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quarta-feira, 25 de setembro de 2013


PROPOSTA INFELIZ

                                                                                            Osny Araújo*

A Arena da Amazônia, que será uma das mais bonitas do Brasil, ainda em construção e que deverá servir de palco  para quatro jogos da Copa do Mundo de 2014, ainda em construção é já tem gente, ou melhor, autoridades, querendo compartilhar as funções da moderna Arena,  orçada em mais de  mais R$ 600 milhões.
Como no Brasil, os presídios estão com superlotação e no Amazonas não é diferente, surgiu um palpite infeliz, ou seja, uma proposta absurda partida de uma autoridade, do ilustre magistrado, desembargador Sabino Marques, presidente  do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Amazonas, ligado ao TJAM, sugerindo simplesmente que a Arena da Amazônia, sirva após a Copa do Mundo, de Centro de Triagem de presos. Apenas isso e nada mais.

Como o Amazonas, segundo o magistrado, tem um excesso de cinco mil presos, ele acha que a Arena pode servir de um presídio temporário e com isso,  acabar paliativamente com a superlotação. Nas redes sociais, internautas  se posicionaram contra a infeliz ideia, o mesmo ocorrendo nas ruas. Ouvimos muitas pessoas e todos reprovaram a ideia, considerando que uma obra cara como a Arena, possa abrigar jogos de futebol e grandiosos espetáculos, por isso  e não se transformar em presídio , ainda que temporário.
Conheço,  respeito e admiro o desembargador Sabino Marques a muitos anos, mas não posso concordar com a  proposta defendida por ele.

Sei do problema da superlotação nos presídios, mas deverá ter outro meio para solucionar o problema e não ocupando a Arena da Copa para isso e uma das soluções, me parece que está dentro do próprio Poder Judiciário.
Uma delas,  para se acabar com a superlotação nos presídios, poderá ocorrer través de uma ação mais célere da Justiça, julgando em tempo hábil os processos que se acumulam  no Judiciário  e dessa forma, os presos inocentados, e isso acontecerá com certeza, possam deixar os presídios e abriram vagas para outros detentos. Se o Judiciário agir dessa forma, vai ajudar a diminuir o excesso da nossa população carcerária.

O fato, é que a infeliz proposta do desembargador desagradou grande parte da população do Estado e o que se espera, é que os nossos políticos, tanto na Câmara Municipal de Manaus, na Assembleia Legislativa do Estado e em Brasília, no Senado e Câmara Federal, ajudem o governador Omar Aziz  a abortar essa infeliz ideia e a Arena da Amazônia possa realmente cumprir o seu papel, com jogos de futebol, outros eventos esportivos, shows e outros encontros  culturais.
Felizmente, a proposta do desembargador ainda está apenas na palavra, uma vez que nada de oficial chegou até o momento ao próprio Poder Judiciário, à Secretaria de Segurança Pública e a Unidade Gestora da Copa do Mundo. Menos mal.

O que se espera, é que essa proposta morra no nascedouro, a final, seria absurdo se gastar tanto dinheiro na construção de um moderno e luxuoso presídio.

Uma idéia, que talvez o desembargador não pensou, poderia sugerir ao Estado seria arrematar o Hotel Tropica, na área nobre da Ponta Negra, que ameaçado de ir a leilão. Sairia bem mais em conta e os presos ficaram muito bem acomodados. (Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético)

*Osny Araújo é jornalista e analista político.

