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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

DE LUIZ Á CASTRIANI

                                                     Osny Araújo*



 
De Luiz à Castriani. Isso Mesmo. Hoje, domingo, a comunidade católica amazonense amanheceu sob um novo comando, uma nova liderança, que chegou com a aposentadoria de Dom Luiz Soares Vieira, agora arcebispo emérito de Manaus, um paulista de nascimento e amazonense de coração e por opção.
Foram vinte e um ano de apostolado, de convivência fraternal com este povo, de companheirismos, de muita responsabilidade com os ensinamentos do Evangelho e um olhar social dedicado especialmente a juventude e aos mais carentes.
 
O fato, é que a partir de agora, quem comando o cajado da Arquidiocese de Manaus é o ex-bispo da diocese amazonense de Coari, Dom Sérgio Eduardo Castriani é quem vai dar as cartas no comando do mundo católico amazonense, dando continuando ao fazendo algumas alterações nas diretrizes que foram implantadas e seguidas pelo seu antecessor, até porque, cada um tem uma maneira de fazer as cosias, talvez por isso, algumas mudanças ocorram.
 
Culto, humilde e sábio, Dom Luiz no comando da Igreja católica amazonense sempre se portou com retidão, altruísmo, sobriedade, transparência e espalhou fraternidade. Respeitou todas as classes sociais, políticas e religiosas e dedicou um olhar para a juventude e as camadas mais carentes da sociedade nos trabalhos de evangelização, na tentativa de aproximar mais o ser humano das coisas divinas.
 
Ao contrário de muitos líderes religiosos, alguns fanáticos que exercem a política partidária abertamente, Dom Luiz, fala sim e se preocupa com a política partidária, logo, nunca foi um ausente nessa questão, mas fazia isso de uma forma subliminar, sem atacar partidos políticos, sem apontar nomes de candidatos e sim, falando da importância da participação da sociedade no processo e de procurar votar bem, em candidatos probos e compromissados coma sociedade.
 
Defensor intransigente d do ético e da liberdade, o religioso sempre defensor da independência dos Poderes, cada um fazendo a sua parte, respeitando a ética e agindo com transparência, buscando sempre o melhor para a sociedade, considerando a máxima cristã de que todos somos filhos de Deus, que é Único.
 
Ao contrário de alguns padres que já vi e ouvi fazerem discursos políticos na hora dos sermões durante missas, sempre defendendo os partidos e candidatos de esquerda, a mesma coisa não posso dizer de Dom Luiz, que sempre se portou com dignidade nas épocas de eleições, mesmo sendo líder do grande rebanho católico amazonense.
 
Em tempo de campanhas políticas, assisti a várias celebrações do sacerdote e nas suas homilias e sermões, falava sim de política, mas sem dar nenhuma conotação especial a este ou aquele partido ou candidato. Procurava situava o valor da participação da sociedade no processo político-eleitoral e consequentemente mostrava aos fies a importância do voto, mais que isso, do votar bem, levando em consideração que o voto não tem preço e sim consequência, como dizia aquela propaganda institucional do Superior Tribunal Eleitoral.
 
Dom Castriani, que chega ao arcebispado e a Manaus vindo de uma cidade interiorana do Amazonas, disse que o seu primeiro desafio será voltar a se acostumar a viver numa metrópole e deu sinais de que as ações evangelizadoras de seu antecessor, serão mantidas e não descartou algumas modificações na administração da Arquidiocese, o que é natural, pois assim como Dom Luiz deixou a sua marca, ele também certamente deseja deixar a sua na passagem pela Arquidiocese de Manaus, a mais importante capital brasileira da Amazônia Ocidental.
 
Ao final deste comentário, quero expressar a Dom Luiz, votos de uma feliz aposentadoria ao novo gestor da Arquidiocese de Manaus, a esperança de que que mantenha o mundo católico amazonense sempre nessa caminhada junto com Cristo. Quem assim seja.
 
(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).
 
*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. amazonianarede@gmail.com

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

DOM LUIZ: "UM HOMEM DE DEUS E DO AMAZONAS"



Amazonianarede - Osny Araújo

Manaus - O arcebispo metropolitano de Manaus Dom Luiz Soares Vieira, um paulista já com jeitão amazonense, que passará o cajado do arcebispado da capital para o seu sucessor Dom Sergio Eduardo Castriani, no próximo sábado no início da noite, em solenidade programada para a Catedral Metropolitana.

Dom Castriani, chega para assumir a Arquidiocese de Manaus procedente do interior do Amazonas, uma vez que comandava a diocese daquele município e a a partir de sábado, terá a responsabilidade e a milho pastoral e social no Amazonas e poderá dar continuidade ou não nesse trabalho, que ao longo dos anos foi aplaudido e apreciado pelos manauras dos mais diferentes credos., especialmente com a preocupação do arcebispo que deixa o cargo para com os mais necessitados e os jovens que sempre receberam do religioso um carinho especial, colocando sempre em primeiro lugar a evangelização, seguindo as preocupações das questões sociais e esse trabalho foi desenvolvido com humildade, sabedoria e muita competência.

Numa conversa quase informal com a reportagem do Portal Amazonianarede, D. Luiz que chegou a
Manaus há 21 anos para substituir no arcebispado a Dom Clóvis Frainer, filho de uma família com fortes raízes católicas, frisou que desde bem menino sempre desejou ser padre, o que viria a se concretizar mais tarde, mas ainda muito jovem, tanto que precisou de uma autorização do Papa para poder exercer o sacerdócio, considerando que foi ordenado padre aos 22 anos e só aos 24 poderia exercer o sacerdócio sem a autorização papal.

Nascido no dia 2 de maio de 1937, na cidade de Conchas, interior de São Paulo, Luiz Soares Vieira, o filho caçula do casal Luiz Carlos Vieira e Judith Soares Vieira, escreveria a sua grande história na vida religiosa no comando da Arquidiocese de Manaus, onde realizou uma administração marcada pela evangelização, pela caridade e com um grande legado social, fatos que marcaram a sua passagem pelo comando da Igreja católica na capital amazonense.

No interior paulista, a família toda freqüentava assiduamente a Igreja e Luiz com os irmãos, a partir dos cinco anos começou a participar ativamente das atividades litúrgicas e passou a ajudar as missas, na função de coroinha e aí, o gosto pela vida sacerdotal só aumentou no menino Luiz.

EMOÇÃO

O religioso se lembra com muita saudade e emoção do tempo de criança no interior paulista e recorda muito bem dos seus professores, padres que o ajudaram muito na sua formação e na solidificação da sua vocação sacerdotal e após concluir o chamado curso primário aos 10 anos, foi encaminhado para o Seminário Diocesano, em outra cidade, em Botucatu, onde concluiu os chamados cursos ginasial e clássico, onde aprendeu a dominar algumas línguas antigas como o Latim e o Grego e daí para ingressar na Faculdade de Filosofia – lembra, foi apenas um pequeno passo.

Já formado em Teologia, ainda muito jovem, o próximo passo do sacerdote foi com destino a Roma, onde ingressou no colégio para seminaristas brasileiros onde passou cerca de quatro anos e foi ordenado padre, mas com pouca idade, repetiu que precisou de uma autorização do Papa, o que foi conseguida para poder exercer o sacerdócio antes da idade permitida, que é de 24 anos e com isso, aos 22 anos tornou-se padre de fato e de direito, e passou também a realizar celebrações, o seu grande sonho de menino.

Luiz teve a sua ordenação episcopal na cidade de Apucarana, no Paraná em 1984 e após passar uma temporada em Macapá, foi nomeado bispo para Manaus no dia 19 de janeiro de 1982 e foi nomeado arcebispo no dia 13 de novembro de 1991 e no dia 12 de dezembro empossado, em atendimento ao que determina a Lei Canônica, pediu a sua aposentadoria que foi aceita pelo Papa Bento XVI.

Figura humana carismática, de fala mansa e pausada, D. Luiz Soares Vieira, um intelectual com cinco livros publicados e um grande número de artigos publicados em jornais e revistas, se diz agradecido por ter comandado durante mais de duas décadas a Igreja Católica do Amazonas, onde encontrou um povo alegre , acolhedor e ordeiro e sentiu-se perfeitamente a vontade para a realização do seu trabalho pastoral.

O padre Luiz Vieira, exerceu essa função sacerdotal em São Paulo, onde verdadeiramente começou o seu trabalho evangelizador, foi atuar em seguida numa paróquia rural do interior do Paraná e em seguida resolveu fazer uma viagem ao redor do mundo para colocar a cabeça em ordem e ver realmente como gostaria de realizar o seu trabalho evangelizador, de conformidade com as leis da Igreja e a vontade de Deus.

