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quarta-feira, 7 de março de 2012

TIME DE MULHERES DA REFORMA AGRÁRIA FAZ
 SUCESSO NA FEIRA SOLIDÁRIA DO CASSAM

Amazonianarede/Asscom, INCRA-AM

Manaus - “Olha a banana, maracujá, macaxeira” grita uma daqui e o coro para chamar a atenção da clientela continua na outra banca. “Mamão, couve, tomate, cheiro-verde”, tudo da  horta para a sua mesa e a preços baratinhos”. É a “mulherada da reforma agrária” participantes da Feira da Economia Feminista e Solidária de produtos Regionais, recém-inaugurada pelo Governo do Estado, que já está sendo chamada popularmente de “feira das mulheres”.

Ocupando um grande espaço em galpões cobertos do Clube dos Suboficiais da Aeronáutica (Cassam), vinte e seis mulheres assentadas de três projetos sustentáveis do INCRA, (Panelão e Piranha, em Manacapuru e Nova Esperança, no Iranduba), comandadas por d. Edna Ramos e Antonia Eliana, comandam a mulherada na feira, onde segundo elas os negócios estão “muito bem e dá para ganhar um dinheirinho. Está uma beleza, graças a Deus” afirmam as assentadas da reforma agrária.

A feira é realizada aos sábados, duas vezes ao mês e tem atraído um grande público, o que tem deixado às mulheres produtores satisfeitas com o sucesso dos pequenos negócios que realizam.

As produtoras, dos três assentamentos nos dois municípios que integram a Região Metropolitana de Manaus, chegam à feira com a ajuda do INCRA e das Prefeituras, que atuam na coleta da produção e no transporte para Manaus.

Um fato que está alegrando muito as feiras, é que o trabalho na feira é relativamente leve. “Nós chegamos aqui por volta das seis horas, e já lá para o meio dia estamos indo embora, com tudo vendido e isso é muito legal” – diz a assentada Maria de Nazaré.

Elas elogiam a boa organização da feira e falam com carinho do apoio que o INCRA está oferecendo, os produtos da reforma agrária dos assentamentos sustentáveis, próximos a Manaus, cheguem ao consumidor sem a participação do atravessador, comercializados pelas próprias produtoras e com isso, a preços menores. “Isso é muito bom e estamos colhendo bons frutos” – diz. A assentada Antonia Eliana, que trabalha exclusivamente com frutas.

Elas não gostam muito de falar em faturamento, mas aos poucos vão dizendo alguma coisa, para justificar a satisfação que estão sentindo ao se engajarem na “Feira das Mulheres do Cassam”. “Aqui a gente vem bem e conseguimos tirar em média de R$ 500 a 600 reais por feira e isso, para nós é um bom negócio” garante d. Edna.

“Graças a Deus, ao Governo do Estado que organizou esta feira e ao INCRA estamos aqui com os nossos produtos, vendendo e felizes com tudo o que está acontecendo. Os produtos são novos, de qualidade e a população está prestigiando e comprando e isso é muito importante” – assegura a assentada Maria de Nazaré.


terça-feira, 6 de março de 2012


CARAMURI GANHA ADEPTOS IMPORTANTES E
PODERÁ SER O NOME DA BOLA DA COPA DE 2014.

