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domingo, 19 de dezembro de 2010

Trânsito de Manaus mata dois
jornalistas em uma semana


Manaus - O estagiário da TV Em Tempo Julian Gabriel, 21, morreu na madrugada deste sábado (18), num acidente de carro entre a avenida Silves e a rua Maués, na Cachoeirinha, Zona Sul. Junto com ele também estavam o produtor Adriano Castro, 22, e Everton Sobrinho, 30, um dos motoristas da emissora. Ambos foram encaminhados ao Pronto-Socorro João Lucio, na Zona Leste.
De acordo com parentes das vítimas, o Voyage preto, placa NON 8084, dirigido por Everton, colidiu com o micro-ônibus de placa JXG 6716. Desgovernado, o veículo bateu na pilastra de uma oficina. Imediatamente uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, e prestou socorro às vítimas no local.
No acidente Adriano fraturou um braço e o maxilar, passou por cirurgia ainda pela manhã, enquanto Everton teve ferimentos na cabeça. Ambos estão fora de perigo. O motorista do coletivo, Thiago Ricardo Freitas, 23, saiu ileso do acidente e ficou no local até o fim do processo de atendimento às vítimas. Em seguida, se apresentou espontaneamente no 1º Departamento de Polícia Integrado (DIP) e prestou depoimento ao delegado plantonista, Marcelo Pilar.
O corpo de Julian foi liberado pelo IML às 12h, de onde seguiu para a Funerária Almir Neves, na avenida Joaquim Nabuco, 1.523, Centro, onde dezenas de jornalistas estiveram prestando a última homenagem ao companheiro que tombou em mais um violento acidente de trânsito na capital amazonense. O sepultamento ocorreu ontem no final da tarde, no Cemitério de Santa Helena, no bairro de São Raimundo.
OUTRO QUE SE FOI
No fim de semana passado, outro jornalista miorreu vitima de acidente de trânsito na capigtal amazonense. O jornalista Tiago Silva Gonçalves de Menezes, 30, faleceu na madrugada domingo passado, (12), vítima de um acidente da trânsito na Djalma Batista com a Darcy Vargas, no parque 10, zona Centro-Sul de Manaus. Segundo os pais do jornalista, Tiago retornava da lanchonete McDonalds e teria dormido sob a direção do veículo e batido em um poste.
 Na curta carreira, Tiago passou pelo jornal Em Tempo e assessorias de Comunicação até chegar ao jornal A Crítica, onde, em pouco tempo, tornou-se o braço direito de Leanderson Lima, editor do Craque, companheiro de trabalho, de Flamengo e rock'n roll. Nas fotos, Julian Gabriel (E) e Tiago Silva (D).







sábado, 18 de dezembro de 2010

Site diz que Boca do Acre tem o maior
percentual relativo de homossexuais do Amazonas


Boca do Acre, AM - Em uma das andanças de um internauta que prefere o anonimato, pesquisando sobre a história de Boca do Acre, descobriu um fato que despertou o interesse da redação do Portal do Purus em fazer um escrito acerca do tema. Depois do navegador da grande rede ter lido sobre a história de Boca do Acre, o mesmo procurou informações adicionais e percebeu que o site www.wikipedia.com, uma revista eletrônica muito visitada por estudantes de todos os níveis, afirma que Boca do Acre tem o maior percentual relativo de homossexuais no estado do Amazonas.
A fonte para tal afirmação não está exposta no endereço acima citado, ou seja, não se sabe com base em que tipo de dados a Wikipédia afirmou que Boca do Acre tem uma população significativa de gays e lésbicas, chegando ao ponto de afiançar que é destaque em todo o estado do Amazonas. Será que os homens estão se desinteressando por mulheres e as mulheres perdendo a atração pelos homens?
Se a afirmativa for verdadeira e se o percentual relativo continuar numa crescente, não irá demorar para Boca do Acre ver a realização da primeira parada gay do município.
Além desta curiosidade, o site ainda cita outras, como o acirramento na disputa eleitoral, que de acordo com revista, ocorre para além das urnas.
CURIOSIDADES DE BOCA DO ACRE CITADAS NA REVISTA WIKIPÉDIA
# Conhecido por eleições disputadas principalmente longe das urnas, com casos de violência e intolerância ideológica;
# Possui uma das maiores criações de gado de corte do estado (AM);
# É formada por duas regiões distintas separadas por 6 km de distância: Platô do Piquiá e Cidade Baixa;
# Um dos pouquíssimos municípios do Brasil sem aeroporto funcional;
fonte: Portal do Purus



OPERAÇÃO 'PIRACEMA' APREENDE
PESCADO  E BARCOS PESQUEIROS
Carlos Alexnadre / Sistema Alvorada

Parintins, AM - A apreensão de mais de quatro toneladas de pescado, uma tonelada de carne de arraia, vinte barcos detidos, vários apetrechos de pesca e mais de R$ 80 mil em multas aplicadas é o resultado da operação “Piracema”.
A força tarefa é executada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama e o pelo Batalhão de Policiamento Ambiental do Amazonas e ocorre desde o dia 17 de novembro e será concluída no próximo dia 22.
O coordenador da operação, Joel Bentes Araújo, informou que o trabalho tem apresentado o Ibama na fiscalização aos crimes contra o Defeso e contra os recursos pesqueiros.
A operação já passou por Manaus, Maués, Urucucará, Urucuritiba, Nhamundá, Parintins, Nova Olinda do Norte, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, no Amazonas e Terra Santa no estado do Pará.
Somente na região do Macuricanã foram apreendidas 1,10 toneladas de várias espécies de peixes e 1,58 toneladas de carne de arraia. “A região do complexo Macuricanã fica interditada para pesca no período do Defeso”, explica Joel.
A operação contou ainda com o apoio de vários ribeirinhos que denunciaram os pescadores que estavam capturando espécies proibidas pela legislação.
O analista Ambiental Gilberto Barros explica que todo o pescado foi doado a entidades dos municípios onde ancorava a embarcação do Ibama. Em Parintins foram distribuídos, dentro da forma legal, mais de duas toneladas entre peixe e arraia. Ele explicou também que várias multas foram aplicadas. “Desde nossa saída de Manaus até hoje mais de R$ 80 mil foi aplicado em multas, com vários termos de infração e apreensão confeccionados. Para estes casos as multas por quilo variam de R$ 700 a R$ 100 mil”, assegura.
O Ibama conta com a atuação de seis fiscais e o policiamento ambiental com seis militares. “As pessoas precisam evitar o pescar nesse período já que recebem o Defeso. Eu peço aos pescadores que não ultrapassem as barreiras do crime, pois o policiamento ambiental vai estar presente com o Ibama para coibir esse tipo de situação”, comentou o cabo Mário Paiva.
Nos dois últimos dias a operação tem visitado as feiras, mercados e frigoríficos de Parintins. Neste fim de semana o órgão continuará no rio para fiscalizar o cumprimento da lei do Defeso.
Piracema
A Piracema é a subida dos peixes até as cabeceiras dos rios para realizarem a desova, e assim, se reproduzirem. Todos os anos, de outubro a maio, algumas espécies de pescado fazem esse longo percurso, vencendo os obstáculos naturais, como as corredeiras e cachoeiras, no intuito de perpetuar suas espécies.
Eles têm de vencer também a pesca predatória, feita clandestinamente com armadilhas, redes, tarrafas, puças, e outros artifícios por pescadores e outras pessoas sem a devida preocupação com o futuro dos peixes. Daí a nomenclatura da operação executada pelos órgãos ambientais do Estado do Amazonas.