“Nessa viagem pelo mundo, andei um bocado – conta – passei pelos Estados Unidos, China, Japão, Indonésia, Malásia, Austrália, Nova Zelândia e Chile.
Ao retornar ao Brasil, o então jovem padre Luiz, foi trabalhar na paróquia de Apucarana, interior de São Paulo e ainda chegou a dirigir, segundo ele, por absolta necessidade dirigiu as Faculdades sobre a responsabilidade da Diocese.

O BISPO

A vida do padre Luiz continuava com muitos afazeres e responsabilidades com as coisas da Igreja católica, até que em junho de 1984, o padre Luiz Soares Vieira foi nomeado bispo de Macapá, no norte do Brasil, ou melhor na Amazônia em 1991 foi nomeado pelo Papa João Paulo II como bispo da capital amazonense, tomando posse em Janeiro de 1992, onde permanecerá até o dia 23, quando passará o cargo para o seu sucessor Dom Sergio Castriani.

Mesmo com a idade avançada, D. Luiz garante que ainda tem forças e vontade para trabalhar, mas em função da Lei Canônica da Igreja, a aposentadoria vem obrigatoriamente quando o sacerdote, no caso o bispo, completa 75 anos de vida e escreve uma carta ao Papa, conforme determina a Lei colocando o cargo a disposição, o que segundo ele, tudo ocorreu com absoluta tranqüilidade.

“Procuro cumprir ao pé da letra todos os processos ditados pela Lei Canônica. Se ao completar 75 anos era para entregar o cargo assim procedi em cumprimento a Lei da Igreja, e estou passando o cargo para o meu antecessor, que com a Graça de Deus realizará um grande trabalho aqui no Amazonas dirigindo a comunidade católica de um estado grandioso e de um bom alegre, ordeiro e hospitaleiro, onde tiver um grande uma grande alegria de ficar serviço a Deus e ao povo deste grande estado que é o Amazonas. Este estado  tem uma fé muito fervorosa” – disse.

Ainda falando a respeito do trabalho desenvolvido na Arquidiocese de Manaus, Dom Luiz, um pastor querido pelos amazonenses frisou que “foram 21 anos caminhando com o povo de Manaus e desta região da Amazônia, tempo que marcou a minha vida de cristão, de padre e de bispo. Nesse tempo – frisou – aprendi muito mais do que ensinei e tive um grande prazer de trabalhar nesta terra abençoada. Procurei durante todo esse tempo mostrar o rosto de Deus revelado por Jesus, um Deus que é amor e que deve ser amado no amor aos homens e mulheres. Um amor puro, sem interesses pessoas. Aquele amor que nasce da pureza do coração e espero que muito tenham se encantado com o nosso Deus” – afirmou.

FORTES RECORDAÇÕES

A última grande celebração de Dom Luiz Soares Vieira, em Manaus, ocorreu no último dia 17, com a missa da despedida que teve a participação de milhares de fies no Stúdio 5, fato que deixou o sacerdote feliz pelo carinho que recebeu dos fies e pela admiração que todos demonstraram ter por ele, que nada mas fez, como sempre afirma, do que realizar o trabalho de evangelização e de pregação da palavra de Deus.

Mesmo querendo transparecer, o arcebispo, agora com o título de Arcebispo Emérito de Manaus, controlou aparentemente a emoção e durante a longa homilia naquela missa de despedida, relembrou alguns pontos importantes ocorrido no seu apostolado de 21 anos na Arquidiocese de Manaus e que não foram poucos.

Lembrou, por exemplo, da ordenação sacerdotal de novos padres, em ato litúrgico ocorrido na Catedral Metropolitana de Manaus, das crismas, batizados, das concorridas celebrações de Pentecostes, com grande participação popular, das grandes procissões das quais participou na capital e no interior do Estado, com especial destaque para as procissões em honra a Nossa Senhora da Conceição padroeira do Amazonas e lembrou o fato que os fies sempre o acompanharam nessas jornadas cristãs, debaixo de sol ou com o sol a pique. “ O povo sempre estava presente e é essa fé deste povo que sempre me impressionou” – disse o pastor de Cristo.

Como tudo na vida terreno, existe os dois lados e nem todos momentos foram de intensa felicidade de Dom Luiz durante o seu comando no comando da Igreja católica do Amazonas, considerando que na sua condição de ser humano, também ocorreram momentos tristes e que também foram lembrados por ele na homilia.

Falou com muito pesar da tristeza que enfrentou com a morte do bispo auxiliar de Manaus Dom Jacson Damasceno e o assassinato do padre Roggéro Ruvonetto, em Santa Etelvina, mas segundo ele, os momentos felizes e marcantes da sua vida sacerdotal foram infinitamente superiores aos tristes.

Dom Luiz, se prepara para uma viagem demorada, talvez para visitar alguns estados nordestinos e não sabe precisar quando voltará a Manaus, mas garantiu que essa viagem não será um adeus e como dizem os jovens, vai dar um tempo e voltará para a terra que o recebeu com muito carinho, o despede com imensa saúde e certamente é muito amada por ele, por isso, essa viagem não será um adeus e sim um tchau.

“HOMEM DE DEUS”

Para a secretaria da Cúria Metropolitana, Guadalupe Peres, Dom Luiz “ é realmente um homem abençoado e de Deus, daí a explicação de esbanjar amor, carinho e compreensão.Na verdade, ele parece um “ que sempre tem na ponta língua um que paizão” para as pessoas que o cercam. É um ser humano fantástico que sempre tem na ponta da língua uma palavra de conforto nas horas difíceis e um bom conselho a oferecer e um carinho especial com os jovens e os mais necessitados” – afirmou.

A reportagem forçou um pouco a barra com a secretária e conseguimos colher algumas informações interessantes sobre o ser humano que é Dom Luiz Soares Pereira, fora das suas atividades e deveres religiosos e uma das suas maiores qualidades, segundo Guadalupe, é ser amigo dos seus amigos.

Contou que Dom Luiz, nas poucas horas de folga é um ser humano paciente, compreensivo, brincalhão e até mesmo conversador com aquela voz mansa e pausada e suave e nesses momentos, “agente sempre aprende muito conversando com ele, alias, procuramos sempre ser mais ouvidos nesses momentos. O sorriso amigo, é uma constante no arcebispo”.

AMAZONENSE POR OPÇÃO

Ainda conversando com a secretaria Guadalupe Peres, descobrimos que o arcebispo, é um homem que apesar da cidade é bem disposto, acorda muito cedo e diariamente, quando a meteorologia permite, saí para uma caminhada pelos quarteirões das Avenidas Joaquim Nabuco e Getúlio Vargas.

Dom Luiz foi sem duvida alguma um dos chefes da Igreja católica no Amazonas mais carismático que se tem história, por isso, deixará muitas saudades, boas recordações e grandes ensinamentos.

Considerando Dom Luiz um ser humano iluminado, Guadalupe Peres, diz ter a consciência de que mesmo feliz com as homenagens que tem recebido, demonstra certa tristeza, o de se ausentar da cidade de Manaus e de seu povo que ele tanto ama e certamente é amado. “Ele não fala nada, mas nós que convivemos a algum tempo com, temos a certeza de que está meio triste, mas Deus certamente irá conforta-lo dessa separação que espero ser momentânea” – afirma.

Essa tristeza pode ser sentida, quando o sacerdote, afirma para amigos, que apesar de ser paulista, ter nascido numa cidade do interior de São Paulo, Manaus é a sua terra por opção e ele sai daqui para passar alguns meses fora e a torcida dos amigos e fies é que ele retorne algum dia.

A respeito desse retorno, d. Guadalupe não sabe muito o que dizer. “Estou numa grande expectativa, mas tomada que ele volte logo. Primeiro ele disse que iria para o Nordeste passar mais ou menos um ano, depois baixou esse tempo para seis meses, mas como ele está muito tempo longe da família demore um pouco mais ou quem sabe na volte, mas esperamos que sim” – disse a fiel secretária da Cúria.

Voltando a falar no cidadão Luiz Soares Vieira, a secretária voltou a entregar o jogo e contou algumas particularidades da vida do Pastor. Segundo ela, quando ele não está tralhando em ofícios religiosos ou não está ab sorvido pela leitura, gosta de conversar, contar piadas e ouvir muito as pessoas. “Ele é uma pessoa fantástica em todos os sentidos” – garante.

