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sábado, 22 de junho de 2013


CAMPINEIRO: O BOI VERDE E PRIMO POBRE,
O EXCLUÍDO DO FESTIVAL DE PARINTINS
 

Osny Araújo

 
Parintins - Na badalada  história do Festival Folclórico de Parintins que este ano comemora o centenário dos bumbas “Caprichoso e Garantindo”, esqueceram de um terceiro, o primo pobre dos bois de pano , o Campineiro, que foi alijado do festival e que também estaria comemorando o centenário, uma vez que foi fundado em 1913.
Enquanto Caprichoso e Garantido são famosos no mundo inteiro, com suas imagens e todas correndo os quatro cantos do planeta, o primo pobre, se contenta a fazer as suas festinhas realizadas pela comunidade do Aninga, local onde nas céu, sem  o aparato e o luxo das apresentações dos primos ricos no bumbódromo de Parintins, que a partir deste ano passa a ser chamada de Arena.
O repórter que ainda criança residiu e estudou um ano em Parintins, no então Grupo Escolar “Araújo Filho”, recorda com precisão de ter visto o Campineiro se apresentando pelas ruas da cidade, a exemplo de Caprichoso e Garantido, quando a brincadeira de boi se resumia numa apresentação mínima para a própria  cidade, com os brincantes trazendo um par de madeira para animar as todas, numa espécie de bate-palmas, marcando o ritmo das toadas.
Naquela época, no início dos anos 60, a rivalidade entre Caprichoso e Garantido já era muito grande e sempre que se cruzavam lá pela rua Amazonas, ainda sem asfalto, no puro barro, a briga começava.  Era pancada  para todos ao lados.  Uma verdadeira guerra e o Campineiro, o boi que defende as cores verde e amarela,  por ser uma espécie do time do América do futebol, com pouca torcida,  passeava pela cidade sem ser molestado, apenas com os seus poucos torcedores dançando alegremente na quadra junina.
Como se pode notar, a cidade de Parintins que hoje é bicolor, dominada pelo Azul e Vermelho, poderia ser tricolor, com a inclusão  do verde, a cor defendida pelo “boi de pano” excluído do Festival mas que insiste em existir e pobre, mas com alegria, continua brincando de boi no mês de junho no Aninga para alegria da comunidade, mas, o que eles gostariam mesmo é de estar na disputa no bumbódromo ou na Arena completando o espetáculo que é mostrado para o mundo por Caprichoso e Garantido.
Nesse aspecto, o Caprichoso representaria a elite, o Garantindo  o mais popular e o Campineiro ficaria com a representação das camadas mais pobres do município, mas como sempre ocorre com a classe pobre, no festival o pobre também foi excluído.
RESGATE DA HISTÓRIA
No momento em que Parintins realiza o Festival do centenário de Caprichoso e Garantido, o jornalista Jonas Santos, se prepara para lançar um livro, resgatando essa história e dando visibilidade ao nome do bumbá Campineiro e mostrando ao mesmo tempo, que apesar da cidade dividida pelo Azul e Vermelho, existe também um  pequena parte verde, que insiste em torcer pelo Campineiro, que mesmo alijado pelos poderosos bumbas da Arena, persiste no coração de muitos parintinenses, na Ilha Tupinabarana.
No livro “Boi Campineiro: O boi excluído do Festival de Parintins”,que será lançado na semana do Festival em Parintins que será publicado com a chancela do Governo do Estado, através da Secretaria da Cultura, Jonas Santos, procurou levantar muitos detalhes e informações esta interessante e história e a partir de agora, certamente muitos ficarão sabendo que além de Caprichoso e Garantido existe o Campineiro na Ilha, que mesmo alijado da grande festa não morreu e também sem as pompas dois primos  ricos, também comemora o seu centenário.
Durante um ano, o jornalista e escritor  se debruçou sobre rascunhas da história, conversou com os antigos da cidade, entrevistou personalidades do povo e intelectuais, historiadores, membros dói Instituto Geográfico e Histórico de Parintins e assim foi colhendo subsídios para recompor  a verdadeira história dos bumbas de parintinenses, que ao invés de dois, são três, isto, contando com o Campineiro, o alijado do Festival.
Segundo o livro a ser lançado agora, o Campineiro teria participado no início do Festival e a sua última apresentação  de trinta anos passados e a partir daí, alijado do grande evento, continua vivo, mas desassistido pela própria população da cidade e autoridades. Sobrevive apenas no seu território, o bairro do Aninga para a alegria da comunidade que teima em torcer pelo boi que defende a cor que defende a cor verde, que carrega no corpo a cor cinza e uma grande estrela amarela na testa, como se fosse o sol.
Santos, que é integrante da nação vermelha, chegou  a conclusão de que o Campineiro não tem possibilidade de retornar ao Festival, em função da consolidação de apenas duas torcidas na cidade, a azul e a vermelha e afirma que a extinção do terceiro boi se deve a três fatores: Falta de apoio financeiro, desorganização interna da agremiação,  articulações e pressões dos dois bumbas contrários.
O escritor afirma categoricamente que o Campineiro apesar de ter se apresentado juntamente com o Caprichoso e o Garantido, não resistiu ao forte jogo de interesses, que envolve o poder e não teve força suficiente e para evitar a sua retirada do Festival de Parintins, talvez a maior manifestação folclórica do norte brasileiro.
EM BUSCA DA TORCIDA
Com a instituição de  outra arquibancada, apelidada de “verde”, os dirigentes do Campineiro, estarão  nessa  se  nessa arquibancada e esperam com isso começar a fazer o nome do boi conhecido e conquistar torcedores neutros.
Isto será possível porque os neutros assistirão o festival de uma alheios as arquibancadas dos famosos e ficará situada exatamente numa divisória das famosas torcidas azul e lá estará a verdade, a cor do excluído da grande festga popular.
Entusiasmado com essa possibilidade, o presidente da agremiação, Eduardo paixão de Souza (60), convida os apreciadores do Festival, mas que ainda não torcem por nenhum bumba que adotem o Campineiro. “Estaremos de braços abertos para recepciona-los” – garante o presidente campineiro.
SEM DISPUTA
Conformado com o abandono e ostracismo em que vive, o presidente garante que não tem interesse em que o Campineiro volte a disputar o Festival. “Queremos apenas que o nosso boi  tenha o seu nome conhecido e fazer parte desta bonita história da qual juá participamos algum tempo.  Isso nos basta. Não pensamos e nem queremos disputar o Festival com os nossos primos ricos. Queremos apenas resgatar a nossa identidade histórica” – afirma.
Disse ainda que o maior problema da agremiação é recurso e os grandes partidos estão dividindo patrocínios com Caprichoso e Garantido e aí, para o desconhecido e alijado Campineiro a situação se apresenta  muito complicada, mas ainda assim, confirmou  que este ano o Campineiro  se apresentará na Praça da Catedral, por ocasião da Festa da padroeira Nossa Senhora do Carmo, logo após o Festival.
 