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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Conab compra 48 toneladas
de pirarucu em Jutaí




Diante da dificuldade em comercializar a produção do pirarucu de áreas manejadas na própria localidade e, ainda, em razão dos baixos preços pagos pelos atravessadores, a Associação dos Produtores de Jutaí (Asproju) e a Associação dos Comunitários de Jutaí (ACJ) formalizaram convênio com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) no valor de R$ 99.900,00 cada contrato.
A ação envolve 50 pescadores artesanais que receberão R$ 4,50 kg do pescado (em forma de charuto). O pirarucu adquirido pela Conab, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), está sendo destinado aos programas sociais de Jutaí, incluindo escolas, hospital, instituições religiosas, pastoral da criança, entre outros.
As 48 toneladas de pirarucu estão sendo adquiridas com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), no âmbito do PAA, cuja Conab é uma das operadoras desse bom instrumento de apoio à comercialização da produção familiar. A ação contou com a parceria da prefeitura de Jutaí e do Idam, afirmou o superintendente regional da Conab/AM, Thomaz Antonio Perez da Silva.
Os grupos formais, com dificuldades em negociar a produção a preços justos e em momentos de safras, e interessados em acessar o PAA, podem procurar a sede da Conab, localizada no Distrito Industrial, para obter maiores detalhes sobre a operacionalização do Programa. Contudo, a regional da Conab informa que as associações, cooperativas e colônias devem estar com as certidões negativas da receita, dívida ativa da união, FGTS e INSS e os produtores rurais devem possuir a DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf).



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

INCRA ENTREGA CASAS NO CABALIANA II
E FAZ A ALEGRIA DOS ASSENTADOS

Uma salva de fogos e uma churrascada de um garrote à beira do Solimões, no Projeto de Assentamento Agroextrativista Cabaliana II, no município de Manacapuru, onde a superintendente do INCRA, Maria do Socorro Marques Feitosa, fez a entrega de 50 casas para beneficiários da reforma agrária, momento muito festejado pelas comunidades de Nossa Senhora da Conceição do Canabuoca I e do Divino Espírito Santo, que receberam também Contratos de Concessão de Uso – CSU.
Na simplória solenidade, ocorrida num ambiente campestre de várzea, os presidentes das duas comunidades beneficiadas dentro do PAE, Raimundo Nilson Rodrigues (Carimbó) e Delson Pereira dos Santos, foram unânimes em reconhecer os benefícios que o INCRA tem levado às comunidades inseridas no assentamento e por isso eram agradecidos os INCRA e ao Governo federal pelos muitos benefícios recebidos, inclusive com as casas, fruto do Crédito Habitação.
Os chefes de Divisões da Superintendência do INCRA no Amazonas, Giovani Araújo (Desenvolvimento), José Brito (Fundiária) e Omar Oliveira (Administração), demonstraram com clareza o trabalho desenvolvido por cada divisão, todos falando das dificuldades de concretizar as ações e da alegria de vê-las realizadas.
Para o representante da Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura do Amazonas, Ricardo Ferreira do Nascimento, “a reforma agrária no município de Manacapuru vem sendo levada muito a sério pelo INCRA.
Elogiou as ações do Governo Federal e ao falar na boa parceria que a superintendente do INCRA Maria do Socorro Marques Feitosa mantém com os movimentos sociais, especialmente com a FETAGRI, “outras coisas muito boas certamente acontecerão nos assentamentos sustentáveis de reforma agrária que estão sendo trabalhados no município” – disse Ricardo.
Muito emocionado e agradecendo em primeiro lugar a Deus e depois ao Governo Federal através o INCRA, o agricultor Wagner Pereira dos Santos, que passou também a ser proprietário de uma das casas entregues, garantiu que esse foi o maior pr4esente de Natal que já recebeu em toda a sua vida. “Morava aqui na casa de um parente e de hoje em diante, eu e a minha família, já vamos dormir na nossa casa, Graças a Deus e ao INCRA” – disse emocionado.
VÁRIAS MÃOS
Feliz com a alegria dos beneficiários dessa política do Governo Federal, a superintendente Socorro Feitosa, falou para a platéia de agricultores das ações que o INCRA vem realizando no município, promovendo uma reforma agrária diferente, ou seja, uma reforma agrária sustentável com respeito ao meio-ambiente.
“Nós queremos sim que os assentamentos produzam, mas essa produção não pode denegrir a natureza e o que nós temos observado, especialmente nos assentamentos sustentáveis nas aéreas de Várzeas, é que isso é possível ser feito e a prova, é que estamos fazendo, através de uma reforma agrária diferente e direcionada, com a cara da Amazônia”.
Feitosa registrou com prazer as parcerias estabelecidas pelo INCRA no Estado, reafirmando que reforma agrária não se faz de forma isolada, todos devem ter uma participação específica “e isso vem acontecendo no Amazonas, através de um trabalho integrado que o INCRA realiza com vários parceiros nas três esferas de Governo.
A superintendente chamou ainda a atenção dos beneficiários da reforma agrária do PAE Cabaliana II, para a necessidade de fortalecerem as suas organizações, por exemplo, através de cooperativas, o que facilitará a chegada de novos benefícios e muitas outras facilidades para as comunidades dentro do assentamento.
MIL CASAS
Nessa empreitada o INCRA fez a entrega das 50 primeiras casas para beneficiários das comunidades de Nossa Senhora da Conceição do Canabuoca e Divino Espírito Santos, mas até setembro do próximo ano, o Cabaliana II será contemplado com mil casas, com um investimento da ordem de R$ 15 milhões oriundo do Crédito Habitação, destinado a construção de casas para assentamentos de reforma agrária.
Nas áreas de várzea, as casas, todas medindo 46 metros quadrados, com varanda, sala e cozinha, dois quartos, banheiro interno fibrado e com fossas ecológicas, kit-pro-chuva e telas nas janelas para prevenir contra a dengue. As casas são construídas todas com madeira de lei criticada, de acordo com as normas ambientais vigentes.
Nas comunidades situadas em terra firme, as casas serão nos mesmos moldes, mas construídas em alvenaria, permanecendo com o mesmo valor de R$ 15 mil.





TRE-AM aprova as contas de Braga e Vanessa


Segundo fontes da Justiça Eleitoral do Amazonas, os senadores eleitos Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Graziottin (PCdoB) tiveram as prestações de contas da eleição 2010 aprovadas com ressalva pela Corte do Tribunal Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) durante sessão plenária ocorrida ontem.
De todos os membros que compõem a Corte Eleitoral, apenas o juiz federal Márcio Coêlho de Freitas votou pela desaprovação das contas de Braga e Vanessa, acompanhando os pareceres do Ministério Público Federal (MPF-AM) e da Comissão de Análise de Prestação de Contas do TRE-AM. Márcio Coêlho foi o relator das contas de Braga.
O relator do processo de Vanessa foi o juiz Vitor Liuzzi que votou pela aprovação das contas da senadora eleita.
Na segunda feira foi a vez do governador eleito Omar Aziz (PMN), receber a bboa notícia da aprovação das suas contas pelo Tribunal Regional Eleitoral.
Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), os dados da prestação de contas dos três candidatos (Omar, Vanessa e Braga) apontam 6.770 prestadores de serviço e as informações bancárias apontam 6.851 prestadores de serviço. A prestação de contas dos três candidatos foram periciadas pela Polícia Federal (PF).
Ainda segundo o MPE, o laudo da PF apontou 6.103 prestadores de serviço com valores de pagamento compatíveis e 473 incompatíveis. Outros 194 prestadores de serviço existem na prestação de contas e não estão lançados nos dados bancários.