E-mail: osnyaraujo@bol.com.br – amazonianarede@gmail.com

 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013


Voto aberto no Congresso

                                                                                                           Osny Araújo

Não é de hoje que a sociedade brasileira sonha com o fim do voto secreto no Congresso nacional, a fim de que os nossos parlamentares possam exercer o direito ao voto, nos representando, deixando de lado o corporativismo que impera, também no mundo político e exerçam essa condição, mostrando a cara, e dessa forma, os eleitores saberão como foi o comportamento cívico dos parlamentares.  
O sonho é antigo, mas somente agora, após uma grande burrada cometida pela Câmara dos Deputados, que através do voto secreto livrou da cassação um deputado condenado pelo Supremo Tribunal Federal e prisioneiro da Papada, em Brasília, volta à tona.
É bom lembrar, que a primeira votação com esse objetivo ocorreu a sete anos passados e só agora ocorreu a segunda e a aprovação pela câmara dos Deputados. A esperança é que os nobres senadores mantenham a posição, ainda que tardia tomada pelos deputados r e ratifiquem votação da câmara, especialmente no que diz respeito à cassação de cassações de mandatos de maus parlamentares que envergonham o Parlamento brasileiro e certamente, não são poucos.
Feito isto, certamente que o Congresso Nacional estará reescrevendo a sua história republicana e voltará a ser olhado com mais respeito e credibilidade pela sociedade, mas para isso, as votações deverão ser literalmente abertas e só assim, saberemos como os nossos parlamentares se comportarão em relação aos sérios problemas enfrentados pelos parlamentares. Na maioria das vezes eles se valem do corporativismo e das benesses dos Governos para se permanecer no poder.
Agora, que a Câmara dos Deputados fez essa proeza, aprovando a PEC na tentativa de corrigir um erro, a não cassação do deputado Donadon, o que se espera, é que o Senado ratifique essa decisão e passamos ter votações abertas, com o Congresso Nacional, através dos seus representantes exercendo com dignidade os seus mandatos mostrando as suas caras e a decisões para o país.  Ou seja, exercendo o mandato com patriotismo e transparência.
Com o voto aberto, em todas as circunstâncias, os parlamentares serão obrigados a assumir funções e responsabilidade que até hoje a maioria parece ignora, por razões que sobejamente conhecemos. Na verdade, ninguém, quer se comprometer com medo do futuro, até porque, o futuro, dizem os sábios, a Deus pertence.
Não deveria ser, mas como infelizmente o Congresso Nacional vive sob a batuta do Executivo, com o voto aberto, se realmente for aprovado, agora pelo Senado da República, numa votação de cassação de mandato, até que a coisa poderá fluir com certa tranquilidade e quem for podre que se quebre.
O diabo é que as coisas poderão se complicar em determinados momentos para os parlamentares que vivem tomando a bênção do Executivo. Aí o bicho certamente vai pegar e será um Deus nos acuda. Vamos pensar juntos nesta possibilidade, que é perfeitamente possível num país democrático.
Alguma coisa que o Congresso gostaria de ver funcionando e esse projeto receba o veto da presidente Dilma, será uma dor de cabeças, ou melhor, de enxaquecas.  Posso imaginar a preocupação dos congressistas e as confusões que esse fato provocará nas duas casas políticas.
Com o voto aberto, os congressistas terão que votar claramente e todos ficarão sabendo se o voto foi contra ou a favor do veto presidencial, por exemplo. A pergunta é. Como o Executivo vai se portar diante de tal fato? Como os afilhados do Governo se manterão? As respostas ficam por conta de cada de cada leitor. Acho que as turmas da Câmara e do Senado ficarão meio complicadas e poderão perder o prestígio com a presidente.
A situação certamente não será fácil para os políticos, mas é preciso que seja encarada de frente,  com determinação, coragem e compromisso com a sociedade. É esse o comportamento que os brasileiros esperam dos parlamentares, em todos os níveis. Quem assim seja.
(Publicação simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).
*Osny Araújo é jornalista e analisa político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br – amazonianarfede@gmail.com

sábado, 31 de agosto de 2013


Papuda com bancada na  Câmara

                                                                                                                                  Osny Araújo*


“Isto é uma vergonha”. Diria o âncora do jornalismo da Band, Boris Casóy, sobre a vergonhosa posição da câmara dos Deputados quem em votação secreta livrou da cassação o deputado rondoniense Natan Donadon, (ex-PMDB), condenado pelo Supremo Tribunal Federal há 13 anos e quatro meses e preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, ainda assim, continua deputado, num verdadeiro desrespeito a Justiça e a sociedade brasileira.
A verdade, é que a exemplo de outros seguimentos como os ruralistas, evangélicos, o chamado baixo clero, a Papuda, agora representado pelo deputado Donadon, também tem a sua representação no Congresso Nacional. É. De Gaulle realmente tinha razão quando disse certa feita que o “Brasil não é um país sério”. Essa afirmação, ainda jovem, revoltou-me à época. Hoje, concordo plenamente com o francês.
Tudo isso aconteceu pelo corporativismo que existe nesse mundo político, onde a grande maioria tem “rabo preso” e o que acontece hoje com um, poderá acontecer outro no futuro, por isso, com o voto secreto, sem que o parlamentar mostre a cara na hora de votar, vão levando com a barriga e a população enganada pelo seu deputado ou senador, porque não sabe a posição exata assumida por quem ajudou a eleger. É bom lembrar que tramita ou estão engavetados no Congresso nacional, vários projetos que extingue o voto secreto em votações como essa, mas a questão, parece não interessa a maioria dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado da República.
Garanto que a maioria da população brasileira, com base na decisão assumida pelo Judiciário, seria a favor da cassação do deputado rondoniense, mas os sábios e doutos deputados, protegidos pelo voto secreto, entenderam a o STF agiu errado resolveram absolver um político condenado pelo STF e preso na Papuda, onde cumprirá o seu mandato.
Nem o mais rude cidadão consegue entender a posição assumida pela maioria dos deputados da câmara Federal, que se dizem representantes do povo no Parlamento brasileiro. O normal, no meu entendimento, seria a câmara apenas referendar a posição assumida pelo STF e nada mais.
Donadon foi condenado pelo STF, por crimes de peculato e formação de quadrilha, mas ainda assim, os seus pares em Brasília, através de votação secreta, resolveram passar por cima da decisão da Justiça e o presidiário continua deputado. Como o fato não foi bem visto pela sociedade, se hoje fizermos uma enquete junto aos parlamentares, a grande maioria dirá que votou pela cassação. Pura balela e demagogia.
Alias, deve dar mais votos a favor do que o número de deputados presentes a essa “histórica reunião da cassação” de um deputado presidiário, que mesmo absolvido pela Câmara, manterá o status de parlamentar, ainda que seja hóspede do presídio da Papuda continuará com o seu apartamento funcional em Brasília e como ficará sem comparecer a Câmara, a sociedade ainda pagará o salário e as mordomias do suplente que assumirá a cadeira no afastamento do titular.
Recordo-me agora, no processo de impeachment do ex-presidente Collor, onde a votação foi aberta e pouquíssimos votaram os que votaram a favor do ex-presidente, agora senador, porque o voto foi aberto e a sociedade estava de olho na votação desses ilustres eleitores e como ninguém queria ficar contra os eleitores, acabaram, talvez mesmo contrariados a votar pela condenação de Collor, o então famoso “caçador de marajás”.
Parlamentares que não aprovaram a decisão, integrantes do PSDB e PPS, anunciam que entrarão na Justiça tentando anular a vergonhosa votação, mas conversando com alguns especialistas na matéria, o STF dificilmente se envolverá novamente na questão, uma vez que a sua decisão já foi tomada, que foi a condenação do preso, que se mantém deputado, para envergonhar ainda mais a Câmara dos Deputados, que simplesmente cometeu um grande absurdo. (Postagem simultânea nos sites: Amazonianarede, Noticianahora, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético)
*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br – amazonianarede@gmail.com