 
 

 

segunda-feira, 17 de junho de 2013



JUSTA HOMENAGEM
                                                                             Osny Araújo*
Através deste artigo, quero me associar à justa e merecida homenagem prestada pela Assembleia Legislativa do Estado, a um caboclo, que se transformou num grande nome nacional na advocacia e na política, por isso, foi o relator da nossa Constituição de 88, que comemora 25 anos, numa disputa que travou na Assembleia Nacional Constituinte, presidida à época pelo saudoso deputado federal Ulisses Guimarães (PMDB), com nada mais, nada menos que o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Refiro-me ao velho amigo, advogado José Bernardo Cabral,ex-presidente nacional da OAB, ex-deputado federal, ex-ministro da Justiça, ex-senador e relator da Constituinte, que deu origem a “Constituição Cidadã”, assim batizada por Ulisses Guimarães por ocasião da sua promulgação.

Recordo que em várias oportunidades, ainda atuando no centenário Jornal do Comércio e como chefe de jornalismo da então TV Baré, hoje TV Acrítica, fui a Brasília entrevista-lo numa missão quase impossível. O homenageado “fugia” do seu gabinete na Câmara dos Deputados para se debruçar sobre a relatoria da Constituição em locais fora da Câmara para fugir aos assédios e só o encontrava com a ajuda da amiga Marisa Seroa da Mota, ex-presidente da extinta EMANTUR, então secretária de Cabral que me confidenciava o esconderijo e assim facilitava a minha missão.

A sua preocupação com o futuro da Zona Franca de Manaus, já naquela oportunidade era uma das grandes preocupações do relator e ao concluir o texto lá estava o Amazonas inserido com garantias para a constitucionalidade desse que é o maior e mais vitorioso modelo regional de desenvolvimento socioeconômico que se tem notícia no Brasil e Cabral, tem uma importante participação em todo esse processo.

Ser humano nacionalista, ético, culto e inteligente, assumiu a relatoria da Constituição com o objetivo de construí-la justa, moderna e com um olhar futurista, por isso, enfrentou muitos lobis de políticos que não queriam uma constituição nacional e sim privilegiando regiões, mas Cabral conseguiu vencer todas as resistências e impor a sua marca na construção da Lei maior do País, em plena vigência.

O então relator ouvia constantemente dos parlamentares que não eram atendidos em seus pleitos fisiológicos que a nova Constituição não duraria seis meses e este ano, comemora vinte e cinco anos. Como dizia Ulisses, que essa Constituição tinha e tem o cheiro do amanhã, do futuro e não de mofo.

O fato é que essa construção arquitetada por um amazônida, ou melhor, por um caboclo amazonense, colocou o Brasil nos trilhos da modernidade, buscou meios para que o Brasil se tornasse um país mais justo e igualitário. Uma façanha na qual poucos acreditavam, da qual Cabral não arredou o pé um só milímetro, convicto da importância do trabalho que realizava, olhando o Brasil e os brasileiros como um todo e igualitário e assim foi feito e nasceu finalmente a Constituição Cidadã.

Infelizmente José Bernardo Cabral, um político e advogado probo, por ironia do destino e pela falta de compreensão dos eleitores amazonenses, que não o reconduziram para o Senado, para onde havia sido eleito anteriormente, resolveu se aposentar da vida política, assim como a advocacia e hoje, vive e muito bem, graças ao G.`. A.`.D.`.U.`., apenas trabalhando com consultorias, após ter escrito o seu nome nas histórias do Amazonas e do Brasil. Parabéns velho e querido amigo.

*Osny Araújo é jornalista e analista político.

E-mail: osnyaraujo@bol.com.br – amazonianarede@gmail.c

quarta-feira, 29 de maio de 2013

 INCRA discutiu em Seminário assistência técnica para assentamentos em Parintins


 
Manaus - A superintendência regional do INCRA no Amazonas, encerrou hoje um seminário de três dias sobre a Ambientação às Ações do órgão e apresentação da 1ª chamada pub lia de  Assistência Técnica Ambiental e Social (ATEs) para o baixo Amazonas, mais precisamente para o município de Parintins, envolvendo dois assentamentos de reforma agrária, o PA Vila Amazônia e o PAE Paraná de Parintins, beneficiando 1.230 famílias assentadas.
Durante o  Seminário os técnicos das diferentes Divisões do INCRA mostraram com clareza aos integrantes da Cooperativa dos Técnicos Multiprofissionais e Agropecuária (Cootempa), todo o método de trabalho da instituição.
A Cootempa foi contratada  através de  chamada pública, no valor de R$ 1.842.818,11 para atuar na assistência Técnica nos dois assentamentos, com vigência de um ano, com total acompanhamento pelos técnicos do INCRA.
Na abertura do seminário a servidora da Divisão de Desenvolvimento  da SR-15, Adriana Lima, abriu o evento mostrando de maneira didática como se desenvolvem as nas ações de reforma agrária no Estado, envolvendo áreas de várzeas e terra firme.
Falou da importância da assistência técnica nos assentamentos de reforma agrária, para que os trabalhos possam ser desenvolvidos pelos assentados observando técnica, o meio ambiente e a importância social, a fim de que o desenvolvimento possam atingir  em cheio a esses três importantes seguimentos e dessa forma, gerar renda, inclusão social, ou seja, desenvolvimento com sustentabilidade e mostrar mais uma vez, que é possível se trabalhar a agricultura familiar, especificamente, sem agredir a natureza e com isso, evitar o êxito rural para as grandes cidades, considerando que os assentados terão condições de trabalhar e aumentar as suas rendas, dentro dos próprios assentamentos.
Durante o seminário foram abordados aspectos relacionados a infraestrutura   nos assentamentos, Luz para Todos, regularidade ocupacional, Pronaf, Terra Sol, Terra Forte e outras linhas de crédito com apoio inicial e habitação, educação no campo através do Pronera e meio-ambiente.
Para  cumprir o contrato assinado com a Superintendência do INCRA para oferecer assistência Técnica aos assentamentos PA Vila Amazônia e PAE Paraná de Parintins, a Cootempa disponibilizará 14 técnicos, envolvendo engenheiros agrônomos, pesca, florestais, técnicos agropecuários e assistente social.
Os técnicos que participaram do evento consideraram importante o seminário, pois irão a campo sabendo de como o INCRA realiza as suas ações de reforma agrária nos assentamentos e conhecendo em detalhes como é feita a seleção para os assentados da reforma agrária, o respeito que todos devem ter com o meio ambiente e a necessidade  que eles tem de receber orientações técnicas para que d4essa forma possam  melhorar as suas rendas com o aumento da produção e produtividade.

