habitação, não reclama da vida e recebe com prazer os servidores do INCRA, sempre convidando para um café e oferecer um copo com água gelada, enquanto os filhos ficam assistindo televisão.
Marcus preferiu não diversificar muito a produção e escolheu para ganhar a vida produzindo apenas alface, embora não costume saboreá-las nas refeições, cebolinha e pepino.
Com uma produção de aproximadamente seis mil maços de alface mensalmente, 2.500 Kg de pepinos e 2.500 maços de cebolinha, garante que tem uma renda mensal superior a R$ mil e isso dá para sustentar a família e manter a camioneta com a qual transporta a produção para Manaus. Ele está a cinco anos no assentamento e garante que não pensa em sair de lá. “Estou bem aqui, porque arriscar?” – indaga.
O REI DO PIMENTÃO
Do lote do Marcus fomos atrás do “rei do pimentão” do PDS Nova Esperança, Ronaldo Barbosa e o encontramos no meio da plantação, verificando se tudo corria bem nas cinco casas de vegetação que possui, pois pratica a plasticultura, onde nos recebeu para mostrar o plantio e aproveitou para colher alguns exemplares e exibiu alguns exemplares com orgulho, dizendo que há poucos dias colheu um pimentão com 240 gramas – “uma beleza” – diz ele entusiasmado.
Ronaldo, proprietário de uma Kombi para auxiliar no escoamento da à produção, planta apenas pimentão e as outras culturas, só mesmo para o alimento da família e presentear algum amigo que o visita. “O meu negócio é com o pimentão” – afirma.
Enquanto a reportagem percorria com ele as casas de vegetação, nos contava que te uma produção de mil a 1200 Kg de pimentão por semana, comercializado no mercado de Manaus a R$ 3,50 o Kg, o que lhe dá uma renda bruta mensal em torno de R$ 12 mil e agradece ao INCRA pela oportunidade que lhe deu com assentando-o no PDS Nova Esperança onde é feliz e onde a sua vida deu uma guinada de 180 graus para melhor, por isso já prepara a construção de mais duas casas de vegetação para aumentar a produção, que segundo ele é o ano inteiro, desde que mantenha os cuidados necessários. Faz questão de dizer que só trabalha com o popular pimentão verde, o Natali.
A superintendente do INCRA Socorro Feitosa, também visitou o lote de Ronaldo Barbosa e saiu de entusiasmada com o que viu, com a certeza de que vale a pena continuar a trabalhar por uma reforma agrária cidadão, consciente e ecologicamente correta, com a certeza de que é possível produzir sem devastar a natureza.
FILHOS ACADÊMICOS
D.Edna Pereira Ramos, que já presidiu a Associação dos Assentados do PDS Nova Esperança, fala orgulhosa do assentamento, do que produz que á uma grande variedade e fala com emoção que foi através da oportunidade que o INCRA lhe deu no assentamento que hoje se prepara para ser mar de dois jovens que estão prestar a colar grau no nível superior. Um em engenharia e outro em direito. “Isso me dá muito orgulho, mas tudo isso deve a Deus, ao INCRA e ao meu trabalho juntamente com a minha família. Aqui é tipo aquela história dos Três Mosqueteiros. “Um por todos e todos por um”.
Com a produção espalhada em duas feiras de Manaus, D. Edna, que dirige a sua própria camioneta Strada, colhe semanalmente 10 mil maracujás, cinco mil maços de cheiro-verde, abobrinha, brócolis, berinjela, chicória, maracujá-do-mato, goiaba, biriba, tomate, acerola, maxixe, pimenta-de-cheiro, porco, galinha, maracujá etc. “Aqui agente tem de tudo um pouco” – diz orgulhosa.
“Trabalhamos muito, mas ninguém aqui pode reclamar da vida. Somos felizes, nos alimentamos bem e graças a Deus temos muita paz.
Sua felicidade é estampada no rosto e garante que com o que produz no PDS Nova Esperança, chega a faturar bruto em torno de R$ mil/mês, isso pagando ainda um ajudante que trabalha um ou dois dias por semana, dependendo do movimento e da produção. “É por isso que agradeço ao INCRA, que para mim é o Cara e repito: Se Deus criou um lugar melhor do que este ficou pra Ele” – concluiu a assentada Edna Pereira Ramos.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


