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quarta-feira, 31 de julho de 2013

                                                                                           Osny Araújo*
 
O Papa Francisco que na visita de uma semana ao Brasil, mais precisamente nas cidades do Rio de Janeiro e em Aparecida (SP), durante a Jornada Mundial da Juventude e que entrou pela porta dos corações dos brasileiros, durante a semana inteira, em todas as atividades que desenvolveu durante a Jornada Mundial da Juventude, deu um verdadeiro show de carisma e simpatia e foi mais além, demonstrou humildade, fraternidade e se juntou aos mais humildes, deixando um grande exemplo a ser seguido pela classe política brasileira.
 
Despojado de vaidades e sempre demonstrando muita simplicidade, o Papa com a sua fala mansa, arranhando um “portunhol” compreensível em seus discursos e homilias, deixaram clara a importância dos jovens em qualquer sociedade e solicitou dos políticos maior compreensão para com o povo, especialmente as camadas menos favorecidas, as que mais sofrem em todas as partes do mundo.
 
O pontífice, falou muito de amor e de esperança e solicitou a participação de todas as forças vivas da sociedade para a construção de um mundo melhor e incluiu a importante participação da juventude nessa construção.
 
O Papa que chegou ao Brasil num momento complicado e de tensão em função das manifestações ocorridas antes da sua chegada, não demonstrou nenhum receio com essa situação política e percorreu as ruas do Rio de Janeiro em carro aberto, misturou-se com a multidão, cumprimentou peregrinos, acariciou idosos e beijos crianças, momento que certamente ficaram marcados para sempre e que devem servir de exemplos, de que a humildade e a simplicidade não diminuem a importância de uma autoridade e muito menos não ofuscam a liderança de um líder. Esses exemplos bem que poderiam ser seguidos pelas nossas lideranças políticas, que na maioria das vezes só vão ao encontro do povo e especialmente dos mais humildes em época de campanha eleitoral, em busca de votos e depois, esquecem os cainhos percorridos durante a campanha.
 
O povo brasileiro e especialmente a multidão de jovens dos cinco continentes que participaram no Rio dessa inesquecível jornada de fé sob o comando do Papa Francisco, o primeiro Pontífice sul-americano, natural da Argentina, abraçou de forma muito carinhosa o Papa e certamente ficaram com a fé fortalecida e consciente de como deverão continuar levando as suas vidas a partir desse maravilhoso encontro com o representa de Cristo no planeta terráqueo.
 
Tomara que o comportamento de Francisco, em todos os momentos da visita que durou uma semana no Brasil, sirvam de exemplos e que impregnados por sentimentos mais puros e profundos, os nossos governantes e parlamentares, possam olhar o povo com outra visão, sentir mais de perto os seus problemas e partirem determinados em busca de soluções, como fé, esperança, humildade e amor, como pregou constantemente o Papa durante a Jornada Mundial da Juventude.
 
O recado foi dado e os exemplos deixados. Agora, é tentarmos seguir esses ensinamentos de alguma forma para melhorar as nossas vidas e construirmos um país mais justo e igualitário, com mais segurança, saúde, habitação, sistemas viários, saneamento, educação e tantas outras cosias mais que possam transformar para melhorar as nossas vidas e para isso, para essa construção, esperamos contar com a boa vontade, a determinação, a liderança e inteligência da classe política brasileira.
 
Os exemplos não devem ser seguidos apenas pelos políticos, mas também pelas lideranças da Igreja Católica e o Santo Padre, durante a visita ao maior país católico do Mundo, o Brasil, pediu aos cardeais, bispos e padres que procurem ir ao encontro dos mais humildes, visitar as periferias e distribuir Fe esperança aos mais humildes e necessitados, por entender, que esse é um dos mais papeis que a Igreja deve exercer, especialmente entre os jovens, o futuro do mundo.
 
Para ele, as lideranças católicas não devem se prender a ideologias de direita, centro ou esquerda e sim com a distribuição da fé, falar de esperança e espalhar o amor entre todas as camadas de forma igualitária e sem vaidades e a juventude, caberá caminhar com determinação e entusiasmo para o futuro na construção de um mundo melhor para todos.
 
(Postagem simultânea nos sites Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e Jornalismo Eclético)
 
*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyuaraujo@bol.com.br O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. amazoninanarede@gmail.com

quarta-feira, 24 de julho de 2013


JOGO DE XADREZ & ESPECULAÇÕES

 

                                                                                                                 Osny Araújo*


A questão no Brasil é cultural. Ano pré-eleitoral marca o início das articulações, aproximações dos partidos e futuros candidatos, especulações e muito disse me disse fatos considerados naturais para quem convive no meio político e no Amazonas, especialmente em Manaus, uma capital-estado à coisa já caminha a passos largos e olha que ainda falta mais de um ano para as eleições para presidente da República, governadores dos Estados, senadores, deputados federais e estaduais. É aquele velho ditado popular: “Deus ajuda a quem madrugada”.
No Amazonas, por exemplo, ou mais precisamente na capital, as especulações em torno da eleição para o Governo do Estado, estão em todas as esquinas e bares da vida e os nomes começam a aflorar com abundância.

Uns com reais possibilidades de êxito e outros nem tanto, mas como especulação são válidos e servem pelo menos para animar as acirradas discussões.
Em Manaus, nos quatro cantos da cidade, nas esquinas dos fuxicos, nos bares, restaurantes, rodas políticas e na mídia, surgem às primeiras especulações apontando nomes como possíveis candidatos ao Governo do Estado, mesmo sem o sinal verde dos principais caciques políticos do Estado, o governador Omar Aziz, (PSD), prefeito de Manaus, Arthur Neto, (PSDB, senador Eduardo Braga,  (PMDB) e o ex-prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, (PDT).