Fonte: Ascom Incra AM

sábado, 18 de maio de 2013


A MP DOS PORTOS

                                                       Osny Araújo*

Não sou nenhum especialista no assunto, mas como bom observador, entendo que o Sistema Portuário Brasileiro está ultrapassado e precisa urgentemente ser modernizado e ampliado, a fim de que possa continuar a trabalhar pelo desenvolvimento nacional e acabe com os gargalhos que hoje emperram o sistema, mas para isso, são necessários grandes investimentos.  A verdade, é que do jeito que estão e da maneira como funcionam os portos brasileiros, não dá para continuar.
Tentando sanar esses problemas, o Governo elaborou uma Medida Provisória, a famosa MP dos Portos, aprovada de forma irresponsável pelo Congresso Nacional, por culpa exclusiva dos deputados federais, com um grande percentual demonstrando descaradamente que não tem nenhum comprometimento com o país e seu povo.
Eles empurraram a votação com a barriga e só defiram a questão para ser encaminhada ao Senado, que tem a função de fazer uma revisão nas questões aprovadas pela Câmara, faltando poucas horas para o prazo expirar, por isso, mais uma vez, as coisas foram arranjadas e a votação ocorreu em tempo recorde, mas sem a devida revisão do Senado e tudo, por falta de tempo, considerando que quase todo foi consumido nas boas confusões e discussões registradas no plenário da Câmara Federal.
 No plenário, os deputados durante mais de 40 horas, jogaram conversas fora, armavam confusões, faziam cansativos e inúteis discursos, assistiram a eliminação do Corinthians pelas TVs dos celulares e na madrugada cochilaram à vontade. Isso tudo, amigo, em meio à discussão de uma MP de fundamental importância para o desenvolvimento socioeconômico do país. É bom, que nas eleições de 2014 a sociedade se recorde bem desse fato e responda a esse comportamento irresponsável e imoral com condenações nas urnas.
(Como a MP, relatada pelo senador Eduardo Braga (PMDB)-AM), líder do Governo no Congresso Nacional, foi aprovada a toque de caixa no Senado, devido à demorada na Câmara dos Deputados, a presidente Dilma Rousseff que tem ainda mais de dez dias para apreciar o documento, estaria pensando em vetar algumas emendas e certamente isso, deverá gerar novos conflitos entre o Executivo e o Legislativo. O assunto chegou a ser levado pela oposição ao STF que não acatou o pedido para anular a votação.
Mas, além da questão pura e simples relacionada ao caduco Sistema Portuário Nacional, a MP serviu também para mostrar que em ano pré-eleitoral, a base política aliada do Governo no Legislativo não fala a mesma língua e ao que parece, a ministra da Articulação Política, Idely Salvati, não está conseguindo um comportamento homogêneo das bancadas aliadas na Câmara e no Senado, o exemplo foi visto agora e tudo deverá piorar com as eleições de 2014 e para conseguir alguma coisa, o Governo certamente deverá abrir um leque de concessões aos parlamentares especialmente promovendo um festival de liberação de recursos para atender as famosas emendas parlamentes e tudo será feito não em nome na nação, mas de uma reeleição.
O que aconteceu com a rebeldia na votação da MP dos Portos, foi apenas um ensaio para o que virá por aí quando entrarmos no ano eleitoral de 2014, onde nas disputas eleitorais os interesses político-partidários ganharão mais forças, e estarão muito acima dos interesses nacionais, mas nos discursos, todos falarão em melhorias para o país e seu povo. Conversa fiada.
Quem teve a oportunidade de assistir pela TV como eu a votação da MP na Câmara dos Deputados, deparou um grande circo, com mais de 500 “artistas” no picadeiro armado na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Uma vergonha, como diria o apresentador de TV Boris Gazoi.
(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e Blog Jornalismo Eclético).
*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br – amazonianarede@gmail.com