COLÔNIA ANTÔNIO ALEIXO

Falando ainda um pouco das particularidades de Luiz Soares Vieira, d. Guadalupe afirmou que ele em qualquer momento sempre é uma pessoa muita tranquila e que gosta de fazer e manter as amizades. “Ele tem uma particularidade muito interessante, ele não esquece os nomes dos amigos, mesmo que não estejam sempre em contato.
Ele tem uma memória privilegiada e é uma pessoa onde sempre a caridade e a solidariedade falam mais alto na sua vida a prova isso, é que ele tem uma verdadeira paixão pela Colônia Antonio Aleixo, onde residem vários ex-hansenianos. Todos os anos ele tira um dia para passar com eles, normalmente próximo do Natal. Leva presentes, lembranças e almoço por lá, onde diz ter muitos amigos” – conta.

Para finalizar, d. Guadalupe, garante que o sacerdote, tem suas preferências na culinária e jura por toros os santos que ele prefere o peixe a carne. “Ele gosta muito de peixe, um dos seus pratos prediletos”.

Pegamos um pouco de corda e arriscamos a pergunta, com base no chavão de quem “que come jaraqui não sai mais daqui” e a resposta veio imediato. “Já comeu o jaraqui sim, (risos), gosta, mas o peixe de sua preferência é o tambaqui, ainda mais se for assado de brasa, acompanhado de vinagrete” - finalizou.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Jovens de Manaus aderem aos esportes para ter vida saudável e social


Amazonianarede - Osny Araújo
 
Manaus - Enquanto milhares de jovens brasileiros se jogam nos rios das drogas e nos campos da criminalidade, abdicando da própria vida, felizmente, outros milhares procuram os bons caminhos para levar uma vida saudável de corpo, alma e mente, ou seja, saudáveis socialmente, enveredando pelos caminhos do esporte, onde cuidam da saúde, reencontram velhos e fazem novas amizades, verdadeiros grupos de confraternização com a bandeira do esporte e o lema do viver bem e com saúde corpórea e social
 
Através desse salutar caminho, além das praticas dos exercícios nas Academias, que já virou moda, os jovens manauras começam a se organizar em grupos para participar de exercícios físicos coletivamente e uma das modalidades esportivas preferidas para esse tipo de exercício, tem sido as corridas pedestres, em locais amplos, como a Ponta Negra, CSU do Parque Dez, a Vila Olímpica, o chamado calçadão da Suframa e outros que nas manhãs, finais de tarde e especialmente nos finais de semana, reúnem centenas de jovens que saem correndo sem se preocupar com a colocação em que vão chegar ao final da prova. Para eles, o importante é participar e cuidar da saúde do corpo e social.
 
O fato é que esses grupos de “atletas” começam a aumentar na cidade e é fácil vê-los se exercitando todos os finais de semana nos espaços bucólicos da Ponta Negra, o que segundo eles, o “exercitando físico cansa um pouco, mas tudo é recompensado pelo bem que faz ao corpo e a alma” – dizem.
 
Vale ressaltar, que antes de entrar num desses grupos, se não é um participante de academia, é recomendável que o médico seja consultado, para saber as condições de saúde e colher a opinião de um especialista em esportes, como por exemplo, um professor de educação física para receber algumas orientações de como se comportar nos exercícios, especialmente, logo no início das atividades, a fim de que, alguns possíveis transtornos possam ser evitados em função das atividades físicas, para alguém que leva uma vida sem essa prática.
 
Tudo tem que ser feito por etapas e sem exageros a fim de que os reais objetivos sejam alcançados.
 
DEMOCRATICO
 
O jovem Fabrício Frank Lacouth de Araújo garante que o grupo que está ainda em formação, não espera ser uma exclusividade dos jovens, só com garotões e garotonas, mas também, está aberto aos “coroas” que tenham espírito jovem e desejam levar uma vida saudável e com dignidade.

“O grupo é democrático e não tem maior e nem menor idade para poder participar. Estamos abertos a todos os interessados a trilhar este caminho conosco, com a certeza de que estamos cuidando da nossa saúde e fazendo uma coisa muito prazerosa que é praticar exercícios físicos e o esporte, como as corridas que sempre estamos realizando, por entendermos, que isso, representa qualidade de vida” – disse Lacouth, o “atleta de final de semana”.
 
GRUPO ANIMADO
 
O turismólogo e acadêmico de Direito, Fabrício Frank Lacouth, que também treina exercícios físicos em academia, resolveu de maneira tímida começar a se exercitar solitariamente na Ponta Negra aos sábados.
 
Aos poucos foi ganhando gosto pela modalidade de corrida e hoje começa a formar um grupo de jovens amigos, dos quais fazem parte o advogado Alfredo Guerra, a odontóloga Patrícia Guerra e outros para uma corridinha de cinco a seis quilômetros aos sábados e ainda cansados, retornaram as suas residências satisfeitos com os desempenhos e com o aumento da quilometragem alcança que é registrado a cada corrida.
 
Conversamos com o Fabrício, idealizador do grupo batizado de Grupo Pró-saúde, com logomarca e tudo nas camisas e explicou as razões dessa determinação dele e dos demais componentes dos jovens que integram o grupo e pareceu muito entusiasmado quando falou as razões do projeto que ainda é embrionário, com amplas possibilidades de crescimento, considerando que sempre existe lugar para mais um no grupo e parafraseando o aluno da saudosa Escolinha do professor Raimundo, afirmou, entre outras coisas: “Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”.
 
O PORQUE
 
A respeito do assunto e respondendo a pergunta do Portal Amazonianarede porque tanto empenho e entusiasmo com as corridas de sábado na Ponta Negra, Lacouth, o corredor dos finais de semana com os companheiros de grupo, foi categórico: “Cuidar do corpo é também cuidar da mente”, sempre recebi incentivos em casa, pelos meus pais, para a pratica de esportes, então isso vem de muito cedo. Mas, às vezes com o tempo e os afazeres você se afasta bastante das praticas esportivas e hoje em dia cuidar da saúde nunca foi tão fácil e no seu contrapeso, nunca também foi tão difícil.

A correria do dia a dia, os afazeres, estudos, projetos pessoas tendem a lhe oferecer uma vida sedentária e somente você pode fazer a diferença em sair desse marasmo que se encontra seu corpo. Confesso que nem sempre é fácil, você volta ainda com certa timidez, muitas vezes esta cansado do dia corrido, puxado de trabalho, porém, com perseverança, com determinação e organização o resultado aparece, ainda que aos poucos e, você nota a diferença no seu dia a dia.
 
 É bom lembrar que, a sua insistência pessoal pode sim se tornar incentivo para outros amigos e que você não esta neste “barco” sozinho e que outros podem se espelhar em você e dar o primeiro passo, quem sabe de uma futura corrida de grupo, assim como foi o meu, pelos inúmeros incentivos que recebi de meu saudoso amigo Neto Gusmão, ou ainda, pelos incontáveis apoios de meu Amigo Angelo Araujo, proprietário da Academia Atletica Manaus, que por sua vez também receberam incentivos e, assim as correntes vão se formando, as amizades vão crescendo e se moldando em um meio saudável e prazeroso, ainda que de certa forma singular, mas de grande crescimento coletivo.
 
E a quem interessar, aos sábados e domingos pela manhã na ponta negra é um excelente local para essa pratica e, em parceria com meu amigo de treino Alfredo Guerra, aos Sábados com inicio às 07h30min, o qual se tornou um grande entusiasta na pratica desse esporte, foi se formando a vontade de que mais pessoas viessem ao nosso encontro para essa atividade ao ar livre, como uma opção a mais, surgindo assim a Ideia da formação do Grupo Pró-Saúde, que não se constitui de participação financeira e sim da sua vontade em fazer algo diferente pro você.
Continuando a falar sobre a questão relacionada aos exercícios físicos e especialmente sobre os grupos de corrida que estão se formando em Manaus, Fabricio Lacouth afirmou: “Nunca houve tantos praticantes nas ruas de Manaus e espero sinceramente que isso só tenha a aumentar e que todos se conscientizem que todos podem realizar algum exercício físico, seja ele uma corrida, uma pedalada, ou uma simples caminhada”.
 
ALFREDO GUERRA
 
Cnonversamos com outro corredor de final de semana, o advogado Alfredo Guerra, que explicou como ocorreu a idéia para a formação do Grupo Pró-Saúde: “Já há algum tempo, tinha vontade de iniciar a prática de corridas de rua, com o intuito de ter uma vida mais saudável.
 