INCRA ENTREGA CASAS EM MACAPURU
                 E VIVEIRO AGRO-FLOORESTAL NO IRANDUBA

Fonte: Asscom/INCRA-AM
Manacapur/Iranduba, AM - Aproveitando o período carnavalesco, a superintendência regional do INCRA entregou benefícios para assentados e beneficiários da reforma agrária nos municípios de Iranduba e Manacapuru, integrantes da Região Metropolitana de Manaus com a inauguração de um Viveiro Agro-florestal e a entrega de casas financiadas com crédito habitação.
No sábado, a superintendente Socorro Feitosa foi até a cidade de Manacapuru e de lá viajando 2 horas em uma “voadeira” chegou ao Paraná do Periquito, na comunidade São Lazaro, dentro do PDS Cabaliana II, onde fez a entrega de 47 casas financiadas com o Crédito Habitação da Reforma Agrária, em solenidade realizada na Escola São Lázaro, num dia de festa, com a comunidade comemorando a festa de São Lázaro, seu padroeiro.
Nesse projeto, o ano passado o INCRA de um total de 2030 unidades, e agora, entregou 551 casas em várias comunidades e agora mais 47, totalizando investimentos de R$ 897.000,00, restando ainda à conclusão de mais 1, 432 unidades com custos de 21.480.000,00, com o valor unitário de R$ 15 mil.
DIFICULDADES
Para as autoridades e platéia de assentados presentes ao ato na Escola Municipal S. Lázaro, Socorro Feitosa, falou dos desafios que é fazer reforma agrária na Amazônia e das voltas que o INCRA até construir uma parceria com a Secretaria de Patrimônio da União para que a reforma agrária pudesse chegar também às áreas de várzeas.
Deixando de lado as dificuldades, Feitosa, agradeceu as parcerias estabelecidas com a Prefeitura de Manacapuru e movimentos sociais e afirmou que “finalmente os pequenos e os humildes estão sendo olhados e lembrados pelo Governo Federal” e disse ainda que eles, os varzeiros, têm sim esse direito, pois além de não devastarem o meio-ambiente ainda funcionam como verdadeiros guardiões das nossas florestas, ajudando a preservar o meio-ambiente.
Lembrou ainda que até há bem pouco tempo, o INCRA tinha no município apenas o Projeto de Assentamento Aquidabam, com 437 famílias e em pouco mais de oito anos Manacapuru conta com 5 projetos de reforma agrária, beneficiando em torno de 10 mil famílias, que começam a receber o olhar do Governo Federal, as políticas públicas e a inclusão social.
Frisou ainda que com a chegada do INCRA as várzeas e o reconhecimento do INCRA como beneficiários da reforma agrária, eles passam a ter uma séria de vantagens, como os créditos próprios da reforma agrária, como o Inicial e habitação e outros que poderá surgir através do Pronaf e Terra Sol e outros como o Bolsa Família, Bolsa Verde, Luz Para todos etc. “É Governo Federal preocupado com os mais humildes e trabalhando para erradicar a miséria no Brasil” – disse.
Feitosa também deixou claro que com essa política de levar habitação aos assentamentos, o Governo Federal através do INCRA dá uma grande contribuição para solucionar o déficit habitacional na zona rural.
ECOLOGICAMENTE CORRETAS
No Amazonas, as casas nos projetos de reforma agrária construídas com o Crédito Habitação, tem algumas características diferente.Nos assentamentos em terra firme, podem ser construídas com madeira certificadas ou em madeira de lei, certificada, mas pelo mesmo valor.
As casas entregues agora pela superintendente Socorro Feitosa, em área de várzea no Cabaliana II, necessariamente são construídas com madeira, mas obedecendo um mesmo padrão e devem ser ecologicamente corretas.
De acordo com as normas estabelecidas, padronizadas, possuem em média 46 m², sala/cozinha, varanda, banheiro interno fibrado, kit pro-chuva, fossa biodigestora, telhas tipo brasilit e são construídas um metro acima da mrca da maior enchente na região, a fim de prevenir alagação, assim como as janelas são teladas para evitar o mosquito transmissor da malária e antes da entrega, são todas georeferenciadas pelos técnicos do INCRA.
VIVEIRO NO PDS NOVA ESPERANÇA
Antes, na sexta-feira o INCRA entregou o viveiro agro-florestal no PDS Nova Esperança, no município de Iranduba, com investimento da ordem de R$ 50 mil, funcionará sob a responsabilidade da comunidade, de forma coletiva com todos os assentados e familiares trabalhando na produção das mudas.
O viveiro, não será exclusivo do PDS Nova Esperança, pois com o tempo, com o objetivo de recuperar as áreas degradas, considerando que o assentamento foi criado em cima delas e agora, a partir desse viveiro, deverão começar a ser recuperadas.
A produção de mudas não será para o replantio exclusivo das áreas degradas do projeto, pois com o tempo e com o reflorestamento que começará a ser feito já a partir do próximo ano com a primeira produção de mudas, os assentados, terão condições de deverá comercializar mudas, o para outros pontos do município e fazer parcerias com indústrias locais que utilizam madeira como fonte de energia, no caso mais específico o Pólo Oleiro e cerâmico que existe no município de Iranduba.
O presidente da Associação dos Moradores Joelney Luiz Sell, frisou que o viveiro representa muita coisa para o assentamento e agradeceu ao INCRA pela iniciativa e arrematou: “Temos uma dívida muito grande com a natureza e agora, vamos começar a paga-la”.
Ronaldo Santos, Chefe da Divisão de Assentamentos do INCRA, garantiu que vai se empenhar junto aos órgãos competentes para construir uma parceria com o objetivo de conseguir sementes de qualidade para garantir a produção das mudas.
 “O RETORNO É PRA VOCÊS”
A superintendente do INCRA Socorro Feitosa, fez questão de lembrar a dívida de 500 anos que o Brasil tem com a natureza e disse que a chegada do Viveiro agro-florestal ao PDS Esperança não representa nenhum favor àquela comunidade. ”Não estamos fazendo nenhum favor, apenas cumprindo com o nosso dever e esperamos que os senhores cumpram com os seus, que é exatamente o de produzir e reflorestar as áreas degradadas”.
Ela falou ainda da importância das parcerias e da união com os movimentos sociais e concluiu afirmando que o retorno de todo esse trabalho, não será para o Governo, mas para a própria comunidade.
Segundo ela, o “Poder Público não se resume no INCRA e voltou a afirmar que a reforma agrária, que tem como gestor o INCRA, também não é nenhuma exclusividade, considerando que essa ação é uma atividade onde todos os órgãos públicos e a própria sociedade tem o dever de somar, daí a importância das parcerias e se todos fizerem  um pouco, o resultado” será grandioso e teremos uma reforma agrária, cidade, com respeito à natureza e de qualidade.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012


O PRIMEIRO PASSO



                                                                                                         Osny Araújo*


Demorou mais foi dado o primeiro passo. Na última semana o STF martelo e oficializou de uma vez por todas a lei da Ficha Limpa. Isso quer dizer, que finalmente o judiciário brasileiro definiu o uso da Lei, com o objetivo de banir da vida político-partidária nacional de políticos com contas a pagar na Justiça.

Por decisão do Supremo, ficou oficializado que a chamada “Lei da Ficha Limpa” para banir políticos com nomes sujos começa a valer a partir das eleições deste ano e não cabe mais recurso e agora, salvem-se quem puder, ou melhor, quem tiver a ficha limpa, dessa forma, que for condenado por um colegiado na Justiça brasileira, já dançou nas próximas eleições.