A MP DOS PORTOS

                                                                           Osny Araújo*

Não sou nenhum especialista no assunto, mas como bom observador, entendo que o Sistema Portuário Brasileiro está ultrapassado e precisa urgentemente ser modernizado e ampliado, a fim de que possa continuar a trabalhar pelo desenvolvimento nacional e acabe com os gargalhos que hoje emperram o sistema, mas para isso, são necessários grandes investimentos.  A verdade, é que do jeito que estão e da maneira como funcionam os portos brasileiros, não dá para continuar.
Tentando sanar esses problemas, o Governo elaborou uma Medida Provisória, a famosa MP dos Portos, aprovada de forma irresponsável pelo Congresso Nacional, por culpa exclusiva dos deputados federais, com um grande percentual demonstrando descaradamente que não tem nenhum comprometimento com o país e seu povo.
Eles empurraram a votação com a barriga e só defiram a questão para ser encaminhada ao Senado, que tem a função de fazer uma revisão nas questões aprovadas pela Câmara, faltando poucas horas para o prazo expirar, por isso, mais uma vez, as coisas foram arranjadas e a votação ocorreu em tempo recorde, mas sem a devida revisão do Senado e tudo, por falta de tempo, considerando que quase todo foi consumido nas boas confusões e discussões registradas no plenário da Câmara Federal.
No plenário, os deputados durante mais de 40 horas, jogaram conversas fora, armavam confusões, faziam cansativos e inúteis discursos, assistiram a eliminação do Corinthians pelas TVs dos celulares e na madrugada cochilaram à vontade. Isso tudo, amigo, em meio à discussão de uma MP de fundamental importância para o desenvolvimento socioeconômico do país. É bom, que nas eleições de 2014 a sociedade se recorde bem desse fato e responda a esse comportamento irresponsável e imoral com condenações nas urnas.
(Como a MP, relatada pelo senador Eduardo Braga (PMDB)-AM), líder do Governo no Congresso Nacional, foi aprovada a toque de caixa no Senado, devido à demorada na Câmara dos Deputados, a presidente Dilma Rousseff que tem ainda mais de dez dias para apreciar o documento, estaria pensando em vetar algumas emendas e certamente isso, deverá gerar novos conflitos entre o Executivo e o Legislativo. O assunto chegou a ser levado pela oposição ao STF que não acatou o pedido para anular a votação.
Mas, além da questão pura e simples relacionada ao caduco Sistema Portuário Nacional, a MP serviu também para mostrar que em ano pré-eleitoral, a base política aliada do Governo no Legislativo não fala a mesma língua e ao que parece, a ministra da Articulação Política, Idely Salvati, não está conseguindo um comportamento homogêneo das bancadas aliadas na Câmara e no Senado, o exemplo foi visto agora e tudo deverá piorar com as eleições de 2014 e para conseguir alguma coisa, o Governo certamente deverá abrir um leque de concessões aos parlamentares especialmente promovendo um festival de liberação de recursos para atender as famosas emendas parlamentes e tudo será feito não em nome na nação, mas de uma reeleição.
O que aconteceu com a rebeldia na votação da MP dos Portos, foi apenas um ensaio para o que virá por aí quando entrarmos no ano eleitoral de 2014, onde nas disputas eleitorais os interesses político-partidários ganharão mais forças, e estarão muito acima dos interesses nacionais, mas nos discursos, todos falarão em melhorias para o país e seu povo. Conversa fiada.
Quem teve a oportunidade de assistir pela TV como eu a votação da MP na Câmara dos Deputados, deparou um grande circo, com mais de 500 “artistas” no picadeiro armado na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Uma vergonha, como diria o apresentador de TV Boris Gazoi.
(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e Blog Jornalismo Eclético).
*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br – amazonianarede@gmail.com

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Agroindústria de Doces Tropicais do PA Iporá começa a produzir


16/05/2013 - [14h:06m] - Agronegócio      Diminuir Aumentar

Vivendo no mesmo local, com as mesmas afinidades e sonhos, um grupo de cinco mulheres (Coracy Chaves, Zuleide Martins de Oliveira, Zeneide Andrade, Lena Chaves e Maria Irene Mendes) no Projeto de Assentamento Iporá, no município de Rio Preto da Eva, da Região Metropolitana de Manaus, resolveu trabalhar para materializar o sonho e nasceu a Associação das Mulheres Doceiras do PA Iporá.
 
 Elas, já estão com as mãos na massa, trabalhando na primeira remassa de produção de doce de banana e geleia de cupuaçu e o entusiasmo toma conta de todas as sessentonas que toparam esse desafio.
A Comunicação Social do INCRA visitou o local acompanhada de técnicos da instituição, e encontrou as senhoras no batente, apenas acompanhadas por um homem, o também assentado Genival Ferreira da Silva, carinhosamente apelidado pelas doceiras de “Bendito é o fruto entre as mulheres” e gostou da brincadeira. A ele, cabem os trabalhos mais pesados.
O projeto da mini agroindústria de doces do PA Iporá, teve a sua estrutura física realizada pelo INCRA, através do Programa Terra Sol e o apoio técnico do IDAM de Rio Preto da Eva. ”Agora é chegar no mercado e espalhar os nossos doces”, dizem  as esperançosas e  entusiasmadas  assentadas  da reforma agrária.
Essa história vinha sendo articulada há algum tempo encabeçada por mãe e filha, Coracy e Lena Chaves, em março conseguiram formar um grupo de cinco amigas assentadas e a partir daí começou o trabalho para viabilizar o negócio e com o apoio do Idam, a coisa começou a caminhar com mais velocidade, iniciando com uma operação bancária onde as assentadas Coracy da Silva Chaves e Zuleide Martins Oliveira, obtiveram dois empréstimos R$ 11.500,00 junto a Basa, no valor total de R$ 23 mil, divida que começará a ser quitada pelo grupo de partir de dezembro de 2015 e a partir daí, a coisa começou a deslanchar com a aquisição dos primeiros equipamentos para que fosse iniciada a fabricação dos doces e geleias.
A mini agroindústria funciona no Km 130 da AM-010, Ramal Pedreiras, assentamento Ioprá, Rio Preto da Eva.
 
OS PRIMEIRO CONTRATOS
No momento as doceiras trabalham determinadas para cumprir o primeiro contrato de vendas, realizado com a Agencia de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) e o segundo contrato, já em articulação com a Secretária Municipal de Rio preto da Eva, para a Merenda Escolar, já a partir de agosto.
Para a ADS, o contrato inicial é para o fornecimento de uma tonelada de doce, com a primeira partida de 350 quilos com entrega prevista para os próximos dias e será exclusivamente de doce. Com a S
Semed, a quantidade a ser contratada ainda não foi estabelecida.
 
O próximo passo da Associação será distribuir amostras dos produtos no comércio local e na rede de supermercados de Manaus, a fim de que os produtos passem a ser conhecidos e com isso, ganhar mercado. “Esperamos que dentro de pouco tempo os rio-pretenses e manauaras possam encontrar os nossos doces e geléias nos supermercados” – diz esperançosa d. Coracy Chaves.
As doceiras explicam que no momento em função da encomenda da ADS, só estão trabalhando na produção de doce de banana, mas no futuro, outras linhas de produção entrarão tendo como matéria prima as frutas tropicais que são abundantes no assentamento, como: Cupuaçu, goiaba, açaí e outras, além de uma linha de geleias, cuja primeira experiência foi com cupuaçu.
Outro fator importante é que a Associação já pensa em novos investimentos, objetivando aumentar a produção, com a aquisição de uma caldeira, o que tornará a produtividade maior e mais econômica e isso vai ser pra já, segundo afirmou Lena Chaves.
 