Até o momento, guardando prudência, nenhum deles ainda se manifestou a respeito, sobre candidaturas ou apoio, mas surgem nomes como do vice do governador, José Melo, da Chefa da Casa Civil do Governo e deputada Federal Rebeca Garcia, do vice-prefeito de Manaus, Hissa Abrahão e lógico, fala-se também nas candidaturas de Eduardo Braga e Amazonino Mendes e a senadora Vanessa Grazziotin, (PCdoB,) que na eleição para a Prefeitura de Manaus foi fragorosamente derrotada pelo prefeito Arthur Neto, que seria um forte candidato, tem falado insistentemente vai cumprirá integralmente o seu mandato, além dos “nanicos” que costumeiramente aproveitam o ano eleitoral para autopromoção e nada mais. Como e tempo é de especulações e articulações e ainda falta mais de um ano para o pleito, o melhor é guardar silencio e ver o que acontece no futuro.
No cenário nacional a história não é diferente e as especulações correm soltas. A mais quente de todas e que a grande mídia já divulgou é a possibilidade da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, (PT), padrinho político da presidente Dilma Rousseff, que começa a ver a sua reeleição um pouco mais distante, em função nas últimas pesquisas realizadas, uma a presidente aparece em vertiginosa queda livre, devido ao inverno astral que está vivendo no momento, m com manifestações com o envolvimento de vândalos e greves e isso, vem tirando preciosos pontos da presidente.

O ex-presidente Lula, político carismático e querido pelo povo, embora negue sistematicamente que tenha pretensões a disputar a eleição, poderá ser a tabua de salvação do PT caso a presidente Dilma se recupere nas pesquisas, fato que alias foi o tema central de uma bem elaborada matéria no jornal britânico Financial Times, reproduzida pelo Jornal O Estado de S. Paulo. Como se vê, o rumor é forte e a ideia não pode e nem deve ser abandonada.

No campo das especulações, aparecem como possíveis candidatos a presidente Dilma (reeleição) ou quem sabe Lula, pelo PT, Aécio Neves, (PSDB), Marina Silva, (Rede Sustentabilidade), Eduardo Campos, governador de Pernambuco, (PSB) e correndo por fora, pelo PSDB ou outro partido o sempre sonhador com a presidência da República, José Serra.
Além, desses, nessa corrida eleitoral existem também os “nanicos” que entram na disputa apenas para aparecer na televisão nos mínimos horários dos programas eleitorais obrigatórios.

Acho interessante uma eleição com vários e bons nomes, pois só assim o eleitor terá opções de para escolher, ver os programas de Governo e votar que achar melhor e com isso, certamente teremos as eleições decididas num segundo turno.

(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).
*Osny Araújo é jornalista e analista político.
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quinta-feira, 11 de julho de 2013


BALANÇO & NOVIDADES

                                                                                                Osny Araújo*


O prefeito Arthur Virgílio Neto convocou o secretariado para uma reunião onde fez um balanço dos primeiros seis meses de gestão na sua segunda passagem pela prefeitura da capital, considerados por ele e secretários como positivo, mesmo reconhecendo alguns gargalos que atravancaram um pouco a administração nos avanços para resolver em curto prazo os principais problemas da cidade, como por exemplo, a questão da mobilidade urbana.
 
Pensando em governar Manaus com inteligência, competência e austeridade, o prefeito anunciou alguns pontos de impacto que começarão a ocorrer com a reforma administrativa que está sendo trabalhada com o objetivo de tornar a “maquina” mais dinâmica, transparente e menos dispendiosa, como por exemplo, a diminuição das trinta e seis para apenas vinte e quatro pastas, o que certamente cortará despesas e poderá sobrar alguns recursos para investimentos em áreas importantes que precisam de mais investimentos.
O importante é que as ações que são desenvolvidas pelas pastas a serem extintas, não serão prejudicados. Todas serão acolhidas por pastas afins e continuarão a trabalhar, só que perderão um pouco do status que ostentam e com isso, menos gastos na máquina administrativa.
O projeto a ser encaminhado  a Câmara Municipal de Manaus ainda está no forno, mas dentro de pouco tempo estará no  Legislativo a fim de que a reforma possa tomar corpo e ser viabilidade de fato e de direito como deseja o prefeito Artur Neto.
Além da reforma administrativa, Arthur anunciou uma grande novidade para Manaus,  que a população da cidade aguarda há muito tempo, pois não aguenta mais se deparar com favela que se instalou no chamado centro histórico, com a aglomeração de camelôs, espantando os turistas que chegam a Manaus por via marítima e dessa forma, trabalhar com determinação a revitalização da área e prepará-la para receber bem os nossos visitantes, especialmente para que a fotografia do centro seja outra por ocasião da Copa de 2014, quando a imagem da nossa cidade percorrerá o mundo em função do grande evento esportivo patrocinado pela FIFA.
 
É bom lembrar, que essa limpeza será a segundo a ser feita pelo prefeito Artur Neto. Na primeira vez que assumiu a Prefeitura, entre 1988 a 1992, conseguiu retirar os ambulantes do centro, prática desprezada nas administrações seguintes e com isso, a invasão voltou e ainda em maior escala.
Levando em consideração que os ambulantes, a grande maioria “camelôs de verdade”, mas com infiltrações no seu conjunto, sofrerá uma ação com respeito para melhorar a cidade e as suas condições de trabalho e ganhar a vida, por isso, o prefeito anuncia a construção dos Centros de Comércio Popular espalhados pela cidade e que poderá contar inclusive, com a participação da iniciativa privada e com isso, os “camelôs” ganharão melhores condições de trabalho e dignidade.
 