Por fim, o MPE indica que a perícia feita pela PF diz que 81 prestadores de serviço não existem nem na prestação de contas e nem nos dados bancários. No final de outubro, ao responder a um pedido de informação do juiz Victor Liuzzi, o Bradesco informou a Justiça Eleitoral que 500 cartões foram emitidos em duplicidade para cabos eleitorais da Coligação “Avança Amazonas” durante a campanha eleitoral deste ano, mas que os mesmos não haviam sido distribuídos.
Ao fim dos julgamentos, o procurador regional eleitoral Edmilson Barreiros não quis comentar as decisões da Corte que favoreceram Omar, Braga e Vanessa.
A diplomação dos candidatos eleitos em outubro, bem como dos suplentes, será na sexta-feira dia 17.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

INCRA abre amanhã no CSU
do Parque 10, a VIII FEAF


Com informações da Ascom, INCRA-AM
Manaus - A Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), inaugura amanhã, (15), a VIII edição da Feira da Agricultura Familiar, no Centro Social Urbano do Parque 10, com aproximadamente cem expositores da reforma agrária e da agricultura familiar no Amazonas.
Este ano, a VIII FEAF contará com assentados e beneficiários da reforma agrária de 37 projetos, em 23 municípios entre assentamentos tradicionais e sustentáveis, incluindo áreas de várzea.
Para a superintendente do INCRA Maria do Socorro Marques Feitosa, a Feira da Agricultura Familiar, criado há exatos oito anos pela instituição, tem o objetivo de mostrar a produção da reforma agrária nos assentamentos e áreas reconhecidas pela reforma agrária, o que segundo ela, demonstra de forma clara, que é possível se desenvolver um programa de reforma agrária produtivo sem devastar o meio ambiente.
Outro fator importante na Feira da Agricultura Familiar, é que além da diversão propriamente dita, os freqüentadores poderão lucrar ainda com a aquisição de produtos diretamente dos assentados, produtos agrícolas, artesanato, tudo a preços moderados e assistir a uma série de atrações artistas e culturais, com vários shows, parque de diversão para a criançada, praça de alimentação com variados pratos regional muito entretenimento e segurança absoluta garantida pela Polícia Militar do Estado.
Para os expositores da Feira, serão realizadas várias palestras e oficinas falando sobre aspectos da reforma agrária da agricultura familiar, assistência técnica, créditos e outros elementos ligados ao setor, tudo com o objetivo de melhorar a vida dos assentados da reforma agrária no Amazonas e impulsionar a agricultura familiar, agora com o foco na sustentabilidade.
Agronecócios
Sugestões ao governadior
Omar Aziz - II Parte

                                                                                                            *Thomaz Meirelles

Na semana passada, comentamos sobre o baixo acesso do Amazonas aos bilhões disponibilizados pelo governo federal através dos planos safras e, também, sobre sugestões ao relacionamento das indústrias do pólo industrial com o setor primário local. Hoje, vamos falar sobre o ausente Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), de responsabilidade do governo federal, mas que somente será realizado, em nosso Estado, após a finalização do Zoneamento Econômico Ecológico (ZEE), cuja execução depende do governo estadual. Contudo, é bom, inicialmente, conhecer a definição do que é “Zarc”. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento define que os estudos de zoneamento permitem ao produtor decidir sobre qual cultura plantar, em que período e em que localidade, com menor exposição a eventos climáticos adversos nas fases mais sensíveis das lavouras. Essa ferramenta indica para o produtor uma probabilidade de sucesso de oito em cada dez safras. Para ser beneficiado pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), pelo Proagro Mais e pela subvenção federal ao prêmio do seguro rural, o produtor tem que observar as recomendações do zoneamento. Alguns bancos já condicionam a concessão do crédito rural ao uso do zoneamento. O número de culturas contempladas pelo zoneamento tem crescido continuamente e deve chegar a 40 na safra 2010/2011, representando 25% a mais do que na safra anterior.
Amazonas sem cultura contemplada
Apesar da importância da ferramenta ao produtor rural e da existência de 40 culturas já contempladas pelo “Zarc” os amazonenses ligados ao campo ainda não podem se orientar por tais zoneamentos em razão, no meu ponto de vista, da não finalização do Zoneamento Econômico Ecológico (ZEE) que, como dito anteriormente, é de responsabilidade do Estado, mais precisamente da SDS e parceiros. Reconheço que a execução do ZEE não é tarefa das mais fáceis em decorrência do tamanho e das peculiaridades do Amazonas, mas sugiro que deva ser tratado como prioridade urgente no governo Omar Aziz. Desde 2005, venho sistematicamente tecendo alguns comentários sobre a necessidade do “Zarc” no Amazonas. Lembro, inclusive, que em novembro de 2006, em evento coordenado pela SFA/AM, ouvi atentamente as palestras do técnico da SPA/MAPA, Francisco Mitidieri, e da representante da SDS, Maria do Carmo dos Santos, sobre os dois zoneamentos (ZARC e ZEE, respectivamente). Foi dito, em 2006, que o ZEE seria encerrado em fevereiro de 2007 a fim de que fossem iniciadas as discussões públicas. Passados quatro anos, ainda não temos cultura amparada pelas portarias do ministério da Agricultura. Em 2009, conheci a Lei Estadual n? 3.417/09.
Lei 3.417/09 do MZEE
Em 31.07.2009, o Diário Oficial do Estado publicava a Lei n. 3.417, de 31.07.2009, que institui o MZEE (Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Amazonas). O artigo 2º deixa evidente que existe diferença entre o MZEE e o ZEE. Registra, também, que a SDS tem prazo não superior a três anos, contados a partir do dia 31.07.2009, para executar o ZEE, em escala 1:250.000. O parágrafo único desse artigo diz que o MZEE passa a orientar as políticas públicas estaduais, até que seja concluído o ZEE. Bem, no meu entendimento, o MZEE não atende aos requisitos básicos para que a Embrapa e parceiros inicie o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Naquela altura, ou seja, em 2009, eu já dizia que “Se for essa a realidade, teremos que esperar mais três anos para ter o ZEE e, somente após, iniciar o “Zarc”, instrumento este que viabiliza o acesso ao seguro rural e reduz as incertezas no campo.” Bem, já estamos entrando em 2011, qual o atual estágio do ZEE do Amazonas? Vai finalizar em 2012?
Exemplos do Pará, Acre, Rondônia e Tocantins. E o Amazonas?
Se você visitar o site do MAPA, no item zoneamento agrícola, vai constatar que os estados do Pará, Acre, Rondônia e Tocantins já contam com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) das culturas do dendê, açaí, mandioca, pupunha e milho. Vai encontrar também, no caso do Pará, a citação à Lei n. 7.243/2009 que dispõe sobre o ZEE, de responsabilidade do governo paraense, da área de influência das Rodovias BR-163 (Cuiabá-Santarém) e BR-230 (transamazônica). O Pará ainda tem o abacaxi, arroz, banana, coco, girassol, mamona, pimenta-do-reino e soja com portarias do “Zarc”. O Acre ainda conta com o “Zarc” das culturas de arroz, cana-de-açúcar, feijão, pimenta-do-reino e soja. Nesses estados, os agricultores, profissionais do setor agropecuário, agentes financeiros e seguradoras já podem se orientar por essa ferramenta que tem como objetivo minimizar os riscos de perdas ocasionadas por intempéries climáticas nas fases mais sensíveis das lavouras. Finalizo este segundo artigo direcionado ao governador Omar Aziz sugerindo que dialogue com seus assessores do setor rural sobre o “ZEE” e o “ZARC”, pois são instrumentos indispensáveis para o crescimento organizado e seguro da produção agropecuária regional. Fortalecer a SDS e priorizar este assunto é um importante passo. Se quase todos os estados brasileiros já possuem o “Zarc”, com certeza deve ser uma importante ferramenta de apoio ao agricultor. O Amazonas não pode continuar excluído, principalmente pela extrema necessidade de gerar emprego e renda principalmente no interior do estado. Primeiramente, precisamos fazer o dever de casa, finalizando o ZEE. Até a próxima semana, com o terceiro artigo.