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Osny Araújo*
         
Fazia algum tempo que não escrevia um artigo com tanto prazer e alegria, como o que inicio agora, para falar no centro histórico da minha querida cidade de Manaus, da mesma forma, que faz tempo que não visito o local, exatamente para não ter o desprazer de cruzar aquela favela a céu aberto em que essa área nobre e histórica cidade, que pelo descaso de passadas administrações municipais, foi transformado numa grande favela urbana com “camelôs” ocupando todos os espaços de forma desordenada e logo na entrada cidade para quem aqui chega por via fluvial.
 
Quase no meio da semana, o prefeito Artur Neto, que há mais ou menos vinte anos atrás teve peito para retirar os ambulantes do centro, reuniu com a categoria e foi quase carregado pelos ambulantes quando o fechou a proposta que dará nova visibilidade ao centro e mais dignidade a essa categoria, com melhores condições de vida e trabalho.
 
Essa limpeza no centro histórico de Manaus, livrando da presença incomoda dos camelôs foi uma das promessas de campanha de Arthur, por isso, desde que assumiu a Prefeitura no dia 1º de janeiro, arquitetava meios legais para resolver a situação sem prejuízo para os ambulantes e juntamente com os seus assessores de ponta construiu uma ideia aceita e aplaudida pela categoria, a construção dos
Centros de Comércio Popular na área central da cidade e em alguns bairros.
 
A viabilização do projeto ainda em construção, com a participação de representantes da categoria, custará aos cofres municipais cerca de R$ 45 milhões e acho que vale a pena, para o centro voltar a ser belo e acolhedor como no passado e ser um local a mais de orgulho para quem nasceu ou vive nesta cidade de clima tropical e extremamente acolhedora, que um dia ganhou o apelido de “cidade sorriso” e sem essa favela central, talvez o simpático apelido seja recuperado também.
 
Como cidadão, entendo a posição dos camelôs para ganhar a vida e o sustento das suas famílias, mas como jornalista nunca me agradou essa invasão desordenada do centro da cidade, por isso aprovo e torço esse reordenamento.
 
Agora, com a determinação do prefeito e as bênçãos do G.`. A.`.D.`.U.`., quando a Copa do Mundo começar, no meio de junho de 2014, poderemos voltar a caminhar pelo centro de Manaus com orgulho e certamente os turistas que aqui chegarem, ficarão maravilhados pelo acolhedor espaço e aí sim, poderemos voltar a ter orgulho desse espaço que será inteiramente revitalizado e finalmente, livre dos incômodos “camelôs”.
 
Tenho consciência de que m tempo é curto até a chegada da Copa, como sei também, dos grandes desafios que o prefeito enfrentará para levar o importante projeto adiante.
 
Como conheço bem o Arthur e sei da sua paixão pela cidade, podem ter certeza de que todos os obstáculos serão vencidos para o bem estar dos camelôs e a felicidade dos seus habitantes e bem estar para os visitantes desta cidade morena, a mais importante capital da Amazônia brasileira plantada as margens do Rio Negro e tendo a sua frente o famoso Encontro das Águas, que inspirou o poeta Quintino Cunha na sua famosa poesia o Encontro das Águas, uma verdadeira obra em homenagem a beleza e ao amor.
 
Para que as coisas sejam mais tranqüilas para a viabilização desse arrojado projeto, não precisa dizer que o Prefeito precisará contar com o apoio da câmara Municipal e nessa hora, os vereadores devem pensar na cidade como um todo e esquecer as divergências ideológicas e partidárias, deixando as querelas para o tempo da campanha eleitoral. Que assim seja.
 
(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeude Souza e blog Jornalismo Eclético)
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quarta-feira, 31 de julho de 2013

                                                                                           Osny Araújo*
 
O Papa Francisco que na visita de uma semana ao Brasil, mais precisamente nas cidades do Rio de Janeiro e em Aparecida (SP), durante a Jornada Mundial da Juventude e que entrou pela porta dos corações dos brasileiros, durante a semana inteira, em todas as atividades que desenvolveu durante a Jornada Mundial da Juventude, deu um verdadeiro show de carisma e simpatia e foi mais além, demonstrou humildade, fraternidade e se juntou aos mais humildes, deixando um grande exemplo a ser seguido pela classe política brasileira.
 
Despojado de vaidades e sempre demonstrando muita simplicidade, o Papa com a sua fala mansa, arranhando um “portunhol” compreensível em seus discursos e homilias, deixaram clara a importância dos jovens em qualquer sociedade e solicitou dos políticos maior compreensão para com o povo, especialmente as camadas menos favorecidas, as que mais sofrem em todas as partes do mundo.
 