Amazônianarede/Osny Araújo

Manaus - Assim como a Copa do Mundo, que só acontece de quatro em quatro anos, a fruta amazônica silvestre Caramuri, só aparece também de quatro em quatro anos e devido a essa coincidência esse fruto amazônico, pouco conhecido dos próprios amazonenses e que corre risco de extinção, poderá dar nome a bola da Copa de 2014, tornar o fruto conhecido e quem sabe, salvar da extinção.
O portal procurou o autor desse importante projeto, o contador amazonense Beto Mafra e fomos encontra-lo no seu local de trabalho, na Associação Amazonense dos Municípios e com orgulho contou detalhadamente como nasceu o projeto que hoje ganha adeptos em todo o planeta, até porque, fala-se muito numa “Copa Ecológica” e nada melhor para sustentar essa afirmação, do que um nome amazônico como o da fruta Caramuri, lembrando que na Copa da África do Sul , a estrela maior do espetáculo, a bola, foi batizada de “Jabulani, divulgando a cultura daquele continente.”
Alias essa história de dar nome à bola da C0pa começou no ano de 1970, oportunidade em que o Brasil ganhou mais um título, no México.
A partir daí, as bolas utilizadas nas partidas das Copas do Mundo de Futebol passaram a ser especialmente confeccionadas para o evento e receber nomes. Telstar foi à primeira. O nome homenageava o primeiro satélite de comunicação. Em 1974 novamente a FIFA utilizou a Telstar na Copa da Alemanha.
De lá para cá a família só cresceu: 1978/Argentina: Tango; 1982/Espanha: Tango España; 1986/México: Azteca; 1990/Itália: Etrusco Unico; 1994/Estados Unidos: Questra; 1998/França: Tricolore; 2002/ Japão e Coreia do Sul: Fevernova, 2006/Alemanha: Teamgeist; e 2010/África do Sul: Jabulani. Na Copa de 2014, no Brasil, a família das bolas ganhará mais uma integrante e seu nome poderá ser o de um fruto amazônico. Se for aprovado, o nome da bola será Caramuri.
O “mundurucanho” (apelido dado a quem  nasce em Maués), contou que o projeto nasceu por acaso, “!mas veio para ficar” – acrescenta.
APENAS POR PRAZER
Mafra afirma que o seu projeto nada tem a ver com questão financeira. “Não elaborei esse projeto e nem estou trabalhando com determinação nele em busca de resultados financeiros. Tudo o que fiz e farei é apenas pelo prazer, agora se no futuro surgir alguma coisa que envolva questões financeiras, claro que aceitarei, mas esse não é o principal objetivo e sim, o de divulgar a Amazônia, esse delicioso fruto e quem sabe evitar a sua extinção, logo o grande objetivo é ecológico” – assegura.
 O gerente administrativo da Associação Amazonense dos Municípios, Beto Mafra, conta que “a ideia de utilizar o nome Caramuri na Copa de 2014 vem desde 2010, quando teve uma safra da fruta na fazenda do meu irmão Barrô Mafra, em Maués, e ele mandou-me uma sacola com aproximadamente cem frutas, que distribuí com amigos em Manaus. Um jornal da cidade fez uma matéria comigo na qual falei sobre o Caramuri e sugeri que fosse utilizada como atração turística. Em janeiro do ano passado tive a ideia de dar nome à bola da Copa, depois de ler uma matéria contando a história de cada bola utilizada nas Copas passadas, então vi que tinha tudo a ver com a história do Caramuri”, contou.
Voltou a lembrar,  que não existe nenhum interesse financeiro por traz de toda essa história. “Não existe nenhum interesse financeiro, mas como estou trabalhando com vários parceiros, pode até ser que surja alguma coisa, mas esse não é o fator principal”.
O importante mesmo, em se tratando de uma Copa do Mundo no Brasil e no Amazonas e quando se fala numa Copa ecológica, nada melhor que darmos a bola um nome amazônico e aí, surgiu à ideia do Caramuru, que como a Copa só tem de quatro em quatro anos.
“O objetivo é divulgar o Amazonas, a sua natureza e quem sabe, salvar esse fruto maravilhoso que é o Caramuri da extinção, mas se ocorrer alguma coisa financeira, depois de tudo isso, certamente que será bem-vindo, mas legal é o prazer que sinto em trabalhar este projeto”- garante.
GRANDE CHANCE
Como tem recebido um grande apoio da mídia nacional e internacional, de personalidades importantes do Governo, o próprio governador Omar Aziz, do prefeito Amazonino Mendes,de, artistas, intelectuais etc, como  o ministro dos Esportes Aldo Rebelo, do nosso campeão da UFC José Aldo, que tem sido também o nosso “garoto-propaganda”, do poeta Thiago de Melo e tantos outros, acredito que o nosso Caramuri tem grande chance de batizar a bola da Copa de 2014.