*Thomaz Antônio Perez da Silva Meirelles, administrador, servidor público federal, especialista na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: thomaz.meirelles@hotmail.com-thomazmeireles@amazonianarede.com.br















domingo, 12 de dezembro de 2010

Assentamento do INCRA em
Carauari recebe licença ambiental

Com informações da Ascom-INCRA-AM
Manaus - O INCRA – AM recebeu do IPAAM, órgão ambiental estadual, a licença prévia para o assentamento P.A. Riozinho. Trata-se de vitoria importante do INCRA, uma vez que o assentamento foi criado há alguns anos e este entrou no Termo de Ajustamento de Conduta Ambiental firmado entre o INCRA e o IPAAM. Neste acordo, ficou acertado que o INCRA regularizará a situação dos assentamentos antigos de forma escalonada – como é o caso do P.A Riozinho.
O P.A. Riozinho foi criado há 11 anos e tem 225 famílias inscritas pelo INCRA. Na história do assentamento ainda pairam algumas situações de disputa judicial em áreas reclamadas por terceiros. Por outro lado, a Superintendência do INCRA por meio da Divisão de Obtenção de Terras e apoio técnico do Serviço Meio Ambiente, focou os trabalhos de licenciamento apenas nas áreas fora dos litígios.
Para o chefe de Divisão de Obtenção, Ronaldo Santos, isso mostra o quanto a equipe técnica da Divisão, mais especificamente o pessoal do meio ambiente – formada por uma Geógrafa, uma Engenheira Agrônoma, um Engenheiro Florestal e mais uma Analista de Reforma Agrária - , tem trabalhado de maneira coordenada e organizada na preparação das peças técnicas. Ademais, configura, ainda, o vínculo de bom diálogo com o IPAAM nestes últimos anos.
Já para a superintendente Maria do Socorro Marques Feitosa,(foto), isso prova que o órgão vem trabalhando com determinação para zerar o passivo ambiental nos assentamentos de reforma agrária no Amazonas. Socorro Feitosa, defensora intransigente de uma reforma agrária sustentável, garantiu que é possível sim, desenvolver o setor, a agricultura familiar, sem agredir a natureza. “Essa experiência, com bastante êxito já estamos comprovando em vários assentamentos de reforma agrária no Amazonas” – afirmou.
O próximo passo, completa Santos, “ é definir a situação da reserva legal coletiva, já que pensamos em instituir um formato diferente de reserva, pois as famílias não a instrução necessária para averbar a reserva legal de forma individual. Assim, nossos técnicos estudam uma forma de propor uma averbação coletiva. Dependemos de aprovação em instancias técnicas superiores, como a Câmara Técnica do INCRA, e posteriormente ao Comitê de Decisão Regional”, completa.
Com esta medida, será possível iniciar o processo de expedição dos Contratos de Concessão de Uso (CCU) para as famílias no assentamento.









INCRA ENTREGA CASAS EM
ASSENTAMENTOS DO IRANDUBA

Fonte:Ascom, INCRA-AM 
Manaus - Sorrisos e lágrimas. Foi dessa forma diferente, mas com o mesmo significado que duas beneficiárias da reforma agrária em assentamentos do INCRA no município de Iranduba, demonstração as suas felicidades ao receberem as casas novas construídas com o crédito habitação, ante o testemunho da superintendente do INCRA, Maria do Socorro Marques Feitosa, do prefeito do município Nonato Lopes, da primeira-dama Graça Lopes e de três chefes de divisões da superintendência, Omar Oliveira, Giovani Araújo e José Brito, além dos técnicos que trabalharam para que fosse possível a entrega das casas de quase trezentos Contrato de Concessão de Uso – CCU e de representantes de movimentos sociais, como Pastoral da Terra – CPT e do secretário de Produção do Município Celso Borghi.

No primeiro assentamento visitado na manhã de Sábado, o PDS Costa do Caldeirão, em área de várzea, o INCRA fez a entrega de 297 CCUs e 30 casas, na comunidade do Jandira, num ato realizado no Centro Social da comunidade num ambiente literalmente rural, à margem do rio Solimões.

No PDS Nova Esperança, este em terra firme, a comitiva do INCRA e da Prefeitura foi recebida com muita alegria pelos assentados, tendo à frente a presidente da Associação Edna Pereira Ramos, um exemplo de empreendedora rural. Nesse pequeno PDS com apenas 32 famílias reconhecidas, que está se tornando uma espécie de modelo no município, foram entregues um complemento de oito créditos inicias (alimento e fomento) e 14 casas.

O detalhe, é que como o assentamento está situado em terra firme, as casas, foram construídas todas em alvenaria, mas dentro dos mesmos padrões estabelecidos pelo INCRA para os demais assentamentos do Estado, como 46 metros quadrados, varanda, sala e cozinha, dois quartos, cobertas de telha, kit pro-chuva, fossas, banheiro interno e janelas teladas para prevenir contra o mosquito transmissor da malária, tudo das normas preconizadas pela política de meio-ambiente.

SORRISOS E LÁGRIMAS

Os pontos mais emocionantes nas duas reuniões realizadas pelo INCRA e a Prefeitura de Iranduba PDS Costa do Caldeirão (Jandira) e Nova Esperança, foram às entregas das casas, especialmente quando as duas famílias assentadas receberam casas mobiliadas.

A casas construídas pelo programa de reforma agrária do Governo Federal, gerenciado pelo INCRA, através do crédito Habitação e as mobílias doadas pela Prefeitura para duas famílias, escolhidas livremente pelas próprias comunidades. As cenas emocionantes de sorrisos e lágrimas, de agradecimento pelos benefícios levados àquelas comunidades pelo Governo Federal e parceria da Prefeitura Municipal, emocionaram a todos.

No Caldeirão, primeiro foram entregues os 297 Contratos de Concessão de Uso (CCFU e em seguida, foi à vez da comitiva se deslocar até onde estava a beneficiária Maria Ferreira Queirós, uma agricultora de 59 anos e quatro filhos, que não parava de sorriso ante a alegria de receber uma casa nova e poder morar com um certo conforto e dignidade junto com os seus filhos).

Ela falou pouco e sorriu muito, mas ainda assim conseguiu falar um pouco da sua alegria em receber a casa e os benefícios levados ao assentamento pelo INCRA e pela parceria com a prefeitura, por isso, também agradeceu ao prefeito Nonato Lopes.

D. Maria falou com a emoção de quem recebe um grande presente em tempo de Natal. “Graças a Deus estou na minha casa e muito feliz, por isso, agradeceu a Deus, ao INCRA, o superintendente Socorro Feitosa e ao prefeito Nonato Lopes”.Estou muito feliz, eu e os meus filhos, A minha vida mudou para melhor e muito “– disse ela”.