Graças ao estímulo de amigos, consegui tornar esse projeto realidade. Assim, com o objetivo de incentivar também outros amigos, surgiu o Grupo Pró-saúde que atualmente é formado por 50 amigos e está aberto a todos que pretendam ter uma qualidade melhor no seu dia a dia. Nele, trocamos idéias e informações sobre a importância do esporte, além de informarmos sobre os Eventos realizados em todos o Brasil. Aos sábados, pela manhã, os integrantes sao convidados para uma corrida entre amigos na Ponta Negra.
 
Já tem algum resultado positivo?
Apesar de termos iniciado em Jan/2013, os resultados tornam-se cada vez mais satisfatórios, à medida em que um amigo decide sair da ociosidade graças aos estímulos do Grupo.
E como fica a vida de quem resolve iniciar a prática?
É unanimidade entre aqueles que tomaram essa decisao dentro do Grupo que a sua vida melhorou 100%, tendo mais vontade para as demais atividades na vida. Importante, todavia, informar que um acompanhamento nutricional e atividades físicas complementares por profissionais da área sao importantes para o efetivo resultado almejado, já que o Pró-saúde visa preponderantemente ao estímulo para a prática de corridas”.

domingo, 17 de fevereiro de 2013


Projeto estuda a utilização da
fibra do açaí no setor moveleiro

Amazonianarede-Ciência em Pauta

Manaus - O açaí, fruto muito conhecido e apreciado na Região Norte do País, pode ser utilizado não somente como alimento, mas também para outros fins comerciais, como no artesanato e na construção civil e de móveis. Nessa perspectiva, a professora Magnólia Grangeiro Quirino, do departamento de Design e Expresssão Gráfica e coordenadora do Núcleo Inove Design da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), criou um projeto intitulado 'Desenvolvimento de mesa de jantar produzida com painéis feitos de resina natural e de fibra da semente do açaí'.

O projeto conta com o apoio financeiro da Pró-Reitoria de Extensão e Interiorização (Proexti) e objetiva criar uma mesa de jantar baseada no uso sustentável e no aproveitamento da fibra do açaí.

“A fibra da semente do açaí pode se tornar um material alternativo para o setor moveleiro, pois a fibra possui uma caracterização térmica semelhante à da fibra de sisal, que já é industrializada. Além disso, para a confecção da mesa não será necessário derrubar o açaizeiro, pois aproveitaremos o resíduo pós-alimento, isto é, após a comercialização da polpa do açaí, sobra-se o caroço, o qual não tem nenhum manejo adequado”, explicou a coordenadora.

Segundo a professora, o caroço de açaí depois de polido é utilizado na maioria das vezes para o artesenato, mas a fibra (pelo), conforme observações realizadas na pesquisa não tem fins comerciais. A partir disso, buscou-se desenvolver técnicas manuais para retirar o pelo e utilizá-lo, aproveitando, assim, ao máximo os resíduos do açaí.

A empresa Waku Sesse que, possui vários quiosques de venda do suco de açaí nos shoppings de Manaus, cedeu sacas das sementes para a realização da pesquisa. A partir dos recursos naturais doados, iniciou-se o processo de extração manual da fibra. Para isso, lavou-se o caroço, esperou secar, colocando-o numa estufa e peneirou-se bastante até extrair somente as fibras. Após esse processo, a próxima etapa será formar os painéis feitos de resina natural e de fibra da semente do açaí para a confecção da mesa.

O projeto encontra-se em execução, conta com o auxílio de quatro estudantes do curso de Design e tem o seu término previsto para o final desse semestre.

Origem da Pesquisa

A pesquisa foi iniciada em 2009, em nível de mestrado no Programa de Pós-Graduação de Engenharia Civil (PPGEC), da Ufam, no ano de 2010 foi finalizada com o desenvolvimento e validação de dois produtos: tijolo e painel feitos a partir da fibra do açaí. Houve a participação de uma equipe interdisciplinar de designers, engenheiros e técnicos e a colaboração das seguintes intituições: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), Universidade Federal de São Paulo (USP) de Pirassununga, Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) e Universidade Federal de São Paulo (USP) de São Carlos, Laboratório de Madeiras e Estruturas de Madeira (LaMEM).

Na Ufam, foram realizadas as disciplinas teóricas do mestrado, feito o preparo para a extração da fibra na semente, em seguida foram feitos os tijolos e os ensaios de absorção e tração perpendicular. No Inpa foi feito a caracterização química da fibra da semente do açaí. Enquanto que na Coppe foi realizado o ensaio térmico (Termogravimetria) e o ensaio de tração perpendicular ambos com a fibra. No FZEA, foi obtida a densidade real da fibra e por fim na USP foram feitos os painéis e realizados os ensaios de densidade, inchamento, absorção de água, tração perpendicular, adesão interna e arracamento de parafuso.

“A pesquisa estudou a viabilidade da fibra da semente do açaí na produção de painel com resina, fundamentando-se em estudos a respeito do comportamento térmico e a caracterização morfológica das fibras, que recobrem o caroço denominado de mesocarpo do açaí, assim como análise química, análise física e ensaios mecânicos”, complementou a professora.

Na Ufam, foram realizadas as disciplinas teóricas do mestrado, feito o preparo para a extração da fibra na semente, em seguida foram feitos os tijolos e os ensaios de absorção e tração perpendicular. No Inpa, foi feita a caracterização química da fibra da semente do açaí. Enquanto que na COPPE foi realizado o ensaio térmico (Termogravimetria) e o ensaio de tração perpendicular ambos com a fibra. No FZEA foi obtida a densidade real da fibra e, por fim, na USP foram feitos os painéis e realizados os ensaios de densidade, inchamento, absorção de água, tração perpendicular, adesão interna e arracamento de parafuso.

“A pesquisa estudou a viabilidade da fibra da semente do açaí na produção de painel com resina, fundamentando-se em estudos a respeito do comportamento térmico e a caracterização morfológica das fibras, que recobrem o caroço denominado de mesocarpo do açaí, assim como análise química, análise física e ensaios mecânicos”, complementou a professora.

 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

                                                                                                           Osny Araújo*
Os dias 5 e 6 foram de muita expectativa na Assembleia Legislativa do Estado e na Câmara Municipal de Manaus em função das apresentações das mensagens de abertura do ano legislativo pelo governador Omar Aziz e do prefeito Arthur Neto, respectivamente.
 
As duas mensagens foram ousadas e o que se espera é que os dois governantes, possam realmente cumprir com as promessas brotadas das mensagens apresentadas aos deputados e vereadores e se assim o fizerem, certamente, o Estado e a cidade de Manaus receberão grandes benefícios e com isso, quem ficará feliz é povo do Estado e da capital, daí, a nossa torcida para que tudo saia como planejado pelos dois gestores públicos.
 
Na primeira mensagem feita pelo governador Omar Aziz, na Assembleia Legislativa, foi feito um balanço do Governo no ano passado, com ênfase para vários pontos e um destaque especial para o programa Ronda nos Bairros, com o objetivo de ampliar as condições da segurança pública na capital e anunciou a sua expansão para o interior.
 
Na Câmara Municipal, o prefeito Artur Neto, que recebeu uma Prefeitura desorganizada entregue por Amazonino Mendes, disse como pretende reorganizar a cidade, em especial o centro histórico e prepara-la convenientemente para a Copa.
 
Prometeu reduzir gastos para sobrar recursos para investimentos e para isso anunciou que irá cortar a própria carne para conseguir esses objetivos em favor de Manaus e do seu povo.
 
Omar, que anunciou investimentos acima dos R$ 6,4 milhões para o Estado, ao falar das conquistas do seu Governo no ano passado, creditou tudo ao diálogo, através de conversas francas e hopnestgas e disse que essa maneira de agir, aprendeu nas lutas estudantis, por isso, aceita as manifestações que partem dos movimentos sociais, por elas refletem, em última análise a vontade soberana do povo, considerando que esses movimentos não são contra o governador e sim a favor da sociedade, por isso, elas precisam ser respeitadas, ouvidas, analisadas e dentro das possibilidades atendidas.
 
Na Câmara, o “herdeiro” de uma prefeitura problemática administrativa e financeiramente, o prefeito Artur Neto, demonstrou ser um político audacioso e mesmo diante das muitas dificuldades encontradas no município, prometeu transformar a capital em todos os sentidos, tornando Manaus numa cidade melhor, mais acolhedora e mais humana para os que aqui vivem e para os visitantes.
Na mensagem, Artur confirmou que irá promover o desconto nas contas de água, com a instituição da tarifa social, além de querer em Manaus uma água abundante e de qualidade.
 