 “Tem muita gente torcendo por isso e penso que a “gorduchinha” que nasceu idealizado por ideia dos amigos do locutor esportivo Osmar Santos, em São Paulo, não me parece um adversário tão perigoso e poderá ser vencido, sim” – diz com convicção.
 As chances do Caramuri  dar o nome da bola da nossa Copa é grande e  Mafra muito nessa possibilidade, até pelos constantes contatos que mantém  com membros da FIFA e com a matriz da Adidas, na Alemanha, fabricante das bolas das copas desde 1970.
 SEM COMPETIÇÃO
Ao contrário do que muita gente pensa, que tudo acontece em função de um concurso lançado pela FIFA, Mafra esclarece que não existe nada disso e tudo transcorreu de forma absolutamente espontânea.
Acrescentou que não existe nenhuma competição ou concurso para a escolha do nome da bola. “Tive conhecimento que, em São Paulo, estão fazendo campanha para que o nome da bola seja “gorduchinha”, em homenagem ao radialista Osmar Santos. O meu projeto foi um ato isolado, pessoal. Normalmente a nova bola é apresentada um ano antes da Copa, então, a minha expectativa é que saia uma definição em 2013, para que ela seja usada já na Copa das Confederações”.
ORGULHOSO
O caboclo, não ficou “pávulo” com o sucesso do seu projeto, mas deixa transparecer um grande orgulho com o sucesso e garante que em função desse trabalho hoje é um nome que já atravessou fronteiras, através de matérias jornalistas veiculadas no Brasil e no mundo promovendo o Caramuri, o Brasil e o Amazonas e naturalmente, lá está o nome de Beto Mafra, o caboclo lá das barrancas de Maués, a terra do Guaraná.
Conta, que tem dado muitas entrevistas, feito uma série de palestras falando sobre o projeto e o próxima, segundo ele, deverá  ocorrer no plenário do Senado Federal, em Brasília, que aprovou proposição da senadora Vanessa Grazzaiotin.
Além disso, considera importantes os  contatos permanentes com membros da FIFA e da Adidas, na Alemanha, a fabricante das bolas e demonstra muita certeza no sucesso do “projeto caramuri,” um trabalho de cunho social, econômico, cultural e ambiental.
Anunciou que dentro de pouco tempo, o “projeto Caramuri” será mostrado em um folheto em 12 países da Europa e falou da música que poderá virar um CD, caso haja patrocinador, falando do caramuri. “A musica, Caramuri, preservar é preciso” de autoria de Simão Pessoa e Dudu do Banjo.”. A música é muito legal, muito bacana, pode acreditar.
O QUE É
Mafra, fala com certa tristeza que a literatura sobre o belo, saboroso e amarelado  fruto amazônico, com predominância na região do baixo e médio Amazonas, como Itacoatiara, Urucurituba, Maués, Autazes, Parintins e outros municípios, ainda é muito desconhecida pelos próprios habitantes da Amazônia. “Pouco se tem na literatura e pouco se sabe sobre o Caramuri, mas penso que isso é coisa do passado, pois o nome Caramuri começa a fazer parte do vocabulário amazônico” – garante esperançoso.
Explica, que o Caramuri, parente do abiu, outro saboroso fruto amazônico, tem uma particularidade interessante. Só aparece de quatro em quatro anos como a Copa do Mundo e coincidentemente nos anos em que são realizadas as copas. Até parece uma  coisa predestinada”
O nome Caramuri não tem uma definição especifica, mas segundo os ribeirinhos e os índios saterê-mawê, o significado seria “fruta da floresta que alimenta homens e animais”.
Disse ainda o nosso entrevistado, que por ser uma árvore grande, chegando aos 25 metros de altura, tantos os índios como os caboclos, para colher os frutos, derrubam as árvores e com isso, vai desaparecendo aos poucos da mata, tudo por falta de melhor orientação, mas com certeza, a partir de agora essa pratica será alterada e ao invés da derrubada das árvores, os frutos serão colhidos naturalmente.
Mafra disse ainda que dentro de alguns anos, os manauenses poderão ver arvores do Caramuri em plena cidade de Manaus. “Em solenidades, já foram plantadas algumas mudas em pontos estratégicos e turísticos da cidade, inclusive pelo governador  Omar Aziz e a primeira Dama Nejmi Aziz.
Na  Vila Olímpica, o  ministro Aldo Rebelo, plantou uma muda outra na Ponta Negra, pelo nosso campeão José Aldo, tudo com o objetivo de popularizar o fruto e com isso evitar a sua extinção.