Para todas essas ações anunciadas pelo prefeito na reunião com o secretariado para o balanço dos primeiros seis meses de administração, Arthur  precisará contar com o apoio dos vereadores. Aqueles que tiverem realmente compromissos com Manaus e o seu povo, deverão acompanhar o prefeito nessa jornada, aprovando a reforma administrativa e a questão da criação dos Centros de Comércio Popular e criar as necessárias condições para a tão sonhada revitalização do centro históricos da capital, sonho de todos nós.
Chegou o momento dos vereadores esquecerem as siglas partidárias, o corporativismo, a demagogia e pensar exclusivamente na cidade de Manaus, a maior e mais bela capital da Amazônia que precisa ter o seu centro revitalizado e digno para os manauaras e turistas. Manaus precisa respirar novos ares. Quem assim seja.
(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).
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terça-feira, 2 de julho de 2013

INFERNO ASTRAL


INFERNO ASTRAL
                                                                                    Osny Araújo*

O mês de junho terminou e foi de muita festa para a torcida brasileira com a conquista do tetra da Copa das Confederações, Garantido indo, que por seis décimos foi o campeão do centenário em Parintins e também de um grande inferno astral para o Governo Dilma, com manifestações com vândalos infiltrados por todo o país e agora várias categorias brasileiras se preparam para dar seguimento ao inferno astral do Governo do PT com várias greves programadas para o mês de julho.O fato provocou uma queda livre na popularidade da presidente e começa a colocar em risco a sua reeleição, no primeiro turno.

As manifestações, tirando os bandidos em vândalos que se infiltraram no movimento, tirando um pouco a beleza do ato patriótico, com a sociedade, com base em movimento articulados pela juventude, apresentando demandas aos Governos em todos os níveis do que precisa ser feito para melhorar o país e a vida dos brasileiros, certamente colherá vários e bons frutos num futuro próximo.

No Amazonas, tanto o governador Omaz Aziz ( PSD) como o prefeito da capital Arthur Neto (PSDB), estão sensíveis e entenderam a voz das ruas e certamente estão trabalhando para atender as reivindicações mais urgentes e tudo começou com a queda na tarifa de ônus já em duas oportunidades. A primeira, antes mesmo das manifestações o prefeito baixou em dez centavos e depois, numa ação conjunto Governo do Estado e Prefeitura, houve nova redução, desta feita de 15 centavos, deixando a tarifa em R$ 2,75. Media positiva e vista com muita simpatia pela sociedade.

O fato, é que as manifestações , nos dá a certeza de que o Governo e a classe política que parecia dormir em berço esplêndido desperto para a realidade e começam a ver com mais clareza que o povo não está satisfeito do jeito que as cosias estão e de como estamos sendo governado em todos os níveis e representados nas nossas casas legislativo de norte a sul de leste a onde, onde a insatisfação é geral.

De um momento para outr5os observamos que os parlamentares na Câmara dos Deputados e no Senado começam a trabalhar e a aprovar medidas importantes e interessantes para o país, como por exemplo , rejeição da famigerada PEC 37 que queria amputar o Ministério Público brasileiro e não tenho dúvidas que foi o clamor popular nas ruas que evitou essa desgraça.

A presidente Dilma, que ainda só tem conversado com aliados, começa a esboçar algumas reações no rumo do atendimento da voz das ruas e trabalhar para que consigamos ter em pouco tempo uma reforma política, cujos vários projetos dormem nas gavetas e arquivos dos computadores no Congresso Nacional, sem que nada se faça, isto porque, a reforma, certamente não interessa a nossos viciados políticos que se misturam com o povo,especialmente as camadas mais humildes em anos eleitorais em busca de votos. Aí tem tapinhas nas costas, abraças, almoçam e tomam café com os mais humildes e depois de eleitos, somem como por encanto.

Esses políticos, com raras e honrosas exceções, estão observando que o povo não os encara com bons olhos e que a condenação poderá vir logo no ano que v em quando muitos deverão estar concorrendo a reeleição ou outros cargos políticos como deputados, senadores e governadores e quem sabe, em função desse fato, mudem o comportamento para melhor e passem a respeitar o povo como merece.

Mas nesse inferno astral em que vive o Governo e a classe política, especialmente a turma que integra o Congresso Nacional, até o Judiciário deu uma demonstração de como as coisas estão mudando e poderão melhorar ainda mais.

Após o julgamento do mensalão, que ainda não colocou ninguém na cadeia, mas existe a promessa, o STF determinou a prisão de um deputado federal em pleno mandato, fato que poderá ser considerado histórico nos dias atuais. Os deputados Natan e Marcos Denadon, - federal e estadual respectivamente - do PMDB de Rondônia, tiveram as suas prisões decretadas e o PMDB se apressou em expulsa-los da sigla, embora o federal tivesse sido condenado em 2010 e guardava recursos. Com a posição firme do STF, o partido ainda que tarde, resolveu se livrar dos dois parlamentares corruptos.

É amigos, parece que estamos começando a viver novos tempos no Brasil após o barulho feito pela sociedade pelas ruas do país, mostrando os erros através de faixas, cartazes e palavras de ordem e mostrando para o Governo quais as demandas.

O Governo começa a tentar resolver algumas demandas pedidas nas ruas, a seleção brasileuira, penta campeã do mundo, fez as pazes com a torcida. Com relação ao Governo e aos políticos, a hora é de colocar a mão na massa e tentar voltar a ficar de bem com o povo, porque 2014 não é só de Copa do Mundo é de eleição também e ele está chegando.

(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).

*Osny Araújo é jornalista e analsita político.