Durante a apresentação, Arthur anunciou que recebeu a Prefeitura de Manaus com um déficit de R$ 240 milhões e logo depois do Carnaval, cujo período estamos vivendo, prometeu tornar público um “pacote de austeridade”, para buscar os meios necessários para recolocar a administração nos trilhos que foi desencarrilhada por Amazonino Mendes.
 
Auditoria nas contas da Prefeitura, desativação de terminais como os da Avenida Constantino Nero e do bairro da Cachoeirinha, trabalhos para que a cidade tenha um abastecimento de água abundante e de qualidade, revitalização e reordenamento do centro da capital, cuidados com a limpeza pública, saúde e com a saúde da população, que deverão ter mais qualidade e prometeu trabalhar muito para subir o conceito da educação da cidade de Manaus junto ao Ideb, além da reabertura da Biblioteca Municipal, expansão do sistema pelos bairros e tudo com moderna estrutura tecnológica.
 
Mais uma vez o político Artur Neto demonstrou gozar de muito prestígio e a apresentação da sua mensagem no plenário da câmara Municipal de Manaus foi ouvida por várias autoridades, lideradas pelo governador Omar Aziz, que dessa forma retribuiu a cortezia do prefeito durante a apresentação da mensagem governamental na Assembleia estadual ouviu que a maior preocupação de Artur na segunda vez que governa Manaus que entre os grandes objetivos da sua administração será o aumento da capacidade de investimento do município que hoje é pouco menos de R$ 300 para tentar alcançar a maca dos R$ 600 milhões e com isso investir mais na cidade, considerando que a intenção nunca será de poupar investimentos e sim custeio.
 
A mensagem foi bem aceita pelos vereadores e plateia, que torcem para que as promessas feitas durante a leitura da mensagem sejam viabilizadas, o mesmo ocorrendo com a feita anteriormente pelo governador Omar Aziz, na Assembleia Legislativa do Estado.
 
No meio da leitura, o prefeito, garantiu que as contas regulares, todas serão honradas pela prefeitura e deixou um recado no ar, que as contas duvidosas ou ilegítimas, terão que ser submetidas a rigorosos exames para testar veracidade. sua veracidade.atura de Artur Neto.
 
As mensagens tanto do governador como do prefeito foram audaciosas e otimistas e isso deixa a esperança de que dias melhores virão tanto para o Estado como um todo, pelos investimentos a serem feitos pelo Governo com o comando de Omar Aziz e para a cidade de Manaus, sob a batuta de Arthur Neto. Estamos na torcida.
 
(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).
*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. amazonianarede-@gmail.com O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013


UM PAÍS DO FAZ DE CONTA

                                                                                                            Osny Araújo


O Brasil, país maravilhoso, lindo, diversificado, com regiões bem diferenciadas, com um povo festeiro e alegre, parece mesmo ser um país do faz de conta e tudo por culpa, especialmente dos políticos, pois que estão no Executivo, Legislativo e indicam os componentes do Judiciário, mas as ações em favor da sociedade são poucas irrelevantes e somente quando acontecem coisas catastróficas, as autoridades se movimentam.
Agora, em função do triste episódio ocorrido na cidade gaucha de Santa Maria no Rio Grande do Sul, com mais de duzentas mortes e centenas de feridos no início da boate irregular Kiss, as autoridades se movimentam de norte e sul, de leste a oeste para fiscalizar como estão funcionando as casas noturnas (shows, danceterias, boates, casas de espetáculos. etc.) e algumas providências começam a ser tomadas.
Se o episódio na cidade gaúcha não tivesse ocorrido, tudo estaria bem e as casas, irregulares e sem a mínima segurança para os freqüentadores, estariam em pleno funcionamento e com Alvarás de funcionamento e tudo, dando plenas condições para o funcionamento das espeluncas espalhadas pelo Brasil.
No caso específico do Rio Grande do Sul, a Polícia já prendeu preventivamente dois empresários proprietários da boate e dois membros do conjunto musical. Tudo bem entendo que esse é o caminho, mas não se tem informações, pelo menos até o momento, de como a Casa, uma verdadeiro caixote, apenas com uma porta de saída, seguranças, sem comunicação entre si, extintores de incêndio vencidos, sem janelas e saídas de  emergência, conseguiu o Alvará de funcionamento, que agora estava vencido, mas até a pouco tempo, era válido.
Entendo, que além dos empresários e dos músicos que utilizam a pirotecnia nas suas apresentações, as autoridades que comandam o inquérito deveriam também, ir atrás do militar do Corpo de Bombeiros que disse que estava tudo bem com as instalações da boate e do servidor da Prefeitura que assinou a documentação liberando o Alvará.
Nessa história de “boi na linha”, pois como sabemos, no Brasil “esse faz de conta de um preço” e tudo é fomentado pela corrupção que ainda assola neste país. Por isso, tendendo que todas as responsabildiades deverão ser cuidadiosamente aproadas. Isso é preciso ser feito, porque a responsabildiade não acabe apenas aos empresários e aos músicos, mas, muito mais, ao Poder Público, que fez de contas que tudo estava bem e autorizou o funcionamento passado e se não fosse o incêndio, autorizaria o novo Alvará.
Está na hora das Câmaras Municipais, das Assembléias Legislativas e do próprio Congresso Nacional, começaram a exercer os seus importantes papeis perante a sociedade brasileira e produzir leis, regulamentos, legislação, sei lá o que mais, para que essas casas ou locais de grandes algomerações sejam fiscalizadas periodicamente e obrigadas a cumprir com o que determinar o que for feito, espera que seja uma legislação específica. O povo não pode mais ficar convivendo com mais esse tipo de insegurança.
Ao me solidarizar com o povo gaúcho, com a cidade de Santa Maria e especialmente com os familiares das vítimas do incêndio, que as cinzas dessa tragédia em forma de um grande incêndio ocorrido no Rio Grande do Sul, ceifando várias vidas de jovens, a maioria universitários, faça brotar nos corações e nas mentes dos nossos políticos a necessidade de se fazer alguma coisa para dar mais segurança a essas casas de diversão e nasça uma legislação capaz de dar mais segurança a quem procura esse tipo de divertimento. E pelo menos nesse aspecto, o Brasil deixe de ser um país do “faz de conta”. Que assim, seja.
(Postagem simultânea nos sites: Noticianahora, Amazonianarede, Tadeudesouza e blog Jornalismo Eclético).
*Osny Araújo é jornalsita e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br – amazonianarede@gmail.com

sábado, 26 de janeiro de 2013

intrmissãi
INTROMISSÃO PREOCUPANTE
                                                                                               
                                                                                                      Osny Araújo*
 
Político militante de primeira linha e que se costumou ao Poder, o ex-presidente Lula, que deverá ser guindado a condição de articulador político da bancada aliada no Congresso Nacional, tem aparecido muito em Brasília, no Planalto e ao lado da presidente Dilma Rousseff e isso, ou melhor, essa intromissão acentuada, começa a preocupar os “companheiros” e aliados do Governo.
Lula, que já teria dito meio em off que Dilma será a sua candidata à reeleição, quem sabe daqui pra lá mude ideia e resolva enfrenta-la numa disputa eleitoral, quem sabe até por partidos diferentes. Para muito, tudo vale para chegar ao Poder e aí, poderemos ter uma grande para política entre o criador e a criatura. Não esqueça de que em política tudo é possível, por isso, nau duvide muito dessa possibilidade, no momento, ainda vista como impossível.
 
Alias, por ser um cidadão inteligente, que sabe fazer militância e fazendo discursos com a voz rouca, mas dizendo sempre o que o povo gosta de ouvir, Lula, ex-apelido, agora também nome do ex-presidente, não precisa de partido político para ser candidato a qualquer coisa “nesse país” como ele gosta de dizer. Com o carisma que tem, basta dizer que é candidato e os adversários começarão a correr da sala para cozinha, porque sabem que terão um páreo duro pela frente. Até que me provem o contrário, o Lula ainda é o político querido do Brasil, tenha tido ou não conhecimento da existência do “mensalão.”.
 
O fato, é que o aparecimento constante de lula nas ações do Governo e nas articulações políticas da bancada e dos aliados, começa a gerar preocupação no Planalto, com muitos “companheiros” e aliados discordando dessa posição, vista como uma intromissão do ex-presidente, comportamento nunca visto nos seus antecessores mais recentes, que se mantiveram longe do Poder e sempre com muita discrição. Ao contrário, Lula tem participado seguidamente de eventos do Governo e às vezes a presidente Dilma chega a ser ofuscada pelo grande prestígio e carisma do ex-presidente e isso, parece que não muito legal, até porque, a dona da bola agora é ela.
 