Foi complicado chegar a esse importante primeiro passo. Após muita relutância e cobrança da sociedade civil organizada, o Congresso Nacional não teve saída e foi quase obrigado a aprovar a matéria, para não ficar mal de uma vez por todas com a sociedade e naturalmente, com os eleitores, que hoje, felizmente, acompanham com maior interesse a atuação dos nossos políticos s nas nossas casas parlamentares em todos os níveis.

O mais gostoso de tudo isso, é que a “Lei da Ficha Limpa” nasceu do clamor popular, e várias entidades conseguiram em todo o país um abaixo-assinado com mais de um milhão e meio de assinaturas. Com isso, foi elaborado um anteprojeto e encaminhado ao Congresso Nacional onde foi transformado em Projeto de Lei e mesmo a contragosto de um grande número de políticos, foi aprovado quase que forçado, considerando que a sociedade está mais atenta e interessada nas ações e comportamentos dos nossos políticos e o jeito que teve foi aprovarem, certamente com muita contrariedade.

Ao proferir o seu voto, o ministro Ayres de Brito, fez questão de lembrar como nasceu a “Ficha Limpa”, destacando que o anteprojeto chegou ao Congresso nacional com assinando por mais de 1,6 milhões de brasileiros e arrematou: Essa lei é fruto do cansaço, da saturação do povo com os maus tratos infligidos a coisa pública.

Quando digo no início deste comentário que este foi apenas o primeiro passo, é porque entendo que ainda faltam muitas coisas para serem consertadas, não apenas no Legislativo, mas em todos os Poderes da República e quem sabe, a Ficha Limpa abra esse caminho, o que sem nenhuma dúvida moralizará plenamente a administração pública brasileira.

Sei que a caminhada é longa e difícil, mas quem sabe, com o apoio maciço da sociedade, isso seja possível, até porque, os obstáculos e desafios foram feitos para serem vencidos, com competência e determinação.

É sabido, que não existem fichas sujas apenas no Legislativo, elas estão espalhados por todos os seguimentos da administração, como Executivo, Judiciário e privada, onde também existem fichas sujas, fruto de má administração e falcatruas e só para citar um exemplo no Judiciário, lembrar, o juiz Nicolau dos Santos Neves e no Executivo a lista é bem avantajada. Para saber, basta ler as notícias diariamente.

É natural que além dos parlamentares, os brasileiros desejem também nos postos chaves do Executivo e do Judiciário, ministros e magistrados pobros e realmente compromissados com a ética, com a moral, com os bons costumes e com a sociedade, por isso, devem ter as fichas limpas.

Para que isso não fique apenas na vontade dos governantes, seria bom que esse fato também fosse transformado em Lei, a exemplo da Ficha Limpa em questão, que saiu agora para os políticos e possamos dessa forma, ser amparados por Lei para que só tenham postos de comando nas instituições governamentais, pessoas honestas e compromissados com os municípios, estados e a nação.

A começar pelas eleições municipais deste ano, com a vigência da Ficha Limpa, não tenho dúvida de que os municípios brasileiros terão prefeitos mais compromissados com o povo, ou seja, com os seus municípios e vereadores mais zelosos com a coisa pública e possam dessa forma, demarcar um divisor de águas na política brasileira. O antes e o depois da Ficha Limpa, arquitetada pelo povo brasileiro, numa ação histórica e importante para a vida nacional. (Com postagem simultânea nos Sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e Blog Jornalismo Eclético)

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-Mail: osnyaraujo@bol.com.br

sábado, 11 de fevereiro de 2012


GREVE TEM QUE SER RESPONSÁVEL, SE NÃO VIRA BAGUNÇA

                                                                                                                                                            Osny Araújo*

Promover greve reivindicando melhorias salarias e de trabalho e outros benefícios, é legal, constitucional e justa, mas esses movimentos oparadeistas quando realizados, devem ser feitos com maturidade e responsabilidade, para que possam, inclusive, ter o apoio da população.

Como todo trabalhor, sou favorável a greve, até porque, ela está no bôjo da Constitutição brasileira, logo é legal, respeitando algumas regrinhas que também estão lá escritas, como por exemplo, quando se trata de atividades essenciais., a paralização não pode ser total.

Quando se fala em atividades essenciais, pode-se dizer que estas são aqueles de vital importância para a sociedade, pois afetam diretamente a saúde, a liberdade ou a vida da população, tendo em vista a natureza dos interesses a cuja satisfação a prestação se endereça. Há aqueles serviços que pela sua própria natureza são ditos essenciais, que são os serviços de segurança nacional, segurança pública e os judiciários. Somente o Estado poderá prestá-los diretamente. São, portanto, indelegáveis.

Existem  outros serviços que o legislador previamente considera essenciais, embora não precisem ser prestados diretamente pelo Estado. Estes se encontram na Lei n° 7.783/1989 - Lei de Greve, que define no seu art. 10 os serviços ou atividades essenciais e regulamenta o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.

 Assim, identifica-se no citado diploma legal como serviços públicos essenciais que podem ser prestados diretamente ou indiretamente pela Administração Pública, ou através de concessão ou permissão, entre outros, os serviços de tratamento e abastecimento de água, produção e distribuição de energia elétrica, gás, combustíveis, transporte coletivo e telecomunicações.

Tudo isso para falar no movimento paredista iniciado pelos policiais militares do Estado da Bahia, passando para o Rio de Janeiro e com sério risco de atingir outros estados e tudo isso, em pleno Carnaval, quando milhares de turistas internos e externos se deslocam para essas duas cidades, onde a folia reina soberana no reinado de Momo I e Único.

É verdade, que os policiais brasileiros, que diariamente arriscam suas vidas enfrentando a criminalidade, são sim, mal remunerados e precisam ter salários mais dignos, até para não se corromperem, mas não é praticando vandalismo que irão conseguir os seus objetivos, repito,  justos e que devem ser olhados com maior carinho pelos governos.

Aliás, é bom que se diga que a defasagem salarial, não é um privilégio exclusivo dos policiais brasileiros. Esse câncer atinge a todas ou grande maioria dos servidores públicos, deixando de lado apenas os que atuam nos Legislativo e Judiciário. A turma do Executivo, ganha salários de misérias e é exatamente essa turma a força motriz da administração pública brasileira.