domingo, 4 de março de 2012

MANCHETES POLÍTICAS

                                                                              Osny Araújo*

Os últimos dez dias no Brasil e no Amazonas foram recheados de assuntos políticos palpitantes e renderam muitas manchetes de jornais. É pena, que das várias manchetes, apenas uma podemos considerar como positiva, a inauguração pelo prefeito Amazonino Mendes do complexo viário São José, em Manaus. Uma grande obra, numa tentativa de melhorar um pouco o caótico trânsito da cidade. As demais, foram apenas para noticiar coisas ruins que continuam a acontecer no mundo político.
Só para variar, no Amazonas tivemos quatro cassações políticas, dois prefeitos, Edson Bessa, de Manacapuru, Elmir Mota, de Boa Vista do Ramos, além do deputado federal Sabino Castelo Branco e seu filho, vereador de Manaus Reizo Castelo Branco. O interessante, é que todos se julgam inocentes e prometem recorrer.
No campo político nacional, os assuntos foram  diversos, mas resolvemos elencar apenas alguns, como por exemplo, a nomeação por parte da presidente Dilma de um ministro para a Pesca, que segundo as más línguas, nem peixe conhece, quando mais uma política pesqueira para implementar no ministério.
O fato, é que com a nomeação do pastor-senador Crivela, a presidente habilmente amansou um pouco a bancada evangélica aliada, que estava fula da vida com a presidente que nomeou, segundo eles, uma “abortista” para o Ministério das Mulheres. Com Crivela no Planalto, as coisas tendem a se acalmar e a bancada evangélica parece deverá continuar rezando com o catecismo do Governo.
Alias,  desde que assumiu o Governo, a presidente tem dedicado horas e horas de sono e de trabalho para administrar crises políticas dentro do Governo e a prova disso, é a grande renovação do primeiro escalão, mesmo sem a tal reforma ministerial. Vamos ver até onde essa onda vai, com a presidente surfando com maestria, até o momento.
Mas como política é um prato sempre efervescente e muitas vezes indigesto, quando tudo parecia se acalmar, vem o mais forte aliado demonstrar insatisfação. Isso mesmo, a turma do PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer está danado da vida. O partido considera que está perdendo espaço no Planalto e a insatisfação é grande, embora desmentida pelo líder, senador Romero Jucá.
No Congresso foi aprovada a Previdência Privada, com a criação de três fundos para aposentadoria suplementar para os servidores públicos, com um substancial aporte financeiro do Governo. Já tem gente falando que isso vai dar muita confusão. O negócio é bom e todos estão de olho na gestão desses fundos. Essa briga promete ser boa e quem sabe role até foice. Tem muita gente querendo trabalhar por boas aposentadorias para os servidores e com isso, garantir-lhes um futuro melhor. Só nos resta aguardar e torcer para que tudo corra bem, mas a parada vai ser dura de administrar.
Ainda no Congresso, existe uma grande confusão para se aprovar a falada Lei da Copa. Tomara que isso ocorra antes dos jogos. O fato, é que quando o Brasil aceitou sediar a Copa, também aceitou as regras da FIFA e quem assina em baixo, concorda e nessas regras, está à venda de bebidas alcoólicas nos estádios.
Alguns parlamentares “puritanos” se voltam contra a questão, alegando que fere a soberania nacional e outras bobagens que não valem apena aqui serem relatadas. Ora,  se aprovada às geladas ou louras nos estádios, será tão somente para a Copa, ou seja, um mês de liberação e depois acaba. Basta, que os nossos estádios tenham uma boa segurança e tudo sairá bem.
Para encerrar este comentário, não poderia esquecer a confusão que o Serra criou no “tucanato” paulista, quando se apresentou como mais um pré-candidato a Prefeitura, forçando o Partido mudar as regras da prévia que já havia estabelecida e esse fato, mexeu com os ânimos dentro do PSDB.
Muitos não concordaram com as mudanças, houve o tradicional “fogo amigo”, mas parece que tudo foi contornado e apesar de existirem dois ou três pré-candidatos, todos já sabemos que quem vai mesmo para a disputa será o José Serra, que se apresentou com uma proposta nacionalista, tentando mostrar as maneiras diferentes ideologicamente que o PT e o PSDB têm de governar, tema que ele não abordou quando candidato a presidência da República.
Madame Miracélia me garante que o nome em S. Paulo será mesmo o de Serra, o resto, é só faz de contas, para induzir a opinião pública de que a decisão partidária foi democrática. Conversa pra boi dormir. (Com postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético)
*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br
 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O PDS NOVA ESPERANÇA  VIROU RALIDADE
COM PRODUÇÃO E QUALIDADE DE VIDA