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sábado, 22 de junho de 2013


CAMPINEIRO: O BOI VERDE E PRIMO POBRE,
O EXCLUÍDO DO FESTIVAL DE PARINTINS
 

Osny Araújo

 
Parintins - Na badalada  história do Festival Folclórico de Parintins que este ano comemora o centenário dos bumbas “Caprichoso e Garantindo”, esqueceram de um terceiro, o primo pobre dos bois de pano , o Campineiro, que foi alijado do festival e que também estaria comemorando o centenário, uma vez que foi fundado em 1913.
Enquanto Caprichoso e Garantido são famosos no mundo inteiro, com suas imagens e todas correndo os quatro cantos do planeta, o primo pobre, se contenta a fazer as suas festinhas realizadas pela comunidade do Aninga, local onde nas céu, sem  o aparato e o luxo das apresentações dos primos ricos no bumbódromo de Parintins, que a partir deste ano passa a ser chamada de Arena.
O repórter que ainda criança residiu e estudou um ano em Parintins, no então Grupo Escolar “Araújo Filho”, recorda com precisão de ter visto o Campineiro se apresentando pelas ruas da cidade, a exemplo de Caprichoso e Garantido, quando a brincadeira de boi se resumia numa apresentação mínima para a própria  cidade, com os brincantes trazendo um par de madeira para animar as todas, numa espécie de bate-palmas, marcando o ritmo das toadas.
Naquela época, no início dos anos 60, a rivalidade entre Caprichoso e Garantido já era muito grande e sempre que se cruzavam lá pela rua Amazonas, ainda sem asfalto, no puro barro, a briga começava.  Era pancada  para todos ao lados.  Uma verdadeira guerra e o Campineiro, o boi que defende as cores verde e amarela,  por ser uma espécie do time do América do futebol, com pouca torcida,  passeava pela cidade sem ser molestado, apenas com os seus poucos torcedores dançando alegremente na quadra junina.
Como se pode notar, a cidade de Parintins que hoje é bicolor, dominada pelo Azul e Vermelho, poderia ser tricolor, com a inclusão  do verde, a cor defendida pelo “boi de pano” excluído do Festival mas que insiste em existir e pobre, mas com alegria, continua brincando de boi no mês de junho no Aninga para alegria da comunidade, mas, o que eles gostariam mesmo é de estar na disputa no bumbódromo ou na Arena completando o espetáculo que é mostrado para o mundo por Caprichoso e Garantido.
Nesse aspecto, o Caprichoso representaria a elite, o Garantindo  o mais popular e o Campineiro ficaria com a representação das camadas mais pobres do município, mas como sempre ocorre com a classe pobre, no festival o pobre também foi excluído.
RESGATE DA HISTÓRIA
No momento em que Parintins realiza o Festival do centenário de Caprichoso e Garantido, o jornalista Jonas Santos, se prepara para lançar um livro, resgatando essa história e dando visibilidade ao nome do bumbá Campineiro e mostrando ao mesmo tempo, que apesar da cidade dividida pelo Azul e Vermelho, existe também um  pequena parte verde, que insiste em torcer pelo Campineiro, que mesmo alijado pelos poderosos bumbas da Arena, persiste no coração de muitos parintinenses, na Ilha Tupinabarana.
No livro “Boi Campineiro: O boi excluído do Festival de Parintins”,que será lançado na semana do Festival em Parintins que será publicado com a chancela do Governo do Estado, através da Secretaria da Cultura, Jonas Santos, procurou levantar muitos detalhes e informações esta interessante e história e a partir de agora, certamente muitos ficarão sabendo que além de Caprichoso e Garantido existe o Campineiro na Ilha, que mesmo alijado da grande festa não morreu e também sem as pompas dois primos  ricos, também comemora o seu centenário.
Durante um ano, o jornalista e escritor  se debruçou sobre rascunhas da história, conversou com os antigos da cidade, entrevistou personalidades do povo e intelectuais, historiadores, membros dói Instituto Geográfico e Histórico de Parintins e assim foi colhendo subsídios para recompor  a verdadeira história dos bumbas de parintinenses, que ao invés de dois, são três, isto, contando com o Campineiro, o alijado do Festival.
Segundo o livro a ser lançado agora, o Campineiro teria participado no início do Festival e a sua última apresentação  de trinta anos passados e a partir daí, alijado do grande evento, continua vivo, mas desassistido pela própria população da cidade e autoridades. Sobrevive apenas no seu território, o bairro do Aninga para a alegria da comunidade que teima em torcer pelo boi que defende a cor que defende a cor verde, que carrega no corpo a cor cinza e uma grande estrela amarela na testa, como se fosse o sol.
Santos, que é integrante da nação vermelha, chegou  a conclusão de que o Campineiro não tem possibilidade de retornar ao Festival, em função da consolidação de apenas duas torcidas na cidade, a azul e a vermelha e afirma que a extinção do terceiro boi se deve a três fatores: Falta de apoio financeiro, desorganização interna da agremiação,  articulações e pressões dos dois bumbas contrários.
O escritor afirma categoricamente que o Campineiro apesar de ter se apresentado juntamente com o Caprichoso e o Garantido, não resistiu ao forte jogo de interesses, que envolve o poder e não teve força suficiente e para evitar a sua retirada do Festival de Parintins, talvez a maior manifestação folclórica do norte brasileiro.
EM BUSCA DA TORCIDA
Com a instituição de  outra arquibancada, apelidada de “verde”, os dirigentes do Campineiro, estarão  nessa  se  nessa arquibancada e esperam com isso começar a fazer o nome do boi conhecido e conquistar torcedores neutros.
Isto será possível porque os neutros assistirão o festival de uma alheios as arquibancadas dos famosos e ficará situada exatamente numa divisória das famosas torcidas azul e lá estará a verdade, a cor do excluído da grande festga popular.
Entusiasmado com essa possibilidade, o presidente da agremiação, Eduardo paixão de Souza (60), convida os apreciadores do Festival, mas que ainda não torcem por nenhum bumba que adotem o Campineiro. “Estaremos de braços abertos para recepciona-los” – garante o presidente campineiro.
SEM DISPUTA
Conformado com o abandono e ostracismo em que vive, o presidente garante que não tem interesse em que o Campineiro volte a disputar o Festival. “Queremos apenas que o nosso boi  tenha o seu nome conhecido e fazer parte desta bonita história da qual juá participamos algum tempo.  Isso nos basta. Não pensamos e nem queremos disputar o Festival com os nossos primos ricos. Queremos apenas resgatar a nossa identidade histórica” – afirma.
Disse ainda que o maior problema da agremiação é recurso e os grandes partidos estão dividindo patrocínios com Caprichoso e Garantido e aí, para o desconhecido e alijado Campineiro a situação se apresenta  muito complicada, mas ainda assim, confirmou  que este ano o Campineiro  se apresentará na Praça da Catedral, por ocasião da Festa da padroeira Nossa Senhora do Carmo, logo após o Festival.
 