Quem prestou a atenção naquele telefone com o som da gravação exibido pelo Jornal Nacional, pode observar que os motivos não parecem tão nobres e o grande objetivo era tumultuar, aparecer para a sociedade como os coitadinhos e estavam insuflando para mais adesão ao movimento, inclusive sugerindo que polícias de outros estados seguissem o exemplo baiano e anunciando o incêndio em veículos e outro tipo de vandalismo. Isso não é greve e muito menos reivindicação. Isso é vandalismo puro e nada mais, apenas com o intuito de tumultuar e gerar instabilidade e preocupação na sociedade, principalmente quando essa fica privada da atividade policial, que é essencial.

Outra coisa que se deve observar, é a generalidade dos pleitos. Claro que se for lei, terá que ser cumprida, mas nem todos os Estado tem condições de pagar aos seus policiais um piso alto nacional. Um exemplo disso ocorre com as prefeituras municipais brasileiras, quando ocorre o reajuste do minguado salário mínimo. Ficam de pires nas mãos e ainda demitem servidores por falta de recursos para pagar os salários. A generalização é perigosa e funciona como uma faca de dois gumes.

Os grevistas militares esquecem que eles estão tratando com um Governo que sabe tudo de greve, o Partido dos Trabalhadores, hoje embora com um discurso mais suave, sabe das manobras que estão sendo feitas e certamente, está atento a tudo isso e se prepara para dar o basta na hora H. Podem esperar.

Greve  é  um direito, por isso não é crime, mas os grevistas que promovem vandalismo como alguns policiais líderes do movimento fizeram na Bahia e no Rio, devem ser presos sim e não merecem ser anistiados. (Com postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético)

*Osny Araújo é jornalista e analista político.

E-mail: osnyaraujo@bol.com.br




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


LEGISLATIVOS JÁ FUNCIONAM
 NUM ANO DE ELEIÇÕES

                                                                                                                     Osny Araújo*

Inicio a semana, neste ano politicamente interessante em função das eleições municipais, falando das reaberturas dos Poderes Legislativos nas três esferas, com as apresentações das mensagens dos governantes mostrando em linhas gerais o que foi feito no exercício anterior e os caminhos a serem percorridos  em 2011.

Começo pela mensagem do governador do Amazonas Omar Aziz, apresentada na solene sessão de abertura dos trabalhos da Assembléia Legislativa do Estado.

Nela, o governador deixou um recado mais ou menos claro para os pré-candidatos as prefeituras dos municípios amazonenses, avisando que não deixará de estar presente nas articulações políticas, mas não subira em nenhum palanque, por entender que as eleições municipais não representam prioridade para as ações de Governo.

Na Câmara Municipal de Manaus, o prefeito Amazonino Mendes, também fez um ligeiro balanço de 2010 e disse como pretende governar o município em 2011, num plenário com 90% dos vereadores que ouviram atentamente a palavra do prefeito, que ressaltou a importância de um trabalho harmonioso entre o Executivo e o Legislativo em favor da sociedade.

O prefeito destacou bem na mensagem o que vêm sendo feito nas áreas de educação, saúde e assistência Social e falou de importantes projetos que serão desenvolvidos este ano, tornando Manaus mais bonita, humana, moderna, enfim, construindo onde todos possam viver de forma tranqüila, em segurança e felizes.

Na mensagem encaminhada pela presidente da República Dilma Roussef ao Congresso Nacional, pelas mãos da ministra chefe da Casa Civil Gleisi Hoffman, ela não fala nada sobre as denuncias de corrupção no seu Governo, se esquiva de falar em política partidária, fala de austeridade que será praticada pelo Governo, afirmando que exigirá de todos, disciplina e ousadia dentro do Governo.

Na mensagem encaminhada ao Congresso Nacional, a presidente reforça o seu compromisso com o social, combatendo de forma sistemática a pobreza e atuando de forma firma na inclusão social, apontou caminhos para o incremento da produção e a geração de empregos e fez questão de frisar que o Governo está atento a crise econômica no mundo e que o Brasil está preparado para enfrentar o problema com determinação.

De um modo geral as mensagens forem bem elaboradas e otimistas e agora, é ficarmos na torcida para que elas possam ser viabilizadas, com responsabilidade, retidão e transparência. (Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br






terça-feira, 31 de janeiro de 2012

                               MINISTRO CAI MAIS DO QUE TÉCNICO DE FUTEBOL
                                                                                                                     
                                                                                                                         *Osny Araújo

Se eu estiver errado, por favor, me corrijam. Em mais de trinta anos escrevendo sobre política, nunca havia testemunhado em esfera nenhuma de Governo a queda de um primeiro escalão em um ano e um mês de Governo, como ocorre neste momento no Brasil. No Brasil, no momento, ministro do Governo cai com mais facilidade do que técnico de futebol. Alguma coisa está muito errada e o Governo acaba perdendo o rumo de um porto seguro.

Logo nos primeiros meses de Governo, a presidente Dilma que recebeu o Poder das mãos de Lulas com o ministério recheado de seus “afilhados políticos”, ou seja, um ministério com meia cara de Lula e meia de Dilma, enfrentou uma série de denúncias e com isso foi obrigada a fazer uma varredura na esplanada e seis ou sete ministros pegaram o boné e saíram de cena. Um número elevado, se considerarmos que a presidente não fez nenhuma reforma ministerial de forma espontânea. A reforma, se é que podemos assim dizer, foi meio na marra, para tentar sanear um pouco a Esplanada, mas, ainda ficaram resquícios.