Fonte: Asscom, INCRA-AM
Iranduba, AM - Município com vastas áreas de várzeas e terras férteis, Iranduba, integrante da Região Metropolitana de Manaus, é um dos grandes produtores de horti-fruti-granjeiros e 90 por cento da sua produção é comercializado nos mercados e feiras da capital devido a sua proximidade e agora ainda mais fácil com a abertura da Ponte Rio Negro,
No município o INCRA mantém vários projetos de reforma agrária, mas hoje vamos falar de um pequeno, mas com grande produção e de muita qualidade. Trata-se do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Nova Esperança com apenas 37 famílias assentadas, mas com uma produção diversificada e considerada.
A reportagem resolveu dar uma volta pelo assentamento, conversar com os assentados, observar como vivem, como estão organizados e o que produzem e o m, mesmo ainda tendo final dessa visita, após conversar com vários assentados, foi satisfatório, pela maneira como vivem, mesmo ainda enfrentando algumas dificuldades, mas especialmente pela produção, com a qual ajudam a abastecer Manaus.
Galina caipira, pato, suínos, pimentão, pepino, cheiro-verde, maracujá, tomate, banana, alface, biriba, goiaba, manga, enfim, tudo o que se procurada no PDS Nova Esperança se encontra e tudo isso é creditado ao INCRA que criou o projeto e levou as políticas públicas do Governo Federal até La.
Devido a isso, a assentada Edna Pereira Ramos, “uma mulher tinhosa de trabalhadora” como afirmam os seus amigos, não faz um discurso longo para agradecer a instituição que no Amazonas é dirigida pela superintendente Maria do Socorro Marques Feitosa. Ela diz simplesmente o seguinte. ”O INCRA é o cara e se Deus fez alguma coisa melhor do que este lugar para se trabalhar e viver, ficou pra Ele”.
De acordo com aquela máxima que diz que “quem trabalha Deus ajuda”, visitamos alguns lotes para conversar com os assentados e ver a produção e fomos descobrindo várias coisas interessantes e tudo conquistado com trabalho e determinação de quem recebeu uma auxilio do Governo procura dar a contrapartida trabalhando na terra e dela tirando o sustento da família.
CONFORTO
Muitos já morando nas casas construídas com o financiamento do crédito Habitação, disponibilizado pelo INCRA, os assentados, dizem que são felizes no assentamento.
Tem o Luz Para Todos, televisores para assistir as novelas e o futebol, aparelhos de som para curtir os domingos com boa música, água gelada e mais que isso, cerca de 5 a 6% dos assentados já possui carro próprio (pequenas camionetes ou kombis) para transportar a produção, que conta ainda com os carros coletores da Prefeitura e os do INCRA que ajudam semanalmente a levar produtos para as feiras em Manaus.
O sinal da telefonia móvel chega bem ao assentamento e a maior reclamação que ainda existe por lá é sobre a água, que ainda não atende a todas as necessidades, mas eles sabem que isso é coisa para ser resolvida num futuro próximo e vão dando o jeito deles, considerando que as conquistas vão chegando aos poucos.
“NÃO TENHO QUEIXA”
Marcos Ribeiro dos Santos, 37, casado com d. Patrícia e pai de três filhos, residindo numa casa com financiamento do Crédito Habitação, não reclama da vida e recebe com prazer os servidores do INCRA, sempre convidando para um café e oferecer um copo com água gelada, enquanto os filhos ficam assistindo televisão.
Marcus preferiu não diversificar muito a produção e escolheu para ganhar a vida produzindo apenas alface, embora não costume saboreá-las nas refeições, cebolinha e pepino.
Com uma produção de aproximadamente seis mil maços de alface mensalmente, 2.500 Kg de pepinos e 2.500 maços de cebolinha, garante que tem uma renda mensal superior a R$ mil e isso dá para sustentar a família e manter a camioneta com a qual transporta a produção para Manaus. Ele está a cinco anos no assentamento e garante que não pensa em sair de lá. “Estou bem aqui, porque arriscar?” – indaga.
O REI DO PIMENTÃO
Do lote do Marcus fomos atrás do “rei do pimentão” do PDS Nova Esperança, Ronaldo Barbosa e o encontramos no meio da plantação, verificando se tudo corria bem nas cinco casas de vegetação que possui, pois pratica a plasticultura, onde nos recebeu para mostrar o plantio e aproveitou para colher alguns exemplares e exibiu alguns exemplares com orgulho, dizendo que há poucos dias colheu um pimentão com 240 gramas – “uma beleza” – diz ele entusiasmado.
Ronaldo, proprietário de uma Kombi para auxiliar no escoamento da à produção, planta apenas pimentão e as outras culturas, só mesmo para o alimento da família e presentear algum amigo que o visita. “O meu negócio é com o pimentão” – afirma.
Enquanto a reportagem percorria com ele as casas de vegetação, nos contava que te uma produção de mil a 1200 Kg de pimentão por semana, comercializado no mercado de Manaus a R$ 3,50 o Kg, o que lhe dá uma renda bruta mensal em torno de R$ 12 mil e agradece ao INCRA pela oportunidade que lhe deu com assentando-o no PDS Nova Esperança onde é feliz e onde a sua vida deu uma guinada de 180 graus para melhor, por isso já prepara a construção de mais duas casas de vegetação para aumentar a produção, que segundo ele é o ano inteiro, desde que mantenha os cuidados necessários. Faz questão de dizer que só trabalha com o popular pimentão verde, o Natali.
A superintendente do INCRA Socorro Feitosa, também visitou o lote de Ronaldo Barbosa e saiu de entusiasmada com o que viu, com a certeza de que vale a pena continuar a trabalhar por uma reforma agrária cidadão, consciente e ecologicamente correta, com a certeza de que é possível produzir sem devastar a natureza.
FILHOS ACADÊMICOS
D.Edna Pereira Ramos, que já presidiu a Associação dos Assentados do PDS Nova Esperança, fala orgulhosa do assentamento, do que produz que á uma grande variedade e fala com emoção que foi através da oportunidade que o INCRA lhe deu no assentamento que hoje se prepara para ser mar de dois jovens que estão prestar a colar grau no nível superior. Um em engenharia e outro em direito. “Isso me dá muito orgulho, mas tudo isso deve a Deus, ao INCRA e ao meu trabalho juntamente com a minha família. Aqui é tipo aquela história dos Três Mosqueteiros. “Um por todos e todos por um”.
Com a produção espalhada em duas feiras de Manaus, D. Edna, que dirige a sua própria camioneta Strada, colhe semanalmente 10 mil maracujás, cinco mil maços de cheiro-verde, abobrinha, brócolis, berinjela, chicória, maracujá-do-mato, goiaba, biriba, tomate, acerola, maxixe, pimenta-de-cheiro, porco, galinha, maracujá etc. “Aqui agente tem de tudo um pouco” – diz orgulhosa.
“Trabalhamos muito, mas ninguém aqui pode reclamar da vida. Somos felizes, nos alimentamos bem e graças a Deus temos muita paz.
Sua felicidade é estampada no rosto e garante que com o que produz no PDS Nova Esperança, chega a faturar bruto em torno de R$ mil/mês, isso pagando ainda um ajudante que trabalha um ou dois dias por semana, dependendo do movimento e da produção. “É por isso que agradeço ao INCRA, que para mim é o Cara e repito: Se Deus criou um lugar melhor do que este ficou pra Ele” – concluiu a assentada Edna Pereira Ramos.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