De acordo com alguns importantes “companheiros” integrantes do Congresso Nacional, essa intromissão do ex-presidente, inclusive de forma muito visível nas ações do Governo, poderá ser prejudicial e com isso, gerar alguns desgaste na engrenagem. O que o ex-presidente precisa saber, é que ele será sempre bem recebido no Planalto, mas o seu tempo de “Manda-Chuva” por lá já passou, pelo menos no momento.
 
Mas as aparições constantes do ex-presidente não estão sendo mau vista apenas no Planalto, mas também na Prefeitura e nas ações política da Prefeitura de São Paulo e segundo “companheiros”, recentemente numa reunião na Prefeitura, com a participação do prefeito Haddad e vereadores partidários e aliados, ele passando por cima do prefeito, seu “afilhado político”, é verdade, e começou a gesticular e dar ordens aos secretários. O fato foi condenado pelos “companheiros” pelos corredores da prefeitura da cidade de São Paulo.
 
Com dois mandatos de presidente exercitados seguidamente, os aliados entendem que Lula deveria dar um pouco de tempo a bancada e a própria presidente e se intrometer menos no Governo e procure mudar esse comportamento, u que deverá apaziguar alguns descontentes e tudo voltará a ser como antes, até porque, ele poderá continuar funcionando como um bom conselheiro da presidência e político, mas isso, quando for solicitado. Fora isso, a ética e os bons costume pede que ele se mantenha a distância, esquecendo o que foi ontem, o todo poderoso e se mantenha no momento apenas como um ex-presidente, inteligente, carismático, querido pelo povo e nada mais.
 
Conselhos, sempre são bem vindos e se forem necessários, certamente que pela experiência política que tem e pelos oito anos que comandou o Brasil, nesses momentos difíceis, se for o caso, ele, naturalmente será chamado a opinar. Nada demais, o fato nesse caso passa a ser natural e isso, sem dúvida, faz bem a democracia e jamais poderá ser visto como uma intromissão.
 
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domingo, 20 de janeiro de 2013

É Solidariedade ou fanatismo?


Osny Araújo*
 
Não resta nenhuma dúvida de que a intenção dos jovens militantes do Partido dos Trabalhadores, em Brasília, em promover eventos, como um recente jantar, para arrecadar fundos para o pagamento das pesadas multas sofridas por quatro “companheiros” condenados pelo STF, entre eles algumas estrelas do Partido, como o ex-ministro José Dirceu e os deputados José Genuíno, João Paulo Cunha e o assecla Delúbio Soares, no rumoroso caso do “mensalão”, é um péssimo exemplo e que não pode e nem deve ser seguido pela sociedade, embora o PT, pela sua ala jovem brasiliense, deseje que a ideia se espalhe pelo Brasil inteiro.
 
Os jovens petistas brasilienses juram de joelhos, mãos postas e olhar para o céu, que os companheiros foram condenados injustamente, por isso, a militância deve ajudar a pagar a conta. Um absurdo. Inocentes, no caso os militantes, pagar pelos crimes cometidos pelos “caciques” do Partido, mesmo sabendo que foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal e com direito a ampla defesa.
 
O badalado jantar de Brasília pela mídia, numa bem frequentada churrascaria, com o preço variável entre R$ 100 e 1.000,00, por adesão, conseguiu aproximadamente 75 pessoas de 150 compromissados e muitos que compraram sequer apareceram. Vai ver, que estes não quiseram aparecer para o público com participante dessa infeliz ideia. É aquela história, ajudo, mas não apareço. A arrecadação não foi divulgada, mas pagando as despesas, não teria chegado aos R$ 20 mil.
 
No restaurante o per capta, sem bebidas alcoólicas foi R$ 42. Para pagar a multa de R$ 1.800.000,00 será preciso à realização de muito mais promoções e adeptos da infeliz ideia de ajudar a sanar as multas da corrupção dos companheiros. Fico na dúvida se isso é solidariedade ou fanatismo.
 
O fato amigos, é que esses “santinhos” condenados no “mensalão” tem falta de moral, caráter, dignidade, mas nunca de dinheiro, por isso, acho que o sacrifício e a exposição dos “companheiros”, não em muito sentido, a não ser se formos olhar pelo lado do fanatismo, o que não é uma coisa boa.
 
Essa questão de promover jantar para pagar aplicadas pela justiça em condenados por corrupção, que vem sendo organizado por setores jovens do PT, sem o comando, mas com os bons olhares do partido, cheira muito ao fanatismo e o fanático, só que presta e o que é certo é o que ele quer e o que ele pensa. Tudo a seu favor é correto, ainda que não seja e tudo que lhe contraria é errado, ainda que correto. Esse parece o caso dos amigos jovens do PT em Brasília.
 
E por falar em fanatismo, vamos esmiuçar um pouco a questão. “Fanatismo, do francês fanatisme) é o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente, por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações religiosas, políticas e esportivas. É extremamente frequente em paranóides, cuja apaixonada adesão a uma causa, pode avizinhar-se do delírio”. “Companheiros” reflitam e saber se esse realmente é o caminho que desejam percorrer, para que mais tarde não venha o arrependimento.
Nunca é tarde lembrar, que o fanatismo é uma espécie de cegueira em quem enxerga, mas não quer ver. Só é correto o que ele entende, o resto está tudo errado. Coisa de fanático.
 
Pensando pelo lado real da coisa, essa história de jantar do PT para pagar multas de corrupção, para condenados pela Justiça, chega a ser um ato de desrespeito ao Poder Judiciário, considerando que a distribuição da Justiça deve ser igual para todos e ainda poderá ser visto também, como uma ação tipicamente antipatriótica.
 
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domingo, 13 de janeiro de 2013

 



Amazonianarede – Osny Araújo
 
Manaus – Hoje, neste 13 de Janeiro de 2013, um domingo, o Portal Amazônianarede faz uma homenagem a um grande clube do Norte brasileiro, o Nacional Futebol Clube, o Mais Querido do Amazonas, que nesta data histórica e festiva está comemorando o seu primeiro centenário de fundação com uma linda história carregada de títulos e glórias para o desporto amazonense e especialmente para o futebol, para orgulho e júbilo da sua imensa torcida em todo o Estado.
 
Falar ou escrever sobre o glorioso Nacional Futebol Clube, também conhecido como o “Leão da Vila”, simbolizado também no seu escudo por uma Águia Estilizada, é falar de vitórias e conquistas, de um colecionador de títulos, como 41 estaduais e um inédito hexacampeonato seguido, logo um clube de grande tradição, que tem como maior rival no Estado o também tradicional Atlético Rio Negro Clube, que já protagonizaram inúmeros e emocionantes confrontos no maior clássico do futebol amazonense, o lendário Rio-Nal, no saudoso Parque Amazonense, no Estádio Ismael Benigno (Colina) e no também saudoso Vivaldo Lima, hoje demolido para sem seu lugar surgir a Arena da Amazônia que sediará jogos da Copa do Mundo de 2014.
 
Este repórter, nacionalino desde a tenrra infância, teve a oportunidade de acompanhar bem perto um pouco dessa gloriosa história nos estádios e nos campos de treinamento, na qualidade de ainda estudante, mas já integrante da equipe esportiva da Radio Rio-Mar de Manaus, comandada pelo saudoso Mario Emiliano e um timaço composto por Belmiro Vianez, Luiz Eduardo Lustosa de Oliveira, Geraldo Viana, Carlos Alberto Alves, Coracy Andrade, entre Rayol, Nicolau Libório, José Ribamar Garganta Xavier, entre outros. Entre outras tarefas, uma era de noticiar pela radio todos os acontecimentos relacionados ao Nacional e cumpria a missão com muito prazer.
 
Com a sua sede situada no aristocrático bairro de Adrianópolis, para muitos a Vila Municipal, o Naça como é carinhosamente chamado pela sua imensa e feliz torcida, tem uma rica história, que no passado, quando este repórter aos 17 anos iniciava a sua vida nos meios de comunicação, compondo a equipe de esportes da Radio Rio-Mar de Manaus, comandada pelo saudoso narrador Mário Emiliano Marinho de Alcântara, participava ativamente e com times de ponta em competições estaduais de voleibol masculino e feminino, handebol, futebol de salão e basquete. Tempos que deixaram saudade nos torcedores mais antigos, como eu.

 
No social, o clube também marcou presença nestes cem gloriosos anos e por muito tempo, quando a sua sede social ainda funcionava na Rua Saldanha Marinho, era lá que acontecei o mais concorrido e animado “grito de carnaval” da cidade, como eram denominadas as festas carnavalescas em clubes e isso ocorria exatamente na terça-feira gorda e a festa ia até o raiar do dia.
 