O pontífice, falou muito de amor e de esperança e solicitou a participação de todas as forças vivas da sociedade para a construção de um mundo melhor e incluiu a importante participação da juventude nessa construção.
 
O Papa que chegou ao Brasil num momento complicado e de tensão em função das manifestações ocorridas antes da sua chegada, não demonstrou nenhum receio com essa situação política e percorreu as ruas do Rio de Janeiro em carro aberto, misturou-se com a multidão, cumprimentou peregrinos, acariciou idosos e beijos crianças, momento que certamente ficaram marcados para sempre e que devem servir de exemplos, de que a humildade e a simplicidade não diminuem a importância de uma autoridade e muito menos não ofuscam a liderança de um líder. Esses exemplos bem que poderiam ser seguidos pelas nossas lideranças políticas, que na maioria das vezes só vão ao encontro do povo e especialmente dos mais humildes em época de campanha eleitoral, em busca de votos e depois, esquecem os cainhos percorridos durante a campanha.
 
O povo brasileiro e especialmente a multidão de jovens dos cinco continentes que participaram no Rio dessa inesquecível jornada de fé sob o comando do Papa Francisco, o primeiro Pontífice sul-americano, natural da Argentina, abraçou de forma muito carinhosa o Papa e certamente ficaram com a fé fortalecida e consciente de como deverão continuar levando as suas vidas a partir desse maravilhoso encontro com o representa de Cristo no planeta terráqueo.
 
Tomara que o comportamento de Francisco, em todos os momentos da visita que durou uma semana no Brasil, sirvam de exemplos e que impregnados por sentimentos mais puros e profundos, os nossos governantes e parlamentares, possam olhar o povo com outra visão, sentir mais de perto os seus problemas e partirem determinados em busca de soluções, como fé, esperança, humildade e amor, como pregou constantemente o Papa durante a Jornada Mundial da Juventude.
 
O recado foi dado e os exemplos deixados. Agora, é tentarmos seguir esses ensinamentos de alguma forma para melhorar as nossas vidas e construirmos um país mais justo e igualitário, com mais segurança, saúde, habitação, sistemas viários, saneamento, educação e tantas outras cosias mais que possam transformar para melhorar as nossas vidas e para isso, para essa construção, esperamos contar com a boa vontade, a determinação, a liderança e inteligência da classe política brasileira.
 
Os exemplos não devem ser seguidos apenas pelos políticos, mas também pelas lideranças da Igreja Católica e o Santo Padre, durante a visita ao maior país católico do Mundo, o Brasil, pediu aos cardeais, bispos e padres que procurem ir ao encontro dos mais humildes, visitar as periferias e distribuir Fe esperança aos mais humildes e necessitados, por entender, que esse é um dos mais papeis que a Igreja deve exercer, especialmente entre os jovens, o futuro do mundo.
 
Para ele, as lideranças católicas não devem se prender a ideologias de direita, centro ou esquerda e sim com a distribuição da fé, falar de esperança e espalhar o amor entre todas as camadas de forma igualitária e sem vaidades e a juventude, caberá caminhar com determinação e entusiasmo para o futuro na construção de um mundo melhor para todos.
 
(Postagem simultânea nos sites Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e Jornalismo Eclético)
 
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quarta-feira, 24 de julho de 2013


JOGO DE XADREZ & ESPECULAÇÕES

 

                                                                                                                 Osny Araújo*


A questão no Brasil é cultural. Ano pré-eleitoral marca o início das articulações, aproximações dos partidos e futuros candidatos, especulações e muito disse me disse fatos considerados naturais para quem convive no meio político e no Amazonas, especialmente em Manaus, uma capital-estado à coisa já caminha a passos largos e olha que ainda falta mais de um ano para as eleições para presidente da República, governadores dos Estados, senadores, deputados federais e estaduais. É aquele velho ditado popular: “Deus ajuda a quem madrugada”.
No Amazonas, por exemplo, ou mais precisamente na capital, as especulações em torno da eleição para o Governo do Estado, estão em todas as esquinas e bares da vida e os nomes começam a aflorar com abundância.

Uns com reais possibilidades de êxito e outros nem tanto, mas como especulação são válidos e servem pelo menos para animar as acirradas discussões.
Em Manaus, nos quatro cantos da cidade, nas esquinas dos fuxicos, nos bares, restaurantes, rodas políticas e na mídia, surgem às primeiras especulações apontando nomes como possíveis candidatos ao Governo do Estado, mesmo sem o sinal verde dos principais caciques políticos do Estado, o governador Omar Aziz, (PSD), prefeito de Manaus, Arthur Neto, (PSDB, senador Eduardo Braga,  (PMDB) e o ex-prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, (PDT).