No PDS Nova Esperança, onde quem recebeu a casa mobiliada foi à beneficiária Francisca Marques Teixeira, a emoção foi ainda maior. Ela recebeu a comitiva da seguinte forma. “Podem entrar na minha casa” e a partir daí, as lágrimas começaram a brotar dos seus olhos e a invadir-lhe a face, mas mesmo assim, com a voz entrecortada pelo choro, falou emocionada daquele momento de felicidade, talvez o maior em toda a sua vida, segundo as suas próprias palavras.

Chorando ela agradeceu o superintendente Socorro Feitosa, ao prefeito Nonato Lopes, ao Governo Federal através o INCRA e quase não conseguiu mais dizer nada, preferindo dar um abraço de agradecimento na superintendente do INCRA.

Seu José Gomes do Nascimento, marido de D. Francisca e os quatro filhos, observaram a distância, mas com a alegria estampada nas faces aquele momento feliz que a sua família estava vivendo no PDS Nova Esperança, onde eles moram e vivem com o fruto do trabalho na agricultura familiar que o casal desenvolve no assentamento.”Vocês me deixaram muito feliz. Muito obrigado muito obrigado ao INCRA, muito obrigado meu Deus” e aumentou o choro de agradecimento e felicidade.

PARCERIA ENALTECIDADE

Nas duas ligeiras solenidades nos assentamentos Costa do Caldeirão e Nova Esperança, tanto a superintendente Socorro Feitosa, do INCRA, como o prefeito Nonato Lopes, falaram com entusiasmo da parceria estabelecida e de sucesso entre o INCRA e a Prefeitura, o que segundo os dois, está mudando para melhor os oito assentamentos de reforma agrária no município de Iranduba, todos na linha dos assentamentos sustentáveis.

Feitosa enalteceu o trabalho dos técnicos do INCRA, falou das dificuldades para o trabalho no campo face às peculiaridades regionais, da importância da união de esforços com os movimentos sociais, como a CPT, Fetagri, Sindicatos rurais e outros e da importância da parceria com as
Prefeituras e foi aí que fez elogios especiais à de Iranduba, considerando que perfeita integração do prefeito Nonato Lopes com as ações que o INCRA desenvolve no município.

O prefeito Nonato Lopes foi pela mesma linha de raciocínio e reconheceu a importância da parceria com o INCRA, prometendo aumentar esse leque e reconheceu o grande benefício que o INCRA está levando para o município com a chegada dos assentamentos, melhorando e fomentando ainda mais a produção, de uma das regiões mais produtivas no entorno de Manaus.

“Nós temos com o INCRA uma grande parceria – disse Nonato Lopes – deixando claro que essa união de esforços será fortalecida daqui pra frente, levando em conta os benefícios que o município, especialmente o campo, começa a receber do INCRA através da reforma agrária e do olhar atento da superintendente Socorro Feitosa, que, diga-se de passagem, sempre atendeu as reivindicações do município de Iranduba” finalizou Nonato Lopes. (Nas fotos, em primeiro plano a beneficiária Maria Ferreira Queirós e em segundo D. Francisca Marques Teixweira, com a superingtendente Socorro Feitosa, do INCRA, prefeito Nonato Lopes e outros).

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

BRAGA DESISTE DO MINISTÉRIO E ENTRA GARIBALDI

Logo depois de sua indicação para assumir a pasta da Previdência no governo de Dilma Rousseff de o ex-governador do Amazonas e senador eleito Eduardo Braga eleito (PMDB) rejeitou nesta desta terça-feira, 7, comandar o ministério. Com a vaga disponível, a liderança do PMDB fez nova indicação e recomendou o nome do senador Garibaldi Alves para ocupar o cargo.
Na tarde desta terça, o líder do PMDB Henrique Eduardo Alves anunciou pelo Twitter a confirmação de Garibaldi no comando do ministério da Previdência.
Segundo a assessoria de Braga, o senador entendeu que não tem o perfil necessário para dirigir o complexo Ministério da Previdência Social e agradeceu a indicação, abrindo vaga para outro partidário e essa desistência caiu no colo do senador Garibaldi Alves, um dos muitos caciques do PMDB no Senado da República.
Segundo correligionários de Braga ouvidos pela Agência Estado, Braga teria aceitado o convite, mas com a esperança de assumir outra pasta, um ministério que estivesse mais ligado a área empresarial, setor que ele tem amplo domínio.
Os senadores do OPMDB ainda tentaram trocar o Ministério da Previdência pelo de Turismo, mas a turma da Câmara dos Deputados bateu o pé para manter a Pasta.
Como a permuta ficou praticamente inviável, Braga agradeceu o convite e desistiu de ser ministro, devendo ser oficializado o nome do senador Garibaldi Alves, embora exista uma certa residência, o que significa dizer que o martelo ainda não foi batido e mudanças ainda poderão acoantgecer.
O próprio Garibaldi disse que ainda não recebeu nenhuma ligação convidando para o cargo, mas avisou, que se for contactado aceita de imediato o desafio, numa costura que estaria sendo feita pelo senador alagoano Renan Calheiros.
Caso Garibaldi vá mesmo para o ministério, estará aberto o caminho para mais uma eleição tranqüila de José Sarney para continuar a presidir o Congresso Nacional.



