
Parintins -(AM) O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, (INCRA), segundo a superintendente Maria do Socorro Marques Feitosa, a cada momento reforça a idéia de que é possível se trabalhar a reforma agrária na Amazônia, sem degradar o meio ambiente, ou seja, de forma sustentável.
Um exemplo dessa afirmação é que assentados do INCRA no PA Vila Amazônia, em Parintins, firmaram parceria com os gestores do Projeto Pé-de-Pincha, e estão ajudando a preservação de quelônios na região, especialmente o tracajá.
O Projeto de Assentamento Vila Amazônia, criado pelo INCRA em 1988 no município de Parintins, em parceria do o Ministério do Meio-Ambiente, através do Instituto Brasileiro de Meio-Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA), atua voltado para a preservação da natureza e para aumentar a população de quelônios, com destaque para o tracajá nos rios da região, tem participação voluntária ativa no Projeto Pé-de-Pincha.
No assentamento várias comunidades estão envolvidas com esse trabalho, com alguns berçários espalhados pela área e milhares de filhotes já foram devolvidos à natureza.
A coordenação dessa ação no PA Vila Amazônia é do assentado Priscilo Sá da Silva, 28, da comunidade de Santa Maria do Murituba.
Garante que trabalha com prazer no projeto há mais de cinco anos e se sente realizado cada vez que os filhotes são devolvidos ao rio e à natureza. “É um momento legal, mas dá tristeza vê os bichinhos indo embora depois de quatro ou cinco meses de convivência, cuidando e alimentando os filhotes, mas esse é o nosso dever com a natureza”.
Garante que o Pe-de-Pincha capitaneado pelo IBAMA, tem o apoio do INCRA e da comunidade e aposta que de uns tempos para cá, já se observa o aumento da população de tracajás nos rios da região.
Explica, que na época da desova, os assentados das comunidades envolvidas no projeto percorrerem as praias, que chamam de tabuleiro, recolhem os ovos, colocam num berçário, com todos os ingredientes naturais e esperam a eclosão que ocorre em torno de 120 dias e a partir daí, os cuidados são com os filhotes que após quatro ou cinco meses são levados ao rio para seguirem as suas próprias vidas dentro da imensidão da natureza.
Satisfeito com os resultados positivos do trabalho, Priscilo conta que a devolução dos tracajazinhos para o rio este ano, ocorreu em Maio. “O ano passado, nós conseguimos colocar no rio 750 filhotes. Este ano a produção foi maior e conseguimos devolver para a natureza 1.158 filhotes e esperamos com trabalho e dedicação ultrapassar essa marca no próximo ano” diz orgulhoso com o trabalho que faz para ajudar a natureza.
O projeto Pé-de-Pincha, de responsabilidade do IBAMA, nasceu para trabalhar com parcerias, da qual participa o INCRA e assentados, para ajudar a preservar a natureza, especialmente com os quelônios, não apenas para aumentar a população nos rios, mas para ensinar manejo e orientar na elaboração de projetos para a criação em cativeiro com fins comerciais, considerando que a sua carne é uma das mais procuradas nos restaurantes especializados com os práticos típicos da culinária regional.(Fontre:Ascom/INCRA/AM)

Nenhum comentário:
Postar um comentário