Até o momento, guardando prudência, nenhum deles ainda se manifestou a respeito, sobre candidaturas ou apoio, mas surgem nomes como do vice do governador, José Melo, da Chefa da Casa Civil do Governo e deputada Federal Rebeca Garcia, do vice-prefeito de Manaus, Hissa Abrahão e lógico, fala-se também nas candidaturas de Eduardo Braga e Amazonino Mendes e a senadora Vanessa Grazziotin, (PCdoB,) que na eleição para a Prefeitura de Manaus foi fragorosamente derrotada pelo prefeito Arthur Neto, que seria um forte candidato, tem falado insistentemente vai cumprirá integralmente o seu mandato, além dos “nanicos” que costumeiramente aproveitam o ano eleitoral para autopromoção e nada mais. Como e tempo é de especulações e articulações e ainda falta mais de um ano para o pleito, o melhor é guardar silencio e ver o que acontece no futuro.
No cenário nacional a história não é diferente e as especulações correm soltas. A mais quente de todas e que a grande mídia já divulgou é a possibilidade da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, (PT), padrinho político da presidente Dilma Rousseff, que começa a ver a sua reeleição um pouco mais distante, em função nas últimas pesquisas realizadas, uma a presidente aparece em vertiginosa queda livre, devido ao inverno astral que está vivendo no momento, m com manifestações com o envolvimento de vândalos e greves e isso, vem tirando preciosos pontos da presidente.

O ex-presidente Lula, político carismático e querido pelo povo, embora negue sistematicamente que tenha pretensões a disputar a eleição, poderá ser a tabua de salvação do PT caso a presidente Dilma se recupere nas pesquisas, fato que alias foi o tema central de uma bem elaborada matéria no jornal britânico Financial Times, reproduzida pelo Jornal O Estado de S. Paulo. Como se vê, o rumor é forte e a ideia não pode e nem deve ser abandonada.

No campo das especulações, aparecem como possíveis candidatos a presidente Dilma (reeleição) ou quem sabe Lula, pelo PT, Aécio Neves, (PSDB), Marina Silva, (Rede Sustentabilidade), Eduardo Campos, governador de Pernambuco, (PSB) e correndo por fora, pelo PSDB ou outro partido o sempre sonhador com a presidência da República, José Serra.
Além, desses, nessa corrida eleitoral existem também os “nanicos” que entram na disputa apenas para aparecer na televisão nos mínimos horários dos programas eleitorais obrigatórios.

Acho interessante uma eleição com vários e bons nomes, pois só assim o eleitor terá opções de para escolher, ver os programas de Governo e votar que achar melhor e com isso, certamente teremos as eleições decididas num segundo turno.

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quinta-feira, 11 de julho de 2013


BALANÇO & NOVIDADES

                                                                                                Osny Araújo*


O prefeito Arthur Virgílio Neto convocou o secretariado para uma reunião onde fez um balanço dos primeiros seis meses de gestão na sua segunda passagem pela prefeitura da capital, considerados por ele e secretários como positivo, mesmo reconhecendo alguns gargalos que atravancaram um pouco a administração nos avanços para resolver em curto prazo os principais problemas da cidade, como por exemplo, a questão da mobilidade urbana.
 
Pensando em governar Manaus com inteligência, competência e austeridade, o prefeito anunciou alguns pontos de impacto que começarão a ocorrer com a reforma administrativa que está sendo trabalhada com o objetivo de tornar a “maquina” mais dinâmica, transparente e menos dispendiosa, como por exemplo, a diminuição das trinta e seis para apenas vinte e quatro pastas, o que certamente cortará despesas e poderá sobrar alguns recursos para investimentos em áreas importantes que precisam de mais investimentos.
O importante é que as ações que são desenvolvidas pelas pastas a serem extintas, não serão prejudicados. Todas serão acolhidas por pastas afins e continuarão a trabalhar, só que perderão um pouco do status que ostentam e com isso, menos gastos na máquina administrativa.
O projeto a ser encaminhado  a Câmara Municipal de Manaus ainda está no forno, mas dentro de pouco tempo estará no  Legislativo a fim de que a reforma possa tomar corpo e ser viabilidade de fato e de direito como deseja o prefeito Artur Neto.
Além da reforma administrativa, Arthur anunciou uma grande novidade para Manaus,  que a população da cidade aguarda há muito tempo, pois não aguenta mais se deparar com favela que se instalou no chamado centro histórico, com a aglomeração de camelôs, espantando os turistas que chegam a Manaus por via marítima e dessa forma, trabalhar com determinação a revitalização da área e prepará-la para receber bem os nossos visitantes, especialmente para que a fotografia do centro seja outra por ocasião da Copa de 2014, quando a imagem da nossa cidade percorrerá o mundo em função do grande evento esportivo patrocinado pela FIFA.
 
É bom lembrar, que essa limpeza será a segundo a ser feita pelo prefeito Artur Neto. Na primeira vez que assumiu a Prefeitura, entre 1988 a 1992, conseguiu retirar os ambulantes do centro, prática desprezada nas administrações seguintes e com isso, a invasão voltou e ainda em maior escala.
Levando em consideração que os ambulantes, a grande maioria “camelôs de verdade”, mas com infiltrações no seu conjunto, sofrerá uma ação com respeito para melhorar a cidade e as suas condições de trabalho e ganhar a vida, por isso, o prefeito anuncia a construção dos Centros de Comércio Popular espalhados pela cidade e que poderá contar inclusive, com a participação da iniciativa privada e com isso, os “camelôs” ganharão melhores condições de trabalho e dignidade.
 