Nessa vassourada na Esplanada, o primeiro a cair foi o todo poderoso Antônio Palocci, da Casa Civil e a partir daí, houve uma seqüência, como se fosse aquele jogo das pedrinhas de dominó, culminando com a saída a contragosto de Carlos Lupi, que foi obrigado a deixar o Ministério do Trabalho, ainda que tenha declarado em alto e bom som para tentar salvar a pelo a seguinte frase: “Dilma, me perdoe se eu errei, mas eu te amo te amo”, ainda assim, pegou as contas, além de outros que saíram mais recentemente em função do calendário eleitoral, considerando que serão candidatos nas próximas eleições.

Talvez por já ter feito tantas alterações em curto espaço de tempo, a presidente descartou para este começo de ano uma reforma ministerial, mas ainda assim, as peças vão sendo trocadas e o ministério vai ganhando nova cara, agora, todos escolhidos ou com total aval da presidente, que começa realmente após um ano e um mês, montar um ministério com um perfil diferente e entendo isso, inclusive técnico e entendo isso como positivo, até pelo fato de cortar alguns vícios que estavam impregnado nos antigos ministros.

Engana-se quem pensa que a coisa parou por aí. Não. Já existe o 9º na frigideira do Palácio do Planalto, que logo, logo, deverá deixar o cargo. Trata-se do Sr. Mário Negromonte, ministro das Cidades, acusado e ter favorecido com verbas do ministério que dirige o seu Estado, em detrimento aos demais, também com problemas sérios em função das intempéries, como chuvas e secas, Estados esses onde o olhar do ministro ainda não alcançou.

Nessa faxina que realiza no Governo, incluindo alguns auxiliares do segundo e terceiro escalões, a presidente Dilma tem usado pulso firme e parece que não está dando muito bola para os chamados partidos aliados, ávidos pelo Poder e assim, vai montando um novo Governo com o seu jeito de ser e tomara que de certo.

Os brasileiros esperam que os novos ministros que já assumiram e os que já assumiram e os virão futuramente integrar o 1º escalão do Governo, sejam portadores mais, dignidade, responsabilidade e brasilidade, olhando o Brasil como um todo e não tenham como exemplo o Sr. Negromonte que esqueceu que ainda é ministro do Brasil e não apenas do seu Estado.

Enquanto os ministros vão caindo pela tabela lá pela Esplanada dos Ministérios, Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira de futebol, que se prepara para a Copa do Mundo, aqui no Brasil, ainda vai tirando de letra e se mantém no cargo, mesmo que o seu trabalho sob o comando da CBF não agrade a grande maioria da torcida brasileira. (Com publicação simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético)

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PING-PONG SEMANAL
MARIA DO SOCORRO MARQUES FEITOSA, SUPERINTENDENTE DO INCRA NO AMAZONAS

Amazonianarede/redação

Manaus - O Portal Amazonianarede reservou o Ping-Pong desta semana para uma longa entrevista com a superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA-AM), sobre o trabalho que o órgão vem desenvolvendo no Estado, mas especialmente, enfocando o novo direcionamento que a reforma agrária vem tomando, levando os benefícios desse programa do Governo Federal para as populações tradicionais, como os varzeiros, para as unidades de conservação etc.

Esse novo caminho que a reforma agrária no Amazonas começa a andar, foge um pouco da reforma agrária com base na colonização, quando a política era criar grandes assentamentos e prepara alguma estrutura para que famílias pudessem começar a trabalhar e produzir, especialmente na Amazônia,quando a filosofia do Governo da época, era “integrar para não entregar” e hoje, no Amazonas, esse direcionamento está sendo alterado e com muito sucesso, através de uma reforma agrária sustentável, com os assentamentos produzindo sem destruir a natureza, ou seja, com respeito absoluto a natureza.

Socorro Feitosa, servidora de carreira da instituição há mais de 30 anos, ocupa o cargo de superintendente do órgão há mais de cinco anos, quando substituiu c no cargo o ex-senador João Pedro e vem desenvolvendo a sua gestão com desenvoltura, dinamismo e muita determinação. Acompanhe o Ping-Pong com a superintendente do INCRA Maria do Socorro Marques Feitosa.

AMNARE – Superintendente, a reforma agrária tradicional, a sociedade mais ou menos tem conhecimento de como é feita, mas como o INCRA está conseguindo levar essas políticas do Governo Federal para as áreas de várzeas, unidades de conservação etc.?

SOCORRO FEITOSA – Muito bem. O trabalho do INCRA no Amazonas é muito representativo e temos a consciência de que ainda existe um grande passivo na região, por isso, o Governo Federal, através o INCRA, MDA e SPU, o último que detém a responsabilidade sobre as várzeas, assinou um protocolo o que nos permitiu a trabalhar nessas áreas e dessa forma chegar com a reforma agrária de forma diferenciada até as nossas populações das várzeas. Posso afirmar que esse representa uma grande mudança no perfil da reforma agrária e representa um imenso desafio, embora o trabalho pelos resultados já apresentados seja muito gratificante.

AMANARE – Isso representa um resgate na história para essas populações?

SOCORRO FEITOSA – Acredito que sim. Na verdade nós estamos dando uma nova dimensão para a reforma agrária no Amazonas, trabalhando de forma obstinada e determinada para atender a um público muito especial e isso, é fazer um resgate histórico e dar o merecimento devido para essas populações que há décadas vivem nessas áreas de várzeas e o mais importante, ajudando a cuidar da natureza. Na realidade, nós estamos investindo literalmente nesse trabalho, por isso, estamos present4es em 47 municípios, através dos nossos Projetos Agro-extrativistas, de Desenvolvimento Sustentável, dos Agro-florestais e em parceria com o Governo do Estado nas Unidades de Conservação. Quero aproveitar a oportunidade para anunciar que a nossa relação com o Governo do Estado, através das parcerias que temos estabelecido, é muito estreita e isso, facilita muito as nossas ações.

AMNARE – Os assentados ou beneficiários da reforma agrária nas várzeas, por estarem em terras do domínio da União, sob do SPU, recebem algum tipo de documento que facilite a sua vida e o seu trabalho?