HIGIENE
Um fato que chamou a atenção da equipe do INCRA foram os cuidados das doceiras com a higiene.
Tudo é feito de forma muito sadia, com as pessoas que trabalham no setor de produção final dos doces todas utilizando vestimentas brancas, luvas, aventais e toucas.
A entrada de estranhos ao trabalho na área de produção é proibida. A reportagem só teve acesso após se adequar para a visita, o que ocorreu num curto espaço de tempo, mas deu para observar a dedicação e o entusiasmo dessas mulheres, que apesar da idade, trabalham esbanjando alegria e a determinação de progredir na vida e ajudar a comunidade do assentamento na geração de renda.
Iolete Pinto, Assistente Social do IDAM no Rio preto da Eva, é uma entusiasta do empreendimento e faz questão de dizer que acompanha de perto a materialização desse sonho. “Não tenho dúvida de que essas mulheres com os seus doces terão o sucesso merecido e eu com servidora do Idam tenho orgulho e participar desse processo de mini agroindustrial no assentamento do INCRA no Iporá. Elas não são apenas mulheres sonhadoras. São corajosas e determinadas” – afirmou.
 
EMPREGO E RENDA
As doceiras que fundaram essa associação no assentamento Iporá, não pensam apenas melhorar suas vidas, mas também nos assentados como um todo e esperam no futuro poder ajudar em muito na geração de emprego e renda dentro do próprio assentamento. “Esse é um objetivo nosso e nós vamos conseguir com a ajuda de Deus” afirma Coracy Alves.
Tudo começou com financiamentos pessoais das doceiras junto ao Basa, onde todas bancarão os dois empréstimos, a cota de membros da Associação, como necessitou de capital pessoal, no momento está fechada, mas segundo elas, isso não impedirá a participação de outras mulheres e homens assentados nesse processo produtivo, fato que deverá ocorrer com a contratação de funcionários, num primeiro momento e num futuro bem próximo da aquisição de produtos para que a produção seja mantida e dessa forma, possa cumprir com os futuros contratos que certamente surgirão.
Lena Chaves tem consciência de que o processo é difícil e muitos desafios serão encontrados pela frente, mas com determinação e vontade de vencer, esses obstáculos serão ultrapassados. ”O trabalho será árduo, mas certamente prazeroso e dessa forma, o sonho das doceiras de frutas tropicais do Iporá será num futuro próximo uma doce e agradável realidade e a vida de muita gente no assentamento terá mais qualidade e dignidade” – sentenciou.
 
METODOLOGIA
Outro fato interessante no negócio, é que entre as cinco associadas, =nenhuma manda mais do que a outra.
Tudo o que acontece é feito de comum acordo após várias discussões e quando todas concordam, a ação é realizada e dessa  forma, tudo vai caminhando dentro do esperado por elas.
Como em toda a regra existem exceções, lá também tem. Com relação ao ponto final dos doces e geléias, a palavra é da d. Zuleide  Martins Oliveira e as outras aproveitam para brincar com a parceira. “ Se tudo sair bem e gostoso, o mérito é de todas, mas se não foi assim, a culpa é da Zuleide”, brincam.
Elas garantem, que até o momento essa metodologia está dando certo e com certeza, com esse posicionamento onde todas tem o direito de se manifestar, demonstrar suas idéias,  as coisas vão acontecendo e com certeza, muitas coisas boas ainda estão por vir, afirmam as doceiras criadoras da Associação de Doces Tropicais do PA Iporá .(Fonte: Ascom. Incra, AM)

terça-feira, 14 de maio de 2013

 
 
Manaus - O prefeito Arthur Virgílio Neto determinou que a Praia da Ponta Negra, na zona Oeste, seja reaberta neste domingo, 19, para o banho. A decisão foi tomada após a Prefeitura de Manaus receber um parecer técnico do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e um ofício do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atestando que o aparecimento de jacarés não oferece risco à população.
 
A Praia da Ponta Negra foi interditada para uso da água no dia 28 de abril, por recomendação do Corpo de Bombeiros, após o aparecimento de três jacarés. A medida foi tomada pelo Gabinete Militar, em conjunto com o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) e Polícia Militar, para preservar a integridade física dos banhistas.
 
Logo após a interdição, a secretária Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Kátia Schweickardt, enviou documento ao Ibama e ao Ipaam solicitando orientações e manifestação dos órgãos a respeito da ocorrência de jacarés na praia da Ponta Negra.
O parecer técnico do Ipaam afirma que “apesar do medo que causam ao ser humano, no seu meio natural os jacarés não chegam a ser um perigo real para o homem, e sua população mantém-se controlada pela própria natureza e habitualmente eles têm medo do homem e não costumam realizar ataques como fazem os crocodilos”.
O Ibama ressaltou, em ofício enviado à secretaria, que não vê nenhuma anomalia na ocorrência dos animais na área e que não há necessidade de intervenção da praia, nem medidas de manejo como colocação de barreiras.
Os dois órgãos recomendaram o monitoramento dos jacarés que possam aparecer na área da praia e, caso necessário, a captura e recondução dos animais para áreas protegidas. O Ibama sugeriu, ainda, educar os banhistas a cuidar de sua segurança e, ao ver um jacaré não se aproximar e avisar imediatamente o Corpo de Bombeiros.
De acordo com o secretário do Gabinete Militar, coronel Fernando Farias, diante das orientações recebidas, o prefeito Arthur Neto decidiu liberar a praia. “A Prefeitura tomou conhecimento dessas informações técnicas, dando conta de que os jacarés não oferecem perigo aos banhistas e recomendando a reabertura da praia. Portanto, achamos que agora há segurança para liberação do banho na Ponta Negra”, disse.
O coronel Fernando Farias explicou que a praia ficará aberta no horário das 8h às 17h, e será fechada para banho à noite. Além disso, serão tomadas todas as medidas de segurança previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Estado (MPE).
A campanha de educação aos banhistas será mantida, assim como a triagem feita pela Guarda Municipal e Policia Militar. Policiais e guardas municipais monitoram o acesso à areia, restringindo a entrada de garrafas de vidro, adolescentes com bebidas alcoólicas, crianças desacompanhadas e qualquer objeto perfurante que possa ser utilizado como arma. ( Semcom)