 
 

 

segunda-feira, 17 de junho de 2013



JUSTA HOMENAGEM
                                                                             Osny Araújo*
Através deste artigo, quero me associar à justa e merecida homenagem prestada pela Assembleia Legislativa do Estado, a um caboclo, que se transformou num grande nome nacional na advocacia e na política, por isso, foi o relator da nossa Constituição de 88, que comemora 25 anos, numa disputa que travou na Assembleia Nacional Constituinte, presidida à época pelo saudoso deputado federal Ulisses Guimarães (PMDB), com nada mais, nada menos que o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Refiro-me ao velho amigo, advogado José Bernardo Cabral,ex-presidente nacional da OAB, ex-deputado federal, ex-ministro da Justiça, ex-senador e relator da Constituinte, que deu origem a “Constituição Cidadã”, assim batizada por Ulisses Guimarães por ocasião da sua promulgação.

Recordo que em várias oportunidades, ainda atuando no centenário Jornal do Comércio e como chefe de jornalismo da então TV Baré, hoje TV Acrítica, fui a Brasília entrevista-lo numa missão quase impossível. O homenageado “fugia” do seu gabinete na Câmara dos Deputados para se debruçar sobre a relatoria da Constituição em locais fora da Câmara para fugir aos assédios e só o encontrava com a ajuda da amiga Marisa Seroa da Mota, ex-presidente da extinta EMANTUR, então secretária de Cabral que me confidenciava o esconderijo e assim facilitava a minha missão.

A sua preocupação com o futuro da Zona Franca de Manaus, já naquela oportunidade era uma das grandes preocupações do relator e ao concluir o texto lá estava o Amazonas inserido com garantias para a constitucionalidade desse que é o maior e mais vitorioso modelo regional de desenvolvimento socioeconômico que se tem notícia no Brasil e Cabral, tem uma importante participação em todo esse processo.

Ser humano nacionalista, ético, culto e inteligente, assumiu a relatoria da Constituição com o objetivo de construí-la justa, moderna e com um olhar futurista, por isso, enfrentou muitos lobis de políticos que não queriam uma constituição nacional e sim privilegiando regiões, mas Cabral conseguiu vencer todas as resistências e impor a sua marca na construção da Lei maior do País, em plena vigência.

O então relator ouvia constantemente dos parlamentares que não eram atendidos em seus pleitos fisiológicos que a nova Constituição não duraria seis meses e este ano, comemora vinte e cinco anos. Como dizia Ulisses, que essa Constituição tinha e tem o cheiro do amanhã, do futuro e não de mofo.

O fato é que essa construção arquitetada por um amazônida, ou melhor, por um caboclo amazonense, colocou o Brasil nos trilhos da modernidade, buscou meios para que o Brasil se tornasse um país mais justo e igualitário. Uma façanha na qual poucos acreditavam, da qual Cabral não arredou o pé um só milímetro, convicto da importância do trabalho que realizava, olhando o Brasil e os brasileiros como um todo e igualitário e assim foi feito e nasceu finalmente a Constituição Cidadã.

Infelizmente José Bernardo Cabral, um político e advogado probo, por ironia do destino e pela falta de compreensão dos eleitores amazonenses, que não o reconduziram para o Senado, para onde havia sido eleito anteriormente, resolveu se aposentar da vida política, assim como a advocacia e hoje, vive e muito bem, graças ao G.`. A.`.D.`.U.`., apenas trabalhando com consultorias, após ter escrito o seu nome nas histórias do Amazonas e do Brasil. Parabéns velho e querido amigo.

*Osny Araújo é jornalista e analista político.