Luciano Huck gravou no Amazonas
o "Barco Velho", especial de Natal

A primeira-dama Nejmi Aziz e o apresentador Luciano Huck Depois de gravar a edição de Natal comemorativa ao décimo ano do “Caldeirão do Huck”, no Teatro Amazonas, o apresentador Luciano Huck foi recebido no início da noite da terça-feira, 7, pela primeira-dama do Amazonas, Nejmi Aziz, na sede do governo, na Compensa, que agradeceu ao artista da Globo a oportunidade de mostrar um pouco mais do Amazonas para milhões de brasileiros.
“O Luciano está nos dando um espaço Primeira-dama recebe Luciano Huck após gravação do Caldeirão no Teatro sensacional para mostrar ao Brasil um pouco da nossa realidade. Vamos poder dizer que temos 98% da nossa área de floresta preservada. Além de fazer o bem a não só uma pessoa, mas para uma comunidade inteira. Quando se faz o bem é até mais gratificante para quem faz do que para quem recebe.” destacou Nejmi Aziz.
Durante o encontro o apresentou revelou que o programa gravado em Manaus foi o que mais exigiu da sua produção envolveu mais de 150 profissionais.
Luciano aceitou o convite da primeira-dama de voltar mais vezes ao Amazonas. 'Pela conversa que eu tive com dona Nejmi, eu percebo agora que o Estado está crescendo muito. Um exemplo disso, podemos verificar na área da educação. No Soletrando, os amazonenses se destacam bastante pelo nível de conhecimento" afirmou o apresentador.
Intitulado “A festa é sua” contou a colaboração do Governo do Estado que cedeu o Teatro Amazonas para a gravação do programa. Na platéia, cerca de 300 alunos atendidos pelo programa Jovem Cidadão, coordenado pelo Conselho de Desenvolvimento Humano (CDH) interagiram com o apresentador.
Há tempos, Luciano queria fazer um programa no Amazonas. Até que há oito meses, ele recebeu uma carta de um morador da comunidade ribeirinha de São Thomé, as margens do Rio Negro. No local vivem 16 famílias humildes. Lá não possuem energia elétrica e a economia gira em torno da pesca, artesanato e turismo.
Tradicionalmente, o programa seleciona uma família por vez para participar dos quadros: Lata Velha, Lar Doce Lar e Agora ou Nunca. O diferencial desta edição do programa está na decisão de Luciano Huck beneficiar a comunidade inteira.
Para ganhar os prêmios, as famílias foram submetidas às provas de canto e resistência, esta última atividade o grupo foi treinado pelo Exército.
Ao término da gravação no Teatro Amazonas, Luciano agradeceu ao governador do Amazonas, Omar Aziz e a primeira-dama, Nejmi Aziz pelo apoio.
Enquanto isso, na comunidade estão acontecendo obras de reforma, duplicação e aquisição de equipamentos para a nova pousada no local; construções do restaurante, de um centro comunitário que vai dispor de computadores e biblioteca; reparo de fachada, pintura, conserto de todas as casas e da escola; sala de TV e vídeo para realizações de assembléias; local para armazenamento e refrigeração da pesca. Além da reforma do barco de pesca da comunidade. A grande surpresa fica por conta da instalação de luz elétrica na comunidade, que será entregue quinta-feira, dia 09/12.
Há duas semanas, Luciano esteve na comunidade. Chegou vestido de papai Noel em um helicóptero do Exército e conheceu de perto todas as dificuldades do local. O programa gravado no Amazonas vai ao ar dia 25 de dezembro.
Planejamento
Para realizar a gravação do programa no Amazonas, semanas antes, a equipe do Caldeirão veio ao Estado e entrou em contato com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS). A partir disso, equipes do órgão, acompanhados da secretária Nadia Ferreira, foram até a comunidade São Thomé realizar uma triagem para saber tudo sobre o que o local precisava. Desse levantamento foi feito um relatório com dados contanto a localização, número de moradores, entre outros fatores incluindo as políticas públicas executadas pelo Governo do Amazonas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, onde fica a comunidade.
Já a Secretaria Estadual de Cultura cedeu o Teatro Amazonas para a gravação do programa. Além de ajudar na montagem do palco, cenário e disponibilizar o maestro da Amazonas Filarmônica, Marcelo de Jesus, para preparar o coral que vai participar da prova Agora ou Nunca, acompanhados da Orquestra da Câmara e da Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica.
Atualmente, o Governo do Estado mantém 41 reservas de proteção e que são contempladas com o plano de gestão, documento obrigatório que norteia todas as atividades desenvolvidas nas reservas com orientações de como plantar, monitoramento do período de defeso, incentivo de atividades de cadeia produtiva provenientes de cada área: borracha, castanha e soja. Este plano de gestão compreende o conselho gestor que envolve todos os membros das comunidades, órgãos públicos que atuam na comunidade e a SDS monitora essas reservas por meio do Centro Estadual de Unidades de Conservação. Na foto de divulgação da Agecom, Primeira-dama Nejmi Aziz recebe Luciano Huck após gravação do Caldeirão no TeatroAmazonas.















CGU aprova proposta de Omar Aziz
para liberação da Arena da Amazônia


De acordo com o governador Omar Aziz, o contrato deve ser assinado até o final de dezembroO governador do Amazonas, Omar Aziz, obteve na terça-feira, 7, em Brasília, uma importante vitória na sua luta pela liberação dos recursos para a construção da Arena da Amazônia. O ministro chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, acatou a proposta do Governo do Amazonas para a assinatura do contrato de financiamento com o BNDES antes do final do ano. O ministro encaminhou documento à instituição financeira dizendo que não se opõe ao financiamento e fez recomendações ao Tribunal de Contas da União (TCU) em favor da assinatura do contrato.
Omar também conversou com o ministro do TCU, Valmir Campelo, que ficou de analisar a proposta apresentada, na qual requer a liberação da assinatura do contrato com o BNDES antes do fim do ano, sob a condição de o Estado entregar o projeto executivo da obra, com os devidos ajustes apontados pelos órgãos. Só após o projeto elaborado e aprovado, o BNDES liberaria o recurso. O empréstimo é de cerca de R$ 500 milhões, com contrapartida estadual de cerca de R$ 100 milhões.
De acordo com o governador, o contrato deve ser assinado até o final de dezembro, quando acaba o ano fiscal, sob pena de o processo para a liberação do recurso ter que iniciar do zero, caso fique para o ano que vem, o que vai atrasar a construção da Arena, que deve estar pronta em 2013 para a Copa das Confederações. Nas contas do governador, até que se refaçam todos os trâmites, se passariam de seis a oito meses.
“Disse aos ministros que se a gente assinar o contrato, o BNDES repassaria o recurso para elaborar o projeto executivo, em torno de R$ 2 ou R$ 3 milhões. Com o projeto executivo nos saberíamos se há ou não sobre preço e ai sim, o BNDES repassaria normalmente todo o recurso”. Segundo Omar, o prazo para elaborar o projeto executivo seria de três a, no máximo, quatro meses. “ Eu perderia três ou quatro meses para elaborar o projeto executivo, mas não perderia sete a oito meses para fazer todo o processo novamente”, justificou.
O governador disse que o ministro da CGU foi bem receptivo, assim como a equipe técnica dele que viu com bons olhos a proposta. Valmir Campelo, do TCU, ficou de analisar o pleito. Omar também conta com o apoio do Ministro das Relações Institucionais do Governo Lula, Alexandre Padilha, que está intercedendo pelo Amazonas Junto ao BNDES. “O que deixei claro é que quero dar toda a transparência necessária para construção da Arena. Se tivermos que refazer o projeto, o faremos, só não podemos perder prazos”, disse o governador, ao afirmar que retornará a Brasília antes do fim do ano para tratar desse assunto.
Porto público
Ainda ontem, o governador conversou com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, sobre o processo de retomada do Porto de Manaus pela União. O ministério quer investir cerca de R$ 90 milhões na revitalização do local. “Sou de acordo em recuperar o porto, o que não pode é ficar como está. O nosso Ônus é ter perdido um patrimônio e isso é irreparável, porque custou prejuízo para o povo, para o comercio e para o turismo local”.