Para todas essas ações anunciadas pelo prefeito na reunião com o secretariado para o balanço dos primeiros seis meses de administração, Arthur  precisará contar com o apoio dos vereadores. Aqueles que tiverem realmente compromissos com Manaus e o seu povo, deverão acompanhar o prefeito nessa jornada, aprovando a reforma administrativa e a questão da criação dos Centros de Comércio Popular e criar as necessárias condições para a tão sonhada revitalização do centro históricos da capital, sonho de todos nós.
Chegou o momento dos vereadores esquecerem as siglas partidárias, o corporativismo, a demagogia e pensar exclusivamente na cidade de Manaus, a maior e mais bela capital da Amazônia que precisa ter o seu centro revitalizado e digno para os manauaras e turistas. Manaus precisa respirar novos ares. Quem assim seja.
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terça-feira, 2 de julho de 2013

INFERNO ASTRAL


INFERNO ASTRAL
                                                                                    Osny Araújo*

O mês de junho terminou e foi de muita festa para a torcida brasileira com a conquista do tetra da Copa das Confederações, Garantido indo, que por seis décimos foi o campeão do centenário em Parintins e também de um grande inferno astral para o Governo Dilma, com manifestações com vândalos infiltrados por todo o país e agora várias categorias brasileiras se preparam para dar seguimento ao inferno astral do Governo do PT com várias greves programadas para o mês de julho.O fato provocou uma queda livre na popularidade da presidente e começa a colocar em risco a sua reeleição, no primeiro turno.

As manifestações, tirando os bandidos em vândalos que se infiltraram no movimento, tirando um pouco a beleza do ato patriótico, com a sociedade, com base em movimento articulados pela juventude, apresentando demandas aos Governos em todos os níveis do que precisa ser feito para melhorar o país e a vida dos brasileiros, certamente colherá vários e bons frutos num futuro próximo.

No Amazonas, tanto o governador Omaz Aziz ( PSD) como o prefeito da capital Arthur Neto (PSDB), estão sensíveis e entenderam a voz das ruas e certamente estão trabalhando para atender as reivindicações mais urgentes e tudo começou com a queda na tarifa de ônus já em duas oportunidades. A primeira, antes mesmo das manifestações o prefeito baixou em dez centavos e depois, numa ação conjunto Governo do Estado e Prefeitura, houve nova redução, desta feita de 15 centavos, deixando a tarifa em R$ 2,75. Media positiva e vista com muita simpatia pela sociedade.

O fato, é que as manifestações , nos dá a certeza de que o Governo e a classe política que parecia dormir em berço esplêndido desperto para a realidade e começam a ver com mais clareza que o povo não está satisfeito do jeito que as cosias estão e de como estamos sendo governado em todos os níveis e representados nas nossas casas legislativo de norte a sul de leste a onde, onde a insatisfação é geral.

De um momento para outr5os observamos que os parlamentares na Câmara dos Deputados e no Senado começam a trabalhar e a aprovar medidas importantes e interessantes para o país, como por exemplo , rejeição da famigerada PEC 37 que queria amputar o Ministério Público brasileiro e não tenho dúvidas que foi o clamor popular nas ruas que evitou essa desgraça.

A presidente Dilma, que ainda só tem conversado com aliados, começa a esboçar algumas reações no rumo do atendimento da voz das ruas e trabalhar para que consigamos ter em pouco tempo uma reforma política, cujos vários projetos dormem nas gavetas e arquivos dos computadores no Congresso Nacional, sem que nada se faça, isto porque, a reforma, certamente não interessa a nossos viciados políticos que se misturam com o povo,especialmente as camadas mais humildes em anos eleitorais em busca de votos. Aí tem tapinhas nas costas, abraças, almoçam e tomam café com os mais humildes e depois de eleitos, somem como por encanto.

Esses políticos, com raras e honrosas exceções, estão observando que o povo não os encara com bons olhos e que a condenação poderá vir logo no ano que v em quando muitos deverão estar concorrendo a reeleição ou outros cargos políticos como deputados, senadores e governadores e quem sabe, em função desse fato, mudem o comportamento para melhor e passem a respeitar o povo como merece.

Mas nesse inferno astral em que vive o Governo e a classe política, especialmente a turma que integra o Congresso Nacional, até o Judiciário deu uma demonstração de como as coisas estão mudando e poderão melhorar ainda mais.

Após o julgamento do mensalão, que ainda não colocou ninguém na cadeia, mas existe a promessa, o STF determinou a prisão de um deputado federal em pleno mandato, fato que poderá ser considerado histórico nos dias atuais. Os deputados Natan e Marcos Denadon, - federal e estadual respectivamente - do PMDB de Rondônia, tiveram as suas prisões decretadas e o PMDB se apressou em expulsa-los da sigla, embora o federal tivesse sido condenado em 2010 e guardava recursos. Com a posição firme do STF, o partido ainda que tarde, resolveu se livrar dos dois parlamentares corruptos.

É amigos, parece que estamos começando a viver novos tempos no Brasil após o barulho feito pela sociedade pelas ruas do país, mostrando os erros através de faixas, cartazes e palavras de ordem e mostrando para o Governo quais as demandas.

O Governo começa a tentar resolver algumas demandas pedidas nas ruas, a seleção brasileuira, penta campeã do mundo, fez as pazes com a torcida. Com relação ao Governo e aos políticos, a hora é de colocar a mão na massa e tentar voltar a ficar de bem com o povo, porque 2014 não é só de Copa do Mundo é de eleição também e ele está chegando.

(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).

*Osny Araújo é jornalista e analsita político.