E-mail: osnyaraujo@bol.com.br – amazonianarede@gmail.c

quarta-feira, 29 de maio de 2013

 INCRA discutiu em Seminário assistência técnica para assentamentos em Parintins


 
Manaus - A superintendência regional do INCRA no Amazonas, encerrou hoje um seminário de três dias sobre a Ambientação às Ações do órgão e apresentação da 1ª chamada pub lia de  Assistência Técnica Ambiental e Social (ATEs) para o baixo Amazonas, mais precisamente para o município de Parintins, envolvendo dois assentamentos de reforma agrária, o PA Vila Amazônia e o PAE Paraná de Parintins, beneficiando 1.230 famílias assentadas.
Durante o  Seminário os técnicos das diferentes Divisões do INCRA mostraram com clareza aos integrantes da Cooperativa dos Técnicos Multiprofissionais e Agropecuária (Cootempa), todo o método de trabalho da instituição.
A Cootempa foi contratada  através de  chamada pública, no valor de R$ 1.842.818,11 para atuar na assistência Técnica nos dois assentamentos, com vigência de um ano, com total acompanhamento pelos técnicos do INCRA.
Na abertura do seminário a servidora da Divisão de Desenvolvimento  da SR-15, Adriana Lima, abriu o evento mostrando de maneira didática como se desenvolvem as nas ações de reforma agrária no Estado, envolvendo áreas de várzeas e terra firme.
Falou da importância da assistência técnica nos assentamentos de reforma agrária, para que os trabalhos possam ser desenvolvidos pelos assentados observando técnica, o meio ambiente e a importância social, a fim de que o desenvolvimento possam atingir  em cheio a esses três importantes seguimentos e dessa forma, gerar renda, inclusão social, ou seja, desenvolvimento com sustentabilidade e mostrar mais uma vez, que é possível se trabalhar a agricultura familiar, especificamente, sem agredir a natureza e com isso, evitar o êxito rural para as grandes cidades, considerando que os assentados terão condições de trabalhar e aumentar as suas rendas, dentro dos próprios assentamentos.
Durante o seminário foram abordados aspectos relacionados a infraestrutura   nos assentamentos, Luz para Todos, regularidade ocupacional, Pronaf, Terra Sol, Terra Forte e outras linhas de crédito com apoio inicial e habitação, educação no campo através do Pronera e meio-ambiente.
Para  cumprir o contrato assinado com a Superintendência do INCRA para oferecer assistência Técnica aos assentamentos PA Vila Amazônia e PAE Paraná de Parintins, a Cootempa disponibilizará 14 técnicos, envolvendo engenheiros agrônomos, pesca, florestais, técnicos agropecuários e assistente social.
Os técnicos que participaram do evento consideraram importante o seminário, pois irão a campo sabendo de como o INCRA realiza as suas ações de reforma agrária nos assentamentos e conhecendo em detalhes como é feita a seleção para os assentados da reforma agrária, o respeito que todos devem ter com o meio ambiente e a necessidade  que eles tem de receber orientações técnicas para que d4essa forma possam  melhorar as suas rendas com o aumento da produção e produtividade.

Fonte: Ascom Incra AM

sábado, 18 de maio de 2013


A MP DOS PORTOS

                                                       Osny Araújo*

Não sou nenhum especialista no assunto, mas como bom observador, entendo que o Sistema Portuário Brasileiro está ultrapassado e precisa urgentemente ser modernizado e ampliado, a fim de que possa continuar a trabalhar pelo desenvolvimento nacional e acabe com os gargalhos que hoje emperram o sistema, mas para isso, são necessários grandes investimentos.  A verdade, é que do jeito que estão e da maneira como funcionam os portos brasileiros, não dá para continuar.
Tentando sanar esses problemas, o Governo elaborou uma Medida Provisória, a famosa MP dos Portos, aprovada de forma irresponsável pelo Congresso Nacional, por culpa exclusiva dos deputados federais, com um grande percentual demonstrando descaradamente que não tem nenhum comprometimento com o país e seu povo.
Eles empurraram a votação com a barriga e só defiram a questão para ser encaminhada ao Senado, que tem a função de fazer uma revisão nas questões aprovadas pela Câmara, faltando poucas horas para o prazo expirar, por isso, mais uma vez, as coisas foram arranjadas e a votação ocorreu em tempo recorde, mas sem a devida revisão do Senado e tudo, por falta de tempo, considerando que quase todo foi consumido nas boas confusões e discussões registradas no plenário da Câmara Federal.
 No plenário, os deputados durante mais de 40 horas, jogaram conversas fora, armavam confusões, faziam cansativos e inúteis discursos, assistiram a eliminação do Corinthians pelas TVs dos celulares e na madrugada cochilaram à vontade. Isso tudo, amigo, em meio à discussão de uma MP de fundamental importância para o desenvolvimento socioeconômico do país. É bom, que nas eleições de 2014 a sociedade se recorde bem desse fato e responda a esse comportamento irresponsável e imoral com condenações nas urnas.
(Como a MP, relatada pelo senador Eduardo Braga (PMDB)-AM), líder do Governo no Congresso Nacional, foi aprovada a toque de caixa no Senado, devido à demorada na Câmara dos Deputados, a presidente Dilma Rousseff que tem ainda mais de dez dias para apreciar o documento, estaria pensando em vetar algumas emendas e certamente isso, deverá gerar novos conflitos entre o Executivo e o Legislativo. O assunto chegou a ser levado pela oposição ao STF que não acatou o pedido para anular a votação.
Mas, além da questão pura e simples relacionada ao caduco Sistema Portuário Nacional, a MP serviu também para mostrar que em ano pré-eleitoral, a base política aliada do Governo no Legislativo não fala a mesma língua e ao que parece, a ministra da Articulação Política, Idely Salvati, não está conseguindo um comportamento homogêneo das bancadas aliadas na Câmara e no Senado, o exemplo foi visto agora e tudo deverá piorar com as eleições de 2014 e para conseguir alguma coisa, o Governo certamente deverá abrir um leque de concessões aos parlamentares especialmente promovendo um festival de liberação de recursos para atender as famosas emendas parlamentes e tudo será feito não em nome na nação, mas de uma reeleição.
O que aconteceu com a rebeldia na votação da MP dos Portos, foi apenas um ensaio para o que virá por aí quando entrarmos no ano eleitoral de 2014, onde nas disputas eleitorais os interesses político-partidários ganharão mais forças, e estarão muito acima dos interesses nacionais, mas nos discursos, todos falarão em melhorias para o país e seu povo. Conversa fiada.
Quem teve a oportunidade de assistir pela TV como eu a votação da MP na Câmara dos Deputados, deparou um grande circo, com mais de 500 “artistas” no picadeiro armado na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Uma vergonha, como diria o apresentador de TV Boris Gazoi.
(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e Blog Jornalismo Eclético).
*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br – amazonianarede@gmail.com