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

BELÃO VERSUS ROTTA


                                                                                                                   * Osny Araújo

Político guerreiro e muito articulado, o deputado Belarmino Lins, (PMDB) o popular Belão, parece mesmo que deseja se perpetuar como presidente da Assembléia Legislativa do Estado, tanto é a sua sede insaciável de Poder.
Presidindo a Casa por três vezes consecutivas, Belão, um exímio jogador político que consegue o escanteio, bate, corre e no rebote do goleiro converte o gol de bico, a muito que vem se articulando para permanecer no cargo, conversando com antigos e novos deputados, tentando contabilizar votos para derrotar um forte adversário, o deputado Marcos Rotta, também do PMDB, tem como maior cabo eleitoral o governador reeleito Omar Aziz, do PMM.
Marcando a distância no ataque, chegando forte no meio e duro na grande área, Belão, sabe jogar o jogo do Poder e sabendo das dificuldades que terá para bater Rotta, utilizará toda a sua malandragem política para conquistar os votos, especialmente dos deputados novatos, que poderão ser engolidos pela grande experiência do atual presidente da Assembléia, que deseja mais do que nunca continuar no posto. Tem gente que aposta que ele não sabe mais ser um deputado comum, de tão acostumado que está em sentar na cadeira de presidente.
Belão conseguiu impôs a sua marca na Assembléia, de forma muito singular. Ora com muita autoridade, noutras com brincadeiras e ironias e assim leva o barco e com a sua forma de ser e agir, no final, parece mesmo que consegue agradar a gregos e troianos e os comuns terminam na maioria das vezes concordando com os seus posicionamentos. Coisas de política.
Belão está em campanha mesmo antes do pleito e desta feita, terá pela frente um adversário duro na queda, que é Marcos Rotta, o parlamentar da Defesa do Consumidor e do Exija os Seus Direitos, na Televisão, programa criado há alguns anos pelo governador Omar Aziz e por ele, que terminou sendo o seu comandante programa esse que o ajudou muitos nas suas eleições para o Legislativo.
Bem relacionado com os antigos parlamentares e com facilidade de fazer amizade, onde entram os novos eleitos, Rotta tem a seu favor a forte amizade que existe entre ele e o governador Omar Aziz, além de representar uma grande mudança na maneira de administrar o Poder Legislativo. Isso são enormes vantagens que poderão desta vez, tirar o tape vermelho dos pés de Berlarmino Lins, que a exemplo de Ronaldinho, do Corinthinas, não está mais com aquela bola toda, a não ser que arrumem um pênalti ao 44 minutos do segundo tempo. Aí, poderá dar Belão novamente.
Nessa disputa para a presidência da Assembléia Legislativa na próxima legislatura, ou seja, a partir de 2011, poderão até surgir novos postulantes ao cargo, mas se isso ocorrer, deverão funcionar apenas como candidaturas de ensaio, abrindo em seguida a disputa para Belão e Rotta, que Alias, já contam já com fortes cabos eleitorais, como os deputados Vicente Lopes, e Sinésio Campos, fazendo as imagens de Rotta e Belão – respectivamente.
Político menos experiente que Belamino Lins, porém com mais juventude, Marcos Rotta, surge como um candidato forte e que tem amplas possibilidades de vencer essa disputa e caso o governador Aziz resolva mesmo a meter a mão em cumbuca, no que acredito em favor do amigo Rotta, Belão terá que se contentar novamente a sentar em outra cadeira que não seja a de presidente do Poder. Vai ser duto ele se acostumar, caso essa situação seja materializada.
O atual presidente do Legislativo estadual, ainda tem nas mangas um bom trunfo para jogar esse jogo. Trata-se do seu irmão, o deputado federal Átila Lins, que também foi presidente do Legislativo e ainda tem na Casa fiéis companheiros. Átila, bem mais político e articulado que o irmão, faz política diferente de Belão, procurando ser mais gentil, fidalgo e mantendo-se fiéis aos velhos amigos, a ponto de não esquecer nomes de eleitores antigos e isso, marca um político, não se sei, se valerá pa para os deputados, que serão os eleitores dessa próxima eleição no Parlamento estadual.
No momento, tudo não passa de especulação uma vez que as candidaturas ainda não foram oficializadas, mas como os dois nomes aqui citados estão em plena campanha, estamos dando a nossa opinião e aguardar de camarote o resultado das negociações que certamente ocorrerão em função dessa interessante disputa pela presidência da Assembléia Legislativa do Estado, cujo presidente de acordo com a hierarquia funciona como o terceiro vice-governador do Estado, assumindo o posto nas ausências do governador, do vice e do presidente do Poder Judiciário. É sem nenhuma dúvida um cargo de peso e prestígio. Belão versus Rotta, façam as apostas senhoras e senhores.(Postagens simultâneas nos sites noticianahora, tadeudesouza, amazonianarede e blog Jornalismo Eclético)

*Osny Araújo é jornalista e analista político
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br – osnyaraujo@amazonianarede.com.br

Agronegócios:
Sugestões ao governador Omar Aziz - (1ª Parte)

                                                                                                             *Thomaz Meirelles

Ao assumir o comando executivo estadual, em 2003, era desejo do ex-governador Eduardo Braga criar um novo modelo econômico capaz de substituir o Pólo Industrial de Manaus, conhecido como PIM. Dessa forma, nasceu o programa “Zona Franca Verde”, o ZFV. Passados oito anos, apesar dos visíveis e incontestáveis avanços alcançados pelo ZFV, ainda temos uma fortíssima dependência econômica das indústrias instaladas no PIM, em decorrência dos incentivos concedidos. Entre os avanços do ZFV, destaco: reestruturação do setor com a criação de secretarias (Sepror e SDS) e agências (Agroamazon/ADS/Agência de Floresta); presença do IDAM em todos os municípios amazonenses; resgate da Expoagro; Programa de Regionalização da Merenda Escolar (PREME); Programa de Regionalização de Móveis Escolares; Pagamento de subvenção aos juticultores e seringueiros; implementação de feiras de produtos regionais (Cigs, Vitello, Feirão da Sepror), compra de pescado para evitar o desperdício, entre tantas outras ações importantes. Entendo que o ex-governador Eduardo Braga deu uma importante contribuição ao setor primário regional e, certamente, o governador eleito, Omar Aziz, saberá dar continuidade às boas ações e dar novos passos visando à maior geração de renda principalmente no interior do Estado. Nesse sentido, e diante da experiência adquirida no exercício da atividade profissional, tomo à liberdade de relatar alguns fatos e sugerir novos procedimentos que nos levem a tão sonhada interiorização do desenvolvimento.
MAIS AGÊNCIAS NO INTERIOR
A maior produção agropecuária depende diretamente do maior acesso aos bilhões de crédito rural disponibilizados anualmente pelo governo federal à agricultura empresarial e familiar (Pronaf). O crédito rural só é viabilizado por meio de bancos oficiais (Banco do Brasil e da Amazônia, na Região Norte). No meu entendimento, justamente pelo baixíssimo número de agências no interior do Amazonas, está uma das razões de estarmos entre as piores unidades de federação no acesso aos bilhões dos planos safras. Em 2008, o Pará contava com 114 agências oficiais, Tocantins (51), Maranhão (93), Rondônia (42) e, o Amazonas, apenas 28 agências (9 do Banco da Amazônia e 19 do Banco do Brasil). No tenho os dados atualizados, mas penso que a situação não é tão diferente, embora reconheça o esforço das duas instituições para viabilizar o crédito ao produtor rural. Reconheço, também, que não é tarefa das mais fáceis, pois estamos no maior estado do Brasil com acessos difíceis e longos. Em 1999, por meio do Pronaf, os estados de Rondônia (44 milhões), Maranhão (41 milhões), Tocantins (7 milhões) e o Pará (4 milhões) já obtinham desempenho superior ao Amazonas (145 mil) no acesso aos recursos financeiros disponibilizados. Em 2008, passados nove anos, continuávamos em situação inferior, ou seja, enquanto o Pará acessava R$ 272 milhões, Tocantins (49 milhões), Maranhão (120 milhões), Rondônia (55 milhões) o Amazonas chegava aos R$ 13 milhões. Nos bilhões do Plano Safra Empresarial, coordenado pelo Ministério da Agricultura, a situação não é diferente. Em 2009, o setor rural amazonense acessou R$ 195 mil, enquanto o Pará chegou a um milhão, Rondônia (7 milhões), Tocantins (10 milhões) e Maranhão (8 milhões). Reverter este quadro só será possível com a criação de agências oficiais em todos os 62 municípios do Amazonas.
PIM E O SETOR RURAL - (ZFM x ZFV)
Em 2004, ou seja, seis anos atrás, neste mesmo espaço e com o título “Parceria”, eu já sugeria uma maior aproximação entres as indústrias do PIM com o setor rural local. Naquela altura, eu já dizia: “A idéia é formalizar parcerias entre a ZFM e a ZFV. Possuímos 61 municípios no interior ocupando 99% do território do Estado, com um PIB insignificante. Precisamos reverter este quadro. Nosso parque industrial conta com aproximadamente 300 fábricas, portanto, uma proporção de cinco fábricas para cada município amazonense. Que tal esse apadrinhamento com lucros sociais e econômicos para todos os envolvidos? De que forma? Por menor que seja o investimento no setor rural, proporcionado pelo PIM, iria gerar renda no interior, confirmar nossas potencialidades e possibilitar o surgimento de novos projetos privados. A piscicultura, criação de pequenos animais, cultivo de grãos nas áreas já desmatadas e de várzeas, fruticultura, manejo de lagos, entre outras, são exemplos de atividades que poderiam ser implementadas. É uma questão de articulação que poderia ser coordenada pelo Estado ou Suframa juntamente com os demais órgãos governamentais e não governamentais ligados ao campo. Tenho absoluta convicção que as indústrias do PIM poderão contar, gratuitamente, com a orientação e apoio técnico da Sepror, Idam, ADS, SEAP, SEPA, MPA, Conab, Incra, Embrapa, Ibama, Inpa, Ufam, Ceplac, SDS, Faea/Senar, OCB/Sescoop, Sebrae, Fepesca, Fetagri, SFA, entre outras”. Na última eleição, e não foi diferente nas passadas, algumas indústrias do PIM colaboraram com o processo eleitoral (R$ 10 milhões em 2010), portanto, tenho certeza que, com argumentos concretos e projetos fundamentados e viáveis economicamente, tais indústrias também poderiam contribuir com essas iniciativas. Na próxima semana, comentaremos outros assuntos.