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sábado, 22 de junho de 2013


CAMPINEIRO: O BOI VERDE E PRIMO POBRE,
O EXCLUÍDO DO FESTIVAL DE PARINTINS
 

Osny Araújo

 
Parintins - Na badalada  história do Festival Folclórico de Parintins que este ano comemora o centenário dos bumbas “Caprichoso e Garantindo”, esqueceram de um terceiro, o primo pobre dos bois de pano , o Campineiro, que foi alijado do festival e que também estaria comemorando o centenário, uma vez que foi fundado em 1913.
Enquanto Caprichoso e Garantido são famosos no mundo inteiro, com suas imagens e todas correndo os quatro cantos do planeta, o primo pobre, se contenta a fazer as suas festinhas realizadas pela comunidade do Aninga, local onde nas céu, sem  o aparato e o luxo das apresentações dos primos ricos no bumbódromo de Parintins, que a partir deste ano passa a ser chamada de Arena.
O repórter que ainda criança residiu e estudou um ano em Parintins, no então Grupo Escolar “Araújo Filho”, recorda com precisão de ter visto o Campineiro se apresentando pelas ruas da cidade, a exemplo de Caprichoso e Garantido, quando a brincadeira de boi se resumia numa apresentação mínima para a própria  cidade, com os brincantes trazendo um par de madeira para animar as todas, numa espécie de bate-palmas, marcando o ritmo das toadas.
Naquela época, no início dos anos 60, a rivalidade entre Caprichoso e Garantido já era muito grande e sempre que se cruzavam lá pela rua Amazonas, ainda sem asfalto, no puro barro, a briga começava.  Era pancada  para todos ao lados.  Uma verdadeira guerra e o Campineiro, o boi que defende as cores verde e amarela,  por ser uma espécie do time do América do futebol, com pouca torcida,  passeava pela cidade sem ser molestado, apenas com os seus poucos torcedores dançando alegremente na quadra junina.
Como se pode notar, a cidade de Parintins que hoje é bicolor, dominada pelo Azul e Vermelho, poderia ser tricolor, com a inclusão  do verde, a cor defendida pelo “boi de pano” excluído do Festival mas que insiste em existir e pobre, mas com alegria, continua brincando de boi no mês de junho no Aninga para alegria da comunidade, mas, o que eles gostariam mesmo é de estar na disputa no bumbódromo ou na Arena completando o espetáculo que é mostrado para o mundo por Caprichoso e Garantido.
Nesse aspecto, o Caprichoso representaria a elite, o Garantindo  o mais popular e o Campineiro ficaria com a representação das camadas mais pobres do município, mas como sempre ocorre com a classe pobre, no festival o pobre também foi excluído.
RESGATE DA HISTÓRIA
No momento em que Parintins realiza o Festival do centenário de Caprichoso e Garantido, o jornalista Jonas Santos, se prepara para lançar um livro, resgatando essa história e dando visibilidade ao nome do bumbá Campineiro e mostrando ao mesmo tempo, que apesar da cidade dividida pelo Azul e Vermelho, existe também um  pequena parte verde, que insiste em torcer pelo Campineiro, que mesmo alijado pelos poderosos bumbas da Arena, persiste no coração de muitos parintinenses, na Ilha Tupinabarana.
No livro “Boi Campineiro: O boi excluído do Festival de Parintins”,que será lançado na semana do Festival em Parintins que será publicado com a chancela do Governo do Estado, através da Secretaria da Cultura, Jonas Santos, procurou levantar muitos detalhes e informações esta interessante e história e a partir de agora, certamente muitos ficarão sabendo que além de Caprichoso e Garantido existe o Campineiro na Ilha, que mesmo alijado da grande festa não morreu e também sem as pompas dois primos  ricos, também comemora o seu centenário.
Durante um ano, o jornalista e escritor  se debruçou sobre rascunhas da história, conversou com os antigos da cidade, entrevistou personalidades do povo e intelectuais, historiadores, membros dói Instituto Geográfico e Histórico de Parintins e assim foi colhendo subsídios para recompor  a verdadeira história dos bumbas de parintinenses, que ao invés de dois, são três, isto, contando com o Campineiro, o alijado do Festival.
Segundo o livro a ser lançado agora, o Campineiro teria participado no início do Festival e a sua última apresentação  de trinta anos passados e a partir daí, alijado do grande evento, continua vivo, mas desassistido pela própria população da cidade e autoridades. Sobrevive apenas no seu território, o bairro do Aninga para a alegria da comunidade que teima em torcer pelo boi que defende a cor que defende a cor verde, que carrega no corpo a cor cinza e uma grande estrela amarela na testa, como se fosse o sol.
Santos, que é integrante da nação vermelha, chegou  a conclusão de que o Campineiro não tem possibilidade de retornar ao Festival, em função da consolidação de apenas duas torcidas na cidade, a azul e a vermelha e afirma que a extinção do terceiro boi se deve a três fatores: Falta de apoio financeiro, desorganização interna da agremiação,  articulações e pressões dos dois bumbas contrários.
O escritor afirma categoricamente que o Campineiro apesar de ter se apresentado juntamente com o Caprichoso e o Garantido, não resistiu ao forte jogo de interesses, que envolve o poder e não teve força suficiente e para evitar a sua retirada do Festival de Parintins, talvez a maior manifestação folclórica do norte brasileiro.
EM BUSCA DA TORCIDA
Com a instituição de  outra arquibancada, apelidada de “verde”, os dirigentes do Campineiro, estarão  nessa  se  nessa arquibancada e esperam com isso começar a fazer o nome do boi conhecido e conquistar torcedores neutros.
Isto será possível porque os neutros assistirão o festival de uma alheios as arquibancadas dos famosos e ficará situada exatamente numa divisória das famosas torcidas azul e lá estará a verdade, a cor do excluído da grande festga popular.
Entusiasmado com essa possibilidade, o presidente da agremiação, Eduardo paixão de Souza (60), convida os apreciadores do Festival, mas que ainda não torcem por nenhum bumba que adotem o Campineiro. “Estaremos de braços abertos para recepciona-los” – garante o presidente campineiro.
SEM DISPUTA
Conformado com o abandono e ostracismo em que vive, o presidente garante que não tem interesse em que o Campineiro volte a disputar o Festival. “Queremos apenas que o nosso boi  tenha o seu nome conhecido e fazer parte desta bonita história da qual juá participamos algum tempo.  Isso nos basta. Não pensamos e nem queremos disputar o Festival com os nossos primos ricos. Queremos apenas resgatar a nossa identidade histórica” – afirma.
Disse ainda que o maior problema da agremiação é recurso e os grandes partidos estão dividindo patrocínios com Caprichoso e Garantido e aí, para o desconhecido e alijado Campineiro a situação se apresenta  muito complicada, mas ainda assim, confirmou  que este ano o Campineiro  se apresentará na Praça da Catedral, por ocasião da Festa da padroeira Nossa Senhora do Carmo, logo após o Festival.
 