A ZFM E 'OS LOBOS' DO SUL E SUDESTE
                                                                                                       *Osny Araújo

No artigo anterior, intitulado “E o David venceu Golias”, falo com entusiasmo da vitória que tivemos em relação à votação da Comissão de Economia do senado pela manutenção da quota diferenciada do ICMS para a Zona Franca de Manaus, mas essa foi apenas uma batalha, porque a “guerra” continua fomentada por líderes empresariais e políticos do Sul e Sudeste do Brasil, uma vez que a matéria ainda será brevemente apreciada e votada pelo plenário do Senado Federal.
Ao retornar a Manaus, onde participou desse trabalho em defesa da ZFM ao lado do governador Omar Aziz e de outras lideranças políticas do Estado, o prefeito Arthur Neto, que aproveitou a oportunidade para ter uma primeira e proveitosa audiência com a presidente Dilma Rousseff, desembarcou no aeroporto internacional “Eduardo Gomes” pedindo mais união das bancadas políticas da Amazônia, nordeste e centro-oeste em favor da região e da ZFM, contra o que chamou de “os lobos da economia brasileira”.
Arthur desembarcou e numa coletivo à imprensa ainda no aeroporto, fez uma pergunta e ninguém em sã consciência soube responder, ainda referindo-se a votação do ICMS na Comissão do Senado e os votos contrários de alguns senadores da bancada da Amazônia, como por exemplo, o nosso vizinho Para, o Tocantins que integra a Amazônia legal e alguns estados do nordeste, tão necessitados de melhorias, progresso e desenvolvimento como os do norte, onde nos enquadramos.
Lembrou ainda o prefeito que nessa “guerra” os estados do Sul e Sudeste contam com o amparo da grande mídia nacional, que deitam e rolam falando mal da Zona Franca, um modelo de desenvolvimento regional que deu certo e eles desconhecem, embora as duas regiões também lucrem e muito com esse modelo.
O fato, é que a grande mídia, só dá destaque para o Norte, ou seja, para a Amazônia, quando ocorre alguma catástrofe, para alardear o desmatamento na r3egião e outras coisas que possam denegrir esta região do país, tão brasileira quando o sul e sudeste. Por isso, Amazônia, centro-oeste e nordeste, precisamos dar as mãos e nos unirmos contra os “lobos da economia brasileira” que estão nessas duas regiões, ricas, onde o progresso é abundante, bem diferente das demais.
A grande mídia nacional, precisa tratar com maior responsabilidade da Amazônia, tão cobiçada internacionalmente e desprezada pelo Brasil e esse trabalho feito pela grande imprensa, tenta colocar a região como a vilã em toda essa história, quando na realidade, a situação é invertida, onde os bandidos querem dar um de bonzinhos nesse filme.
Vencemos a primeira batalha, porque na realidade a situação não é tranquila e a Zona Franca precisa de aliados na votação que vem por aí e vencemos com a ajuda que certamente virá lá de cima, por parte do G.`. A.`.D.`.U.`., que dizer ser brasileiro e com certeza que  é amazonense.
O mundo e o Brasil falam em preservação da natureza, na importância da floresta tropical para o planeta e a maior parte dela fica exatamente na Amazônia, isso sem contar que o Amazonas é o estado que menos desmata e isso, se deve em muito a Zona Franca de Manaus e o seu polo industrial, que vem ajudando a manter a nossa floresta em pé. Será que esse fato não é importante? Então porque esses senhores políticos e empresários das regiões ricas, porém desmatadas inteiramente se voltam contra um modelo de desenvolvimento. O certo que sem o ICMS diferenciado, perderemos a competitividade e voltaremos a ser porto de lenha.
Será que os bem elaborados discursos com os quais comparecerem as tribuna do Senado e da Câmara Federal, protestando contra o desmatamento e a favor da natureza, não passam de falácias, nada mais que  falácias, com um grande tom de demagogia? Recuso-me a acreditar nessa hipótese.
 *Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bil.comol.com.br – amazonianarede@gmail.com
 
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

E David venceu Golias...

 
Osny Araújo*
 
Ontem passei algum tempo assistindo a TV Senado e pude ver uma histórica reunião da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e tive a grande satisfação de assistir uma luta desigual, aonde o pequeno Davi venceu o gigante Golias, ou seja, o Amazonas, na luta pela manutenção da alíquota diferenciada do ICMS de 12% para a Zona Franca de Manaus, venceu o rico e poderoso Estado de São Paulo, numa disputa engendrada pelos empresários paulistas e comandada pelo governador Geraldo Alckmin que cada vez se destaca como inimigo da Zona Franca de Manaus e do Amazonas, deixando no chinelo José Serra, que era visto como tal.
 
A aprovação da proposta paulista decretaria a falência da ZFM, modelo de desenvolvimento regional, instituído ainda no chamado regime militar e que deu certo, mas os paulistas de vez em quando querem detoná-lo, funcionando como um monstro esmagador do desenvolvimento regional e querendo abocanhar tudo, como se São Paulo, fosse o próprio Brasil e os estados mais pobres e distantes, funcionando como um verdadeiro demolidor.
 
Contando com o declarado apoio da presidente Dilma Rousseff, os gerais políticos do Amazonas, governador Omar Aziz, prefeito Arthur Neto e o senador Eduardo Braga, líder do Governo no Congresso, se juntaram a outros valorosos guerreiros das bancadas do Amazonas na Câmara e no senado e apoiados por “guerreiros” dos Estados, do Norte, nordeste, centro oeste, Rio de Janeiro e Espírito Santo, munidos de forte munição em forma de relatórios e estatísticas, partiram para a primeira batalha travada ontem no CAE e de lá saíram vitoriosos. Na votação o placar favorável ao Amazonas foi de 16 a 9. Nada mal.
 
O fato serviu para demonstrar mais uma vez que quando todas as forças políticas se unem em favor do Estado, esquecendo as refregas eleitorais dos tempos de campanha, os resultados são ótimos e foi assim nesta luta em Brasília. Adversários de ontem se tornaram aliados e quem ganhou com isso foi o Amazonas e o seu povo e mais uma vez foca demonstrado, que em política, você é adversário e não inimigo e essa união de adversários em torno de um objetivo comum em favor do Amazonas, foi legal, demonstrou preocupação com os intersses maiores do Estado e é exatamente isso que o povo almeja. Esse é o comportamento e o compromisso que a sociedade espera de todos.
 