SOCORRO FEITOSA – Claro. Por exemplo, quase no final do ano realizamos em Manaquiri uma bonita solenidade, quando entregamos para essas pessoas cinco mil documentos, Contratos de Concessão de Uso Real da Terra (CCDRU), que dá uma série de direitos e também mostra deveres a esses brasileiros beneficiados pelo programa da reforma agrária. Isso vai continuar, e daqui para março, deveremos continuar com essas entregas em outros municípios e naturalmente, fazer novas emissões. Isso é apenas o começo.

AMNARE – Na verdade o que é o CCDRU?

SOCORRO FEITOSA – É um documento de fundamental importância. Na verdade,quando entregamos o documento, acompanha um folder explicando tudo a respeito, em detalhes, o que é e o que representa o CCDRU, considerando que para nós ele também é uma novidade. O que posso afirmar, e isso está no folder explicativo, que é um documento muito importante, com direitos e deveres, com regras claras, por isso não deve ser guardado como um papel qualquer e deve ser reconhecido em Cartório para que os benefícios possam chegar com mais rapidez.

AMNARE – o INCRA apenas cria assentamentos e destina terras?

SOCORRO FEITOSA - Não. O INCRA não se limita apenas a criar assentamentos e destinar terras. Temos várias ações. Começamos com a criação do projeto, para que possa ser inserido no nosso sistema e em seguida partimos para outras frentes, como a liberação do Crédito Alimento, proporcionando a segurança alimentar para essas famílias, vem em seguida o Crédito Fomento, com o que adquirem alguns instrumentos de trabalho como rabetas, enxadas, carrinho de mão etc. o Crédito Habitação. Sabemos que o sonho de toda família é ter uma casa própria e não é diferente com esses brasileiros das nossas várzeas, depois temos parceria com o Programa Luz Para todos e chega a energia elétrica e eles passam a ater um pouco mais de conforto, assistência técnica em convênios com outras instituições, como por exemplo o IDAM. Vale ressaltar, que o Luz Para Todos trata os projetos de reforma agrária como prioridade.

AMNAREDE – No Amazonas ainda existem espaços para novos assentamentos?

SOCORRO FEITOSA – Nós contamos com um bom estoque e existem sim, terras para novos assentamentos de reforma agrária no Estado. Para que isso ocorra, o primeiro passo dado pelo INCRA é a identificação da área, se é ou não de responsabilidade do INCRA, considerando que existem áreas também do SPU, FUNAI, Terra Legal, Unidades de Conservação de responsabilidade do Governo do Estado e particulares. Identificada a área, nossos técnicos vão até o local, fazem um estudo mais aprofundado, realizam um completo levantamento de toda a situação, inclusive o perfil dos futuros assentados e a partir daí, partimos para a criação de fato e de direito do assentamento, tudo dentro da legalidade, a começar pelo licenciamento ambiental que hoje é o primeiro item a ser seguido para uma ação dessa natureza.

AMNARE – A senhora falou de desafios e complexidades para desenvolver esse trabalho. Isso atrapalha muito as ações do INCRA?

SOCORRO FEITOSA – Dificulta, mas não chega a inviabilizar as nossas ações, isto porque, temos uma equipe competente, determinada e compromissada com a reforma agrária e dessa forma, vamos vencendo os obstáculos e desafios e cumprindo com o nosso dever. O que posso afirmar, além disso, é que o INCRA vem aprendendo muito com esse trabalho junto as nossas populações tradicionais. Não podemos esquecer que a Amazônia é diferenciada e por isso, específica, com os seus vários biomas, por isso as dificuldades não são iguais. Repito, estamos aprendendo muito com esses povos, respeitando as suas culturas e os seus espaços e abrindo os caminhos para o cumprimento das nossas metas.

AMNARE – Qual o mecanismo para a liberação do Crédito Habitação e qual o valor?

SOCORRO FEITOSA – O valor do crédito habitação, é3 de R$ mil e ainda existe o Crédito para a reforma que é variável, até R$ 8 mil. Essa operação difere um pouco dos assentamentos tradicionais, considerando que a maioria está na chamada terra firme. O programa nas áreas de várzeas, tem um componente diferenciado, com cuidados mais específicos com o meio-ambiente, por isso as casas que tem cerca de 46 m², fossas biodigestoras, as casas deverão ficar num nível acima da maior enchente na região, telamento das janelas para prevenir contra a malária, kit pro - chuva, cobertura de telha tipo brasilit e georeferenciadas. A construção é feita com a participação das associações dos assentamentos, onde o dinheiro é depositado na conta e as construtoras são definidas através de uma licitação, tudo de acordo com a lei, ficando a fiscalização sob a responsabilidade do INCRA, considerando que não recebemos casas por amostragem. Verificamos tudo antes de receber e efetuar o pagamento.

AMNARE – O INCRA mantém parcerias com as prefeituras?

SOCORRO FEITOSA – Mantemos e consideramos muito importantes. Alias, o nosso leque de parcerias é grande, incluindo os movimentos sociais. Quando vamos criar um projeto, além dos interessados diretamente, o nosso primeiro contato é com a Prefeitura e com esse aval, seguimos em frente. Entendemos que a reforma agrária não é responsabilidade exclusiva do INCRA, mas do Governo como um todo, envolvendo as três esferas, daí a importância que damos a essas parcerias e com as prefeituras, não poderia ser diferente.

AMNARE – E a educação, como chega aos assentamentos?

SOCORRO FEITOSA – Além das escolas de responsabilidade dos municípios, uma vez que em muitos assentamentos elas funcionam, nos temos o Programa Nacional da Educação na Reforma Agrária (Pronera), que está presente nos assentamentos através de convênios firmados com a UFAM e UEA, abrangendo ensino do primeiro a último grau. No Amazonas já formamos uma turma de nível Superior Normal, com 100 assentados e agora o meu sonho é partir para um curso de Agronomia. Sei que é difícil, mas estou sonhando com essa possibilidade, Devo dizer ainda, que a atuação do Pronera nos nossos assentamentos, é inteiramente voltada para a nossa realidade, ou seja, inteiramente regionalizado.