CAMPEONATO BRASILEIRO
 
Entre os seus grandes feitos, o Nacional foi o primeiro clube da Região Norte a disputar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, em 1972 ao lado do Clube do Remo do Pará, e hoje é a equipe amazonense que mais disputou o Campeonato Brasileiro. É ainda o único clube do estado a ter um centro de treinamento na capital amazonense.
 
Dono da maior torcida no Amazonas, o Nacional enquanto disputou a Serie A, por muitos anos figurou entre os clubes com melhor média de publico. Chegando a uma das edições junto com o Fluminense a se classificar a segunda fase do campeonato pelo índice de media de publico.
 
Seus mascotes são a águia e o mais reconhecido leão e por isso, também é conhecido pela sua torcida como o "Leão da Vila Municipal", em homenagem ao antigo bairro da Vila Municipal, hoje Adrianópolis. onde fica sua sede social.
 
FUNDAÇÃO
 
Tudo começou com uma cisão o Manaós, motivada por desentendimento entre o presidente e o capitão da equipe Manuel Fernandes da Silva, o Fernandinho, quando em reunião da diretoria discutia-se determinado artigo do Estatuto do Clube.
 
Devido a esse fato, logo nos primeiros dias de Janeiro, quando presidia o Manaós Sporting o Dr. Edgard de Melo Freitas, resolveu reunir alguns amigos para fundar um novo clube, ou melhor, um time de futebol a idéia ganhou corpo e no dia 13 de Janeiro de 1913 nascia à agremiação cindia-se este clube de então para dar nascimento a uma agremiação destinada a ser uma das mais gloriosas do Amazonas desportivo.
 
A oposição de Fernandinho encontrou apoio entre seus companheiros de equipe, da qual faziam parte, entre outros, o Sr. José Marçal dos Anjos, de tradicional família Manauara, que em solidariedade o acompanharam na saída do Manaós Sporting.
 
Assim no dia 13 de Janeiro, em uma casa familiar na Rua 7 de Setembro nascia o "Eleven" Nacional, com um grupo de jogadores totalmente de origem brasileira, o que motivou o nome “Nacional” apesar da palavra estrangeira “Eleven” no nome que em português claro significa “Onze”. Mais tarde o nome "Eleven" teve de ser trocado motivado pelas criticas recebidas do torcedor Coreolano Durand, sendo que a partir desse momento o clube passaria a se chamar “Onze Nacional’’, com a palavra devidamente traduzida”.
 
Tempos depois o clube deixou o termo “Onze” e passou a chamar se apenas Nacional denominação com a qual está comemorando o centenário.
 
A sua primeira sede social foi instalada na gestão de José Ornando Mendes e Cel. Leopoldo Mato, na hoje Avenida Epaminondas. A sua Sede por muito tempo ficou estabelecida na Rua Saldanha Marinho, Centro antigo comercial De Manaus, Zona Sul onde o clube adotou por definitivo o nome Nacional Futebol Clube.

 
Décadas depois, houve a definitiva localização na Rua São Luís, na Vila Municipal de Manaus, antigo "Bairro dos Ingleses", quase em frente ao famoso "Castelinho", atual bairro de Adrianópolis.
Nos tempos mais atuais, não podemos esquecer de citar figuras como o saudoso ex-governador Plínio Coelho, que era também seu presidente, do desembargador Joaquim Paulino Gomes, do ex-deputado estadual e professor Mano do Carmo Chaves Neto (Maneca) que foi seu atleta e presidente, do comendador José Cruz, de Alfredo Ferreira Pedras, Barbosa Filho, Manoel Nogueira Maciel, João Liberal, Té, José Maria Moraes, Flávio de Souza, entre outros.
 
Nessa lista ainda, poderemos incluir grandes nomes dos gramados que vestiram e honraram as camisas brancas e azuis do Naça, como Marivalvo, Paulo Isidoro, Alfredo, Dermilson, Mario, Rolinha, Hugo, Rolinha, Gatinho, Marcolino, Zezé, Fredoca, Pretinho, Wanderlan, Boanerges, Português, Lacinha, Jonas, Sula, Pratinha, Lacinha, Toninho Cereso, Campos, Pepeta, Edson Piola, Antonio Piola, Jonas, Boanerges, Paulo Onety e tantos outros craques.
 
PRIMEIRO JOGO OFICIAL
 
O Nacional realizou o seu primeiro jogo oficial no primeiro campeonato amazonense de futebol exatamente no dia 8 de fevereiro de 1914 enfrentando o Manaós Sporting e no per] iodo de 1916 a 20, conquistou um inédito pentacampeonato e já se firmava como o maior time do futebol amazonense. Curiosamente não existe nos anais o resultado desse jogo.
 
Anos mais tarde, a torcida criou um inteligente termo: “Onde há taça é do Naça” e a expressão ganhou força com os incontáveis títulos regionais conquistados é por tudo isso, um clube apaixonante e carismático.
 
É o Clube com maior quantidade de títulos estaduais, tendo conquistado 40 títulos. Grande revelador de talentos fez surgir uma gama de estrelas do futebol nortista, tais como Marcolino, Gatinho e Paulo Onety, na época do amadorismo da FADA (Federação Amazonense de Desportos atléticos).
 
 Já nos 60, com a mudança no futebol amazonense para o profissionalismo, detinha o maior número de títulos do estado. No final dos anos 60 (1969) o Nacional teve a primazia de fazer uma partida preliminar do jogo entre a Seleção Brasileira (que viria a ser tricampeã mundial no México em 1970) e a Venezuela, em jogo válido pelas eliminatórias.
 
Nesse jogo amistoso, mas para a época de cunho muito importante, o "Naça" enfrentou o Maringá (PR) onde venceu o time paranaense por 1 x 0, gol de Pepeta.

 
Na sua chegada em Manaus, aos jogadores e Comissão Técnica, além dos dirigentes houve bastante festa e comemorações pelo feito. Manaus possuía então 300 mil habitantes.
 
HEXACAPEÁO
 
Com a sua tradição de conquistas, nos anos 70 conseguiu um inédito hexa-campeonato (1976-1981), antes, porém, revelou para o Brasil, os jogadores Campos Pedrilho, Toninho Cerezzo e Paulo Izidoro, que eram juniores do Atlético Mineiro e aqui vieram fazer um "estágio" voltando para Minas para o estrelato futuro. Jogadores como Alfredo Mostarda, Antenor (campeão brasileiro em 1977 com o São Paulo) calçaram as "chuteiras" nacionalinas também.
 
Por volta de 1979 o Nacional realizou a intensa campanha: "O leão dá sorte" quando por meio de carnês distribuía prêmios aos compradores dos bilhetes do evento, fazendo fortalecer seu lado patrimonial, inclusive com a construção de sua piscina na sede social.
 
Em 1984 o Nacional fez uma excursão ao Marrocos no Norte da África, onde participou da Copa do Rei Fayhad, sagrando-se campeão. Antes, porém, em 1980 foi campeão da Taça do Pacto Amazônico, que reuniu equipes como Fast Clube, Tuna Luso, Millonarios (Colômbia), Alianza Lima e Sporting Cristal (Peru), dentre outras equipes sul-americanas.

 
ESCUDO E HINO
 
O escudo do Nacional é muito conhecido entre o meio esportivo da região norte, e até mesmo copiado por outros "nacionais" pelo Brasil, como por exemplo, o Nacional de Santa Inêsno Maranhão. Considerado único pelo uso do tradicional "N" inserido no circulo azul. É o mais adotado pelos jornais e canais de TV amazonenses, talvez pela facilidade de sua reprodução.
 
É um escudo de desenhos simples e sofreu poucas mudanças, antes o escudo tinha as letras N.F.C. (sigla de Nacional Futebol Clube) entrelaçadas, sofrendo mudanças ao longo do tempo, o escudo chegou à forma atual apenas com o “N” dando ênfase ao nome Nacional.
 
O seu hino, que fala das glór1as, tradições e conquistas do clube, e da sua grande tradição de campeão, foi composto pelo violonista Flávio de Souza, à época o seu treinador.
 
CLUBE DE MASSA
 
O clube tem uma torcida historicamente forte no estado e na Região Norte, é possível que desde a primeira disputa do campeonato local até o final dos anos 80 o Nacional contasse com maioria absoluta de torcedores entre todos os clubes na cidade de Manaus, sendo que perdeu este posto já nos anos 90 para o Flamengo-RJ.
 