Vencemos a primeira batalha, mas a guerra continua. Ainda teremos que enfrentar outro embate no plenário do Senado, o que deverá ocorrer nos próximos dias, mas até lá, novas articulações deverão ser feita pelos nossos generais, oficiais e soldados e quem sabe a coisa se torne mais fácil nessa luta final.
O que não dá para entender é como que o Estado de São Paulo, o mais rico e mais poderoso do Brasil, que tem um alto PIB, o melhor nacional, se volta contra o Amazonas, um Estado longe dos grandes centros consumidores, sem integrar o eixo-rodoviário nacional e com pouca estrutura, pode fazer medo ou ameaçadas ao poderoso São Paulo, tão temida pelo governador Geraldo Alckmin.
 
Que essas investidas contra o Amazonas, a Amazônia e a Zona Franca de Manaus, sirva de exemplo para estados menos desenvolvidos e em regiões mais isoladas politicamente no País como norte e nordeste, porque São Paulo funciona como um demolidor. Hoje é o Amazonas o alvo, amanhã, poderão ser outros estados. São Paulo é ganancioso e quer tudo só para si e olhe que a Zona Franca de Manaus, tem várias indústrias paulistas e emprega muita gente do Estado nas suas unidades industriais no PIM e no próprio comércio.
 
No meu entendimento, esses políticos que mais uma vez se voltaram contra a Amazônia e a Zona Franca de Manaus, um modelo de desenvolvimento que ajuda a manter a floresta em pé, e gera emprego e renda, precisam estudar mais a região, conhecer as suas necessidades, ver a importância de um projeto como esse para a sustentabilidade da região e do país e não ficarem por aí fazendo besteiras como essa comandada pelo governador Alckmin. Que assim seja.
 
(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético)
*Osny Araújo é jornalista e analista político.
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sábado, 4 de maio de 2013

TORRE DE BABEL

                                                           Osny Araújo  

   
Parece que os companheiros do PT estão na Torre de Babel, ou seja, não falam a mesma língua e ainda assim, resolveram fazer uma competição de cabo de guerra para ver que assume a direção estadual do Partido dos Trabalhadores que hoje tem o comando do ex-senador João Pedro, o queridão do Palácio do Planalto no Amazonas.
 
Na verdade, a situação política do PT no Amazonas é complicada e porque não dizer embaraçosa. Politicamente o partido é situação e oposição ao mesmo tempo e isso, deixa algumas correntes do partido aborrecidas e desgastadas, por isso, as coisas no seio petista caminham meio complicadas considerando essa falta de definição política ou de postura do partido. Ou é Governo ou oposição e ninguém tem resposta para isso.
 
Vamos rememorar um pouco a situação do PT no Estado. O governador Omar Aziz, aliado político do Governo Federal que por seu turno entregou liderança do Executivo na Assembleia Legislativa ao deputado Sinésio Campos, do PT, que não consegue comandar os seus companheiros na ALEAM e na Câmara Municipal de Manaus, onde dois companheiros com mandatos, se mantém inteiramente oposição ao Governo do Estado e isso, vem gerando um sério desgaste político ao partido.
 
Com a aproximação da eleição da nova direção regional, as coisas estão ficando azedas e os desentendimentos aumentam e tudo fomentado pela vontade ferrenha do deputado estadual José Ricardo, oposição declarada ao Governo do Estado, que quer a todo custo, assumir o comando do Partido no Amazonas que hoje ó ocupado pelo senador João Pedro, que por seu turno, deseja permanecer no posto e ao que parece, essa é a vontade da maioria dos companheiros.
 
José Ricardo, precisa e deve pensar com mais cautela antes de bater o pé em torno dessa posição, levando em consideração que segundo os próprios companheiros, a sua rejeição é bem grande no partido e isso, certamente tornará essa caminhada ainda mais difícil, mesmo contando com a participação do seu fiel escudeiro e aliado, vereador Wladimir José.
 
José Ricardo, teria confidenciado a amigos que não tem força terrena que faça desistir de brigar pela presidência do partido do Amazonas e nem mesmo pedidos de Lula e Dilma farão ele mudar de posição. Será? Dizem as más línguas, que quem tem espinha dorsal tem medo. É melhor esperar para ver o que acontece e como as cosias se comportarão.
 
Em minha opinião à distância, entendo que tudo terminará bem e João Pedro deverá continuar no posto sonhado por José Ricardo Wendling. Alias os entendidos em política partidária, afirmam que nesse campo a matemática só tem duas operações: Somar e multiplicar e nunca, dividir ou subtrair.
 
Até o momento João Pedro, político que sabe perfeitamente ser oposição e Governo vem se mantendo meio afastado dessa confusão que está sendo fomentada por José Ricardo. Anda calado, mas como de bobo o João não tem nada, na hora H, deverá colocar a cara no campo de batalha e dar o xeque-mate com o apoio que certamente virá ao grande escala de Brasília e aí, o Zé terá que enfiar a viola no saco ou procurar o agasalho partidário em outra agremiação, como já teria aconselhado pelo deputado Sinésio Campos, líder do Governo na Assembleia Legislativa do Estado. Como em política tudo é possível, vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos.
 
(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).
Osny Araújo é jornalista e analista político.
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sábado, 27 de abril de 2013

 
Manaus - Como foi amplamente anunciado no início da semana, hoje começa a segurança reforçada na praia da Ponta negra e os banhistas só adentrarão ao local após serem revistados pelo policiamento e tudo em nome dos frequentadores da praia, um dos maiores cartões postais da cidade.
 
A novidade começa a valer a partir deste sábado (27), e vai vigorar em todos os final de semana, por tempo indeterminado. A informação chegou, nesta sexta-feira (26), pela Prefeitura de Manaus.
Policiais da Guarda Municipal e da Polícia Militar do Amazonas (PM/AM) estão encarregados de revistar os banhistas.
 
Armas, garrafas de vidro e “outros objetos que apresentem risco” – como definiu a Prefeitura sem especificar nenhum objeto – não serão permitidos. Os adolescentes com bebidas alcoólicas estão impedidos de entrar no local.
 