AMNARE – o INCRA teria repassado patrulhas mecanizadas completas para algumas prefeituras. É verdade?

SOCORRO FEITOSA – Temos uma grande malha viária nos nossos assentamentos tradicionais e que anualmente precisam ser recuperadas e ente4ndemos, que com as patrulhas no município, em um Termo de Cessão Temporária assinado com as Prefeituras esse trabalho ganharia maior velocidade e a menor custo. Estamos vendo ainda os primeiros momentos desse processo e os problemas que estão surgindo nessa parceria, estamos procurando resolver e aos poucos as coisas vão se ajeitando. Esse processo envolveu sete patrulhas mecanizadas completas, sendo cinco para os municípios onde temos assentamentos e duas para a Secretaria de Produção Rural, que nos ajudará a realizar esse trabalho, além de convênios assinados com essa instituição para ampliar essa ação nas nossas malhas viárias.

AMNARE - Para finalizar, antes de iniciamos este Ping-Pong senhora falou de um acervo digital em convênio com o Instituto de Terras do Amazonas. Isso está em andamento?

SOCORRO FEITOSA – Perfeitamente. Através de convênio, esse trabalho está sendo feito pelo ITEAM, já em fase conclusiva. Com isso, teremos toda a situação fundiária do Amazonas digitalizada, tanto as terras do Governo Federal como o do Estado e dessa forma o trabalho será muito facilitado. Essas informações serão importantes para o nosso trabalho no ICRA e mais, queremos socializar esses dados e isto nos proporcionará falarmos a mesma língua e a agilização das nossas ações no campo da reforma agrária.

AMNARE – Mais alguma coisa superintendente?

SOCORRO FEITOSA - Não. Apenas agradeceu pelo espaço e oportunidade e dizer que no INCRA estaremos sempre à disposição para quaisquer outros esclarecimentos. Prestar contas a sociedade, é um dever do gestor público e gostamos de fazer isso.





INCRA FAZ BALANÇO DAS AÇÕES DE
2011 E TRAÇA METAS PARA 2012

Amazonianarede/Asscom, Incra,AM


Manaus - No último final de semana a superintendente do INCRA no Amazonas Maria do Socorro Marques Feitosa, participou de um Seminário no Centro de Treinamento Maromba, com todos os chefes de Divisões da SR e mais as chefias imediatas e chefes das Unidades Avançadas no interior, para fazer um balanço das atividades desenvolvidas pelo órgão em 2011 e das metas a serem seguidas neste ano, objetivando tornar o trabalho mais ágil com a otimização de recursos.

Na abertura do Seminário, a superintendente Socorro Feitosa, apelou para que todos se dispam das vaidades pessoais e vistam a camisa do INCRA e da reforma agrária. “Atuamos numa área geográfica imensa, numa região com várias peculiaridades e obstáculos diferentes que se transformam em grandes desafios. “Precisamos continuar a desenvolver o nosso trabalho respeitando a nossa clientela, (assentados e beneficiários da reforma agrária), com a imagem do Governo Federal e com a história da nossa instituição, o INCRA da reforma agrária e com a imagem do Governo Federal e com a história da nossa instituição”.

Feitosa lembrou ainda que o trabalho do INCRA “tem um componente social muito forte e disso não poderemos abrir mão, por essa é a nossa missão, por isso realizamos este Seminário para discutirmos amplamente o trabalho do INCRA no Amazonas”.

METAS CUMPRIDAS

O primeiro momento do Seminário foi para uma avaliação feita por cada divisão e Unidades Avançadas e no final das exposições o resultado foi altamente positivo em relação às metas estabelecidas para o ano de 2011, com toda a programação cumprida com Volga e com algumas ultrapassagens substancias.

Segundo a superintendente, “isso tudo foi feito num ano complicado, com poucos recursos e outras dificuldades. “Apesar disso, conseguimos cumprir e até ultrapassar as nossas metas com a reforma agrária no Amazonas e é exatamente isso que esperamos neste ano, que terá um complicador a mais, por se tratar de um ano eleitoral, onde os cuidados deverão ser redobrados” – afirmou.

Num outro momento do Seminário, as Divisões e as Unidades Avançadas da Superintendência do INCRA, apresentaram as suas demandas e tudo mais tarde foi discutido em grupos, objetivando formar uma programação enxuta das metas do INCRA no Amazonas pára serem desenvolvidas no decorrer do ano.

AJUSTE NACIONAL

De posse de todo esse material, com as demandas do Amazonas e metas programadas, a superintendente Socorro Feitosa e os chefes de Divisão, participarão na próxima semana de uma reunião nacional, em Brasília, oportunidade em que será fechada a programação nacional do INCRA para 2012.

Considerando o Seminário “muito proveitoso”, Socorro Feitosa, disse que embarca para Brasília com essa programação muito confiante em encaixá-la na agenda nacional.

Reconhece que essa não será uma tarefa das mais fáceis, considerando as peculiaridades regionais, mas a esperança viaja na bagagem da superintendente.

Feitosa reconheceu que as coisas não são fáceis, mas acredita no sucesso. ”Atuamos numa área geográfica muito grande e com um bioma muito peculiar e diferente. Estamos levando uma programação fechada, bem enxuta, realista e esperamos que seja acolhida pela direção nacional do INCRA e possamos imediatamente partir para iniciar a sua execução, sempre procurando agilizar as ações e otimizar recursos” – concluiu.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O DESABAFO DO GOVERNADOR

                                                                                                                           Osny Araújo*

Logo cedo, enfrentava o caos do nosso caótico trânsito nas ruas de Manaus e como de costume, ouvia atentamente o jornal Em Cima da Notícia, da Amazonas FM, comandado pelo amigo Patrik Mota e ouvi parte de um discurso desabafo inflado do governador Omar Aziz.