 
 

 

segunda-feira, 17 de junho de 2013



JUSTA HOMENAGEM
                                                                             Osny Araújo*
Através deste artigo, quero me associar à justa e merecida homenagem prestada pela Assembleia Legislativa do Estado, a um caboclo, que se transformou num grande nome nacional na advocacia e na política, por isso, foi o relator da nossa Constituição de 88, que comemora 25 anos, numa disputa que travou na Assembleia Nacional Constituinte, presidida à época pelo saudoso deputado federal Ulisses Guimarães (PMDB), com nada mais, nada menos que o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Refiro-me ao velho amigo, advogado José Bernardo Cabral,ex-presidente nacional da OAB, ex-deputado federal, ex-ministro da Justiça, ex-senador e relator da Constituinte, que deu origem a “Constituição Cidadã”, assim batizada por Ulisses Guimarães por ocasião da sua promulgação.

Recordo que em várias oportunidades, ainda atuando no centenário Jornal do Comércio e como chefe de jornalismo da então TV Baré, hoje TV Acrítica, fui a Brasília entrevista-lo numa missão quase impossível. O homenageado “fugia” do seu gabinete na Câmara dos Deputados para se debruçar sobre a relatoria da Constituição em locais fora da Câmara para fugir aos assédios e só o encontrava com a ajuda da amiga Marisa Seroa da Mota, ex-presidente da extinta EMANTUR, então secretária de Cabral que me confidenciava o esconderijo e assim facilitava a minha missão.

A sua preocupação com o futuro da Zona Franca de Manaus, já naquela oportunidade era uma das grandes preocupações do relator e ao concluir o texto lá estava o Amazonas inserido com garantias para a constitucionalidade desse que é o maior e mais vitorioso modelo regional de desenvolvimento socioeconômico que se tem notícia no Brasil e Cabral, tem uma importante participação em todo esse processo.

Ser humano nacionalista, ético, culto e inteligente, assumiu a relatoria da Constituição com o objetivo de construí-la justa, moderna e com um olhar futurista, por isso, enfrentou muitos lobis de políticos que não queriam uma constituição nacional e sim privilegiando regiões, mas Cabral conseguiu vencer todas as resistências e impor a sua marca na construção da Lei maior do País, em plena vigência.

O então relator ouvia constantemente dos parlamentares que não eram atendidos em seus pleitos fisiológicos que a nova Constituição não duraria seis meses e este ano, comemora vinte e cinco anos. Como dizia Ulisses, que essa Constituição tinha e tem o cheiro do amanhã, do futuro e não de mofo.

O fato é que essa construção arquitetada por um amazônida, ou melhor, por um caboclo amazonense, colocou o Brasil nos trilhos da modernidade, buscou meios para que o Brasil se tornasse um país mais justo e igualitário. Uma façanha na qual poucos acreditavam, da qual Cabral não arredou o pé um só milímetro, convicto da importância do trabalho que realizava, olhando o Brasil e os brasileiros como um todo e igualitário e assim foi feito e nasceu finalmente a Constituição Cidadã.

Infelizmente José Bernardo Cabral, um político e advogado probo, por ironia do destino e pela falta de compreensão dos eleitores amazonenses, que não o reconduziram para o Senado, para onde havia sido eleito anteriormente, resolveu se aposentar da vida política, assim como a advocacia e hoje, vive e muito bem, graças ao G.`. A.`.D.`.U.`., apenas trabalhando com consultorias, após ter escrito o seu nome nas histórias do Amazonas e do Brasil. Parabéns velho e querido amigo.

*Osny Araújo é jornalista e analista político.

E-mail: osnyaraujo@bol.com.br – amazonianarede@gmail.c