A revista vai ocorrer em barreiras policiais nas principais entradas da praia. A medida é para “evitar maiores problemas”, como divulgou a Prefeitura, sem referir-se a 16 mortes por afogamento que aconteceram na praia, a partir de junho de 2012, depois de o balneário ser reformado pelo executivo municipal. O elevado número de mortes causou a interdição da praia.
 
A decisão de usar revista policial está acordada entre vários órgãos públicos municipais e estaduais. Vistoriar a entrada de cada banhista requer aumento no efetivo policial da área que será triplicado, segundo a Prefeitura. O número atual de policiais que atuam no local não foi divulgado.
 
O quantidade de ônibus que atende a Ponta Negra vai aumentar. A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) montou um esquema especial para embarque e desembarque de passageiros.
 
Lotação
 
Segundo a Agência de Comunicação Social do Estado do Amazonas (Agecom/AM), a Polícia Militar vai atuar com barreiras para revista dos banhistas e na fiscalização da venda de bebidas alcoólicas.
Em dias ensolarados o local tem lotação aproximada de 10 mil pessoas, segundo estimativa da PM/AM.
O policiamento na praia e no calçadão vai contar com viaturas e apoio do efetivo de policiais do programa Ronda no Bairro. A corporação terá 50 agentes em toda a extensão do balneário.

sexta-feira, 26 de abril de 2013


GOLPE NA DEMOCRACIA

                                                Osny Araújo*

Nós, pobres mortais e eleitores comuns achamos que fizemos um grande mau a democracia e ao Brasil, quando elegemos os atuais senadores e deputados federais , esses mesmos que estão articulando com o visível apoio do palácio do Planalto aplicar um golpe mortal na democracia e rasgar a Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, com o único objetivo limitar o poder do Supremo Tribunal Federal (STF) de colocar na esfera do poder de decidir sobre a inconstitucionalidade de emendas constitucionais. Acho que seria mais barato para o país, fechar do STF e deixar que o Congresso comandasse a bagunça que já está sendo articulada pelos nossos brilhantes senadores e deputados federais.
Com todo esse alijamento de Poder do STF entregando tudo na responsabilidade dos deputados, é o mesmo que deixar a raposa tomando conta dos galinheiros, isto porque, todas as emendas inconstitucionais criadas pelos parlamentares e que a luz da constitucionalidade seriam condenadas pelos ministros do STF, os parlamentares, simplesmente dirão que está tudo legal e a farra continuara sem limites lá pelas bandas de Brasília, com o olhar bondoso e compreensivo do Governo que ao que parece gosta muito da ideia de saber que os políticos ficarão mais longe do alcance da Justiça. O fato, também representa além da vitória, o fortalecimento da impunidade e portas escancaradas à corrupção.
Na verdade, essa PEC só interessa mesmo aos políticos de má fé e descompromissados com a Justiça e com a nação e a turma que pratica os crimes do chamado “colarinho branco” e a ninguém mais. O fato, não chegará a atingir aos comuns.
Como sou um homem de boa fé e sempre esperançoso de que Justiça prevaleça, ainda acredito que a famigerada PEC 33, embora já aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da câmara, como ainda passará por várias outras votações, os parlamentares sérios e comprometidos com o Brasil e com a democracia, desaprovem essa imoralidade em nome da moralidade e recoloque as coisas nos seus devidos lugares.

A Constituição afirma que os Três Poderes da República, embora independentes devam se portar harmoniosamente e essa PEC coloca por águas abaixo essa bela afirmação que consta na nossa Lei maior, uma vez que essa harmonia será anulada e vai mais além, desfigurando literalmente a independência e a harmonia dos Poderes e deixando maneta o STF, que em vários momentos passará a figurar apenas como figuração decorativa no cenário nacional. Uma vergonha sem tamanho.
Mas convenhamos. Num país de um suplente de deputado condenado pela Justiça brasileira e que deverá ser próximo nos próximos meses assume a cadeira de deputado feral, no caso José Genoíno (PT), onde ex-ministro da Justiça defende bandidos do “colarinho branco”, no caso o Sr. Márcio Thomaz Bastos (não é proibido, mais não é ético) e um senador que renunciou para não ser cassado e é eleito pelos seus pares, do Senado e do Congresso Nacional, no caso Renan Calheiros, está na cara que tudo é possível nesse campo infestado de maus políticos, onde a grande maioria parece não ter nenhum compromisso com a brasileira nação. E viva a democracia brasileira e a independência e a harmonia dos Poderes, entre si.
Mais ainda existe outro probleminha para enriquecer ainda mais essa imoralidade que tramita no Congresso Nacional. Mesmo sendo uma questão polêmica, esdrúxula e inconstitucional, acreditem. Apesar da seriedade da coisa e da gravidade que o fato representa a sua aprovação na CCJ da câmara dos Deputados foi aprovada por aclamação, ou seja, uma votação simbólica, sem nenhum tipo de manifestação contrária registrada. Isso é constrangedor e inaceitável, levando-se em conta que a votação ocorreu exatamente numa comissão denominada de Constituição e Justiça. Aí eu pergunto. Onde estão a Constituição e a Justiça? Se alguém souber, responda, por favor, e indique o paradeiro dessas duas ferramentas fundamentais para manter a tranquilidade da sociedade e o estado democrático da nação.

Comentado o assunto, o ministro do STF Gilmar Mendes, foi muito claro quando se manifestou a respeito inconstitucionalidade. “Se um dia essa emenda vier a ser aprovada, é melhor que se feche o Congresso”. É amigos leitores, o ministro está coberto de razão.
Gostaria de ter cultura jurídica para comentar com precisão e argumentos robustos, essa PEC absurda, como não possuo esse conhecimento, escrevo apenas na condição de um veterano jornalista que por longos anos acompanha de perto as atividades políticas em nosso país e torço muito para que o juízo retorne as cabeças dos nossos parlamentares em Brasília e atuem, pensando verdadeiramente no Brasil.
A “guerra” estabelecida entre os Poderes Judiciário e Legislativo começa a ser amenizada. O presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, resolveu “congelar” a tramitação da PEC até que os fatos, direitos, deveres e responsabilidades sejam devidamente definidos. Que assim seja. (Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).
*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br – amazonianarede@gmail.com