Houve um tempo em que o Nacional poderia ser considerado um clube de massa, pois na capital o clube era conhecido de todos, quem não era torcedor, torcia contra, e também contava com muitos torcedores e simpatizantes no interior do estado, e poderia ser comparado a clubes de grande torcida como Remo, Paysandu, Goiás e vários outros.
 
Outrora um clube com media de mais de 22.000 pessoas por jogo do Brasileirão, hoje o clube mostra no estádio ainda ter a maior torcida dentre os clubes locais, apesar de raras pesquisas e as apostas no time-mania apresentarem o São Raimundo como mais popular, porem ambos não chegam a 1% da preferência Manauaras e muito menos no interior.
 
TORCIDAS ORGANIZADAS
 
O Clube Mais Querido do Amazonas, conta com as seguintes torcidas organizadas que enfeitam os estádios com as suas bandeiras e animam as arquibancadas com as charangas: Narraça, Leões da Amazônia, Apaixonaça, Leão Azul, Amazonaça, Águia de Aço, Naça Gol, Selva Azul e Organizada Jovem.

Todas essas facções de torcedores do clube são filiadas a Associação das Torcidas Organizadas do Nacional.
 
JOGADORES FAMOSOS
 
Fora os citados acima, outros jogadores famosos nacionais e internacionalmente vestiram a camisa do Nacional. Alguns deles:
cinco jogadores campeões mundiais pela Seleção Brasileira em 1970, no México, vestiram a camisa do Nacional anos depois: Rivelino, Edu, Jairzinho, Clodoaldo e Dario, Jairzinho, Clodoaldo,
Jairzinho jogou pelo Nacional no Campeonato Brasileiro de 1979, mas participou de apenas três jogos sem marcar gols.
 
Clodoaldo, titular um bom tempo do Santos-SP, com 55 atuações pela Seleção Brasileira, veio para Manaus em 1981 para defender o Nacional no Campeonato Brasileiro daquele ano, estreando contra o Itabaiana, e jogando ainda contra o Santa Cruz e o Paysandu.
 
Rivelino veio a Manaus para fazer um amistoso contra a seleção amazonense, e foi convidado pelo Nacional a ficar em Manaus, para disputar apenas um jogo, contra o Remo-PA num amistoso, em 19 de julho de 1984, que terminou empatado em 1 a 1. Edu, com 50 jogos pela Seleção, e Dario (Dadá Maravilha) foram contratados para a disputa do estadual de 1984, em que o Nacional foi campeão, e Dadá Maravilha foi o artilheiro do campeonato, com 14 gols. A final foi contra o Rio Negro, e o Nacional jogava pelo empate, que foi garantido com um gol de Dadá.
 
 Em 1985, Dadá e Edu disputaram o Campeonato Brasileiro pelo Nacional, atuando em 21 jogos e fazendo bom número de gols. Em entrevista recente à revista Placar, Dadá declarou que a dupla que formou com Edu no Nacional foi a melhor da sua carreira.
 
Campos atacante que começou a carreira no Atlético-MG no início da década de 70 jogou também no Nacional, e ganhou cartaz ao ser um dos artilheiros do Campeonato Brasileiro da Série A de 1972, vestindo a camisa do clube amazonense. Depois disso voltou ao Atlético-MG.
 
Estélio, do rival Cruzeiro, também jogou no Naça, no final da década de 70. De Minas Gerais vieram também Toninho Cerezo e Paulo Isidoro, que apesar de virem emprestados do Atlético-MG, ganharam o grande reconhecimento do clube mineiro jogando com a camisa azulina na década de 70.
 
De lá veio também Lacy, que havia brilhado no Atlético-MG antes de vir para o Nacional.
Alcir, ex-Vasco da Gama, com 33 jogos pela seleção, jogou no Nacional em 76, fez 14 jogos e foi campeão da temporada. Também disputou o campeonato brasileiro do mesmo ano, atuando em 12 partidas.
 
Paulo Borges, jogador carioca com quase 20 atuações pela Seleção, jogou um jogo pelo Nacional, em amistoso internacional contra o F.C. Porto, de Portugal, em 14 de novembro de 1971.
Tupãzinho, que jogou pelo Grêmio, Palmeiras e uma vez pela seleção brasileira, foi para o Nacional em 1970, com 31 anos, estreando no dia 29 de março, na Taça Amazonas, fazendo todos os gols da vitória do Nacional por 3 a 0. Fez ao todo 12 jogos pelo Naça.
 
CURIOSIDADES DO NACIONAL
 
• O gol mais rápido feito pelo Nacional foi feito por Edson Piola aos 20 segundos do 1° tempo, no jogo Nacional 1-2 Rio Negro, disputado no dia 26 de Novembro de 1967.
• Paulo Onety por duas oportunidades e Torrinha, foram os que mais marcaram gols em uma única partida pelo Nacional, ambos fizeram cinco gols.
• O goleiro com mais tempo sem tomar gols pelo Nacional foi o Amazonense Artur, que ficou um total de 738 minutos sem tomar gols.
• O único clube do Amazonas a fazer temporada no exterior, conquistando ainda um torneio no Marrocos.
• O único clube do Amazonas a ter feito a preliminar de um jogo da seleção brasileira, onde venceu o então popular clube paranaense Grêmio Maringá por 1-0.
• Primeiro clube do Amazonas a disputar o Campeonato Brasileiro e a atuar no Maracanã.
 
O PRIMEIRO RIO X NAL
 
Foi no dia 2 de março de 1914, que aconteceu o primeiro jogo de futebol entre as equipes do Rio Negro e do Nacional, promovido pela Liga Amazonense de Foot-Ball, entidade que controlava o futebol local. O jogo foi disputado no campo do Bosque Municipal, na hoje Avenida Constantino Nery, pouco além da Ponte Pensador, sentido centro-bairro.
 
O jogo foi fácil para o Nacional, um time de maior envergadura técnica. O Rio Negro era formado por garotos inexperientes e por isso já se previa uma goleada. E foi o que aconteceu. Terminado o primeiro tempo, o Nacional vencia por 3 a 0, com dois gols de Cícero e um de Paulo. No tempo final, o Nacional marcou mais seis gols, completando a goleada de 9 a 0. Cícero fez mais 3, Paulo 2 e Cazuza 1.
 
No jogo do returno do mesmo campeonato, ainda disputado no campo do Bosque Municipal, a 19 de abril de 1914, pela segunda vez na história do futebol amazonense, defrontaram-se Rio Negro e Nacional. O Nacional venceu- por 12 a 0.
 
O APELIDO DO CLÁSSICO
 
O apelido do clássico de Rio-Nal, foi dado pelo jornalista Guilherme Gadelha, à época secretário de Redação do também centenário Jornal do Comércio, (hoje o cargo é de editor geral), resolveu simplificar na manchete numa edição de domingo, o grande jogo no Parque Amazonense, hoje desativado e deu como manchete. “Hoje tem Rio-Nal no Parque” e o apelido caiu no gosto popular e da mídia e assim ficou conhecido e passou a ser chamado maior clássico do futebol amazonense.
 
A FESTA DE ANIVERSÁRIO
 
Dispostos a fazer uma festa para marcar os próximos 100 anos, a diretoria do Nacional, liderada pelo presidente Mário Cortez festa de aniversário do clube que acontece no Salão Alfa do Ducilla’s Buffet, localizado na avenida Coronel Teixeira, bairro Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus.
 
O cerimonialista que comandará a festa será o jornalista amazonense Humberto Amorim que dará início ao evento às 21 horas com uma solenidade que terá o hino nacional e do clube tocado pela banda da Polícia Militar. Em seguida, será a posse oficial do Presidente eleito no pleito do último 6 de dezembro, Mário Cortez que comanda o clube da Vila Municipal no biênio 2013/2014.
 
A escola de samba Grêmio Recreativo Vitória Régia irá apresentar também o enredo que homenageia o Leão da Capital no desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial de Manaus. A solenidade se encerra com a entrega de Troféus.
 
As 22hras será servido o jantar e meia-hora depois, às 22h30 a festa será iniciada com show da banda Renato e seus Blue Caps que tocarão o melhor da jovem-guarda. Meia-noite será cantado os parabéns para o clube, que terá um bolo e uma queima de fogos durante o ato.
A banda Orion fará o encerramento e tocará também o samba-enredo da Banda do Boulevard que também homenageará o clube.
 
(Fontes: Pesquisa do site do Naça, artigos do jornalista Carlos Zamith (Baú Velho) e livro Pepeta: Pagina da Vida e História, de Carmem Nóvoa e Silva) e Histórias do Futebol.