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terça-feira, 13 de abril de 2010

CARVOEIROS MUDAM DE LOCAL DE
 TRABALHO E PAGARÃO ALUGUEL

Manaus - Sem poder contar com a ajuda do poder público, os carvoeiros que trabalhavam há mais de 50 anos em um ponto localizado no cruzamento entre as avenidas Presidente Castelo Branco e Sete de Setembro, no Centro, ao lado da Amazonas Energia, terão que desembolsar, mensalmente, R$ 5 mil referente ao aluguel de um galpão para que possam manter o emprego e, consequentemente, o sustendo de suas famílias.
Eles tiveram o prazo de permanência provisória nas proximidades do Igarapé do 40, entre os bairros de Educandos e Santa Luzia prorrogado pela Prefeitura de Manaus.
A mudança dos trabalhadores para o novo endereço – um galpão que fica localizado nas proximidades da Manaus Moderna e Parque Jeferson Péres, no início da rua Visconde de Porto Alegre, no Centro, deve acontecer na tarde de hoje.
Insatisfeitos com a atitude do poder público que retirou os carvoeiros do antigo local sem oferecer nenhuma alternativa para um novo endereço, o presidente da Associação de Preservação Ambiental, Social e Ecológica dos Carvoeiros do Estado do Amazonas (Asecarvam), Wilton Alves Pereira, revelou que nem todos os associados puderam cooperar com a taxa do aluguel. “Não sabemos como vai ficar a nossa situação. Infelizmente, só o que ouvimos dos órgãos responsáveis é que vamos ter de esperar pela construção do Shopping do Carvão, que tem data prevista para julho”, disse.
Os carvoeiros alegam que a mudança de ponto provocou queda de 80% nas vendas. Em média, cada carvoeiro fatura mensalmente entre R$ 800 à mil reais, com a venda das sacas de carvão entre R$ 15 e R$ 20. O produto tem como principais clientes restaurantes, churrascarias, vendedores ambulantes de churrasco, além do consumidor comum.
O diretor de comércio informal da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab), Marcelo Schroder, informou que a prefeitura não tem como ajudar os carvoeiros no aluguel do galpão porque não dispõe de orçamento. “Estamos dando suporte necessário a eles no que se trata de transporte, mas, quanto ao aluguel, eles terão que arcar com as despesas”, alegou.
Os carvoeiros foram retirados da lateral da Amazonas Energia no último dia 31 de março, depois de determinação do Ministério Público Estadual do Amazonas (MPE-AM). Em julho do ano passado, eles assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que exigia a apresentação de licença ambiental do produto. Como isso não aconteceu, o MPE recomendou que a Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) comunicasse a ordem de retirada.



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