Esse inflamado e contundente discurso de protesto ocorreu ontem à noite na Colônia Antonio Aleixo, durante uma solenidade de inauguração de melhoria na Casa dos Hansenianos. Como o bairro, está situado na Zona Leste, uma das mais violentas da capital e talvez por isso, Omar tenha foca o seu discurso-desabafo em cima da Segurança Pública,

Omar, que não será candidato à reeleição, por impedimento legal (cumpre o segundo mandato) e naturalmente nem para a Prefeitura da capital, reclamou contra pessoas (políticos) e blogueiros e “apresentadores” de programas de radio e TV e redes sociais, para atacar o Governo, criticando especialmente as ações em Segurança Pública, fatos que deixam o governador irritado, consciente do trabalho que vem realizando no setor.

Conhecendo Omar como eu há alguns anos, estranhei o tom do discurso, mas após analisar o seu conteúdo concordei com o que disse e mais ainda, entendi a sua revolta, principalmente falando de uma área que conhece muito bem, a Segurança Pública, pasta que chegou a comandar no Estado e operou grandes realizações, como o aumento significativo de delegacias na capital e ainda criou entre outras coisas o famoso programa “Galera Nota 10” que tirou muitos jovens delinqüentes da marginalidade e que hoje são pessoas de bem.

O fato, é que o Governo do Estado vem atuando no reaparelhamento humano e de equipamentos nessa área, a começar pela realização de concurso público para as Polícias Militar e Civil, cujo desfecho foi um tanto demorado em função da interferência da Justiça tentando apontar irregularidades e anular o concurso, o que retardou as nomeações e com isso, todo o processo. Devido a isso, a entrada no trabalho dos novos policiais demorou ainda mais em função dos cursos que precisaram fazer para atuar na Segurança Pública, considerando que um aprendizado dessa natureza ninguém conclui em uma semana ou pouco mais. Dai o atraso em algumas ações dentro do sistema.

Vale a pena lembrar que há pouco tempo o Estado dotou a Polícia com mais de 450 viaturas novas, armas modernas e pesadas, munições e motocicletas, para que As Policias tenham mais condições de equipamentos e mobilidade para oferecer melhor e maior segurança a população. Esse é um fato incontestável e que não merece críticas, só elogios.

Agora, cabe a sociedade ajudar a Polícia nesse trabalho, denunciando suspeitos no seu bairro, na sua rua, bocas de fumo etc. Sei que muitos não acreditam nas ações da Polícia, mas não podemos pensar assim, temos que acreditar e denunciar.

Utilize 0 190, denuncie, guarde sigilo para manter a sua segurança e dessa forma, aja como cidadão. Quem sabe a Polícia aparece, por isso, não desista... Denuncie.

Por tudo isso, pelo tom do discurso, Omar estava realmente chateado com as críticas que considera infundadas e foi categórico: “Passei muito tempo para realizar este sonho e chegar aonde cheguei e tenham a certeza que não quero e nem sairei desmoralizado do Governo”. (Com postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).


*Osny Araújo é jornalista e analista política.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br






segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


MUDANÇAS E NÃO REFORMA

                                                                      Osny Araújo*

A presidente Dilma Rousseff vem lidando muito  bem com os aliados do Governo e vai controlando com naturalidade a situação, mesmo a despeito de algumas pressões por parte deles  para que ela promova a tão falada reforma ministerial.

Dilma parece mesmo  gostar dessa palavra e prefere dizer que vai fazer mudanças pontuais no ministério, mas se recusa em falar em reforma ministerial, pelo menos por enquanto, fato que têm agradado alguns e outros não, do grupo de apoio ao seu Governo.

É bom lembrar, que aproximadamente sete ministros, motivados por sérias denúncias, pegaram as contas e todos, eram “afilhados políticos” do ex-presidente Lula e com isso, a presidente começa a moldar um ministério com a sua cara, misturando políticos e técnicos no time do primeiro escalão do Palácio do Planalto.

As mudanças que estão ocorrendo agora são puramente por questões do calendário político e assim, todos os ministros e diretores de autarquias que irão disputar as próximas eleições, estão deixando os cargos, em cumprimento ao que determina a lei eleitoral, por força da chamada desincompatibilização.

Esta na cara, que a presidente aproveita a oportunidade para dar um recado claro e direto  aos aliados e demonstrar que  as rédeas do Governo não mãos, além de mostrar  maturidade e pulso firme, especialmente quando se trata de conversas com políticos companheiros e aliados e com isso, deixa muito claro que quem nada e ela e não os políticos aliados, que, diga-se de passagem, não andam muito satisfeitos com o Governo em função dos cortes já anunciados no orçamento para as chamadas emendas parlamentares. Mas essa é outra história a ser contada futuramente.

Com a saída dos ministros envolvidos em escândalos e agora com algumas mudanças na equipe por forças das eleições, a presidente dá a entender que está dona da situação e que as ações do Governo no que diz respeito aos ministros, deverão navegar em mares tranqüilos, sem nenhum risco de acidentes e com isso, garantir de forma tranqüila a governabilidade e as ações do Governo, este ano, mais do que nunca voltadas para os menos favorecidos e erradicar, ou melhor, tentar erradicar a pobreza no país.

Com os novos membros na equipe, sem muitos palpites e com uma escolha praticamente pessoal da presidente, certamente os ministérios trabalharão mais afinados e isso facilitará em muito o seu trabalho de dirigir os destinos da nação, num momento naturalmente complicado, por se tratar de um ano eleitoral.

É certo também, que no atual grupo de ministros, ainda existe um ou outro com denúncias, mas o fato parece que está sendo bem administrado e não deverá gerar maiores problemas para o Governo, considerando que a maioria da equipe trabalha afinada, procurando cumprir com as determinações oriundas do Planalto, para que todo o processo alcance o sucesso desejado pela presidente e por todos os brasileiros.

O que queremos e sonhamos é com  a construção de um país mais solidário, com menos miseráveis, com maior e melhor distribuição de renda, com a geração de mais empregos, com mais segurança, com a educação de melhor qualidade, com respeito ao meio ambiente, sem atravancar o desenvolvimento. Que assim seja. (Com publicação simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).

*Osny Araújo é jornalista e analista político.


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