A MP DOS PORTOS

                                                                           Osny Araújo*

Não sou nenhum especialista no assunto, mas como bom observador, entendo que o Sistema Portuário Brasileiro está ultrapassado e precisa urgentemente ser modernizado e ampliado, a fim de que possa continuar a trabalhar pelo desenvolvimento nacional e acabe com os gargalhos que hoje emperram o sistema, mas para isso, são necessários grandes investimentos.  A verdade, é que do jeito que estão e da maneira como funcionam os portos brasileiros, não dá para continuar.
Tentando sanar esses problemas, o Governo elaborou uma Medida Provisória, a famosa MP dos Portos, aprovada de forma irresponsável pelo Congresso Nacional, por culpa exclusiva dos deputados federais, com um grande percentual demonstrando descaradamente que não tem nenhum comprometimento com o país e seu povo.
Eles empurraram a votação com a barriga e só defiram a questão para ser encaminhada ao Senado, que tem a função de fazer uma revisão nas questões aprovadas pela Câmara, faltando poucas horas para o prazo expirar, por isso, mais uma vez, as coisas foram arranjadas e a votação ocorreu em tempo recorde, mas sem a devida revisão do Senado e tudo, por falta de tempo, considerando que quase todo foi consumido nas boas confusões e discussões registradas no plenário da Câmara Federal.
No plenário, os deputados durante mais de 40 horas, jogaram conversas fora, armavam confusões, faziam cansativos e inúteis discursos, assistiram a eliminação do Corinthians pelas TVs dos celulares e na madrugada cochilaram à vontade. Isso tudo, amigo, em meio à discussão de uma MP de fundamental importância para o desenvolvimento socioeconômico do país. É bom, que nas eleições de 2014 a sociedade se recorde bem desse fato e responda a esse comportamento irresponsável e imoral com condenações nas urnas.
(Como a MP, relatada pelo senador Eduardo Braga (PMDB)-AM), líder do Governo no Congresso Nacional, foi aprovada a toque de caixa no Senado, devido à demorada na Câmara dos Deputados, a presidente Dilma Rousseff que tem ainda mais de dez dias para apreciar o documento, estaria pensando em vetar algumas emendas e certamente isso, deverá gerar novos conflitos entre o Executivo e o Legislativo. O assunto chegou a ser levado pela oposição ao STF que não acatou o pedido para anular a votação.
Mas, além da questão pura e simples relacionada ao caduco Sistema Portuário Nacional, a MP serviu também para mostrar que em ano pré-eleitoral, a base política aliada do Governo no Legislativo não fala a mesma língua e ao que parece, a ministra da Articulação Política, Idely Salvati, não está conseguindo um comportamento homogêneo das bancadas aliadas na Câmara e no Senado, o exemplo foi visto agora e tudo deverá piorar com as eleições de 2014 e para conseguir alguma coisa, o Governo certamente deverá abrir um leque de concessões aos parlamentares especialmente promovendo um festival de liberação de recursos para atender as famosas emendas parlamentes e tudo será feito não em nome na nação, mas de uma reeleição.
O que aconteceu com a rebeldia na votação da MP dos Portos, foi apenas um ensaio para o que virá por aí quando entrarmos no ano eleitoral de 2014, onde nas disputas eleitorais os interesses político-partidários ganharão mais forças, e estarão muito acima dos interesses nacionais, mas nos discursos, todos falarão em melhorias para o país e seu povo. Conversa fiada.
Quem teve a oportunidade de assistir pela TV como eu a votação da MP na Câmara dos Deputados, deparou um grande circo, com mais de 500 “artistas” no picadeiro armado na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Uma vergonha, como diria o apresentador de TV Boris Gazoi.
(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e Blog Jornalismo Eclético).
*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br – amazonianarede@gmail.com

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Agroindústria de Doces Tropicais do PA Iporá começa a produzir


16/05/2013 - [14h:06m] - Agronegócio      Diminuir Aumentar

Vivendo no mesmo local, com as mesmas afinidades e sonhos, um grupo de cinco mulheres (Coracy Chaves, Zuleide Martins de Oliveira, Zeneide Andrade, Lena Chaves e Maria Irene Mendes) no Projeto de Assentamento Iporá, no município de Rio Preto da Eva, da Região Metropolitana de Manaus, resolveu trabalhar para materializar o sonho e nasceu a Associação das Mulheres Doceiras do PA Iporá.
 
 Elas, já estão com as mãos na massa, trabalhando na primeira remassa de produção de doce de banana e geleia de cupuaçu e o entusiasmo toma conta de todas as sessentonas que toparam esse desafio.
A Comunicação Social do INCRA visitou o local acompanhada de técnicos da instituição, e encontrou as senhoras no batente, apenas acompanhadas por um homem, o também assentado Genival Ferreira da Silva, carinhosamente apelidado pelas doceiras de “Bendito é o fruto entre as mulheres” e gostou da brincadeira. A ele, cabem os trabalhos mais pesados.
O projeto da mini agroindústria de doces do PA Iporá, teve a sua estrutura física realizada pelo INCRA, através do Programa Terra Sol e o apoio técnico do IDAM de Rio Preto da Eva. ”Agora é chegar no mercado e espalhar os nossos doces”, dizem  as esperançosas e  entusiasmadas  assentadas  da reforma agrária.
Essa história vinha sendo articulada há algum tempo encabeçada por mãe e filha, Coracy e Lena Chaves, em março conseguiram formar um grupo de cinco amigas assentadas e a partir daí começou o trabalho para viabilizar o negócio e com o apoio do Idam, a coisa começou a caminhar com mais velocidade, iniciando com uma operação bancária onde as assentadas Coracy da Silva Chaves e Zuleide Martins Oliveira, obtiveram dois empréstimos R$ 11.500,00 junto a Basa, no valor total de R$ 23 mil, divida que começará a ser quitada pelo grupo de partir de dezembro de 2015 e a partir daí, a coisa começou a deslanchar com a aquisição dos primeiros equipamentos para que fosse iniciada a fabricação dos doces e geleias.
A mini agroindústria funciona no Km 130 da AM-010, Ramal Pedreiras, assentamento Ioprá, Rio Preto da Eva.
 