INCRA ENTREGA CASAS EM MACAPURU
                 E VIVEIRO AGRO-FLOORESTAL NO IRANDUBA

Fonte: Asscom/INCRA-AM
Manacapur/Iranduba, AM - Aproveitando o período carnavalesco, a superintendência regional do INCRA entregou benefícios para assentados e beneficiários da reforma agrária nos municípios de Iranduba e Manacapuru, integrantes da Região Metropolitana de Manaus com a inauguração de um Viveiro Agro-florestal e a entrega de casas financiadas com crédito habitação.
No sábado, a superintendente Socorro Feitosa foi até a cidade de Manacapuru e de lá viajando 2 horas em uma “voadeira” chegou ao Paraná do Periquito, na comunidade São Lazaro, dentro do PDS Cabaliana II, onde fez a entrega de 47 casas financiadas com o Crédito Habitação da Reforma Agrária, em solenidade realizada na Escola São Lázaro, num dia de festa, com a comunidade comemorando a festa de São Lázaro, seu padroeiro.
Nesse projeto, o ano passado o INCRA de um total de 2030 unidades, e agora, entregou 551 casas em várias comunidades e agora mais 47, totalizando investimentos de R$ 897.000,00, restando ainda à conclusão de mais 1, 432 unidades com custos de 21.480.000,00, com o valor unitário de R$ 15 mil.
DIFICULDADES
Para as autoridades e platéia de assentados presentes ao ato na Escola Municipal S. Lázaro, Socorro Feitosa, falou dos desafios que é fazer reforma agrária na Amazônia e das voltas que o INCRA até construir uma parceria com a Secretaria de Patrimônio da União para que a reforma agrária pudesse chegar também às áreas de várzeas.
Deixando de lado as dificuldades, Feitosa, agradeceu as parcerias estabelecidas com a Prefeitura de Manacapuru e movimentos sociais e afirmou que “finalmente os pequenos e os humildes estão sendo olhados e lembrados pelo Governo Federal” e disse ainda que eles, os varzeiros, têm sim esse direito, pois além de não devastarem o meio-ambiente ainda funcionam como verdadeiros guardiões das nossas florestas, ajudando a preservar o meio-ambiente.
Lembrou ainda que até há bem pouco tempo, o INCRA tinha no município apenas o Projeto de Assentamento Aquidabam, com 437 famílias e em pouco mais de oito anos Manacapuru conta com 5 projetos de reforma agrária, beneficiando em torno de 10 mil famílias, que começam a receber o olhar do Governo Federal, as políticas públicas e a inclusão social.
Frisou ainda que com a chegada do INCRA as várzeas e o reconhecimento do INCRA como beneficiários da reforma agrária, eles passam a ter uma séria de vantagens, como os créditos próprios da reforma agrária, como o Inicial e habitação e outros que poderá surgir através do Pronaf e Terra Sol e outros como o Bolsa Família, Bolsa Verde, Luz Para todos etc. “É Governo Federal preocupado com os mais humildes e trabalhando para erradicar a miséria no Brasil” – disse.
Feitosa também deixou claro que com essa política de levar habitação aos assentamentos, o Governo Federal através do INCRA dá uma grande contribuição para solucionar o déficit habitacional na zona rural.
ECOLOGICAMENTE CORRETAS
No Amazonas, as casas nos projetos de reforma agrária construídas com o Crédito Habitação, tem algumas características diferente.Nos assentamentos em terra firme, podem ser construídas com madeira certificadas ou em madeira de lei, certificada, mas pelo mesmo valor.
As casas entregues agora pela superintendente Socorro Feitosa, em área de várzea no Cabaliana II, necessariamente são construídas com madeira, mas obedecendo um mesmo padrão e devem ser ecologicamente corretas.
De acordo com as normas estabelecidas, padronizadas, possuem em média 46 m², sala/cozinha, varanda, banheiro interno fibrado, kit pro-chuva, fossa biodigestora, telhas tipo brasilit e são construídas um metro acima da mrca da maior enchente na região, a fim de prevenir alagação, assim como as janelas são teladas para evitar o mosquito transmissor da malária e antes da entrega, são todas georeferenciadas pelos técnicos do INCRA.
VIVEIRO NO PDS NOVA ESPERANÇA
Antes, na sexta-feira o INCRA entregou o viveiro agro-florestal no PDS Nova Esperança, no município de Iranduba, com investimento da ordem de R$ 50 mil, funcionará sob a responsabilidade da comunidade, de forma coletiva com todos os assentados e familiares trabalhando na produção das mudas.
O viveiro, não será exclusivo do PDS Nova Esperança, pois com o tempo, com o objetivo de recuperar as áreas degradas, considerando que o assentamento foi criado em cima delas e agora, a partir desse viveiro, deverão começar a ser recuperadas.
A produção de mudas não será para o replantio exclusivo das áreas degradas do projeto, pois com o tempo e com o reflorestamento que começará a ser feito já a partir do próximo ano com a primeira produção de mudas, os assentados, terão condições de deverá comercializar mudas, o para outros pontos do município e fazer parcerias com indústrias locais que utilizam madeira como fonte de energia, no caso mais específico o Pólo Oleiro e cerâmico que existe no município de Iranduba.
O presidente da Associação dos Moradores Joelney Luiz Sell, frisou que o viveiro representa muita coisa para o assentamento e agradeceu ao INCRA pela iniciativa e arrematou: “Temos uma dívida muito grande com a natureza e agora, vamos começar a paga-la”.
Ronaldo Santos, Chefe da Divisão de Assentamentos do INCRA, garantiu que vai se empenhar junto aos órgãos competentes para construir uma parceria com o objetivo de conseguir sementes de qualidade para garantir a produção das mudas.
 “O RETORNO É PRA VOCÊS”
A superintendente do INCRA Socorro Feitosa, fez questão de lembrar a dívida de 500 anos que o Brasil tem com a natureza e disse que a chegada do Viveiro agro-florestal ao PDS Esperança não representa nenhum favor àquela comunidade. ”Não estamos fazendo nenhum favor, apenas cumprindo com o nosso dever e esperamos que os senhores cumpram com os seus, que é exatamente o de produzir e reflorestar as áreas degradadas”.
Ela falou ainda da importância das parcerias e da união com os movimentos sociais e concluiu afirmando que o retorno de todo esse trabalho, não será para o Governo, mas para a própria comunidade.
Segundo ela, o “Poder Público não se resume no INCRA e voltou a afirmar que a reforma agrária, que tem como gestor o INCRA, também não é nenhuma exclusividade, considerando que essa ação é uma atividade onde todos os órgãos públicos e a própria sociedade tem o dever de somar, daí a importância das parcerias e se todos fizerem  um pouco, o resultado” será grandioso e teremos uma reforma agrária, cidade, com respeito à natureza e de qualidade.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012


O PRIMEIRO PASSO



                                                                                                         Osny Araújo*


Demorou mais foi dado o primeiro passo. Na última semana o STF martelo e oficializou de uma vez por todas a lei da Ficha Limpa. Isso quer dizer, que finalmente o judiciário brasileiro definiu o uso da Lei, com o objetivo de banir da vida político-partidária nacional de políticos com contas a pagar na Justiça.