*Thomaz Antônio Perez da Silva Meirelles, administrador, servidor público federal, especialista na gestão da informação ao agronegócio.- e escreve sempre neste endereço com postagem simultâmnea no blog Jornalismo Eclético. E-mail: thomaz.meirelles@hotmail.com e thomazmeirelles@amazonianarede.com.br



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

PALLOCCI, CARVALHO E CARDOSO
CONFIRMADOS COMO MINISTROS

Agência Brasil
Brasilia - A equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff informou oficialmente por meio de nota nesta sexta-feira (3) os nomes de mais três integrantes do futuro ministério.
Foram anunciados o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) para a Casa Civil; Gilberto Carvalho, para a Secretaria Geral da Presidência; e o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP) para o Ministério da Justiça.
Nota à imprensa
A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou o deputado Antonio Palocci para ocupar a chefia da Casa Civil do futuro governo e o atual chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, para ser o titular da Secretaria Geral da Presidência. O deputado José Eduardo Cardozo, também convidado, assumirá o Ministério da Justiça.
A presidenta eleita orientou os futuros ministros a trabalhar de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento, com distribuição de renda e garantia de estabilidade econômica.
Assessoria de imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff."
Além dos três ministros divulgados nesta sexta, já foram anunciados oficialmente os ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central).
Havia a expectativa de que a equipe de transição de Dilma anunciasse nesta sexta outros nomes para o novo governo, mas a indefinição com partidos aliados, como o PMDB, fez com que a divulgação de mais integrantes da equipe ministerial fosse adiada para a próxima semana.
Nesta quinta, o senador e ex-ministro Hélio Costa (PMDB-MG) afirmou pelo Twitter que o partido já tinha acertado com Dilma a indicação de dois ministros: Edison Lobão para as Minas e Energia e Wagner Rossi, para a Agricultura. Não houve confirmação da informação por parte das assessoria de Lobão e Rossi nem pela equipe de transição de governo.





COM A CARA DO LULA

                                                                                              *Osny Araújo



Começaram a ser divulgados pela mídia os nomes dos primeiros escolhidos para formar no futuro ministério do Governo da presidente eleita Dilma Rousseff, do PT, que se instalará na tarde do dia 1º de Janeiro de 2011. A maioria dos nomes até agora divulgados, são velhos conhecidos do mundo político e alguns, circulam com desenvoltura a muito tempo pelos corredores dos Poderes na capital federal.

O ministério que está sendo formado, não resta nenhuma dúvida que tem a cara do presidente Lula, esse político de uma liderança incrível e um forte carisma, que elegeu com vantagem a sua sucessora, logo, nada mais natural que ele meta a sua poderosa colher na formação desse bolo do Governo, mesmo ele continue a afirmar que não quer e nem deseja interferir em Nada. Conversa de político.

Além do presidente Lula, anda rondando o Palácio do Planalto e certamente dando alguns pitacos, o José Dirceu, aquele que pisou na bola quando ministro-chefe da Casa Civil e jogou no ralo a grande oportunidade que a vida lhe ofereceu ser o presidente da República, cargo que a partir de janeiro será ocupada pelo também ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, uma mineira, com costumes gaúchos.

Acho inteligente por parte da presidente eleita Dilma a abertura dessa participação para o presidente Lula, até porque, ela precisará fazer muitas concessões e grandes negociações para a formação do seu Governo, até porque, tem ao seu lado, um partido perigoso e que sempre tem uma grande sede de Poder, que é o PMDB, perigoso como aliado e amigo e imagine na qualidade de inimigo. Certamente não é um bom negócio.

Por isso, neste momento acho interessante à participação de Lula na formulação do Governo, até para esfriar os ânimos e dentro de algum tempo, a presidente Dilma Rousseff, certamente vai começar a mexer no tabuleiro e tentará moldar o Governo com a sua cara, fato também muito natural em política, sempre de acordo com aquela máxima de que em política só funcionam duas operações aritméticas – somar e multiplicar.

Como Dilma afirmou durante a campanha que o seu Governo seria uma continuação da administração Lula, implementando algumas melhorias e avanços, a coisa está mesmo sendo encaminhada com esse objetivo, principalmente neste primeiro momento. Os nomes já anunciados e outros que estão na fila de espera são todos conhecedores desses caminhos e certamente não terão nenhuma dificuldade em fazer as difíceis caminhadas no Governo da primeira mulher a dirigir os nossos destinos. Tomara que tudo de certo.

Fora à ganância por cargos do PMDB, dando neste início de arrumação trabalho para o futuro Ministro da Casa Civil Antonio Pallocci, que já está as voltas com alguns problemas para evitar que se instale uma crise envolvendo PT e o partido do vice-presidente Michel Temer, as coisas parece que caminham com tranqüilidade, principalmente porque os outros aliados, ao que parece estão conformado e ainda não estão colocando a faca no pescoço da transição.

Na verdade, o que está ocorrendo com a posição assumida pelo PMDB não pode ser visto como novidade, partindo de onde parte. Quem entende um pouquinho de política, sabia que isso iria acontecer, e agora, cabe a equipe de transição, com a forte orientação da presidente Dilma e participação do presidente Lula, colocar o barco em águas tranqüilas para que a navegação siga o seu curso normal, até encontrar o seu porto seguro.

Certamente que a presidente eleita e a sua equipe de transição, devem estar trabalhando com a calculadora do lado, para fazer as contas e ver o desempenho de cada partido aliado nas eleições, é com esse resultado, que o bolo do Governo, chamado primeiro e segundo escalão está sendo dividido e às vezes, numa divisão de cargos poderosos como essa, nem todos ficam satisfeitos, mas nada que não possa ser conciliado, com algumas ações suplementares, ou seja, com a distribuição de um outro tipo de doce, o que também valerá para a distribuição dos cargos federais pelos Estados.

Sabemos que é quase impossível agradar a todos, mas com inteligência, bom sendo e um pouco de jogo de cintura, o que a presidente eleita tem pouco, mas Lula tem de sobra, as coisas possam se arrumar para que a era Dilma no Brasil, a partir do primeiro dia de 2011 comece com tranqüilidade e esperança de dias melhores para o Brasil e o seu povo.(Com postagem simuiltânea nos sites noticianahora,amazonianarede, tadeudesouza e blog Jornalismo eclético).

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: osnyaraujo@bol.com.br.