OS PRIMEIRO CONTRATOS
No momento as doceiras trabalham determinadas para cumprir o primeiro contrato de vendas, realizado com a Agencia de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) e o segundo contrato, já em articulação com a Secretária Municipal de Rio preto da Eva, para a Merenda Escolar, já a partir de agosto.
Para a ADS, o contrato inicial é para o fornecimento de uma tonelada de doce, com a primeira partida de 350 quilos com entrega prevista para os próximos dias e será exclusivamente de doce. Com a S
Semed, a quantidade a ser contratada ainda não foi estabelecida.
 
O próximo passo da Associação será distribuir amostras dos produtos no comércio local e na rede de supermercados de Manaus, a fim de que os produtos passem a ser conhecidos e com isso, ganhar mercado. “Esperamos que dentro de pouco tempo os rio-pretenses e manauaras possam encontrar os nossos doces e geléias nos supermercados” – diz esperançosa d. Coracy Chaves.
As doceiras explicam que no momento em função da encomenda da ADS, só estão trabalhando na produção de doce de banana, mas no futuro, outras linhas de produção entrarão tendo como matéria prima as frutas tropicais que são abundantes no assentamento, como: Cupuaçu, goiaba, açaí e outras, além de uma linha de geleias, cuja primeira experiência foi com cupuaçu.
Outro fator importante é que a Associação já pensa em novos investimentos, objetivando aumentar a produção, com a aquisição de uma caldeira, o que tornará a produtividade maior e mais econômica e isso vai ser pra já, segundo afirmou Lena Chaves.
 
HIGIENE
Um fato que chamou a atenção da equipe do INCRA foram os cuidados das doceiras com a higiene.
Tudo é feito de forma muito sadia, com as pessoas que trabalham no setor de produção final dos doces todas utilizando vestimentas brancas, luvas, aventais e toucas.
A entrada de estranhos ao trabalho na área de produção é proibida. A reportagem só teve acesso após se adequar para a visita, o que ocorreu num curto espaço de tempo, mas deu para observar a dedicação e o entusiasmo dessas mulheres, que apesar da idade, trabalham esbanjando alegria e a determinação de progredir na vida e ajudar a comunidade do assentamento na geração de renda.
Iolete Pinto, Assistente Social do IDAM no Rio preto da Eva, é uma entusiasta do empreendimento e faz questão de dizer que acompanha de perto a materialização desse sonho. “Não tenho dúvida de que essas mulheres com os seus doces terão o sucesso merecido e eu com servidora do Idam tenho orgulho e participar desse processo de mini agroindustrial no assentamento do INCRA no Iporá. Elas não são apenas mulheres sonhadoras. São corajosas e determinadas” – afirmou.
 
EMPREGO E RENDA
As doceiras que fundaram essa associação no assentamento Iporá, não pensam apenas melhorar suas vidas, mas também nos assentados como um todo e esperam no futuro poder ajudar em muito na geração de emprego e renda dentro do próprio assentamento. “Esse é um objetivo nosso e nós vamos conseguir com a ajuda de Deus” afirma Coracy Alves.
Tudo começou com financiamentos pessoais das doceiras junto ao Basa, onde todas bancarão os dois empréstimos, a cota de membros da Associação, como necessitou de capital pessoal, no momento está fechada, mas segundo elas, isso não impedirá a participação de outras mulheres e homens assentados nesse processo produtivo, fato que deverá ocorrer com a contratação de funcionários, num primeiro momento e num futuro bem próximo da aquisição de produtos para que a produção seja mantida e dessa forma, possa cumprir com os futuros contratos que certamente surgirão.
Lena Chaves tem consciência de que o processo é difícil e muitos desafios serão encontrados pela frente, mas com determinação e vontade de vencer, esses obstáculos serão ultrapassados. ”O trabalho será árduo, mas certamente prazeroso e dessa forma, o sonho das doceiras de frutas tropicais do Iporá será num futuro próximo uma doce e agradável realidade e a vida de muita gente no assentamento terá mais qualidade e dignidade” – sentenciou.
 
METODOLOGIA
Outro fato interessante no negócio, é que entre as cinco associadas, =nenhuma manda mais do que a outra.
Tudo o que acontece é feito de comum acordo após várias discussões e quando todas concordam, a ação é realizada e dessa  forma, tudo vai caminhando dentro do esperado por elas.
Como em toda a regra existem exceções, lá também tem. Com relação ao ponto final dos doces e geléias, a palavra é da d. Zuleide  Martins Oliveira e as outras aproveitam para brincar com a parceira. “ Se tudo sair bem e gostoso, o mérito é de todas, mas se não foi assim, a culpa é da Zuleide”, brincam.
Elas garantem, que até o momento essa metodologia está dando certo e com certeza, com esse posicionamento onde todas tem o direito de se manifestar, demonstrar suas idéias,  as coisas vão acontecendo e com certeza, muitas coisas boas ainda estão por vir, afirmam as doceiras criadoras da Associação de Doces Tropicais do PA Iporá .(Fonte: Ascom. Incra, AM)