Por decisão do Supremo, ficou oficializado que a chamada “Lei da Ficha Limpa” para banir políticos com nomes sujos começa a valer a partir das eleições deste ano e não cabe mais recurso e agora, salvem-se quem puder, ou melhor, quem tiver a ficha limpa, dessa forma, que for condenado por um colegiado na Justiça brasileira, já dançou nas próximas eleições.

Foi complicado chegar a esse importante primeiro passo. Após muita relutância e cobrança da sociedade civil organizada, o Congresso Nacional não teve saída e foi quase obrigado a aprovar a matéria, para não ficar mal de uma vez por todas com a sociedade e naturalmente, com os eleitores, que hoje, felizmente, acompanham com maior interesse a atuação dos nossos políticos s nas nossas casas parlamentares em todos os níveis.

O mais gostoso de tudo isso, é que a “Lei da Ficha Limpa” nasceu do clamor popular, e várias entidades conseguiram em todo o país um abaixo-assinado com mais de um milhão e meio de assinaturas. Com isso, foi elaborado um anteprojeto e encaminhado ao Congresso Nacional onde foi transformado em Projeto de Lei e mesmo a contragosto de um grande número de políticos, foi aprovado quase que forçado, considerando que a sociedade está mais atenta e interessada nas ações e comportamentos dos nossos políticos e o jeito que teve foi aprovarem, certamente com muita contrariedade.

Ao proferir o seu voto, o ministro Ayres de Brito, fez questão de lembrar como nasceu a “Ficha Limpa”, destacando que o anteprojeto chegou ao Congresso nacional com assinando por mais de 1,6 milhões de brasileiros e arrematou: Essa lei é fruto do cansaço, da saturação do povo com os maus tratos infligidos a coisa pública.

Quando digo no início deste comentário que este foi apenas o primeiro passo, é porque entendo que ainda faltam muitas coisas para serem consertadas, não apenas no Legislativo, mas em todos os Poderes da República e quem sabe, a Ficha Limpa abra esse caminho, o que sem nenhuma dúvida moralizará plenamente a administração pública brasileira.

Sei que a caminhada é longa e difícil, mas quem sabe, com o apoio maciço da sociedade, isso seja possível, até porque, os obstáculos e desafios foram feitos para serem vencidos, com competência e determinação.

É sabido, que não existem fichas sujas apenas no Legislativo, elas estão espalhados por todos os seguimentos da administração, como Executivo, Judiciário e privada, onde também existem fichas sujas, fruto de má administração e falcatruas e só para citar um exemplo no Judiciário, lembrar, o juiz Nicolau dos Santos Neves e no Executivo a lista é bem avantajada. Para saber, basta ler as notícias diariamente.

É natural que além dos parlamentares, os brasileiros desejem também nos postos chaves do Executivo e do Judiciário, ministros e magistrados pobros e realmente compromissados com a ética, com a moral, com os bons costumes e com a sociedade, por isso, devem ter as fichas limpas.

Para que isso não fique apenas na vontade dos governantes, seria bom que esse fato também fosse transformado em Lei, a exemplo da Ficha Limpa em questão, que saiu agora para os políticos e possamos dessa forma, ser amparados por Lei para que só tenham postos de comando nas instituições governamentais, pessoas honestas e compromissados com os municípios, estados e a nação.

A começar pelas eleições municipais deste ano, com a vigência da Ficha Limpa, não tenho dúvida de que os municípios brasileiros terão prefeitos mais compromissados com o povo, ou seja, com os seus municípios e vereadores mais zelosos com a coisa pública e possam dessa forma, demarcar um divisor de águas na política brasileira. O antes e o depois da Ficha Limpa, arquitetada pelo povo brasileiro, numa ação histórica e importante para a vida nacional. (Com postagem simultânea nos Sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e Blog Jornalismo Eclético)

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-Mail: osnyaraujo@bol.com.br

sábado, 11 de fevereiro de 2012


GREVE TEM QUE SER RESPONSÁVEL, SE NÃO VIRA BAGUNÇA

                                                                                                                                                            Osny Araújo*

Promover greve reivindicando melhorias salarias e de trabalho e outros benefícios, é legal, constitucional e justa, mas esses movimentos oparadeistas quando realizados, devem ser feitos com maturidade e responsabilidade, para que possam, inclusive, ter o apoio da população.

Como todo trabalhor, sou favorável a greve, até porque, ela está no bôjo da Constitutição brasileira, logo é legal, respeitando algumas regrinhas que também estão lá escritas, como por exemplo, quando se trata de atividades essenciais., a paralização não pode ser total.

Quando se fala em atividades essenciais, pode-se dizer que estas são aqueles de vital importância para a sociedade, pois afetam diretamente a saúde, a liberdade ou a vida da população, tendo em vista a natureza dos interesses a cuja satisfação a prestação se endereça. Há aqueles serviços que pela sua própria natureza são ditos essenciais, que são os serviços de segurança nacional, segurança pública e os judiciários. Somente o Estado poderá prestá-los diretamente. São, portanto, indelegáveis.

Existem  outros serviços que o legislador previamente considera essenciais, embora não precisem ser prestados diretamente pelo Estado. Estes se encontram na Lei n° 7.783/1989 - Lei de Greve, que define no seu art. 10 os serviços ou atividades essenciais e regulamenta o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.

 Assim, identifica-se no citado diploma legal como serviços públicos essenciais que podem ser prestados diretamente ou indiretamente pela Administração Pública, ou através de concessão ou permissão, entre outros, os serviços de tratamento e abastecimento de água, produção e distribuição de energia elétrica, gás, combustíveis, transporte coletivo e telecomunicações.

Tudo isso para falar no movimento paredista iniciado pelos policiais militares do Estado da Bahia, passando para o Rio de Janeiro e com sério risco de atingir outros estados e tudo isso, em pleno Carnaval, quando milhares de turistas internos e externos se deslocam para essas duas cidades, onde a folia reina soberana no reinado de Momo I e Único.

É verdade, que os policiais brasileiros, que diariamente arriscam suas vidas enfrentando a criminalidade, são sim, mal remunerados e precisam ter salários mais dignos, até para não se corromperem, mas não é praticando vandalismo que irão conseguir os seus objetivos, repito,  justos e que devem ser olhados com maior carinho pelos governos.

Aliás, é bom que se diga que a defasagem salarial, não é um privilégio exclusivo dos policiais brasileiros. Esse câncer atinge a todas ou grande maioria dos servidores públicos, deixando de lado apenas os que atuam nos Legislativo e Judiciário. A turma do Executivo, ganha salários de misérias e é exatamente essa turma a força motriz da administração pública brasileira.

Quem prestou a atenção naquele telefone com o som da gravação exibido pelo Jornal Nacional, pode observar que os motivos não parecem tão nobres e o grande objetivo era tumultuar, aparecer para a sociedade como os coitadinhos e estavam insuflando para mais adesão ao movimento, inclusive sugerindo que polícias de outros estados seguissem o exemplo baiano e anunciando o incêndio em veículos e outro tipo de vandalismo. Isso não é greve e muito menos reivindicação. Isso é vandalismo puro e nada mais, apenas com o intuito de tumultuar e gerar instabilidade e preocupação na sociedade, principalmente quando essa fica privada da atividade policial, que é essencial.

Outra coisa que se deve observar, é a generalidade dos pleitos. Claro que se for lei, terá que ser cumprida, mas nem todos os Estado tem condições de pagar aos seus policiais um piso alto nacional. Um exemplo disso ocorre com as prefeituras municipais brasileiras, quando ocorre o reajuste do minguado salário mínimo. Ficam de pires nas mãos e ainda demitem servidores por falta de recursos para pagar os salários. A generalização é perigosa e funciona como uma faca de dois gumes.

Os grevistas militares esquecem que eles estão tratando com um Governo que sabe tudo de greve, o Partido dos Trabalhadores, hoje embora com um discurso mais suave, sabe das manobras que estão sendo feitas e certamente, está atento a tudo isso e se prepara para dar o basta na hora H. Podem esperar.

Greve  é  um direito, por isso não é crime, mas os grevistas que promovem vandalismo como alguns policiais líderes do movimento fizeram na Bahia e no Rio, devem ser presos sim e não merecem ser anistiados. (Com postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético)

*Osny Araújo é jornalista e analista político.

E-mail: osnyaraujo@bol.com.br




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


LEGISLATIVOS JÁ FUNCIONAM
 NUM ANO DE ELEIÇÕES

                                                                                                                     Osny Araújo*

Inicio a semana, neste ano politicamente interessante em função das eleições municipais, falando das reaberturas dos Poderes Legislativos nas três esferas, com as apresentações das mensagens dos governantes mostrando em linhas gerais o que foi feito no exercício anterior e os caminhos a serem percorridos  em 2011.

Começo pela mensagem do governador do Amazonas Omar Aziz, apresentada na solene sessão de abertura dos trabalhos da Assembléia Legislativa do Estado.

Nela, o governador deixou um recado mais ou menos claro para os pré-candidatos as prefeituras dos municípios amazonenses, avisando que não deixará de estar presente nas articulações políticas, mas não subira em nenhum palanque, por entender que as eleições municipais não representam prioridade para as ações de Governo.

Na Câmara Municipal de Manaus, o prefeito Amazonino Mendes, também fez um ligeiro balanço de 2010 e disse como pretende governar o município em 2011, num plenário com 90% dos vereadores que ouviram atentamente a palavra do prefeito, que ressaltou a importância de um trabalho harmonioso entre o Executivo e o Legislativo em favor da sociedade.

O prefeito destacou bem na mensagem o que vêm sendo feito nas áreas de educação, saúde e assistência Social e falou de importantes projetos que serão desenvolvidos este ano, tornando Manaus mais bonita, humana, moderna, enfim, construindo onde todos possam viver de forma tranqüila, em segurança e felizes.

Na mensagem encaminhada pela presidente da República Dilma Roussef ao Congresso Nacional, pelas mãos da ministra chefe da Casa Civil Gleisi Hoffman, ela não fala nada sobre as denuncias de corrupção no seu Governo, se esquiva de falar em política partidária, fala de austeridade que será praticada pelo Governo, afirmando que exigirá de todos, disciplina e ousadia dentro do Governo.

Na mensagem encaminhada ao Congresso Nacional, a presidente reforça o seu compromisso com o social, combatendo de forma sistemática a pobreza e atuando de forma firma na inclusão social, apontou caminhos para o incremento da produção e a geração de empregos e fez questão de frisar que o Governo está atento a crise econômica no mundo e que o Brasil está preparado para enfrentar o problema com determinação.

De um modo geral as mensagens forem bem elaboradas e otimistas e agora, é ficarmos na torcida para que elas possam ser viabilizadas, com responsabilidade, retidão e transparência. (Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br